Sobre perder a paciência com os filhos

perder-a-paciencia

Existe uma situação que ninguém gosta de passar, mas que, cedo ou tarde, acaba acontecendo com todos nós: perder o controle. Sentir raiva, explodir, descontrolar-se. Seja no trabalho ou em casa, ou até mesmo na solidão da nossa mente, em algum momento todo mundo sente essa irracionalidade absurda, que nos leva para máres nunca dantes navegados, e que, geralmente, é um oceano que não queremos voltar jamais. A raiva é um sentimento autodestrutivo e machuca, não somente nós mesmos, mas quem está a nossa volta. Ora, por que estou falando disso? Porque ser mãe é estar sempre a um passo de perder a paciência para ela nunca mais voltar. Continuar lendo

Anúncios

10 dicas para evitar as birras

dicas-para-lidar-com-birra

Eu não gosto da palavra birra, pois a considero simplista demais. No entanto, não existem sinônimos, e já que não tem outra, vai essa mesma. A birra.

Ah, como ela enche de trevas nosso pobre coraçãozinho de mãe! Como ela teima em vir nos piores momentos possíveis, sempre que estamos cansadas, em público ou tremendamente estressadas. Eu já falei delas aqui, mas no post de hoje eu quero dar algumas sugestões para desarmar essas bombas. Nem sempre é possível, porque birras fazem parte do desenvolvimento cerebral das crianças, que não sabendo lidar com a frustração, entram em profunda crise e fazem aquela cena que conhecemos. Mas, de vez em quando, dá para evitar. E algumas coisas podem ajudar, nesse sentido. Quer saber quais? Vem comigo!

Continuar lendo

Não superproteja seus filhos

Superproteger os filhos

O equilíbrio é uma ferramenta excepcional, pena que quase ninguém saiba usar. No ímpeto de acertar, erramos, querendo ajudar, atrapalhamos. Não aprendemos, na história da nossa evolução, a identificar os pequenos sinais, que nos levariam ao caminho do bom-senso. Geralmente atropelamos tudo como um boi dentro de uma loja de louças ou coisa assim. Por que estou falando isso? Ora, pois há muito tempo queria escrever sobre superproteção e não sabia bem como dissertar esse troço. Mas hoje estou inspirada e acho que vai rolar. Quer conferir? Continuar lendo

5 dicas para ser uma mãe organizada (mas sem pirar com isso)

Mae-organizada

Existe uma coisa que vai embora quando a mulher se torna mãe. Não. Não é a paz. Também não é o tempo. Muito menos a privacidade. Embora todas essas coisas escorram das mãos maternas logo que o bebê dá o primeiro “ué” de sua vida, o que vai embora com a maternidade é a “organização”. Sabe aquela casa linda, limpa, com tudo no lugar – uma cena que mais parece uma obras de arte e me dá vontade de chorar de emoção quando vejo – essa residência idílica deixa de existir para todo sempre amém. E por que estou falando isso? Para acalentar o coração das minhas companheiras de jornada, e também para dar umas dicas bem espertas para  pelo menos ter o que sobra da organização, ou algo assim. Continuar lendo

Sobre dar autonomia para as crianças

Autonomia-filhos

Todo mundo que é mãe sabe o quanto criar filhos é uma tarefa injusta: não temos um treininho que seja, antes de entrar no grande jogo. Tudo o que fazemos é ficar sempre na marca do pênalti, sendo obrigados a chutar para o gol e acertar sempre. De vez em quando, erramos, e a consequência disso não é uma eliminação de campeonato, mas os ruídos que vão fazendo parte do ser humano que estamos construindo. Quis usar a analogia do futebol, pois é como me sinto, às vezes, sendo mãe: como se houvesse uma plateia inteira esperando para ver se meu chute vai na trave, vira gol ou vai para fora. Tenho certeza de que meu sentimento é compartilhado por muitas mães por aí.

Mas por que estou falando isso? Ora, dia desses, caí em um dilema daqueles, depois de um acontecimento trivial. O resultado é que saí com a certeza de que tinha chutado bem longe do gol, e errar na marca do pênalti nunca é uma coisa fácil de digerir. Peraí, não estou divagando, você vai entender o que quero dizer. Minha bola fora da vez foi ter dado autonomia para a minha filha em algo que ela, absolutamente, não estava pronta. Continuar lendo

Parte 3 – Como lidar com o uso de tecnologia na infância

Dicas-tecologia-crianca

Agora, vem a parte 3 da trilogia, a mais esperada, a que vai explicar tudo e resolver todos os conflitos. Brincadeira. É só o último post da série sobre tecnologia, que eu comecei há alguns dias (não fale semanas, que não faz tanto tempo assim). O fato é que já provei (acho) por A + B na parte 1 e 2 dessa série que lidar com a tecnologia na infância carece de boas doses de sabedoria e jogo de cintura. Se não leu, não perca tempo, volta duas casas e lê os dois anteriores. Mas se não quiser, tudo bem, que você é livre para fazer o que quiser.

Abaixo, sem mais delongas, trago hoje algumas dicas tiradas de minha própria experiência, já que sou mãe, e também de tudo que li e vi por aí. São ideias de como lidar com a tecnologia na infância, de modo a usá-la a favor e não contra o bom desenvolvimento dos pequenos. Confere tudo que está coisa boa demais esse post.

Continuar lendo

Crianças que vão para a escola ficam mais doentes?

crianca.doente-escolinha

A entrada da Valentina na escola – como já contei aqui – foi meio no susto (para o horror do meu espírito virginiano). No entanto, a adaptação dela ocorreu, de modo geral, muito tranquilamente. Tudo lindo, tudo favorável, não fosse um detalhe: desde que minha filha entrou na escola, há cerca de 3 meses, ela disparou a ficar doente, sem nunca melhorar totalmente. E isso tem tirado meu sono, pois é claro que entra em cena a culpa materna, e minha vontade de voltar no tempo e mandá-la para a escolinha mesmo só lá para os cinco anos. Andei pesquisando – e eu meio que já sabia – que crianças que vão para a escolinha adoecem mais mesmo, principalmente, no primeiro ano. E você sabe por que isso acontece? Continuar lendo

Crianças pioram perto das mães e por que isso pode ser uma coisa boa

Criancas-pioram-perto-das-maes

Existem pesquisas científicas que vem comprovar um “EU JÁ SABIA” interno que faz parte da mente da maioria das pessoas. Esta que vou citar é uma delas. Quem é mãe sabe o quanto as crianças mudam, a depender de quem está com elas. Explico: em casa, com os pais, é de um jeito, com os avós, de outro, na escolinha, de outro, e por aí vai. Nada demais, adultos também são assim, se adaptam ao ambiente por uma questão de sobrevivência em sociedade mesmo. Mas o que é mais impressionante, quando o assunto são as crianças, é o quanto elas mudam perto das mães. Chega a ser até meio assustador.

Pois bem. Uma pesquisa feita pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Washington com 500 famílias mediu justamente as variações de comportamento quando a mãe estava perto e quando estava longe. O resultado é que elas ficam piores, mais muito piores mesmo quando estão perto da mãe. Se você gosta de porcentagem (tem gente que gosta. Sem julgamento), dá uma olhada nesse número: 800%!!

Essa é a piora de comportamento de uma criança quando a mãe está perto. Se considerar as crianças menores de 10 anos, esse índice chega na robusta marca de 1.600%. Continuar lendo

Os primeiros dias na escolinha

Escolinha-adaptacao

Tem aquela frase que diz que criamos nossos filhos para o mundo. Que temos que prepara-los para a “cruel” vida em sociedade. Que eles precisam sair da bolha, que é a família, o quanto antes para não sofrerem tanto depois. O fato é que eu somente agora fui obrigada a estourar a “bolha”, isso porque minha filha começou a fazer escolinha, e eu estou até hoje na pura sofrência com essa adaptação. Continuar lendo

O que é mimar?

MImar-filho

Ser mãe é ter medo. Sim. Como a gente sente medo! E teme, principalmente, não conseguir cumprir bem o papel de educar. Um dos maiores temores de quem é mãe, pelo menos da maioria, é mimar demais a pobre criança e criar um adulto chato, arrogante, que se acha o dono do mundo, e não aprende nunca a lidar com as frustrações da vida. Nenhuma mãe quer ser responsável por lançar ao mundo esses seres exaustivos que são as as pessoas muito mimadas. Pois bem, tudo começa na infância. Só que esse medo exagerado de mimar demais faz a gente confundir tudo, de vez em quando. E é sobre isso que quero falar. Sobre o que é esse troço de mimar, e como isso não tem nada a ver com dar afeto. Mas vamos por parte. Continuar lendo