Quando a criança começa a brincar sozinha?

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Por algum tempo, na verdade, anos, uma das minhas pequenas frustrações de mãe é que a minha filha não sabia brincar sozinha. Embora eu sempre tenha priorizado brincar com ela, sempre que possível, eu também queria, em alguns momentos, ficar quieta no meu canto, enquanto ela brincava, sozinha. No entanto, Valentina sempre foi uma criança que precisava do contato, da proximidade, da socialização comigo quase que o tempo todo. Até que um dia, sem que eu percebesse, ela começou a me pedir, gentilmente, para ir fazer outra coisa enquanto ela ia brincar.

Rs.

Sim, esse dia chegou. E a gente, como ser humano confuso que é, não sabe valorizar nossos desejos realizados. Eu queria que ela soubesse brincar sozinha para fazer minhas coisas, mas no momento em que ela pediu para eu me retirar da brincadeira, doeu um pouquinho não ser mais tão útil assim no brincar dela. Continuar lendo

Não precisamos do Dia das Mães

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Talvez eu goste cada vez menos de datas festivas. 

Fico vendo as mensagens de Dia das Mães, por exemplo, e pensando que aquele filho que fala que a mãe é mais guerreira de todas pode ser o mesmo que fica anos sem vê-la; aquele outro que diz que a mãe é um exemplo, mandando textão por Facebook, pode ser o mesmo autor que culpa a progenitora por todos os problemas que tem.

O Dia das Mães é uma das datas mais valorizadas. Rende mensagens lindas, publicidade que parece um cristal de tão perfeito, e uma comoção gigantesca. Mas as figuras maternas homenageadas acordam no outro dia, e voltam ser invisíveis e discriminadas o tempo todo. 

Não é feliz o dia que a mãe precisa fazer de conta que não é mãe, que vai colocar o filho em uma capa de invisibilidade para ser a funcionária perfeita e avançar na carreira.

Não é feliz o dia que a mãe se sente um poço de sobrecarga, por que não tem ajuda nem para conseguir tomar um banho decente. Que precisa pedir, quase implorar, para que alguém segure um dos pratos que ela precisa equilibrar todos os dias para sobreviver.

Não é feliz o dia que a mãe percebe que suas crianças não são bem-vindas em praticamente lugar nenhum, que ela tem que pedir desculpas para as pessoas por seus filhos agirem como crianças, e aguentar cada olhar de julgamento voltado para ela e suas crias.

Não é feliz o dia que a mãe precisa ouvir quinhentos palpites de como ela deveria fazer de outro jeito tudo que ela faz pelas crianças, que está errado dar atenção demais, que ela não dá atenção suficiente, e por aí vai.

Não é feliz o dia que a mãe precisa se reinventar, arriscando-se em um empreendedorismo forçado por que o mercado de trabalho a expulsou do jogo, pouco depois dela entrar no mundo da maternidade. 

Não é feliz o dia que a mãe precisa fingir que está tudo bem, quando tudo o que ela queria era dormir um pouco, mas ninguém percebe que não é mérito ter que dar conta de trezentas coisas ao mesmo tempo, quando você não tem outra escolha.

Não é feliz o dia que a mãe olha para si e deixa de se reconhecer por que as pessoas desaprenderam que, além de mãe, ela é uma série de outras coisas, boas e ruins. 

Não é feliz o dia que a mãe precisa parar todos os seus planos, enquanto vê todo mundo seguir em frente, enquanto ela é forçada a ficar em casa para cuidar dos filhos por que não tem creche para colocar as crianças, ou alguém que ela possa pagar, ou mesmo um emprego flexível que aceite que ela vai sim precisar sair mais cedo para as consultas médicas, ou faltar quando o filho estiver doente.

Não é feliz o dia que a mãe precisa ouvir dos filhos que ela fez tudo errado, ou qualquer outro comentário infeliz que os filhos sempre fazem, uma hora ou outra;

Não é feliz o dia que a mãe se vê obrigada a fazer escolhas e a ser questionada por cada uma delas, até mesmo por gente que ela nunca viu na vida.

O Dia das Mães é uma data assaz sentimental, bonita, etc. Mas nos outros dias as mães são obrigadas a serem invisíveis, invencíveis. Poucos são os que entendem o peso da responsabilidade, a sobrecarga de tarefas, as dificuldades diárias. E quem entende, geralmente, é por que estampa a camiseta de mãe também. Fora do círculo, a nossa luta não vale tantos cartões.

Poucos percebem que mãe – no geral – não quer ganhar flores, nem bombons ou uma folga da tarefa de fazer o almoço de domingo. Mãe quer dormir, mãe quer cuidar de si mesma, mãe quer gratidão, mãe quer reconhecimento, mãe quer um mercado mais humano, mãe quer tirar a capa de mulher maravilha por que é uma falácia, e a gente sempre sabe disso, desde o dia que alguém aponta para nós e diz “olha lá a a guerreira”. 

Não queremos esse título. Queremos condições melhores de trabalho, creches para nossas crianças, menos palpites e mais ajuda. Talvez todas essas coisas não rendam uma boa foto no Instagram, mas certamente o coração da mãe vai estar menos angustiado, um pouco mais feliz. 

Desculpa o post anticlimáx! 

Bjs e até o próximo post!

Seja feliz como uma criança

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Tem coisas que a gente, como mãe, precisa anotar para não esquecer nunca mais. Acredito que todas nós deveríamos comprar, junto com o kit higiene e as milhares de fraldas que nos acompanham por anos, um caderninho simples para anotar ali, na nossa memória de papel, as experiências profundas de troca que temos com nossas crianças. Uma hora é uma palavra inusitada que elas falam, e a gente fica lá rindo por horas. Outro momento é uma pergunta engraçada, uma careta, uma descoberta. 

Só que aí, como somos sempre muito ocupadas, tendo em vista que somos mães, certas coisas acabam ficando ali no cérebro por algumas horas e, muitas vezes, desaparecem. Digo isso pois estou há dias tentando lembrar do motivo que fez minha Valentina ficar tão mais tão feliz e era uma coisa tão mais tão boba, que pensei em escrever sobre isso, mas só que meu cérebro fez questão de apagar uma memória cara para mim. Obrigada, cérebro! Aquele pagode dos anos 90 que sei de cor você nunca mais tirou,  né? Poderia ter apagado isso. Continuar lendo

Você nasceu para ser mãe?

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Existe um conceito no mundo da maternidade chamado “instinto materno”. Essa maravilhosa ferramenta feminina é como se fosse uma capa de super mãe que algumas mulheres têm, e outras não. Quem tem sabe segurar bebê no colo, sabe pôr para arrotar, fica feliz em acordar o tempo todo para ninar seu pequeno, além de viver em paz com suas escolhas, pois sempre sabe o que está fazendo. Já aquela que não tem certamente deixa bebês caírem no chão, não pode chegar nem perto, e, se porventura, tornarem-se mães serão aquelas que vão reclamar e odiar a maternidade para todo sempre amém.

Quem me acompanha nesse blog já deve ter percebido que eu não acredito  muito nessa coisa de instinto materno. Por isso ativei o modo ironia no primeiro parágrafo, mas já estou desativando, pois ironia demais é coisa assaz chata. Enfim, é sobre isso que vou falar brevemente hoje. Existe isso mesmo de “nascer para ser mãe”? Continuar lendo

Quando as crianças devem começar a falar?

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Quando Valentina era bebê, uma das minhas principais ansiedades de mãe, digamos assim, era para que chegasse logo a parte que ela ia começar a falar comigo. Eu ficava pensando em como seria a voz dela, que coisa mais legal dizer coisas e ela entender e responder (muito prazer, diálogo) e o quanto eu ia atingir o ápice da fofura quando ela falasse uma palavra errado ou inventada. Pois esse dia chegou já faz tempo, e desde então ela não parou mais de falar. O que é bem bacana, mas também assaz cansativo, pois não sobra minuto para o tanto de coisa que ela quer verbalizar. E, geralmente, em formato de pergunta, que é para me obrigar a interagir..rs.

O fato é que o processo de aprendizagem da fala é algo bem interessante, mas que gera bastante dúvida, principalmente quando a criança entra na fase que ela deveria estar falando, mas não está.  Continuar lendo

O conto de fadas da mãe moderna

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Era uma vez uma mãe. Vamos chamá-la de Joana. Nome fictício para proteger a identidade, pois a história é um pouco tensa. Mentira. É nada. É tipo um conto de fadas. Mas vamos lá. Era uma vez a Joana, uma mãe como qualquer outra, em mais um dia de maternidade hardcore, preparando as crianças para a escola, enquanto pensa no que vai fazer de jantar e se vai conseguir cumprir o prazo que o chefe deu para entregar aquele relatório. Enquanto isso, um filho briga com o outro, e ela joga os relatórios imaginários para o alto, e a janta também. Vai acudir as crianças. O que está acontecendo, meninos? Eu já falei que não pode brigar com o irmãozinho. Vocês querem ficar de castigo, é isso?

Briga apartada. A mente continua voando, enquanto ela faz, quase sempre automaticamente, as funções de mãe, como vestir as crianças, conferir a mochila, fazer a merenda, dar café da manhã, ficar de olho se eles estão escovando os dentes mesmo ou usando as escovas para limpar a unha do pé ou o ralo do banheiro. Ela pensa no relatório – de novo -, na janta, no prato de salgado que a professora pediu para levar para comemorar mais um aniversário na escolinha (eita galera que faz aniversário), pensa também que faz 1 mês que ela não faz as unhas, que o box do banheiro precisa de uma boa esfregada com sabão, que mês que vem tem pediatra, que semana que vem tem que comprar uma blusa de frio nova para os meninos, pois as deles estão todas curtas.

Ela não costuma ter muito tempo para pensar nas inconsistências da vida, na fugacidade das relações, ou no vazio da nossa existência. Mas, bem de vez em quando, ela tem um desejo meio pueril de conseguir uma mãozinha divina para auxiliar na tarefa de ser mãe. Família pequena, ex-marido, filha única. Ela realmente não conseguiu a aldeia para criar suas crianças. Hoje se vira sozinha. Fazer o quê. Ela até acostumou, mas pensa, de vez em quando, se tivesse alguém assim, que fosse tipo um super herói, ou melhor, super heroína, pois mulher é melhor em tudo sempre (#feminista) que “brotasse” do nada, assim, meio que caindo do céu, para ajudar mães sobrecarregadas. Seria ótimo se isso existisse… Tipo uma fada madrinha materna. Alguém que vai ajudar a mãe a recuperar a energia mental, enquanto docemente cuida das crianças. Alguém que vai só chegar e cuidar, sem fazer diferente, sem julgar, sem palpitar, sem jogar na cara (nossa, te ajudei demais hoje, hein?): somente fazendo o bem ao próximo. A mãe mais próxima. Poderia ser ela. 

Joana adoraria uma fada dessas. 

Eis que alguém toca a campainha.

Ela vai atender. E lá, no portão, uma moça muito bonitinha de varinha e tudo sorri para ela. Joana não pode acreditar na sintonia. Ela pensou e apareceu essa pessoa, que deve estar atrasada para o Hallowen ou adiantada, sei lá. Mas que trouxe um sopro de esperança em uma fada madrinha imaginária. Joana pergunta: O que deseja? A moça responde. Te ajudar. E Joana, meio atordoada, retruca. Ajudar como, moça? E a moça, responde. A cuidar dos seus filhos. 

Ué. Joana pensa. Será que estou sonhando ainda? Realmente ontem fui dormir muito tarde, talvez eu ainda esteja no sonho. Realmente os meninos até que estavam mais bonzinhos, do que de costume. Só pode ser sonho. Mas a moça fica lá, sorrindo, e, olhando de perto, ela pensa no quanto aquele ser ali na frente parece meio que de outro planeta mesmo. Tem uma aura meio esquisita. Mas Joana pensa que não tem como cair nessa, que essa daí deve ser uma ladra de crianças ou coisa parecida. Imagina que ela vai deixar aquela moça entrar.

É aí então que acontece uma coisa esquisita. Os meninos começam a interagir com a moça, chamando-a pelo nome. Ana. O nome dela. Aninha, os meninos chamam. E Joana indaga: vocês conhecem ela de onde? E os filhos dela respondem: não conhecemos. A mente de Joana dá um bug e ela não entende mais nada. E, enquanto ela tenta processar no cérebro de que forma ela vai compreender aquilo, eis que a moça, a Aninha, entra voando dentro da casa dela, pousa no sofá e fala: o que mais preciso fazer para você acreditar que sou sua fada madrinha?

Então, Joana, pensa, voar é um pouco demais. Nenhum ser humano tem essa capacidade. Não, por enquanto. Joana tenta resgatar na mente dela se tomou algum remédio errado, se bebeu vinho demais, se as lentes de contato estão funcionando corretamente. Mas nada parece explicar o aparecimento dessa moça. Aninha, a não ser isso mesmo: mágica. 

Joana, então, pergunta. Mas moça, se você é mesmo minha fada madrinha, por que precisou tocar campainha e já não entrou voando de vez? E outra, essa estratégia aí de convencimento de vocês está muito apelativa, se vocês conhecem até meus mais íntimos desejos, por que não fizeram algo melhor, já que me conhecem tanto assim? E tem mais, em que universo você acha que vivo para deixar meus pequenos sozinhos com uma estranha, enquanto eu vou, sei lá, ler o best-seller que está parado no meu criado mudo desde que os meninos nasceram?

A Ana apenas sorri. Pega a mão da Joana e diz: Senta. Deixa eu te explicar. E Joana, meio a contragosto, mas querendo muito acreditar, senta no sofá. Ana então diz que ela fazia parte de uma divisão nova de fadas, que são especialistas em ajudar mães sobrecarregadas. Que não é nada padrão Cinderela, é apenas uma ajuda sobrenatural para mães que querem um descanso de alguns dias para voltarem a se conectarem consigo mesmas, praticarem seus hobbys, recarregarem as energias.

Que esse foi um pedido feito por todas as fadas e seres femininos que existem lá no outro plano para o Ser Superior que elas estão subordinadas. Que as mães sempre foram uma classe que nunca pode contar com ajudas desse tipo, que era errado com as mulheres o Ser Superior ter deixado chegar nesse ponto, no qual as mães precisam se anular para dar conta das suas crianças, quando criança é responsabilidade de todos, enfim. O fato é que o lobby funcionou. Principalmente por que muitas mães secretamente pediam esse serviço há alguns milhares de anos.

Aninha conta, então, que Joana estava livre para fazer o que quisesse nos próximos dias. Mas e o trabalho? Joana retruca. E  a fada apenas diz, não se importe com isso e vai fazer suas coisas. A essa altura do campeonato, os meninos, que estão meio esquecidos aqui nessa história, estavam na escola já, pois a fada Aninha deu um jeito de os teletransportar para lá, sem precisar de veículos poluentes, pegar trânsito, etc. Essas coisas terrenas que fada nenhuma vai se sujeitar a fazer. Aninha avisa para Joana que ela ficasse tranquila, pois as tarefas domésticas iam ficar por conta dela, graças a varinha de condão que é uma ótima faxineira, e dá um cartão para a Joana conhecer o Spa “‘Detox das mães”, um verdadeiro paraíso. Vai lá que você vai gostar, ela diz.

O fato é que Joana, depois de tantas provas de que aquela moça realmente só podia ser uma fada, aceita a ajuda e vai se divertir. Conhece o SPA, sai com as amigas, lê não somente um, mas dois best-sellers, maratona séries, come brigadeiro de colher – sozinha -, faz compras, etc, etc, etc.

Ela não sabe dizer se foram dias, semanas ou meses, o fato é que chegou uma hora que ela pensou. Estou com saudade dos meninos. E o timing foi perfeito, pois, foi nesse exato momento que a Aninha mandou uma mensagem via Whatsapp para ela (sim, fadas usam essas tecnologias também) avisando que agora ela podia ir para a próxima missão, pois Joana estava “reenergizada”, e, mais importante, feliz.

Quando Joana volta para casa, os meninos estão lindos, cheirosos e comportados, a casa, organizada, a comida pronta. Aninha apenas sorri (era uma fada de poucas palavras) e diz “Parabéns, seus filhos são ótimos”, e Joana se sente a criatura mais sortuda da face da Terra por ter tido a chance de contar com essa ajuda, e mais ainda por ser a mãe daquelas crianças lindas, que, estranhamente, estavam mais lindas do que nunca. Joana pergunta para a fada se aquele serviço poderia ser “contratado” de novo, sabe, quando ela bem quisesse, mas Aninha é enfática (embora muito doce). Não era a mãe que pedia a fada, era a fada que escolhia a mãe, que, geralmente, era aquela sobrecarregada a ponto de explodir de tensão. Aninha olha para Joana e diz sorrindo: 

Você, certamente, não vai querer chegar nesse ponto de novo para precisar de mim, certo?

Joana concorda. Embora tenha sido maravilhoso contar com aquela ajuda, ela não queria morrer de estresse primeiro para ter tudo isso de novo. Porém lamenta que fosse um auxílio divino tão pontual. Poderia ser frequente, somente 1 dia por mês.. Só para ir ao cinema, sei lá. Mas Aninha responde:

Foi o que a Associação das Fadas Maternas (AFAMA) conseguiu, por enquanto. Mas nossa luta continua, mana! É que o chefe é difícil à beça!

E sai voando, feliz da vida, por ter feito tão bem nas 24 horas que passou naquela casa. 

 

FIM!!!

 

(Estreei um novo formato de texto, uma ficção feita com bastante amor e carinho para vocês que me acompanham. Espero que tenham gostado! Bjs e até o próximo post!)

O que eu aprendi ao não dar chupeta para minha filha

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Um dos posts mais lidos desse blog é o que falo sobre a minha escolha por não dar chupeta para minha filha (aqui o link). Hit total, mais de 2 pessoas viram…hahaha. Na época, somente um único breve segundo pensei se não estava sendo radical demais com a coitada da chupeta. Mas foi um momento absolutamente vulnerável do meu ser: uma mãe com um recém-nascido, demandando o tempo todo. Eu, absolutamente esgotada, confusa e perdida. Em todas as outras horas, sempre tive segurança e que fiz o certo. Hoje, quatro anos depois, tenho orgulho de ter sido firme e bastante certeza de que a chupeta não fez a menor das faltas na nossa vida e mais: sua ausência foi benéfica, por uma série de motivos. É sobre isso que vou falar hoje. Continuar lendo

7 dicas para ensinar as crianças a lidarem com a tecnologia

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Olá! 

Tudo bem com vocês?

Ainda tem alguém interessado nesse blog…rsrs?

Desculpem a demora em postar conteúdo novo, nem vou tentar justificar. Erro meu, ponto. Perdão. Não desistam de mim. Continuemos.

Nesses últimos dias, vocês viram que ouve certo pavor no mundo materno causado pelo personagem Momo? Eu acompanhei, e até escrevi, no site que colaboro (o Green Me, sempre bom lembrar), e agora é a vez de falar disso no blog. Mas, eu não não vou esmiuçar nada sobre a notícia, porque, embora existam sempre motivos para a gente temer a tal da internet, houve, nesse caso, como em muitos outros, certa histeria coletiva. Pela quantidade de pessoas que viram surgir o Momo, do nada, nos vídeos do Baby Shark e similares, parece que o personagem  anda mais visualizado que Galinha Pintadinha.  Continuar lendo

Mitos e verdades sobre as crianças

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Eu adoro esse tema, tanto que fiz vários posts sobre isso, principalmente relacionados aos bebês, como esse aqui. Mas, embora com a idade, os mitos diminuam um pouco, ainda assim, a infância é uma fase que atrai esse tipo de coisa. Todo mundo tem algo que acredita piamente, dito por algum conhecido, às vezes os próprios pais, e que não passam de pura falácia (ou não). Pois bem, como adoro falar disso, e vocês gostam de ouvir (sim, eu sei o gosto de vocês..rs), é sobre isso que vou falar agora. Sobre mitos e verdades envolvendo as crianças. Vamos lá: Continuar lendo

Maternidade real x idealizada

 

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A gente idealiza as coisas. Sim,  a gente faz isso. Deve ter algo a ver com o fato de termos essa mente viajante, psicodélica, agitada. Deve ser também por que existe a encenação – o que todo mundo quer que a gente acredite – e a vida real. Na maternidade, não é diferente. Existe uma aura sobrenatural na figura da mãe, uma percepção distorcida e pouco verdadeira sobre como é cuidar de uma criança. Sobre como é ser responsável pelo desenvolvimento de outro ser humano. É disso que vou falar hoje. Muito prazer, vos apresento a maternidade (prepotente!).  Continuar lendo