Qual a fase mais difícil dos filhos? – Por que paramos de ler sobre maternidade com o passar do tempo?

Desde que comecei a escrever nesse blog, noto que grande parte dos posts mais lidos tratam de coisas de bebê. Dilemas como “pode usar chupeta”, “como que funciona esse negócio de amamentação” e variantes. E isso me levou a fazer uma reflexão que gostaria de compartilhar com vocês, minhas duas leitoras queridas….rs

Seguinte: basta o bebê deixar de ser bebê para aquela preocupação de querer pesquisar absolutamente TUDO passar. Lembro que minha filha olhava para o lado, quando tinha 0 anos, e lá ia eu procurar o que significava o bebê olhar para o canto esquerdo com aquela cara contemplativa? Eu continuo sendo ávida usuária do Google pesquisar, mas noto nesse universo de maternidade que o que mais rende é sempre falar de bebês. Crianças pequenas, nem tanto. Adolescente, poucas frases no vasto mundo da maternagem. Porém tem alguma coisa errada nisso, não?

Pois bebê é menos desafiador, digamos assim, do que criança. E bebê e adolescente, então? Os adolescentes dão de 10 a 1 no nível de dificuldade. E por que paramos de estudar sobre essas fases? O que nos move tanto nos primeiros anos e vai diminuindo até virar piloto automático, faço o que dá na telha, não sei o que estou fazendo, nem se é bom ou ruim?

Um parênteses. Imagino que por trás dessa resposta tenha uma coisinha chamada tempo, o que explicaria mães de crianças pequenas não pesquisarem tanto, já que a criança nunca para de falar tempo o suficiente para a mãe ir no Google pesquisar; mas, e no caso dos adolescentes? A mãe, nessa fase, já tem um tempinho sobrando, se é que podemos falar isso (acabei de dizer). Por que mãe de adolescente não tem tanto espaço na maternagem? Os problemas acabaram? Certamente não. Na verdade, eles se multiplicam, pois essa é a pior fase da existência humana. Estou certa ou estou?

Porém, vai aí o que acho. Bebês são fofinhos, folhas em branco, cheirando a leite e a novidade. Dá vontade de fazer tudo certo mesmo. Depois, quando viram crianças a gente já cometeu bastante erro, e tudo, vez em quando, soa um pouco bagunçado na nossa vida. As crianças já mostram uma personalidade – que nem sempre é agradável -, as mães já estão mega cansadas do papo de maternidade. Na adolescência é o ápice da culpa materna. Absolutamente todos os nossos erros são jogados na cara, pois não existe adolescente legal na face da Terra e a gente, como mãe, sempre acha que foi tudo culpa nossa. Logo, para que pesquisar? Estudar? Leite derramado…enfim.

Essa é, evidentemente, minha opinião, baseada em absolutamente nenhum fundamento científico, a não ser minha percepção. Mas diz aí para mim, você concorda que a gente tende a se preocupar mais em acertar nos primeiros anos e depois vai perdendo isso? Ou estou viajando tanto na maionese que estou dizendo sandices?

É isso só. Uma pequena reflexão. Bjs e até o próximo post!

Sobre adolescência

Estou longe de enfrentar essa fase, como mãe, mas fiz um breve continho sobre esse período maravilhoso (rindo de nervoso). Está lá no meu Medium. Confiram!

As 5 coisas que as mães mais querem

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Lá vem eu e a pretensão de falar em nome de todas as mães. No entanto, sou uma delas, escrevo para elas e acompanho outras mães também. Então tenho alguma experiência para falar disso, o suficiente para esse post humilde que só ele. Pois então, existem algumas coisinhas que são o supra sumo dos quereres maternos, e eu gostaria de listar abaixo, pois há muito não faço posts do tipo e deu saudades.

Uma observação: eu não vou incluir na lista abaixo que as mães querem filhos saudáveis e felizes, pois isso é bem óbvio. Estou elencando apenas as coisinhas do dia a dia, mais banais, porém que fazem uma tremenda diferença na rotina da gente. Vamos lá.

1 – Mães querem dormir – Precisa ser o item 1, pois desde que nos tornamos mães o sono passa a ser um ideal meio inalcançável para nós. Recém-nascido dorme em suaves prestações, bebês acordam o tempo todo, crianças sentem medo até do edredom do quarto, adolescentes preocupam e tiram o sono. Resultado? Nunca mais dormimos, depois do dia do parto. A preparação já começa no fim da gestação. O prenúncio de que nosso sono nunca mais será o mesmo vem ainda com a criança na barriga. O fato é que esse é um luxo que gostaríamos de ter acesso, de vez em quando. Se pudesse embrulhar para presente, seria meu pedido para o Papai Noel todo santo ano;

2 – Mães querem que seus filhos comam bem – Nunca tive grandes problemas com o apetite da minha filha, mas sei que essa é uma grande questão em muitos lares. Tem uma fase, inclusive, que as crianças ficam tão chatas seletivas, que a hora de comer torna-se “A Hora do Pesadelo – Parte 354”. No entanto, a gente gostaria muito, sabe? De ter aquele momento “refeição em família”, com todos a postos, comendo em silêncio ou conversando respeitosamente, sem a necessidade de atirar brócolis na cara da criança para ver se ela se toca que precisa se alimentar. Enfim, é um sonho nosso também;

3 – Mães querem cuidar dos seus filhos, sem palpites – Adoraríamos excluir do dicionário do mundo o tal do palpite. Ninguém perguntou, no entanto, lá vem a senhora atravessando a rua e falando que seu bebê está com frio, pois está com o pé gelado. Logo mais, ao entrar no mercado, tem uma outra senhora dizendo que não é bom deixar o neném no carrinho pois as pernas dele ficam em forma de Equação de Bhaskara e atrapalham na hora que ele for aprender a andar. Geralmente, as pessoas têm certa noção de que não podem ficar palpitando na vida alheia, principalmente no caso de desconhecidos. Porém com mães não existe essa regra. Todo mundo acha que pode falar sobre o que a criança precisa vestir, comer, como deve se comportar e tudo mais. Adoraríamos silenciar essas pessoas. #ForaPalpites;

4 – Mães querem tempo para si mesmas – “Nunca mais terás tempo para cuidar de si mesma”. Esse é o mandamento número 1 da maternidade. A partir do momento que o bebê nasce, o dia deixa de ter 24 horas para ter 4 horas. Tudo fica mais acelerado, e os minutinhos no banheiro nunca mais voltam a ser tão íntimos, depois das crianças. Elas estão sempre perto, o tempo todo, perguntando, demandando, pedindo, pedindo, pedindo. Não à toa muitas mães inventam desculpas para ter momentos sozinha. É o caso do banheiro, que vira um refúgio de solidão em meio ao tumulto que é ser mãe. Porém todas nós adoraríamos ter meia hora que fosse do dia para lembrar de nós mesmas, seja para ler um livrinho, ver um filme ou ficar olhando para o teto. “Nunca mais terás ócio”. Esse é o mandamento número 2 da nossa vida de mãe;

5 – Mães querem reconhecimento – Não precisa ser só no Dia das Mães, que a gente passa a desconfiar que essa data nasceu para calar um pouco o coral materno entoando “seu mal agradecido” o tempo todo para os filhos. Geralmente, esse reconhecimento de Dia das Mães não serve muito. Pois nos outros dias do ano ninguém se importa com esses potinhos de ouro que somos nós.

E olha que não estou falando só dos filhos ingratos, estou falando de todos em volta. Família, etc. Principalmente a outra parte da equação: o pai. Perdoem pais presentes e agradecidos, mas vocês são bem exceção. Geralmente, os caras tratam os filhos como se não fosse problema deles. Não que criança seja problema, enfim, vocês entenderam. O que acontece é que ter o trabalho reconhecido, seja por um elogio, de vez em quando, um presente (por que não? Eu não disse que odeio presentes), uma ajudinha amiga para a mãe respirar um pouco, enfim.. o céu é o limite para deixar as mães mais felizes.

Bom, é isso. Claro que a gente quer mais coisas. Porém eu listei aqui o que considero as mais essenciais. Vocês concordam? Conta aí.

Beijos e até o próximo post!

Reavalie suas crenças para ser uma mãe melhor

Demorei a voltar, mas voltei como coach. Brincadeira. Mas o tema que vou abordar nesse post está no top 5 dos sites de desenvolvimento pessoal. Crenças limitantes. Já ouviu falar? Eu tenho pensado bastante sobre como a maternidade é uma oportunidade de revisitar a infância, de mudar certos comportamentos, de evitar perpetuar padrões familiares negativos e, principalmente, de fazer dos nossos filhos pessoas saudáveis emocionalmente e felizes. Pois então, sem enrolação, vamos ao tema, que o assunto rende à beça.

O que são crenças limitantes?

Você não gostaria de ser comparada a um computador, mas vou fazer isso agora. Não me odeie. Você é um ótimo computador, projetado por uma natureza maravilhosa e etc. Porém há problemas. Internamente, no seu software há dados meio defasados e até errôneos. No entanto, você cresceu e processou seus dados (o modo como você lidaria com a vida dali em diante) com alguns defeitos nessa programação interna. Pois então, a crença limitante é esse errinho inicial aí.

Deixando de lado a metáfora e sendo mais clara (embora eu não goste muito), uma crença limitante pode ocorrer em qualquer momento de sua vida, mas é bem mais comum na infância. Isso por que a criança processa as informações que recebe por meio de suas emoções. Ela não é racional. Ela sente. E esse sentimento passa a viver dentro dela como memória, podendo se transformar em uma crença.

Os especialistas – não eu – dizem que crença limitante é algo tomado como “verdade” pela psique, algo que estrutura nosso cérebro de modo a nos fazer acreditar em algo que, geralmente, não tem o menor embasamento lógico ou científico. É apenas memória afetiva transformada em verdade absoluta. Complexo? Ora, o que não é complexo do ser humano, né? Diz aí uma coisa.

Mas e daí?

Gostaria de chamar atenção sobre o efeito prático disso. Nós, mães, pais, cuidadores, no geral, cansamos. Ficamos bravos, estressados, enfim. E são esses os momentos nos quais podemos dizer coisas ruins para as crianças. Mas isso é muito perigoso. Elas podem internalizar aquilo de uma forma que vai transformando o que dizemos em crença. Um exemplo: se você diz que seu filho é burro, ou que é uma criança má, ele vai acreditar nisso e pode começar a se limitar, graças ao poder que o inconsciente tem de estragar a nossa vida (brincadeira, mas nem tanto). Eis a crença limitante.

Faça uma avaliação: quantas vezes você disse algo sobre si mesma (o) que não tinha a menor lógica, a não ser o fato de que você acreditava naquilo. Ah, sou bem ruim de matemática! Eu já falei isso tantas vezes, que não conseguia fazer continhas simples (equações de Bhaskara super de boa, progressões geométricas muito tranquilinhas) só por que eu passei a acreditar que não conseguia. Nesse caso, não foi ninguém que me disse. Eu mesma criei essa limitação. Daí bloqueei no meu cérebro o Einstein que existe em mim (rsrs). Estou exagerando, claro, mas acredito que vocês entenderam o que quero dizer. Se você diz que não pode fazer algo, ou que é isso ou aquilo, atrai para si situações para se encaixar no que acredita ser verdade. Isso é nocivo demais.

Esse post é para que você olhe no espelho e para dentro de si (falei que estava muito coach) e identifique essas crenças internas. Nesse caso, é importante lembrar de como foi a infância, das situações ou palavras negativas que as pessoas passaram como verdade para você, e ver de que forma elas reverberam no seu presente. É um exercício de autoconhecimento. Porém eu costumo sempre falar que nós, que temos filhos, precisamos fazer isso, para não projetar e causar danos maiores às nossas crianças. A infância é um período de construção do mundo interno. E nós, como pais, precisamos ter consciência da importância de tudo que a gente fala e como reage. Somos modelos para nossos filhos e podemos ter um impacto gigantesco na psique deles.

Aqui gostaria de fazer uma observação: não quero culpabilizar ninguém. É muito fácil dizer que é tudo culpa dos pais, não é, senhor Freud, mas na prática cada relação que temos na vida impacta no nosso modo de viver e nós temos responsabilidade sobre como agimos também. Eu realmente acredito que não é um modelo mágico que vai resolver nossos problemas, mas sim uma educação amorosa, empática, tudo que julgo ser importante para criação dos filhos.

É uma grande coisa o que estamos fazendo, pois nossos filhos vão impactar na comunidade. Então tudo que a gente puder fazer para que eles sejam um modelo positivo, melhor. Nesse processo, nós, como mães e pais, temos que sair do automático e nos questionar. Ninguém é perfeito, estamos todos em processo de evolução, mas para evoluir a gente precisa ter consciência do que precisamos melhorar.

A terapia é sempre uma saída, mas sei que é uma realidade distante para muitas pessoas. Porém o exercício de autoconhecimento vai muito além de buscar uma ajuda profissional, envolve ter o desejo de se conhecer. Falar coisas como “eu tenho dedo podre”, “eu não sei lidar com dinheiro”, ou “ninguém nunca vai me amar” é dizer a si mesmo uma verdade que não poderia estar mais errada.

Claro que você pode fazer boas escolhas, claro que você pode aprender educação financeira, claro que você pode ser amada (o). Enxergue em si essas crenças limitantes, reconheça que elas não fazem sentido e passe a incluir visões positivas sobre si. E reverbere para seu filho a sua vontade de melhorar. Não fale coisas nocivas para ele, não o compare com os outros. E, principalmente, observe seu comportamento, como age e o que anda passando como verdade na educação da sua criança. Transforme a si para transformar o mundo, com perdão do excesso de auto ajuda, mas se ajudar, então tá ótimo.

Bjs e até o próximo post!

FONTES CONSULTADAS

http://plenamente.com.br/artigo.php?FhIdArtigo=210

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/03/4-metodos-ajudam-a-reverter-pensamentos-negativos-que-empacam-sua-vida.htm

https://www.personare.com.br/crencas-limitantes-o-que-sao-e-como-transforma-las-m39263

http://www.revistavidaesaude.com.br/termos-negativos-na-infancia-podem-criar-crencas-limitantes/#:~:text=%E2%80%9CVoc%C3%AA%20%C3%A9%20burro%E2%80%9D%2C%20%E2%80%9C,que%20impedem%20o%20crescimento%20pessoal.

https://www.sbcoaching.com.br/blog/crenca-limitante/#:~:text=Como%20uma%20cren%C3%A7a%20limitante%20paralisa,%2C%20%E2%80%9Cnem%20vou%20tentar%E2%80%9D.&text=Esses%20pensamentos%20negativos%2C%20que%20impedem,substitu%C3%ADdos%20por%20mensagens%20mais%20otimistas.

Revisitando a infância

Esse é um post rapidinho, só para divagar um pouco sobre o quanto nós revisitamos nossa infância quando temos filhos. Quero muito escrever sobre isso depois, mas não hoje, que não estou inspirada.

Dias desses, escrevi um texto lá no Medium (meu outro novo amor, além desse blog. Sim tenho dois) que gostaria de compartilhar aqui para me ajudar a engajar…rsrs. Brincadeira, é por que trata da questão que tratei aí em cima, de modo, digamos, mais poético e menos prático (meu jeito preferido).

É isso. Leiam lá. Não leiam. Descansem. Ou não. Beijinhos!

https://medium.com/@cintiacristinaaraujoferreira/fios-de-vida-74ac74910b3

Medos infantis de coisas aleatórias

Um dos impulsos mais presentes na vida das pessoas é o medo. Algumas são mais medrosas que outras. Mas é algo que veio junto com a caixinha de “como funciona” da humanidade. Pois bem. Prossigamos. Na infância, isso tudo é bem agravado por dois fatores: inexperiência e imaginação. Parece um pouco errado chamar criança de inexperiente, mas é que não achei outra palavra melhor, então vai essa. O fato é que como tudo é muito novo, desconhecido, o medo é mais potente. A imaginação dá aquela ajudada, ampliando a proporção dos temores infantis. Tem medo que é lugar comum até: do escuro, de monstros, de dormir sozinho, de personagens, como palhaços (quem não tem?) ou o Papai Noel, de barulhos. Mas tem outros que, nós mães, pensamos: mas, gente? É sobre isso que quero falar.

Minha filha é uma criança mais medrosinha. Talvez herança genética ou ambiental, pois eu também sou. Acontece que além dos medos clássicos, vez em quando, ela desenvolve uns temores, no mínimo, curiosos. E esse fato me levou a pensar que a gente que tem filho nunca está pronto para situações que não aparecem nas cartilhas. Ninguém me avisou que eu ia ter que ter uma conversa com a Valentina mostrando que nada acontece quando a gente pisa no ralo do banheiro. São coisas pequenas, claro. Mas hoje eu estou mais para o drama. Então acho que vale exagerar um pouco na problematização.

Eu tenho sempre o cuidado de tentar fazer a minha filha conhecer coisas diferentes. Músicas, filmes, brincadeiras, etc. Acontece que nesse processo já incluí medos novos na cabeça dela, na maior inocência do mundo. Um dia mesmo, estava vendo meu horóscopo diário (pois sou dessas que faz mapa astral e vê o signo antes de ler as notícias, tendo em vista que o acontece com o mundo não tem como competir com “seu dia vai ser desafiador”), quando a Valentina viu e perguntou: que desenho é esse, mãe? E eu falei: é o símbolo do meu signo. Ela fez aquela cara de “processando” e perguntou: o que é signo?

Corta para eu recorrendo a todo meu conhecimento da língua portuguesa para tentar achar uma palavra ou duas para explicar o que é um signo para ela. No fim das contas acabei explicando da forma que o meu cérebro deixou: quando nascemos, cada um de nós tem uma estrelinha, e essa estrelinha é nosso signo. Não é isso, eu sei. Astrólogos não me odeiem. Foi até legal eu explicar isso para ela, mas o que veio depois, não.

Ela ficou olhando os símbolos dos signos até chegar no de Câncer. Isso a assustou de uma forma que ela pediu “mãe, fecha a internet, por favor!”. Ela ficou dias com medo do signo de Câncer e até hoje eu não sei por quê. Atrapalhou até o sono. Veja só! Além disso, fez uma crítica ao signo dela – Capricórnio – dizendo que a figura não era tão bonita quanto a do meu signo – Virgem. Ai, gente! As conversas que temos que ter com as crianças… De vez em quando, minha mente pede para reiniciar, pois dá uns paus bons no meu cérebro.

Essa não foi a única vez que isso aconteceu. Minha filha já ficou com medo do barulho da descarga, do ralo do banheiro e do quintal, de um caracol pequenininho que ela viu no quintal (esse medo ela ainda tem), de uma tela de jogo que mostrava um barco pirata, da parte do navio de coquinhos que aparece no filme da Moana, de uma planta es-qui-si-ta que ela viu no quintal da casa do meu pai…

EU??????????????????????????????????????????

…de um clipe da Dua Lipa, de uma meditação, e etc, etc, etc. Alguns eu acho até engraçado, mas às vezes ela se assusta tanto que eu tenho que conversar, explicar conceitos que nem eu entendo bem, enfim.

O que quero com esse post? Ensinar? Não acho que tenha algo aqui tão útil assim. Dividir experiências? Pode ser. Alertar os pais de primeira viagem sobre como esse jogo de ter filho é avançado em um nível que a gente nunca chega no mestre para salvar no jogo? Sempre. Mas acho que é mais para mostrar que os desafios de ter filhos são tão diversos e muitas vezes fogem tanto do que dizem os especialistas, que só mesmo alguém da vida real como eu para acalentar com um post tão incomum como esse (parei com a pretensão, prometo).

O bom de ter essas conversas sem pé nem cabeça com as crianças é que a gente acaba desenvolvendo uma capacidade de síntese muito boa. Eu me sinto preparada para dar aula de tanto que explico as coisas para a minha filha. Talvez seja por isso que eu tenha conseguido assistir as 3 temporadas de Dark entendendo mais de 50% do que eles quiseram dizer. Que mundo quântico o quê? Viagem no tempo? Fichinha. Experimenta criar filhos. Sanar as dúvidas das crianças. Isso sim é difícil. Ô se é!

Bjs e até o próximo post!

Ah, se você não viu a série que mencionei, é essa aqui. Vale bem a pena.

Um conto

Olá, leitoras (e leitores, se houver)!

Hoje estou bem pouco social media, ou talvez esteja muito, pois queria que vocês lessem um dos meus contos, em outra plataforma, que não meu blog….rs

Estou escrevendo, bem aos poucos, quase parando, no Medium, e me arrisquei a fazer um textinho por lá. É uma plataforma de textos, basicamente. Embora seja um site em inglês, sempre existe Google Tradutor, nosso amigo em todos os idiomas, para nos ajudar.

Vou deixar o link aqui embaixo para quem quiser conferir (por favor, queiram). É um conto sobre crescimento, luto, maternidade, enfim. Leiam lá. Espero que gostem.

https://medium.com/@cintiacristinaaraujoferreira/folha-em-branco-1411e7dc957b

Sobre brinquedos que irritam as mães

Dia desses aconteceu uma situação inusitada, que me inspirou a escrever esse post. Minha filha ganhou de presente, há algum tempo, uma boneca muito lindinha, uma Minnie, que andava de patins e falava algumas frases quando apertávamos um botão de estrela que tinha no vestido dela. Pois bem, foi sempre uma graça ouvir “Adoro passear com o Mickey”, até o dia em que a boneca parou com a conversação.

Beleza. A bateria acabou. Faz parte da vida das bonecas. De repente, não mais que de repente, aquele brinquedo falante fica mudo. E tudo bem. Baterias existem para isso mesmo. Para durar uns dois dias e pronto. Vida que segue.

Acontece que, em uma noite silenciosa e tranquila, eis que ouço o fatídico som “Adoro passear com o Mickey” vindo de dentro do guarda roupa de brinquedos da minha filha. Eu olhei para a Valentina, ela olhou para mim, eu tentei segurar a emoção do “que medo do cão” e ela era pura curiosidade. Abrimos o armário e lá estava a Minnie. Muda de novo. Apertei o tal do botão e nada. Fomos dormir. Eu com a coberta cobrindo a cabeça, mas não por medo, estava frio demais aquele dia (a quem quero enganar?).

Seria uma anedota interessante para contar aqui, não fosse o fato de que a Minnie continuou selecionando os horários mais silenciosos e noturnos para falar. E só essa mesma frase. Eu já tinha entendido que ela adorava passear com o Mickey há bastante tempo, mas ela insistia. Até que, um dia, eu me irritei, e tirei a bateria. Joguei no lixo, junto com o aparelhinho que a acompanhava. Fim da história.

Até que, certa vez, eu estava contente e confortável no sofá da sala, assistindo mais um episódio de “Modern Family” quando ouço “Adoro passear com o Mickey” de DENTRO DO LIXO. Juro. Naquele momento, eu não precisava fingir coragem. Estava sozinha, eu e meu medo. Respirei fundo, apaguei as luzes e fui correr para a cama para fugir daquela criatura de outro mundo que estava tentando fazer contato comigo.

No outro dia, a primeira coisa que fiz foi tirar aquele lixo de dentro de casa e levar para longe, lá para o subsolo do prédio. Não era possível que aquela frase maligna ia continuar ecoando há tantos metros de distância. O fato é que nunca mais escutei. Essa boneca Minnie virou aquele brinquedo que a gente olha com aquele olhar meio desafiador: você é só um brinquedo, não me assusta. Mas por dentro está lembrando de todas as histórias de terror do Boneco Chuck, da boneca da Xuxa e afins. Nos anos 1990 tinha uma infinidade de seres possuídos pelo coisa ruim bonecos que tinham todo uma mitologia por trás. Eu tinha medo de todas essas histórias. E, pelo visto, ainda não superei.

Valentina aproveitou o ensejo para brincar comigo. De vez em quando, ela cobria a boca e dizia “Adoro passear com o Mickey” para ver minha reação. Dava risada. Dizia que não tinha sido ela. E eu virei motivo de chacota em meu próprio lar. Faz parte.

Daí veio a ideia desse post. Que eu pretendia que fosse uma lista de brinquedos irritantes, mas que acabou tão longo que falei do caso Minnie, e deixei para lá a lista. Mas esse talvez seja o número 1 dos brinquedos irritantes. Aqueles com bateria, bonecas com frases prontas. Bonecas assustadoras falando que amam a gente. Pedindo abraço. Sai pra lá. Não te quero aqui.

É irritante por que a criança quando ganha não consegue parar de apertar o troço da fala até que a boneca perca, literalmente, a voz. Depois, fica aquele boneco mudo, até o dia que ele….ACORDA DO ALÉM e resolve falar. No silêncio da noite. Quando a gente está completamente sozinha.

Enfim, pretendo sim fazer essa listinha. Mas o post de hoje é uma homenagem a essa linda boneca, que me fez rememorar os pesadelos da infância. Obrigada, Minnie. Agora mesmo é que você não passeia com seu Mickey mais.

Bjs e até o próximo post!

HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Seu filho é cheio de manias? Saiba como lidar

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Eu sempre fui uma pessoa cheia de manias. As minhas eu sei explicar um pouco sobre as causas:  roer unhas ou morder os lábios, eu credito a uma ansiedade (sei que essa é a origem de muitas manias). Outras, de arrumação, por exemplo, credito a personalidade metódica e organizada que tenho. O signo também tem culpa (virginiana), pois sou dessas que culpo a astrologia. O caso é que comecei a notar que Valentina anda repetindo algumas coisas minhas. Daí veio a ideia para esse post. Falar de manias. Em um outro posso falar sobre como os filhos repetem comportamentos dos pais, mas não hoje, que o tema é polêmico, e hoje estou serena. Então, vamos lá. Manias. Continuar lendo

Por que as crianças devem dormir cedo?

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Eu fui uma mãe bem iludida. Isso por que pensei que problemas de sono eram coisa de bebê, que, assim que a criança crescesse um pouquinho, tudo estaria resolvido com um “boa noite, mamãe! Vou dormir”, seguido de um sono maravilhoso de doze horas e letrinhas maravilhosas na tela que diriam “e foram felizes para sempre”. Fui tolinha, pois se tem uma coisa que complica depois, por qualquer motivo, é o sono das crianças. Ou talvez aconteça só comigo. Mas pelo que observo e leio essa complicação é bem comum. Continuar lendo