Precisamos falar sobre gravidez na adolescência

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Já sei. Você pode estar pensando:

— Lá vem ela com esse “precisamos conversar”!

Mas, não é bem assim. Por favor, seja mais tolerante. O chamado para a conversa é algo que pode ser bem interessante, esclarecedor, etc. Além disso, esse título é muito bom, e impacta, na medida certa. Enfim, precisamos conversar.

O post de hoje, como prometido no título ótimo, é sobre gravidez na adolescência. Porque, embora a taxa de gestações nessa fase tenha caído 17%, segundo dados do Ministério de Saúde, referente ao período de 2004 e 2015, ainda são 546,5 mil mães adolescentes, só em 2015, que foi quando a pesquisa foi feita. É um número bastante alto. E o assunto é bastante conflituoso, pois envolve muitos e muitos fatores.
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Mãe também é mulher

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Ah, como mulher sofre! Sim. Sofre. O tempo todo. E por todos os motivos. Não estou falando metaforicamente, estou sendo prática. Desde o momento em que o médico diz, lá no começo, ainda no ultrassom: “É uma menina”, uma vida de desigualdades, dificuldades e TPM se abre em flor para aquele pequeno ser. Você pode estar dizendo:

— Ah, mas homem também sofre! Para com essa história!

E eu respondo:

— Primeiramente, este blog é sobre mães e você, que disse isso, provavelmente é homem, então nem vem, você nem deveria estar aqui, lindo (kkk).

Brincadeira. Homens são bem-vindos.

Nem tanto.

Não tem como negar que mulheres são tratadas de modo diferente e têm uma série de percalços que os homens nem de longe enfrentam. Menstruação? Parto? Salto alto? Cobranças? Julgamentos pelo comprimento da roupa? Salários menores só por causa do gênero? Sim. A lista é longa. E nem é disso que quero falar. Só comecei dizendo isso para contextualizar o post. Que é sobre mulheres. Ou melhor, mulheres que se tornam mães. Ou melhor, mulheres que se tornam mães e parecem que perdem a condição de mulheres.

Enfim, deu para entender. Agora sim, chego ao começo (rs).
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Síndrome de Burnout – Entenda por que mães são tão afetadas por esse distúrbio

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Quando você pensa em si, no seu estado, que palavra vem à sua mente? Peraí, deixa eu melhorar a pergunta: você sente que sua vida está passando plenamente, de modo a você conseguir usufruir das coisas boas; ou ela mais parece um trem desgovernado, com um passageiro que não entende bem o que está acontecendo? Veja bem, esse post não pretende ser uma espécie de auto-ajuda (talvez só um pouquinho. Por favor, deixa!), mas sim um alerta sobre como o excesso de atividades e funções da rotina podem acabar com sua saúde física e mental. Estou falando de uma situação conhecida na Medicina como “Síndrome de Burnout”, uma doença psíquica causada por um elevado nível de estresse, desgaste e tensão. Continuar lendo

Mães solteiras não merecem ser amadas?

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Eu juro que ia escrever de outra coisa, mas vi umas notícias aí no maravilhoso mundo da internet, e meus dedinhos coçaram de vontade de falar disso. É um assunto bem delicado, que eu sempre preferi evitar (você vai entender por quê). Mas é uma das missões desse blog e lá vamos nós falar (again) de nós, mães “solteiras”. Ou melhor, de como é difícil se relacionar amorosamente, depois que se tem um filho. Continuar lendo

Por que é tão difícil ser mãe solteira?

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Vou falar uma frase no passado: eu nunca me imaginei na situação que estou hoje. Na minha cabeça adolescente (que durou até uns vinte e oito anos..haha), eu teria primeiro uma carreira de sucesso, depois conheceria o amor da minha vida e depois teria filhos, nessa ordem. Não acreditava que uma mudança na posição dos acontecimentos poderia me fazer feliz, porque não era meu ideal de vida.

Acontece que hoje sou uma mãe solo, estou longe de ter uma carreira de sucesso e casamento é algo que nem passa pela minha cabeça mais. Apesar de parecer estranho, olha só, eu sou bem feliz, TODOS OS DIAS. Sinto-me em paz com minha vida e com quem eu sou. Sinto-me amada e amo as pessoas. Valorizo sentimentos, não coisas. Consigo todo dia me sentir como na infância, pois tem uma pequenininha correndo pela casa e me ensinando. Esse é o meu cenário, mas não estou dizendo que as coisas são fáceis. Na verdade, as coisas são bem difíceis e vou explicar por quê.
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O que é família para você?

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Responda rápido a pergunta que está no título. Talvez olhando para o lado, para a própria família, você responda que são aqueles que moram na mesma casa que a gente e compartilham o mesmo “sangue”. Sua definição – se foi essa – não está de todo errada, mas saiba que ela é não dá conta de responder a pergunta que fiz. Não sei se você percebeu (eu demorei um pouco, devo admitir) que o conceito de família está mudando. Há quem diga que daqui uns anos essa ideia de que família é pai, mãe e filhos vai ser apenas mais uma opção, dentre tantas outras. Não sou eu que estou dizendo, são os estudiosos no assunto. Tem um material bem legal nesse link (mas não me abandone ainda, termina de ler esse post). Continuar lendo

O estigma da mãe solteira

Mae-solteira

O post de hoje é um desabafo. Se você não aguenta papo sério, esse material de hoje não é para você.  Entra lá no Facebook e vai ver memes, ok?

Esclarecido o público-alvo, bora continuar.

Pois então. Recentemente eu fui vítima de um ato descaradamente preconceituoso, não dirigido exatamente a mim, mas a minha classe.

Que classe? Você deve estar pensando: Continuar lendo

Mães cansadas não são boas mães

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Sim. Vou defender essa ideia aqui e agora. Não foi nada que eu tenha lido, pesquisado ou ouvido falar. Aconteceu (e acontece) comigo, em eventuais situações. Já notei que todas as vezes que eu perdi a paciência, gritei, fiquei nervosa com a minha filha envolviam dias de muito cansaço, quando não de exaustão mesmo. Nunca era por nada demais: um dia era por que ela queria brincar com algo que não era brinquedo, ou por que não queria tirar a soneca da tarde, ou por que pedia sem parar o meu colo, ou por que queria mamar bem na hora da faxina. Enfim, situações banais que me deixaram a sensação nada agradável de me sentir uma péssima mãe. Mas, afinal…

O que é ser boa mãe?

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Dica 4 para facilitar a rotina das mães solteiras – Como se relacionar com o pai

Como lidar com o pai

Ai meu Deus! Lá vamos nós. Esse tópico vai ser um pouco polêmico, pois envolve uma figura quase sempre ambígua e complicada: o pai da criança. Não importa se o filho foi fruto de um relacionamento de um dia ou de dez anos, de todo modo vai ser difícil ajustar as coisas depois. Eu, particularmente, já passei por várias fases, nesse sentido, mas acho que talvez tenha descoberto, de certa forma, o que funciona e o que não funciona.

Pois bem. Sem mais delongas, cheguei (até que enfim!) ao quarto e último post da série de dicas para facilitar a rotina das mães que criam filhos sozinhas.

Bora.

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Dica 3 para facilitar a rotina das mães solteiras – vamos falar de dinheiro?

Dicas para mães solteiras -  Dinheiro

Dando uma linda continuidade à série de posts com dicas para as mães que criam filhos sozinhas,vou falar hoje de dinheiro.  O post de hoje é uma ajudinha apenas, tendo em vista que não sou bem uma economista/consultora financeira/Tio Patinhas sabe tudo, mas sim uma mãe com trocentos braços (como todas as outras) se segurando o tempo todo na corda bamba da vida.

Sim, por que eu bem sei a realidade da maioria: banca tudo sozinha e tem que, muitas vezes, aceitar emprego que não gosta, chefe idiota e tudo mais para conseguir fechar o mês no azul. Pois bem, eu não banco tudo sozinha, mas tenho MUITOS gastos com a Valentina e sou uma jornalista. Isso quer dizer que não sou exatamente um Steve Jobs da fortuna.

Com essas premissas básicas, chegou a hora das dicas espertas dessa que voz fala. Vamos lá? Não tenha medo. Continuar lendo