“Meu bebê luta contra o sono” – Saiba por que isso acontece

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A cena é clássica: mãe exausta tenta colocar o bebê para dormir, mas, ao invés de ir fechando os olhinhos graciosamente e embarcar no sono, o pequeno parece que desconhece o que é fechar os olhos, chora, grita, esperneia, mas não dorme. Não importa a quantidade – e qualidade – das canções de ninar, as tentativas de amamentar, os balanços e remelexos para fazer a criança dormir. Nada adianta. A mãe passa a desconfiar que tem um pequeno “do contra” em casa, que vê o sono como inimigo. Em algum momento, a mãe cansada presencia um pensamento a dançar dentro do seu cérebro, não importa o quão irracional pareça, a ideia fixa segue bailando: esse seu filho nunca mais vai dormir, nunca mais dormir, nunca mais… Continuar lendo

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10 dicas para evitar as birras

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Eu não gosto da palavra birra, pois a considero simplista demais. No entanto, não existem sinônimos, e já que não tem outra, vai essa mesma. A birra.

Ah, como ela enche de trevas nosso pobre coraçãozinho de mãe! Como ela teima em vir nos piores momentos possíveis, sempre que estamos cansadas, em público ou tremendamente estressadas. Eu já falei delas aqui, mas no post de hoje eu quero dar algumas sugestões para desarmar essas bombas. Nem sempre é possível, porque birras fazem parte do desenvolvimento cerebral das crianças, que não sabendo lidar com a frustração, entram em profunda crise e fazem aquela cena que conhecemos. Mas, de vez em quando, dá para evitar. E algumas coisas podem ajudar, nesse sentido. Quer saber quais? Vem comigo!

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Agressividade infantil – Como lidar

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Sempre falo aqui da importância do exemplo na educação dos filhos. E esse é meu norte absoluto para tudo. No entanto, sejamos honestos, ninguém é perfeito. Eu também não. Acontece que minha filha está vendo diariamente as minhas atitudes, como lido com as emoções, como me expresso, como me relaciono, e tudo isso está sendo assimilado pelo cérebro de criança dela. De que forma é um mistério, mas algum impacto, obviamente, vai existir.

Ora, por que estou dizendo isso? Por que recentemente fui surpreendida por uma das professoras da escolinha dela: ela me disse que há alguns dias a Valentina estava muito agressiva, e ela não entendia por que, pois que não existe menina mais doce na face da Terra (palavras dela, não minhas, só floreei um pouco…rs). Esse chamado me fez refletir sobre mim mesma. Sobre como eu estava ensinando – sem querer – minha filha a ser agressiva. Eis o motivo desse post.  Continuar lendo

O desfralde da Valentina

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Faz quase 3 meses que a minha filha desfraldou, e foi tão tranquilo que quase deixei passar batido aqui no blog. Ainda bem que tenho minhas salvadoras listas, que me lembram de tudo. E estava lá “desfralde da Valentina”. Eis o objetivo desse post. Quero contar um pouco da minha experiência e dar algumas dicas para as mães que ainda não passaram por isso – ou estão passando.

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Sobre dar autonomia para as crianças

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Todo mundo que é mãe sabe o quanto criar filhos é uma tarefa injusta: não temos um treininho que seja, antes de entrar no grande jogo. Tudo o que fazemos é ficar sempre na marca do pênalti, sendo obrigados a chutar para o gol e acertar sempre. De vez em quando, erramos, e a consequência disso não é uma eliminação de campeonato, mas os ruídos que vão fazendo parte do ser humano que estamos construindo. Quis usar a analogia do futebol, pois é como me sinto, às vezes, sendo mãe: como se houvesse uma plateia inteira esperando para ver se meu chute vai na trave, vira gol ou vai para fora. Tenho certeza de que meu sentimento é compartilhado por muitas mães por aí.

Mas por que estou falando isso? Ora, dia desses, caí em um dilema daqueles, depois de um acontecimento trivial. O resultado é que saí com a certeza de que tinha chutado bem longe do gol, e errar na marca do pênalti nunca é uma coisa fácil de digerir. Peraí, não estou divagando, você vai entender o que quero dizer. Minha bola fora da vez foi ter dado autonomia para a minha filha em algo que ela, absolutamente, não estava pronta. Continuar lendo

Parte 3 – Como lidar com o uso de tecnologia na infância

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Agora, vem a parte 3 da trilogia, a mais esperada, a que vai explicar tudo e resolver todos os conflitos. Brincadeira. É só o último post da série sobre tecnologia, que eu comecei há alguns dias (não fale semanas, que não faz tanto tempo assim). O fato é que já provei (acho) por A + B na parte 1 e 2 dessa série que lidar com a tecnologia na infância carece de boas doses de sabedoria e jogo de cintura. Se não leu, não perca tempo, volta duas casas e lê os dois anteriores. Mas se não quiser, tudo bem, que você é livre para fazer o que quiser.

Abaixo, sem mais delongas, trago hoje algumas dicas tiradas de minha própria experiência, já que sou mãe, e também de tudo que li e vi por aí. São ideias de como lidar com a tecnologia na infância, de modo a usá-la a favor e não contra o bom desenvolvimento dos pequenos. Confere tudo que está coisa boa demais esse post.

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Posts em série – Parte 2 – A tecnologia faz mal ou bem às crianças?

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Se você é mãe ou pai e está lendo esse post agora, me ajude com uma enquete: seu filho (a) tem algum aparato tecnológico, como tablet ou celular? Quantas horas por dia ele passa mergulhado nessas telas? Por qual motivo você “liberou” o acesso, digamos assim? Calma, eu sei, são muitas questões, mas é que para esse post é necessário. Não quero aqui ficar falando sozinha, pois parece que estou meio atordoada da mente, então me ajude a achar que tem alguém lendo esse troço (rsrs).

Seguinte: o post de hoje é uma continuação do anterior (se não leu o primeiro, corre lá agora que eu aguardo aqui, de boa) sobre a relação entre tecnologia e infância, ou melhor se é benéfico ou não deixar que as crianças mergulhem no mundo digital, sem pensar no amanhã. Porém, para começar, tenho uma outra pergunta: você que me lê se sente mais produtivo e feliz quando está diante de alguma tela ou longe dela? Continuar lendo

Posts em série sobre tecnologia : O conto da criança e do celular

Crianca e tecnologia

Uma querida amiga de longa data me fez uma sugestão de pauta para o blog: por que não falar de tecnologia na infância, ou melhor como ensinar as crianças a lidarem com a avalanche de aparelhos eletrônicos, cada vez mais e mais potentes e perfeitos? Eis que amei a ideia e cá estou aceitando a sugestão. Mas, nesse post introdutório, quero só contar um caso (prometo que tem tudo a ver, você vai rir e se emocionar).

Eu sempre fui resistente e rígida a respeito do uso de aparelhos eletrônicos por crianças pequenas. Por causa disso nunca deixei a Valentina brincar em celular, tablet, etc. No entanto, um belo dia, não faz muito tempo, eu fiz um teste: baixei um joguinho para a faixa etária dela para ela “experimentar”. Porém, avisei: filha, só um pouquinho! Daqui a pouco a mamãe vai pegar o celular de volta. E ela: tá bom!

Só que você, que me lê, acha mesmo que foi “tá bom” a história toda?

É claro que não!!!!

Quando deu o tempo que eu estipulei na minha mente para tirar o celular da pequena, eis que ela me abriu um berreiro e não entendeu por que eu estava fazendo aquela maldade com ela. Um joguinho tão inocente, joguinho legal, como ela resumiu depois.

Achei esquisita a experiência, mas como curto uma teimosia, insisti mais algumas vezes: sempre por um tempo limitado, explicando para ela e tudo mais.

Acredito que não deu uma semana, e o berreiro quando terminava o “joguinho” continuava. E mais, Valentina foi sendo abduzida (sim, é essa a palavra), não queria brincar de outra coisa, quando eu chamava. Daí eu decidi: eliminei o joguinho do celular, sem dó, nem piedade. E expliquei para a minha pequena criança que ela não estava pronta para jogar, que precisava crescer mais, que essas brincadeiras de celular fazem mal quando são feitas sempre, etc, etc.

Ela ainda pediu alguns dias, mas eu sempre dizia “joguinho, não” como quem expulsa um demônio (kkkk). Depois ela esqueceu. Hoje ela entende que celular da mamãe é para fazer as coisas da mamãe, que o PC e o Notebook que temos em casa é para mamãe fazer texto. Somente TV é liberado, no entanto, é claro, que eu sei tudo que ela assiste, pois o controle remoto é todo meu. TV aberta não faz parte da nossa vida e sempre que posso conversamos sobre os desenhos, brincando, dialogando, imitando os personagens.

Essa historinha é só para iniciar uma série de posts que vou fazer sobre o assunto, pois o tema rende à beça, minha amiga vai se sentir super prestigiada e eu vou ficar feliz por mais essa lista na minha vida.

E esse pequeno conto sobre a iniciação da Valentina no mundo dos celulares me trouxe a importante lição de que ela tem que ficar longe desses aparelhos por muito tempo. A memória do meu celular agradece.

Por hoje, é isso. Mas volto, no próximo post, para falar sobre os impactos da tecnologia na saúde das crianças e depois dando dicas de como lidar com o troço todo.

Bjs!

O desmame da Valentina

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Sabe aquelas situações que chegam na sua vida, assim como quem não quer nada, sem crise, sem estresse, sem questionamentos? Sabe aqueles fins não dolorosos (sim, eles existem) que chegam mostrando que a vida é mesmo cíclica e a gente tem que aprender a mudar de fase, quando assim for necessário? Pois bem, assim foi o desmame da minha filha, aos 2 anos, 11 meses e alguns dias (sem datas precisas, pois o fato chegou de mansinho). Se eu fosse escrever sobre o desmame ideal certamente não teria sido tão perfeito como a realidade se configurou. E tudo isso aconteceu por que acho que nesse quesito eu acertei muito quando optei pelo desmame natural (já defendi essa bandeira antes, volta lá e vê depois).

Não foi uma parada brusca. Foi fluida, se assim posso dizer. Valentina passou a mamar há alguns meses apenas na hora de dormir, e nem sempre. De vez em quando, ela até pedia em outras ocasiões, mas essas foram ficando cada vez mais raras. Até que um dia percebi que ela estava se desinteressando mesmo. Ela tem, desde os 4 meses de idade, a mania de colocar a mão embaixo do meu braço e continuou fazendo isso, quando ia mamar. Só que passou o tempo, chegou os 2 anos, 2 anos e meio, e ela manteve a mania, mas nem sempre pedia para eu amamentá-la. Acho que ali já começava os primeiros rabiscos do nosso futuro desmame (sim, pois é um fim para as duas).

Nesse segundo semestre de 2017 fui percebendo que ela estava mesmo se desinteressando. Até que um dia, em dezembro do ano passado, percebi que ela não mamava há muitos dias. Foi quando fui bater um papo para entender se aquele era o fim.

Perguntei:

— Filha, você não quer mais mamar?

E ela:

— Eu não, mamãe. Já sou grande!

E eu:

— Entendi. Você sabe o que isso significa? Que a partir de agora você não vai poder pedir mais, pois não quer. O leitinho vai desaparecer, pois você não estará mais mamando. Tudo bem para você?

E ela:

— Sim. Tudo bem.

E desde então, como eu já previa, ela parou de fato. Nunca mais pediu.

E eu, depois dessa conversa com a Valentina não fiquei triste, nem nada, pois entendi que era o fim. Não teve crise, apenas um certo alívio (rs), pois amamentar cansa. Ela, na época da amamentação intensa, acordava de madrugada para mamar. Esgarçava todas as minhas blusas e sutiãs. Não podia encostar produtos químicos no cabelo, pois tinha medo de passar para o leite. Enfim, foi esse lado de mim que sentiu alívio. No mais, meu coração soube que a hora era aquela mesmo, e que nós tínhamos criado já um vínculo tão poderoso, que desmame nenhum poderia abalar.

E foi assim que tudo aconteceu. Sem dor. Sem tristeza. Sem apelações.

E eu credito isso ao meu preceito básico de respeitar a criança em suas necessidades. Eu sabia, desde que comecei esse negócio todo de ser mãe, que naquele pequeno ser que eu tinha nos braços residia um ser humano novinho em folha, e que eu queria ser respeitosa e compreensiva com tudo que fosse importante para ela. Não estou dizendo que nunca piro na batatinha, não estou afirmando que nunca gritei com a Valentina, deixei de castigo, etc. Estou dizendo apenas que algumas necessidades são vitais, e o afeto que a amamentação proporciona para o bebê desde sempre – além da vitamina de nutrientes e imunizações que contém – deveriam ser preservadas até que isso não fosse mais necessário.

Conto aqui minha história como uma mãe que passou por uma experiência muito bem sucedida de amamentação. O início difícil – como sempre é -, o processo de entendimento do ato de mamar, da construção do vínculo, até chegar ao que temos agora: o desmame natural. Foram quase 3 anos de muita troca verdadeira nesse ato de dar de mamar e eu consegui fixar na memória esse recente passado que vou querer resgatar, quando sentir saudades, lá na frente.

Por ora, estou bem feliz, e confortável por ter deixado fluir, como acredito que deve ser.

Valentina está crescendo e a interrupção na amamentação é só mais um recado que ela está passando de fase, que está deixando a bebezinha para trás. O que tenho que fazer é me acostumar com isso e curtir a menina linda que ela vai se tornando.

Por hoje, é isso. Aguardem a nova fase do desfralde, que comecei a fazer agora. Voltarei para contar tudo, dos vazamentos de xixi, até as conversas sobre xixi e as idas ao banheiro, a cada 5 minutos.

Todo mundo sabe que vida de mãe é sofrida (não tô reclamando…rs).

Bjs,

Ah, essa foto que ilustra o post sou euzinha da Silva com Valentina, nos primeiros dias juntas. Ela mamando, e eu parecendo um dos zumbis do Walking Dead.

7 maneiras de melhorar a imunidade das crianças

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Desde que Valentina nasceu, uma das minhas maiores preocupações – além de dar muito amor, carinho, claro – era fazer tudo D-I-R-E-I-T-I-N-H-O, seguir todas as recomendações médicas, as cartilhas da vida e o que meu coração mandar. Minha prioridade sempre foi formar uma pessoa bem amada e também saudável. Pois tinha a impressão que bebê e criança pequena só viviam doente, e eu queria fazer o que fosse necessário para evitar que minha filha passasse por isso (santa ingenuidade). Acontece que alguma coisa eu fiz certo, pois Valentina foi um bebê muito saudável. Fora a dermatite, que desde que eu descobri, aprendi a controlar, o máximo que ela pegava era um resfriado bem discreto.

Acontece que quando ela entrou na escolinha – e eu já contei isso aqui em detalhes – tudo isso mudou. Era um tal de tosse para cá, faz febre para lá, vai no PS, toma antibiótico. Enfim, aquela coisa cansativa e dilacerante que toda mãe que já teve filho doente sabe. Então, é claro que andei pesquisando bastante, principalmente para aumentar a imunidade da minha pequena. Descobri algumas coisas legais que queria dividir. Continuar lendo