O desfralde da Valentina

desfralde

Faz quase 3 meses que a minha filha desfraldou, e foi tão tranquilo que quase deixei passar batido aqui no blog. Ainda bem que tenho minhas salvadoras listas, que me lembram de tudo. E estava lá “desfralde da Valentina”. Eis o objetivo desse post. Quero contar um pouco da minha experiência e dar algumas dicas para as mães que ainda não passaram por isso – ou estão passando.

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Não superproteja seus filhos

Superproteger os filhos

O equilíbrio é uma ferramenta excepcional, pena que quase ninguém saiba usar. No ímpeto de acertar, erramos, querendo ajudar, atrapalhamos. Não aprendemos, na história da nossa evolução, a identificar os pequenos sinais, que nos levariam ao caminho do bom-senso. Geralmente atropelamos tudo como um boi dentro de uma loja de louças ou coisa assim. Por que estou falando isso? Ora, pois há muito tempo queria escrever sobre superproteção e não sabia bem como dissertar esse troço. Mas hoje estou inspirada e acho que vai rolar. Quer conferir? Continuar lendo

5 dicas para ser uma mãe organizada (mas sem pirar com isso)

Mae-organizada

Existe uma coisa que vai embora quando a mulher se torna mãe. Não. Não é a paz. Também não é o tempo. Muito menos a privacidade. Embora todas essas coisas escorram das mãos maternas logo que o bebê dá o primeiro “ué” de sua vida, o que vai embora com a maternidade é a “organização”. Sabe aquela casa linda, limpa, com tudo no lugar – uma cena que mais parece uma obras de arte e me dá vontade de chorar de emoção quando vejo – essa residência idílica deixa de existir para todo sempre amém. E por que estou falando isso? Para acalentar o coração das minhas companheiras de jornada, e também para dar umas dicas bem espertas para  pelo menos ter o que sobra da organização, ou algo assim. Continuar lendo

Vale a pena ir ao Parque da Mônica? – Minha experiência

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Vamos lá. Falar de Parque da Turma da Mõnica. Eu prometi e estou cumprindo, como sempre. E olha que minha filha, coitada, aguentou meses minha promessa de levá-la nesse passeio. Eu já estava ficando sem jeito. Mas você deve me entender, principalmente se mora em São Paulo. Parque da Mônica custa o preço de uma pequena viagem para o litoral..rs. Caro. Sim. Bem caro. No entanto, antecipo e já dou spoiler de que gostei demais da experiência e você vai entender o por quê agora comigo, nesse lindo post, feito com amor, carinho e alguns mil reais a menos na conta.

Como disse, há muito tempo eu planejava levar a Valentina no Parque da Mônica, porém por ser caro, tive que me organizar bastante para conseguir cumprir o que tinha dito. Além desse fato, ocorreu que na primeira data que eu tinha marcado para levar minha pequena nesse maravilhoso mundo dos gibis, ela adoeceu e depois eu. Então, já viu. Passeio adiado. No entanto, depois tudo deu certo e ela simplesmente amou o dia. Continuar lendo

Sobre dar autonomia para as crianças

Autonomia-filhos

Todo mundo que é mãe sabe o quanto criar filhos é uma tarefa injusta: não temos um treininho que seja, antes de entrar no grande jogo. Tudo o que fazemos é ficar sempre na marca do pênalti, sendo obrigados a chutar para o gol e acertar sempre. De vez em quando, erramos, e a consequência disso não é uma eliminação de campeonato, mas os ruídos que vão fazendo parte do ser humano que estamos construindo. Quis usar a analogia do futebol, pois é como me sinto, às vezes, sendo mãe: como se houvesse uma plateia inteira esperando para ver se meu chute vai na trave, vira gol ou vai para fora. Tenho certeza de que meu sentimento é compartilhado por muitas mães por aí.

Mas por que estou falando isso? Ora, dia desses, caí em um dilema daqueles, depois de um acontecimento trivial. O resultado é que saí com a certeza de que tinha chutado bem longe do gol, e errar na marca do pênalti nunca é uma coisa fácil de digerir. Peraí, não estou divagando, você vai entender o que quero dizer. Minha bola fora da vez foi ter dado autonomia para a minha filha em algo que ela, absolutamente, não estava pronta. Continuar lendo

Parte 3 – Como lidar com o uso de tecnologia na infância

Dicas-tecologia-crianca

Agora, vem a parte 3 da trilogia, a mais esperada, a que vai explicar tudo e resolver todos os conflitos. Brincadeira. É só o último post da série sobre tecnologia, que eu comecei há alguns dias (não fale semanas, que não faz tanto tempo assim). O fato é que já provei (acho) por A + B na parte 1 e 2 dessa série que lidar com a tecnologia na infância carece de boas doses de sabedoria e jogo de cintura. Se não leu, não perca tempo, volta duas casas e lê os dois anteriores. Mas se não quiser, tudo bem, que você é livre para fazer o que quiser.

Abaixo, sem mais delongas, trago hoje algumas dicas tiradas de minha própria experiência, já que sou mãe, e também de tudo que li e vi por aí. São ideias de como lidar com a tecnologia na infância, de modo a usá-la a favor e não contra o bom desenvolvimento dos pequenos. Confere tudo que está coisa boa demais esse post.

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Posts em série – Parte 2 – A tecnologia faz mal ou bem às crianças?

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Se você é mãe ou pai e está lendo esse post agora, me ajude com uma enquete: seu filho (a) tem algum aparato tecnológico, como tablet ou celular? Quantas horas por dia ele passa mergulhado nessas telas? Por qual motivo você “liberou” o acesso, digamos assim? Calma, eu sei, são muitas questões, mas é que para esse post é necessário. Não quero aqui ficar falando sozinha, pois parece que estou meio atordoada da mente, então me ajude a achar que tem alguém lendo esse troço (rsrs).

Seguinte: o post de hoje é uma continuação do anterior (se não leu o primeiro, corre lá agora que eu aguardo aqui, de boa) sobre a relação entre tecnologia e infância, ou melhor se é benéfico ou não deixar que as crianças mergulhem no mundo digital, sem pensar no amanhã. Porém, para começar, tenho uma outra pergunta: você que me lê se sente mais produtivo e feliz quando está diante de alguma tela ou longe dela? Continuar lendo

Posts em série sobre tecnologia : O conto da criança e do celular

Crianca e tecnologia

Uma querida amiga de longa data me fez uma sugestão de pauta para o blog: por que não falar de tecnologia na infância, ou melhor como ensinar as crianças a lidarem com a avalanche de aparelhos eletrônicos, cada vez mais e mais potentes e perfeitos? Eis que amei a ideia e cá estou aceitando a sugestão. Mas, nesse post introdutório, quero só contar um caso (prometo que tem tudo a ver, você vai rir e se emocionar).

Eu sempre fui resistente e rígida a respeito do uso de aparelhos eletrônicos por crianças pequenas. Por causa disso nunca deixei a Valentina brincar em celular, tablet, etc. No entanto, um belo dia, não faz muito tempo, eu fiz um teste: baixei um joguinho para a faixa etária dela para ela “experimentar”. Porém, avisei: filha, só um pouquinho! Daqui a pouco a mamãe vai pegar o celular de volta. E ela: tá bom!

Só que você, que me lê, acha mesmo que foi “tá bom” a história toda?

É claro que não!!!!

Quando deu o tempo que eu estipulei na minha mente para tirar o celular da pequena, eis que ela me abriu um berreiro e não entendeu por que eu estava fazendo aquela maldade com ela. Um joguinho tão inocente, joguinho legal, como ela resumiu depois.

Achei esquisita a experiência, mas como curto uma teimosia, insisti mais algumas vezes: sempre por um tempo limitado, explicando para ela e tudo mais.

Acredito que não deu uma semana, e o berreiro quando terminava o “joguinho” continuava. E mais, Valentina foi sendo abduzida (sim, é essa a palavra), não queria brincar de outra coisa, quando eu chamava. Daí eu decidi: eliminei o joguinho do celular, sem dó, nem piedade. E expliquei para a minha pequena criança que ela não estava pronta para jogar, que precisava crescer mais, que essas brincadeiras de celular fazem mal quando são feitas sempre, etc, etc.

Ela ainda pediu alguns dias, mas eu sempre dizia “joguinho, não” como quem expulsa um demônio (kkkk). Depois ela esqueceu. Hoje ela entende que celular da mamãe é para fazer as coisas da mamãe, que o PC e o Notebook que temos em casa é para mamãe fazer texto. Somente TV é liberado, no entanto, é claro, que eu sei tudo que ela assiste, pois o controle remoto é todo meu. TV aberta não faz parte da nossa vida e sempre que posso conversamos sobre os desenhos, brincando, dialogando, imitando os personagens.

Essa historinha é só para iniciar uma série de posts que vou fazer sobre o assunto, pois o tema rende à beça, minha amiga vai se sentir super prestigiada e eu vou ficar feliz por mais essa lista na minha vida.

E esse pequeno conto sobre a iniciação da Valentina no mundo dos celulares me trouxe a importante lição de que ela tem que ficar longe desses aparelhos por muito tempo. A memória do meu celular agradece.

Por hoje, é isso. Mas volto, no próximo post, para falar sobre os impactos da tecnologia na saúde das crianças e depois dando dicas de como lidar com o troço todo.

Bjs!

O desmame da Valentina

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Sabe aquelas situações que chegam na sua vida, assim como quem não quer nada, sem crise, sem estresse, sem questionamentos? Sabe aqueles fins não dolorosos (sim, eles existem) que chegam mostrando que a vida é mesmo cíclica e a gente tem que aprender a mudar de fase, quando assim for necessário? Pois bem, assim foi o desmame da minha filha, aos 2 anos, 11 meses e alguns dias (sem datas precisas, pois o fato chegou de mansinho). Se eu fosse escrever sobre o desmame ideal certamente não teria sido tão perfeito como a realidade se configurou. E tudo isso aconteceu por que acho que nesse quesito eu acertei muito quando optei pelo desmame natural (já defendi essa bandeira antes, volta lá e vê depois).

Não foi uma parada brusca. Foi fluida, se assim posso dizer. Valentina passou a mamar há alguns meses apenas na hora de dormir, e nem sempre. De vez em quando, ela até pedia em outras ocasiões, mas essas foram ficando cada vez mais raras. Até que um dia percebi que ela estava se desinteressando mesmo. Ela tem, desde os 4 meses de idade, a mania de colocar a mão embaixo do meu braço e continuou fazendo isso, quando ia mamar. Só que passou o tempo, chegou os 2 anos, 2 anos e meio, e ela manteve a mania, mas nem sempre pedia para eu amamentá-la. Acho que ali já começava os primeiros rabiscos do nosso futuro desmame (sim, pois é um fim para as duas).

Nesse segundo semestre de 2017 fui percebendo que ela estava mesmo se desinteressando. Até que um dia, em dezembro do ano passado, percebi que ela não mamava há muitos dias. Foi quando fui bater um papo para entender se aquele era o fim.

Perguntei:

— Filha, você não quer mais mamar?

E ela:

— Eu não, mamãe. Já sou grande!

E eu:

— Entendi. Você sabe o que isso significa? Que a partir de agora você não vai poder pedir mais, pois não quer. O leitinho vai desaparecer, pois você não estará mais mamando. Tudo bem para você?

E ela:

— Sim. Tudo bem.

E desde então, como eu já previa, ela parou de fato. Nunca mais pediu.

E eu, depois dessa conversa com a Valentina não fiquei triste, nem nada, pois entendi que era o fim. Não teve crise, apenas um certo alívio (rs), pois amamentar cansa. Ela, na época da amamentação intensa, acordava de madrugada para mamar. Esgarçava todas as minhas blusas e sutiãs. Não podia encostar produtos químicos no cabelo, pois tinha medo de passar para o leite. Enfim, foi esse lado de mim que sentiu alívio. No mais, meu coração soube que a hora era aquela mesmo, e que nós tínhamos criado já um vínculo tão poderoso, que desmame nenhum poderia abalar.

E foi assim que tudo aconteceu. Sem dor. Sem tristeza. Sem apelações.

E eu credito isso ao meu preceito básico de respeitar a criança em suas necessidades. Eu sabia, desde que comecei esse negócio todo de ser mãe, que naquele pequeno ser que eu tinha nos braços residia um ser humano novinho em folha, e que eu queria ser respeitosa e compreensiva com tudo que fosse importante para ela. Não estou dizendo que nunca piro na batatinha, não estou afirmando que nunca gritei com a Valentina, deixei de castigo, etc. Estou dizendo apenas que algumas necessidades são vitais, e o afeto que a amamentação proporciona para o bebê desde sempre – além da vitamina de nutrientes e imunizações que contém – deveriam ser preservadas até que isso não fosse mais necessário.

Conto aqui minha história como uma mãe que passou por uma experiência muito bem sucedida de amamentação. O início difícil – como sempre é -, o processo de entendimento do ato de mamar, da construção do vínculo, até chegar ao que temos agora: o desmame natural. Foram quase 3 anos de muita troca verdadeira nesse ato de dar de mamar e eu consegui fixar na memória esse recente passado que vou querer resgatar, quando sentir saudades, lá na frente.

Por ora, estou bem feliz, e confortável por ter deixado fluir, como acredito que deve ser.

Valentina está crescendo e a interrupção na amamentação é só mais um recado que ela está passando de fase, que está deixando a bebezinha para trás. O que tenho que fazer é me acostumar com isso e curtir a menina linda que ela vai se tornando.

Por hoje, é isso. Aguardem a nova fase do desfralde, que comecei a fazer agora. Voltarei para contar tudo, dos vazamentos de xixi, até as conversas sobre xixi e as idas ao banheiro, a cada 5 minutos.

Todo mundo sabe que vida de mãe é sofrida (não tô reclamando…rs).

Bjs,

Ah, essa foto que ilustra o post sou euzinha da Silva com Valentina, nos primeiros dias juntas. Ela mamando, e eu parecendo um dos zumbis do Walking Dead.

Um conto materno de Natal

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Natal. Sim, preciso falar dele, pois já passei por algumas fases na minha vida, e tive que ressignificar essa data algumas vezes. Já gostei apaixonadamente, e já desgostei também, mas, nesse ano, ele me lembrou um preceito que eu inventei agora (haha) “vida não combina nada com perfeição” e vou explicar por quê. Continuar lendo