Sobre fazer as vontades dos filhos

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De vem em quando, o mundo da maternidade da mídia nos presenteia com alguma notícia curiosa, impactante ou ambas. Recentemente, não foi diferente. Apareceu aí uma news de que uma mãe brigou com uma conhecida, porque a última não deixou o filho da primeira brincar com os itens de uma coleção. Antes que me perguntem o que eu acho (ninguém fez isso, mas vai fazer…haha), afirmo que não dá para avaliar corretamente essa pequena história por que não conheço todos os elementos e nem sei como o troço procedeu de fato. Seria leviano, e nada produtivo. Prefiro sair pela tangente (de vez em quando, é bom) dizendo que não vejo certo nessa história, e que a criança, a meu ver, é uma vítima. Ponto.

No entanto, essa notícia me lembrou de algo que eu queria falar aqui já há algum tempo. Sobre essa coisa de fazer as vontades da criança ou não, até que ponto ceder, como usar corretamente o não milagroso, e o que é “mimar”. São muitos dilemas na minha cabeça reflexiva, pois minha pequena tem dois anos e meio e me testa o tempo todo, como todo baby adolescente costuma fazer (já falei sobre adolescência do bebê aqui). Acontece que geral diz que Valentina é uma criança encantadora e boazinha. Que não faz raiva para ninguém. No entanto, já ouvi de uma pessoa que estou a mimando por dar afeto e atenção demais, ser muito boazinha, essas coisas. E tudo isso me fez refletir sobre esse troço todo de fazer as vontades dos filhos. Continuar lendo

Terceirizar os filhos é sempre uma péssima escolha

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Na época da minha gestação, fazia planos de que, ao voltar da licença maternidade, iria colocar a Valentina em um berçário. Pronto, acabou! Não gostava muito da ideia de babá, e nem pensava jamais em parar de trabalhar. Na minha cabeça era tranquilinho: eu ia ali ter um bebezito, e já voltava ao mercado de trabalho. No entanto, bastou nascer para eu ver que teria bastante dificuldade de seguir meu cronograma perfeito de uma carreira que estava só começando. A dificuldade era que eu tinha me tornado mãe, amava aquela pequenininha mais que tudo nesse mundo, e tinha uma responsa tremenda, que era minha, quase que totalmente.

Por que estou dizendo isso? Há um tempo li um texto da Rita Lisauskas – que eu adoro, considero uma irmã de mentalidade materna, só que com muito mais grana e fama…hahaha – abordando a questão das escolas que fazem TUDO pelos pais, em troca de, evidentemente, uns dinheirinhos de gente bem rica. Enfim, nesse material ela fala a respeito do quanto estamos terceirizando nossos filhos, e isso me acendeu  a luzinha da vontade de falar sobre isso também. Lembrei que simplesmente tive uma tremenda dificuldade de deixar minha pequena aos cuidados dos outros,  quando retornei ao trabalho. Berçário então, nem se fala. Logo desconsiderei pela grande verba que eles exigem e também por que não queria deixar a Valentina com desconhecidos.
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Por que criança chora tanto?

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Eu sempre soube que bebês choram muito. Todo mundo fala isso o tempo todo, é senso comum, verdade purinha. Acontece que o que eu não sabia é que a medida que esses bebezinhos crescem, aprendem a falar e tal, eles fazem uma coisa que para mim é surpreendente: CONTINUAM CHORANDO MUITO. Digo isso como a mãe de uma menina de dois anos e quatro meses, que ainda faz a sinfonia do nono choro pelos quatro cantos da casa. Daí dia desses fiquei indagado: Será que a Valentina é chorona ou isso é normal da fase? E lá fui eu pesquisar mundo afora. Continuar lendo

Como fazer seu filho gostar de ler

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Ah…os livros. Como eu amo esse monte de papel reunido em torno de uma história ou de várias. Ler para mim é uma das coisas mais interessantes da vida. Sem exagero. Eu venero, adoro cheiro de livro, vou em uma livraria comprar um e saio com três (e já pensando nos próximos), trato alguns livros especiais como melhores amigos mesmo. Enfim, entendeu, né? Eu gosto de ler. 

Pois bem. Uma das coisas que mais quero é que minha filha divida comigo esse gosto. Daí você pode dizer.

— Lá vem a mãe projetando coisas na criança…

E eu respondo:

— Não seja tão ranzinza. Ler é bom para todo mundo, não é como se eu tivesse querendo que minha filha gostasse, sei lá, de lavar louça (sim, eu gosto. Me julguem).

Todo mundo sabe o quanto a leitura faz a diferença na vida de uma pessoa. Pessoas que leem se comunicam melhor, interpretam melhor, tem mais empatia (tendo em vista que estão o tempo todo vendo as coisas com os olhos de outras pessoas). Além disso, a leitura ajuda no processo de alfabetização (no caso das crianças), e melhora nossa escrita (fato comprovado por minha própria pessoa). Faz a gente conhecer o mundo do ponto de vista de pessoas completamente diferentes, de culturas diferentes, de lugares diferentes, etc. A gente passa a enxergar as coisas com outros olhos, fora que nosso vocabulário fica chuchu beleza. Continuar lendo

Quer a felicidade do seu filho? Ensine-o a ter empatia

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Empatia. Trocando em miúdos é algo como colocar-se no lugar do outro, sentir em si o que o outro sente. Não é tarefa fácil. Algumas pessoas, talvez a maioria, não têm muito o costume de tirar a si mesmo do foco e enxergar o outro. Ainda mais na Era em que vivemos: na qual o “eu” é o mais importante sentido da existência. Acontece que nenhum homem é uma ilha (estou cheia dos clichês hoje, me perdoe) e nós precisamos uns dos outros muito mais do que imaginamos. Pois é. Pensando em todas essas coisas é que cheguei a conclusão de que ensinar o seu filho a ter empatia talvez seja um dos maiores presentes que você possa dar a ele e a humanidade.
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Este post é para você que odeia crianças

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Dia desses, navegando pelo universo da internet me deparei com o texto da Rita Lisauskas sobre “A Nova moda é dizer por aí que odeia criança”. Eu adorei o post dela, achei bem pertinente, mas reparei pelos comentários que muita gente não gostou daquele “dedo na ferida”. Depois, em redes sociais, vi discussões e mais discussões sobre o assunto e percebi: esse ódio às crianças é muito maior do que eu imaginava, só que, ao que parece, ninguém gosta muito de reconhecer. Pois bem, não sou nenhuma Rita Lisauskas, mas gostaria de dar minha contribuição ao tema. Continuar lendo

Sobre a importância de criar mulheres fortes

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Fui criada para ser forte. E por forte não digo que não sucumbi uma meia dúzia de vezes, mas a questão toda é que sempre soube levantar depois da queda. Acho que isso é um mérito. Não sou feita de pedra, nem tampouco de ferro. Mas não me liquidifico diante das frustrações. Aprendi desde cedo a respeitar as minhas opiniões, a não ser levada pelo eco das vozes alheias. Sempre soube calar para ouvir minha própria voz.

Também descobri rápido que a gente não é nunca uma coisa só: que nossa aparência física não nos define, que nossos erros não nos definem, que nossos acertos não dizem tudo sobre a gente. Somos matéria mesclada e nunca completa. Estamos sempre em transformação. Devo esse meu modo de ser a vários fatores, mas, principalmente, aquela que sempre foi a mulher que eu me espelhei: minha mãe. Ela era uma mulher forte e me fez forte. E a grande graça de você ser assim é enxergar a vida como nossa, e de mais ninguém. Continuar lendo

Como nasce a timidez?

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Talvez você que me leia agora não sinta essa vontade enorme de sair correndo toda vez que tem que se socializar, fazer novos amigos, flertar com um crush, falar em público (socorro!). Se você nunca sentiu esse desejo enorme de fugir dessas situações, meus parabéns! A timidez não faz parte da sua vida. Porém, eu, Cíntia Ferreira, sou tímida – e muito. Já fui mais, porém essa ainda é uma característica que me acompanha sempre. Acontece que dia desses deu curiosidade de saber quando nasce essa tal de timidez. De vez em quando (raramente), minha filha Valentina fica com vergonha de algo. Foi aí que nasceu a ideia desse post. Bora falar de timidez em crianças? Continuar lendo

Esse tal de brinquinho

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Minha filha tem dois anos e não usa brinco. Eu, mãe dela, decidi colocar apenas quando ela quiser. No entanto, já ouvi muitas vezes que tinha que colocar o tal do brinquinho na orelha para ela ficar mais bonita.

Ora, minha filha é bonita até com a fralda suja. É bonita de todo jeito. Nunca vi necessidade de submetê-la a algo tão desnecessário só por uma questão estética.

Aliás, já que toquei no assunto… Continuar lendo

Seu filho não merece apanhar

nao bata no seu filho

Imagine que você chegou em um universo paralelo totalmente diferente do que você conhecia: não conhece os costumes, não sabe o que é certo e errado e nem mesmo o que sente em relação a esse lugar. Agora visualize que conhece algumas pessoas, que serão as responsáveis por te apresentar esse mundo novo, e que elas estipulam que se você fizer algo contrário ao que elas esperam, elas vão fazer uma coisa um pouco esquisita: te bater.

Agora, troque a palavra “você” do texto por “criança” e “pessoas” por “pais”, o universo paralelo em questão, nada mais é do que este mundo que residimos. Esse é o cenário da vida de uma criança que apanha em casa.  Continuar lendo