5 dicas para ser uma mãe organizada (mas sem pirar com isso)

Mae-organizada

Existe uma coisa que vai embora quando a mulher se torna mãe. Não. Não é a paz. Também não é o tempo. Muito menos a privacidade. Embora todas essas coisas escorram das mãos maternas logo que o bebê dá o primeiro “ué” de sua vida, o que vai embora com a maternidade é a “organização”. Sabe aquela casa linda, limpa, com tudo no lugar – uma cena que mais parece uma obras de arte e me dá vontade de chorar de emoção quando vejo – essa residência idílica deixa de existir para todo sempre amém. E por que estou falando isso? Para acalentar o coração das minhas companheiras de jornada, e também para dar umas dicas bem espertas para  pelo menos ter o que sobra da organização, ou algo assim. Continuar lendo

Anúncios

Sobre dar autonomia para as crianças

Autonomia-filhos

Todo mundo que é mãe sabe o quanto criar filhos é uma tarefa injusta: não temos um treininho que seja, antes de entrar no grande jogo. Tudo o que fazemos é ficar sempre na marca do pênalti, sendo obrigados a chutar para o gol e acertar sempre. De vez em quando, erramos, e a consequência disso não é uma eliminação de campeonato, mas os ruídos que vão fazendo parte do ser humano que estamos construindo. Quis usar a analogia do futebol, pois é como me sinto, às vezes, sendo mãe: como se houvesse uma plateia inteira esperando para ver se meu chute vai na trave, vira gol ou vai para fora. Tenho certeza de que meu sentimento é compartilhado por muitas mães por aí.

Mas por que estou falando isso? Ora, dia desses, caí em um dilema daqueles, depois de um acontecimento trivial. O resultado é que saí com a certeza de que tinha chutado bem longe do gol, e errar na marca do pênalti nunca é uma coisa fácil de digerir. Peraí, não estou divagando, você vai entender o que quero dizer. Minha bola fora da vez foi ter dado autonomia para a minha filha em algo que ela, absolutamente, não estava pronta. Continuar lendo

Parte 3 – Como lidar com o uso de tecnologia na infância

Dicas-tecologia-crianca

Agora, vem a parte 3 da trilogia, a mais esperada, a que vai explicar tudo e resolver todos os conflitos. Brincadeira. É só o último post da série sobre tecnologia, que eu comecei há alguns dias (não fale semanas, que não faz tanto tempo assim). O fato é que já provei (acho) por A + B na parte 1 e 2 dessa série que lidar com a tecnologia na infância carece de boas doses de sabedoria e jogo de cintura. Se não leu, não perca tempo, volta duas casas e lê os dois anteriores. Mas se não quiser, tudo bem, que você é livre para fazer o que quiser.

Abaixo, sem mais delongas, trago hoje algumas dicas tiradas de minha própria experiência, já que sou mãe, e também de tudo que li e vi por aí. São ideias de como lidar com a tecnologia na infância, de modo a usá-la a favor e não contra o bom desenvolvimento dos pequenos. Confere tudo que está coisa boa demais esse post.

Continuar lendo

Crianças que vão para a escola ficam mais doentes?

crianca.doente-escolinha

A entrada da Valentina na escola – como já contei aqui – foi meio no susto (para o horror do meu espírito virginiano). No entanto, a adaptação dela ocorreu, de modo geral, muito tranquilamente. Tudo lindo, tudo favorável, não fosse um detalhe: desde que minha filha entrou na escola, há cerca de 3 meses, ela disparou a ficar doente, sem nunca melhorar totalmente. E isso tem tirado meu sono, pois é claro que entra em cena a culpa materna, e minha vontade de voltar no tempo e mandá-la para a escolinha mesmo só lá para os cinco anos. Andei pesquisando – e eu meio que já sabia – que crianças que vão para a escolinha adoecem mais mesmo, principalmente, no primeiro ano. E você sabe por que isso acontece? Continuar lendo

Crianças pioram perto das mães e por que isso pode ser uma coisa boa

Criancas-pioram-perto-das-maes

Existem pesquisas científicas que vem comprovar um “EU JÁ SABIA” interno que faz parte da mente da maioria das pessoas. Esta que vou citar é uma delas. Quem é mãe sabe o quanto as crianças mudam, a depender de quem está com elas. Explico: em casa, com os pais, é de um jeito, com os avós, de outro, na escolinha, de outro, e por aí vai. Nada demais, adultos também são assim, se adaptam ao ambiente por uma questão de sobrevivência em sociedade mesmo. Mas o que é mais impressionante, quando o assunto são as crianças, é o quanto elas mudam perto das mães. Chega a ser até meio assustador.

Pois bem. Uma pesquisa feita pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Washington com 500 famílias mediu justamente as variações de comportamento quando a mãe estava perto e quando estava longe. O resultado é que elas ficam piores, mais muito piores mesmo quando estão perto da mãe. Se você gosta de porcentagem (tem gente que gosta. Sem julgamento), dá uma olhada nesse número: 800%!!

Essa é a piora de comportamento de uma criança quando a mãe está perto. Se considerar as crianças menores de 10 anos, esse índice chega na robusta marca de 1.600%. Continuar lendo

Os primeiros dias na escolinha

Escolinha-adaptacao

Tem aquela frase que diz que criamos nossos filhos para o mundo. Que temos que prepara-los para a “cruel” vida em sociedade. Que eles precisam sair da bolha, que é a família, o quanto antes para não sofrerem tanto depois. O fato é que eu somente agora fui obrigada a estourar a “bolha”, isso porque minha filha começou a fazer escolinha, e eu estou até hoje na pura sofrência com essa adaptação. Continuar lendo

O que é mimar?

MImar-filho

Ser mãe é ter medo. Sim. Como a gente sente medo! E teme, principalmente, não conseguir cumprir bem o papel de educar. Um dos maiores temores de quem é mãe, pelo menos da maioria, é mimar demais a pobre criança e criar um adulto chato, arrogante, que se acha o dono do mundo, e não aprende nunca a lidar com as frustrações da vida. Nenhuma mãe quer ser responsável por lançar ao mundo esses seres exaustivos que são as as pessoas muito mimadas. Pois bem, tudo começa na infância. Só que esse medo exagerado de mimar demais faz a gente confundir tudo, de vez em quando. E é sobre isso que quero falar. Sobre o que é esse troço de mimar, e como isso não tem nada a ver com dar afeto. Mas vamos por parte. Continuar lendo

Precisamos falar sobre gravidez na adolescência

Gravidez-adolescencia.jpg

Já sei. Você pode estar pensando:

— Lá vem ela com esse “precisamos conversar”!

Mas, não é bem assim. Por favor, seja mais tolerante. O chamado para a conversa é algo que pode ser bem interessante, esclarecedor, etc. Além disso, esse título é muito bom, e impacta, na medida certa. Enfim, precisamos conversar.

O post de hoje, como prometido no título ótimo, é sobre gravidez na adolescência. Porque, embora a taxa de gestações nessa fase tenha caído 17%, segundo dados do Ministério de Saúde, referente ao período de 2004 e 2015, ainda são 546,5 mil mães adolescentes, só em 2015, que foi quando a pesquisa foi feita. É um número bastante alto. E o assunto é bastante conflituoso, pois envolve muitos e muitos fatores.
Continuar lendo

Sobre fazer as vontades dos filhos

fazer-vontades-crianca

De vem em quando, o mundo da maternidade da mídia nos presenteia com alguma notícia curiosa, impactante ou ambas. Recentemente, não foi diferente. Apareceu aí uma news de que uma mãe brigou com uma conhecida, porque a última não deixou o filho da primeira brincar com os itens de uma coleção. Antes que me perguntem o que eu acho (ninguém fez isso, mas vai fazer…haha), afirmo que não dá para avaliar corretamente essa pequena história por que não conheço todos os elementos e nem sei como o troço procedeu de fato. Seria leviano, e nada produtivo. Prefiro sair pela tangente (de vez em quando, é bom) dizendo que não vejo certo nessa história, e que a criança, a meu ver, é uma vítima. Ponto.

No entanto, essa notícia me lembrou de algo que eu queria falar aqui já há algum tempo. Sobre essa coisa de fazer as vontades da criança ou não, até que ponto ceder, como usar corretamente o não milagroso, e o que é “mimar”. São muitos dilemas na minha cabeça reflexiva, pois minha pequena tem dois anos e meio e me testa o tempo todo, como todo baby adolescente costuma fazer (já falei sobre adolescência do bebê aqui). Acontece que geral diz que Valentina é uma criança encantadora e boazinha. Que não faz raiva para ninguém. No entanto, já ouvi de uma pessoa que estou a mimando por dar afeto e atenção demais, ser muito boazinha, essas coisas. E tudo isso me fez refletir sobre esse troço todo de fazer as vontades dos filhos. Continuar lendo

Terceirizar os filhos é sempre uma péssima escolha

filhos-terceirizados

Na época da minha gestação, fazia planos de que, ao voltar da licença maternidade, iria colocar a Valentina em um berçário. Pronto, acabou! Não gostava muito da ideia de babá, e nem pensava jamais em parar de trabalhar. Na minha cabeça era tranquilinho: eu ia ali ter um bebezito, e já voltava ao mercado de trabalho. No entanto, bastou nascer para eu ver que teria bastante dificuldade de seguir meu cronograma perfeito de uma carreira que estava só começando. A dificuldade era que eu tinha me tornado mãe, amava aquela pequenininha mais que tudo nesse mundo, e tinha uma responsa tremenda, que era minha, quase que totalmente.

Por que estou dizendo isso? Há um tempo li um texto da Rita Lisauskas – que eu adoro, considero uma irmã de mentalidade materna, só que com muito mais grana e fama…hahaha – abordando a questão das escolas que fazem TUDO pelos pais, em troca de, evidentemente, uns dinheirinhos de gente bem rica. Enfim, nesse material ela fala a respeito do quanto estamos terceirizando nossos filhos, e isso me acendeu  a luzinha da vontade de falar sobre isso também. Lembrei que simplesmente tive uma tremenda dificuldade de deixar minha pequena aos cuidados dos outros,  quando retornei ao trabalho. Berçário então, nem se fala. Logo desconsiderei pela grande verba que eles exigem e também por que não queria deixar a Valentina com desconhecidos.
Continuar lendo