Crianças pequenas têm muitas perguntas e isso pode ser bem cansativo

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Quando temos um bebê, tudo o que almejamos é que ele comece logo a falar com a gente, pois certamente a voz dele vai ser tão linda e será tão singelo um bate papo entre mãe e filho. Aquele jeitinho infantil de perguntar mil vezes a mesma coisa. Muito maravilhoso! Daí eles começam a falar, atingindo o importante marco da linguagem e, a partir daí são bilhões de palavras por dia, zilhões de questionamentos e a mãe, que é quem geralmente é a ouvinte mais assídua das indagações infantis, não entende por que a cabeça dela anda doendo tanto, e parece que tem um zum zum eterno nos ouvidos.

Na verdade, ela entende, mas eu quis usar essa frase…rs Continuar lendo

Entenda por que o ócio é tão importante para as crianças (e para todos)

 

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Você já parou para pensar no quanto o tempo é um recurso precioso? E o quanto nós fazemos de tudo para lotar nossa agenda de tudo quanto é tarefa, pois, do contrário, não estamos sendo produtivos, e isso é um pecado mortal no sistema que vivemos?  A produtividade é uma exigência da vida moderna, sim todos sabem. Mas no afã de querer produzir a gente esquece de só viver. Antes de você pensar que estou assaz filósofa de botequim, deixa eu explicar o motivo desse post…

Até mesmo as crianças, que deveriam ter todo tempo do mundo, como bem disse Renato Russo (era das crianças que ele estava falando, certo?) não estão conseguindo respirar diante de tantas atividades e exigências para que elas se preparem para o futuro. No afã de prepararmos nossos filhos para o mercado de trabalho, estamos abrindo mão de ensiná-los a apreciar a vida, e mais que isso, a ficarem algum tempo sem fazer nada. Pois, minha gente, o ócio é essencial. É disso que vou falar.

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Filhos não são um investimento

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Tenho notado que é cada vez mais comum as pessoas optarem por não ter filhos. Ainda bem que estamos em uma fase da sociedade na qual não temos uma escolha única, como há algum tempo. As pessoas têm que escolher o melhor para elas. E ponto. No entanto, existe uma corrente muito sólida que, não somente não quer ter filhos, como também diminui quem tem ou quer ter. Que se vangloria de odiar crianças e tudo mais. E existe ainda uma parcela da população que acredita que filhos não valem a pena, pois não são um bom investimento. Mas vou falar uma coisa para vocês: essa ideia é péssima, pois parte de uma premissa falsa. Pais não devem esperar retorno de nenhuma espécie dos seus rebentos. Parece óbvio? Tem gente que não acha. Continuar lendo

5 itens saudáveis para incluir na lancheira do seu filho

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Não é fácil a vida de uma mãe. Não bastasse toda a demanda de cuidados, o medo das doenças, a preocupação com o futuro dos filhos, o orçamento que fica sempre apertado quando eles chegam, e os desafios diários de educar um ser humano, tem também a parte da alimentação. Sim, pois crianças precisam se alimentar de modo saudável tanto quanto os outros, ou até mais. Pois é na infância que se estabelecem muitos hábitos, que o paladar é aperfeiçoado (ou estragado). 

No entanto, não é fácil comer bem. Quem falar o contrário está mentindo. É óbvio que é muito melhor se deliciar com um pãozinho feito em casa, um bolo caseiro, um almoço colorido, cheio de salada e legumes. Mas itens saudáveis, como frutas, verduras e legumes, além de caros, são extremamente perecíveis. E receitas caseiras exigem ingredientes que também podem custar pequenas fortunas, e exigem uma mão na massa que envolve uma quantidade de tempo razoável para fazer. Enfim, não é fácil. E mandar itens saudáveis nas lancheiras das crianças todos os dias (a maioria das escolas pede) é um verdadeiro desafio. Continuar lendo

Existe “brincar certo”?

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Há dois grandes presentes que você pode dar para seu filho. Um deles é a sua presença, a outra é proporcionar que ele brinque. Já falei aqui diversas vezes da importância do brincar para as crianças, mas hoje quero abordar um aspecto que não tinha dito ainda: sobre como a gente pode começar a “atrapalhar” a criança nesse processo de brincar. Não está entendendo nada? Vem comigo, que explico direitinho… Continuar lendo

Os terceiros na educação dos filhos

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Um dos primeiros posts que fiz para esse blog foi sobre chupeta. E, na ocasião, lembro de ter brincado que achava que quando o bebê nascia, vinha uma chupeta junto com a placenta. Hoje eu, evidentemente, não vou falar sobre isso de novo, pois o post que fiz está bem completinho. Mas gostaria de usar esse exemplo de “coisas que nascem junto com o bebê” para falar sobre outro tema: a participação dos terceiros na vida das mães.

Se você é mãe há 2, 3, 10 anos já deve ter uma boa coleção de palpites alheios sobre como deveria criar seu filho. Eu, que estou nessa vida há 4 anos, tenho uma estante cheia deles, e alguns são artigo raro (ou nem tanto). Como da vez em que uma completa estranha me parou no meio da rua (literalmente, pois eu estava parada no semáforo esperando o sinal abrir) para dizer para cobrir a cabeça da minha filha, pois estava “serenando”. Porém eu tinha acabado de fechar o guarda chuva, justamente POR QUE A CHUVA PAROU. Enfim, foi um dos primores da falta de noção que pode existir nas pessoas que acham que podem dizer o que uma mãe deve ou não fazer pelo seu filho. Continuar lendo

Quando a criança começa a brincar sozinha?

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Por algum tempo, na verdade, anos, uma das minhas pequenas frustrações de mãe é que a minha filha não sabia brincar sozinha. Embora eu sempre tenha priorizado brincar com ela, sempre que possível, eu também queria, em alguns momentos, ficar quieta no meu canto, enquanto ela brincava, sozinha. No entanto, Valentina sempre foi uma criança que precisava do contato, da proximidade, da socialização comigo quase que o tempo todo. Até que um dia, sem que eu percebesse, ela começou a me pedir, gentilmente, para ir fazer outra coisa enquanto ela ia brincar.

Rs.

Sim, esse dia chegou. E a gente, como ser humano confuso que é, não sabe valorizar nossos desejos realizados. Eu queria que ela soubesse brincar sozinha para fazer minhas coisas, mas no momento em que ela pediu para eu me retirar da brincadeira, doeu um pouquinho não ser mais tão útil assim no brincar dela. Continuar lendo

Não precisamos do Dia das Mães

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Talvez eu goste cada vez menos de datas festivas. 

Fico vendo as mensagens de Dia das Mães, por exemplo, e pensando que aquele filho que fala que a mãe é mais guerreira de todas pode ser o mesmo que fica anos sem vê-la; aquele outro que diz que a mãe é um exemplo, mandando textão por Facebook, pode ser o mesmo autor que culpa a progenitora por todos os problemas que tem.

O Dia das Mães é uma das datas mais valorizadas. Rende mensagens lindas, publicidade que parece um cristal de tão perfeito, e uma comoção gigantesca. Mas as figuras maternas homenageadas acordam no outro dia, e voltam ser invisíveis e discriminadas o tempo todo. 

Não é feliz o dia que a mãe precisa fazer de conta que não é mãe, que vai colocar o filho em uma capa de invisibilidade para ser a funcionária perfeita e avançar na carreira.

Não é feliz o dia que a mãe se sente um poço de sobrecarga, por que não tem ajuda nem para conseguir tomar um banho decente. Que precisa pedir, quase implorar, para que alguém segure um dos pratos que ela precisa equilibrar todos os dias para sobreviver.

Não é feliz o dia que a mãe percebe que suas crianças não são bem-vindas em praticamente lugar nenhum, que ela tem que pedir desculpas para as pessoas por seus filhos agirem como crianças, e aguentar cada olhar de julgamento voltado para ela e suas crias.

Não é feliz o dia que a mãe precisa ouvir quinhentos palpites de como ela deveria fazer de outro jeito tudo que ela faz pelas crianças, que está errado dar atenção demais, que ela não dá atenção suficiente, e por aí vai.

Não é feliz o dia que a mãe precisa se reinventar, arriscando-se em um empreendedorismo forçado por que o mercado de trabalho a expulsou do jogo, pouco depois dela entrar no mundo da maternidade. 

Não é feliz o dia que a mãe precisa fingir que está tudo bem, quando tudo o que ela queria era dormir um pouco, mas ninguém percebe que não é mérito ter que dar conta de trezentas coisas ao mesmo tempo, quando você não tem outra escolha.

Não é feliz o dia que a mãe olha para si e deixa de se reconhecer por que as pessoas desaprenderam que, além de mãe, ela é uma série de outras coisas, boas e ruins. 

Não é feliz o dia que a mãe precisa parar todos os seus planos, enquanto vê todo mundo seguir em frente, enquanto ela é forçada a ficar em casa para cuidar dos filhos por que não tem creche para colocar as crianças, ou alguém que ela possa pagar, ou mesmo um emprego flexível que aceite que ela vai sim precisar sair mais cedo para as consultas médicas, ou faltar quando o filho estiver doente.

Não é feliz o dia que a mãe precisa ouvir dos filhos que ela fez tudo errado, ou qualquer outro comentário infeliz que os filhos sempre fazem, uma hora ou outra;

Não é feliz o dia que a mãe se vê obrigada a fazer escolhas e a ser questionada por cada uma delas, até mesmo por gente que ela nunca viu na vida.

O Dia das Mães é uma data assaz sentimental, bonita, etc. Mas nos outros dias as mães são obrigadas a serem invisíveis, invencíveis. Poucos são os que entendem o peso da responsabilidade, a sobrecarga de tarefas, as dificuldades diárias. E quem entende, geralmente, é por que estampa a camiseta de mãe também. Fora do círculo, a nossa luta não vale tantos cartões.

Poucos percebem que mãe – no geral – não quer ganhar flores, nem bombons ou uma folga da tarefa de fazer o almoço de domingo. Mãe quer dormir, mãe quer cuidar de si mesma, mãe quer gratidão, mãe quer reconhecimento, mãe quer um mercado mais humano, mãe quer tirar a capa de mulher maravilha por que é uma falácia, e a gente sempre sabe disso, desde o dia que alguém aponta para nós e diz “olha lá a a guerreira”. 

Não queremos esse título. Queremos condições melhores de trabalho, creches para nossas crianças, menos palpites e mais ajuda. Talvez todas essas coisas não rendam uma boa foto no Instagram, mas certamente o coração da mãe vai estar menos angustiado, um pouco mais feliz. 

Desculpa o post anticlimáx! 

Bjs e até o próximo post!

Seja feliz como uma criança

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Tem coisas que a gente, como mãe, precisa anotar para não esquecer nunca mais. Acredito que todas nós deveríamos comprar, junto com o kit higiene e as milhares de fraldas que nos acompanham por anos, um caderninho simples para anotar ali, na nossa memória de papel, as experiências profundas de troca que temos com nossas crianças. Uma hora é uma palavra inusitada que elas falam, e a gente fica lá rindo por horas. Outro momento é uma pergunta engraçada, uma careta, uma descoberta. 

Só que aí, como somos sempre muito ocupadas, tendo em vista que somos mães, certas coisas acabam ficando ali no cérebro por algumas horas e, muitas vezes, desaparecem. Digo isso pois estou há dias tentando lembrar do motivo que fez minha Valentina ficar tão mais tão feliz e era uma coisa tão mais tão boba, que pensei em escrever sobre isso, mas só que meu cérebro fez questão de apagar uma memória cara para mim. Obrigada, cérebro! Aquele pagode dos anos 90 que sei de cor você nunca mais tirou,  né? Poderia ter apagado isso. Continuar lendo

Você nasceu para ser mãe?

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Existe um conceito no mundo da maternidade chamado “instinto materno”. Essa maravilhosa ferramenta feminina é como se fosse uma capa de super mãe que algumas mulheres têm, e outras não. Quem tem sabe segurar bebê no colo, sabe pôr para arrotar, fica feliz em acordar o tempo todo para ninar seu pequeno, além de viver em paz com suas escolhas, pois sempre sabe o que está fazendo. Já aquela que não tem certamente deixa bebês caírem no chão, não pode chegar nem perto, e, se porventura, tornarem-se mães serão aquelas que vão reclamar e odiar a maternidade para todo sempre amém.

Quem me acompanha nesse blog já deve ter percebido que eu não acredito  muito nessa coisa de instinto materno. Por isso ativei o modo ironia no primeiro parágrafo, mas já estou desativando, pois ironia demais é coisa assaz chata. Enfim, é sobre isso que vou falar brevemente hoje. Existe isso mesmo de “nascer para ser mãe”? Continuar lendo