O que é mimar?

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Ser mãe é ter medo. Sim. Como a gente sente medo! E teme, principalmente, não conseguir cumprir bem o papel de educar. Um dos maiores temores de quem é mãe, pelo menos da maioria, é mimar demais a pobre criança e criar um adulto chato, arrogante, que se acha o dono do mundo, e não aprende nunca a lidar com as frustrações da vida. Nenhuma mãe quer ser responsável por lançar ao mundo esses seres exaustivos que são as as pessoas muito mimadas. Pois bem, tudo começa na infância. Só que esse medo exagerado de mimar demais faz a gente confundir tudo, de vez em quando. E é sobre isso que quero falar. Sobre o que é esse troço de mimar, e como isso não tem nada a ver com dar afeto. Mas vamos por parte. Continuar lendo

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A mãe que trabalha fora

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Eu sempre disse aqui: sou uma privilegiada. Desde que virei mãe, tenho conseguido, com sucesso, passar bastante tempo com minha filha, primeiro por conta do home-office que fiz por mais de 1 ano, e depois por causa do desemprego. Nesse período, conheci cada fio de cabelo da Valentina, cada mudança de humor. Antevia as reações, sabia como ela se comportaria, na maioria dos casos. Nesse tempo, pude acompanhar bem de perto cada fase, curtindo cada uma delas. Hoje com 2 anos e 8 meses, ela vê agora as coisas começarem a mudar. Continuar lendo

Como deixar a casa segura para o bebê?

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O post de hoje é um pouco diferente. Inédito, eu diria. Algo que não traz questões polêmicas, longe disso. Hoje quero falar sobre segurança. Ou melhor, sobre como deixar a casa segura para o bebê. Sim, é necessário. Todo mundo sabe que crianças são curiosas, gostam de conhecer os ambientes nos seus mínimos detalhes e não tem a menor noção de perigo. Daí, você pode até dizer:

— Ah, mas é só ensinar a criança a não mexer nas coisas. Falar que “não pode” é suficiente, não precisa reformar todo o lar por causa dela. Ela é quem tem que se adaptar, não o contrário.

E eu respondo.

— Para de graça, tá? Evidente que a criança tem que ser orientada, desde sempre, a não mexer nas coisas, etc, etc. Mas você acha mesmo que bebês e crianças pequenas conseguem segurar a onda da curiosidade enorme que existe nelas, apenas por uma questão de obediência? Você quer pagar para ver? Ou considera que é melhor prevenir do que remediar? Continuar lendo

Do que um bebê precisa?

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Dia desses, em um fórum de mães (sim, eu participo!), vi uma dúvida lá e quis ajudar.  A moça disse que estava aflita, porque não sabia bem o que precisava comprar para o bebê quando ele nascesse. Ela queria uma lista de itens, acredito. Eu, evidentemente, quis ajudar a gestante, pois me identifiquei. Também senti esse tormento, na época da gravidez. Indiquei meus posts sobre o que vale a pena comprar para o enxoval e o que não vale a pena. Além de recomendar que ela desse um Google básico para conferir as listas mais “famosas” e fazer uma para ela individualizada. Finalizei, de modo delicado, dizendo que esperava ter ajudado um pouco.

Sabe o que ela respondeu?

— Não ajudou muito não!

Dá para acreditar nisso! Fiquei em choque com a sinceridade (kkk). Mas essa breve história me fez pensar a respeito de uma pergunta: do que um bebê precisa mesmo? Continuar lendo

10 coisas que provam que ser mãe pode te transformar em uma pessoa melhor

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Sim. Eu prometi. E cá estou cumprindo. Desde que me tornei mãe, descobri uma oportunidade muito rica e intensa de me tornar uma pessoa melhor. Ninguém, evidentemente, me disse “Seja melhor, Cíntia!”, até porque ninguém tem absolutamente nenhuma reclamação a meu respeito, a não ser, talvez, as pessoas que me conheçam (rsrs). O que aconteceu foi que passei por aquela erupção vulcânica que a Laura Gutman tão bem explicou no livro que ainda vou resenhar (prometo) “A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra”. E essa abertura de alma me fez enxergar muita coisa nova. Hoje me sinto muito melhor como pessoa, de verdade. E olha que só comecei nesse troço de maternidade. Tem muito chão pela frente!

No entanto, acredito que já posso falar sobre o quanto acredito que a maternidade pode transformar alguém para melhor. Olha lá no título, coloquei “pode”, porque nada acontece, se a gente não quiser. Se não houver essa abertura interna, tudo continuará igualzinho sempre. E isso não é bom. Precisamos saber mudar. A mudança faz parte da vida. Nossa essência nunca vai se perder, mas podemos ir aparando as arestas, refletindo sobre nossa atitude com as outras pessoas, etc, etc e tal. Por isso, sem mais delongas, fiz essa singela listinha com as 10 coisas que provam que ser mãe pode te tornar uma pessoa melhor. Confere só. Continuar lendo

Precisamos falar sobre gravidez na adolescência

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Já sei. Você pode estar pensando:

— Lá vem ela com esse “precisamos conversar”!

Mas, não é bem assim. Por favor, seja mais tolerante. O chamado para a conversa é algo que pode ser bem interessante, esclarecedor, etc. Além disso, esse título é muito bom, e impacta, na medida certa. Enfim, precisamos conversar.

O post de hoje, como prometido no título ótimo, é sobre gravidez na adolescência. Porque, embora a taxa de gestações nessa fase tenha caído 17%, segundo dados do Ministério de Saúde, referente ao período de 2004 e 2015, ainda são 546,5 mil mães adolescentes, só em 2015, que foi quando a pesquisa foi feita. É um número bastante alto. E o assunto é bastante conflituoso, pois envolve muitos e muitos fatores.
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Como fazer seu filho comer bem

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Talvez eu fale pouco aqui no blog sobre alimentação. Mas é que a minha filha nunca deu trabalho para comer. Verdade. É uma coisa linda de ver. Nunca sofri com isso, mas sei que muitos pais sentem muita dificuldade para fazer o filho comer bem, nem que seja um pouquinho. Eu, evidentemente, não sou nutricionista. Há blogs bem legais que vão falar bem melhor que eu sobre como fazer a criança comer de maneira saudável e tudo mais. Porém sou mãe, tenho já a experiência, a malícia, de quem já passou pelo negócio. Além disso – deixa eu me gabar um pouco – a Valentina não só come bem, ela come DE TUDO.
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Da cobrança para sermos mães perfeitas

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Embora todo mundo tenha aquele discurso pronto de que não existe ser humano perfeito, de que erros são desvios normais na vida, de que o perdão e o pedido de desculpas estão aí para isso mesmo; a maioria das pessoas – talvez todas eu diria – não aceita em absoluto as imperfeições alheias. No entanto, até tolera um ou outro defeito, em nome da boa convivência, do sentimento que tem pela pessoa, ou por empatia. Porém, se esse ser humano errante aí for mãe, esquece. MÃE NÃO PODE ERRAR!

E é daí que nasce aquela cobrança gigante que existe no mundo da maternidade sobre ser uma mãe perfeita, e o quanto isso é utópico, inalcançável e uma viagem total. Pois bem, o post de hoje é sobre duas coisas: sobre essa questão da cobrança às mães para serem perfeitas e também sobre como a maternidade pode ser uma forma de nos tornarmos pessoas melhores. Vem comigo, que não é nenhum bicho de sete cabeças. Continuar lendo

Sobre fazer as vontades dos filhos

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De vem em quando, o mundo da maternidade da mídia nos presenteia com alguma notícia curiosa, impactante ou ambas. Recentemente, não foi diferente. Apareceu aí uma news de que uma mãe brigou com uma conhecida, porque a última não deixou o filho da primeira brincar com os itens de uma coleção. Antes que me perguntem o que eu acho (ninguém fez isso, mas vai fazer…haha), afirmo que não dá para avaliar corretamente essa pequena história por que não conheço todos os elementos e nem sei como o troço procedeu de fato. Seria leviano, e nada produtivo. Prefiro sair pela tangente (de vez em quando, é bom) dizendo que não vejo certo nessa história, e que a criança, a meu ver, é uma vítima. Ponto.

No entanto, essa notícia me lembrou de algo que eu queria falar aqui já há algum tempo. Sobre essa coisa de fazer as vontades da criança ou não, até que ponto ceder, como usar corretamente o não milagroso, e o que é “mimar”. São muitos dilemas na minha cabeça reflexiva, pois minha pequena tem dois anos e meio e me testa o tempo todo, como todo baby adolescente costuma fazer (já falei sobre adolescência do bebê aqui). Acontece que geral diz que Valentina é uma criança encantadora e boazinha. Que não faz raiva para ninguém. No entanto, já ouvi de uma pessoa que estou a mimando por dar afeto e atenção demais, ser muito boazinha, essas coisas. E tudo isso me fez refletir sobre esse troço todo de fazer as vontades dos filhos. Continuar lendo

Mãe também é mulher

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Ah, como mulher sofre! Sim. Sofre. O tempo todo. E por todos os motivos. Não estou falando metaforicamente, estou sendo prática. Desde o momento em que o médico diz, lá no começo, ainda no ultrassom: “É uma menina”, uma vida de desigualdades, dificuldades e TPM se abre em flor para aquele pequeno ser. Você pode estar dizendo:

— Ah, mas homem também sofre! Para com essa história!

E eu respondo:

— Primeiramente, este blog é sobre mães e você, que disse isso, provavelmente é homem, então nem vem, você nem deveria estar aqui, lindo (kkk).

Brincadeira. Homens são bem-vindos.

Nem tanto.

Não tem como negar que mulheres são tratadas de modo diferente e têm uma série de percalços que os homens nem de longe enfrentam. Menstruação? Parto? Salto alto? Cobranças? Julgamentos pelo comprimento da roupa? Salários menores só por causa do gênero? Sim. A lista é longa. E nem é disso que quero falar. Só comecei dizendo isso para contextualizar o post. Que é sobre mulheres. Ou melhor, mulheres que se tornam mães. Ou melhor, mulheres que se tornam mães e parecem que perdem a condição de mulheres.

Enfim, deu para entender. Agora sim, chego ao começo (rs).
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