Seja presente na vida

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Crianças não entendem a noção de tempo. Eu sei, já disse isso aqui. Mas não é bem isso o que quero falar hoje. Venho pensando e tenho cada vez mais claro que nós, adultos, entendemos menos ainda o tempo, porque o relógio nos atropela, e o calendário anda tão rápido, que a gente mal pisca, e nossa vida já passou. Creio que entender o tempo – um conceito tão abstrato – é compreender que existe algo mais importante do que mensurar os itens “feitos” da nossa lista interminável de afazeres.

Esse algo essencial chama-se presença. Lugar onde a gente quase nunca visita. Estamos sempre no passado, remoendo nossas dores, repisando nossos erros, revivendo as angústias. Quando não estamos “no que já foi”, vamos parar “no que ainda não chegou”, e aí o sofrimento é o medo do futuro, de não nos prepararmos o suficiente para esse lugar tão legal, que nunca vai chegar. Sim, você já parou para pensar que o futuro nunca chega? Que quando ele chega, e vira presente, a gente descarta, e vai viver, novamente, das nossas abstrações? Ora, por que raios eu resolvi falar disso hoje? Para enfatizar a importância da nossa PRESENÇA na vida dos nossos filhos. Continuar lendo

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Da cobrança para sermos mães perfeitas

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Embora todo mundo tenha aquele discurso pronto de que não existe ser humano perfeito, de que erros são desvios normais na vida, de que o perdão e o pedido de desculpas estão aí para isso mesmo; a maioria das pessoas – talvez todas eu diria – não aceita em absoluto as imperfeições alheias. No entanto, até tolera um ou outro defeito, em nome da boa convivência, do sentimento que tem pela pessoa, ou por empatia. Porém, se esse ser humano errante aí for mãe, esquece. MÃE NÃO PODE ERRAR!

E é daí que nasce aquela cobrança gigante que existe no mundo da maternidade sobre ser uma mãe perfeita, e o quanto isso é utópico, inalcançável e uma viagem total. Pois bem, o post de hoje é sobre duas coisas: sobre essa questão da cobrança às mães para serem perfeitas e também sobre como a maternidade pode ser uma forma de nos tornarmos pessoas melhores. Vem comigo, que não é nenhum bicho de sete cabeças. Continuar lendo

Minha singela homenagem para a(s) mãe(s)

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Você só entende a dimensão da palavra mãe em duas situações: quando você se torna uma ou quando perde a sua. Eu passei pelas duas coisas, então hoje posso dizer que conheço o significado dessa palavra e o universo escondido nessas três letras juntas: mãe. Ela passa pela nossa vida, sempre de modo impactante, e pode permanecer nela por anos, décadas, sem a gente nunca chegar a perceber o tanto de vida que ela nos doou todos os dias da existência dela.

Ela está lá quando você mais precisa, e também quando nem quer falar com ela. Atire a primeira pedra quem nunca chamou a mãe de chata, disse que não queria conversa, bateu a porta do quarto. Quando crianças – bem crianças mesmo – mal a gente lembra, mas ela era todo nosso mundo. Não importa se tínhamos pai, irmãos, avós, tias. Ninguém nem de longe se comparava ao que a presença da nossa mãe significava. Continuar lendo

Por que é tão difícil ser mãe solteira?

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Vou falar uma frase no passado: eu nunca me imaginei na situação que estou hoje. Na minha cabeça adolescente (que durou até uns vinte e oito anos..haha), eu teria primeiro uma carreira de sucesso, depois conheceria o amor da minha vida e depois teria filhos, nessa ordem. Não acreditava que uma mudança na posição dos acontecimentos poderia me fazer feliz, porque não era meu ideal de vida.

Acontece que hoje sou uma mãe solo, estou longe de ter uma carreira de sucesso e casamento é algo que nem passa pela minha cabeça mais. Apesar de parecer estranho, olha só, eu sou bem feliz, TODOS OS DIAS. Sinto-me em paz com minha vida e com quem eu sou. Sinto-me amada e amo as pessoas. Valorizo sentimentos, não coisas. Consigo todo dia me sentir como na infância, pois tem uma pequenininha correndo pela casa e me ensinando. Esse é o meu cenário, mas não estou dizendo que as coisas são fáceis. Na verdade, as coisas são bem difíceis e vou explicar por quê.
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Mães gostam de ficar sozinhas

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Dia desses estava assistindo um dos episódios do seriado “Todo mundo odeia o Chris“, na quinquagésima nona vez que a TV Record exibiu. Nele, o Chris falava que a mãe dele adorava ficar sozinha em casa. Daí cortava para a cena da Rochelle, a melhor personagem da série, largadona no sofá comendo ovo (???), assistindo TV e papeando com as amigas, na maior cara-de-felicidade. Daí refleti na hora que aquela cena poderia servir para praticamente todas as mães desse mundo. Sabe por quê?

MÃES ADORAM FICAR SOZINHAS! Continuar lendo

A imaginação das crianças (e como isso pode mudar a visão de vida dos adultos)

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Não sei bem em que momento isso acontece, mas há uma fase em que a vida, a minha, a sua, a de todo mundo, vai ficando meio assim, sem imaginação. Parece que tudo é chato, tudo é obrigação, tudo é compromisso. Viramos adultos e toda aquela diversão que imaginamos existir na maturidade vira coisa da nossa cabeça, utopia de uma mente que um dia foi fértil. E a gente só percebe que ficou chato quando observa uma criança: ah, como elas são felizes, criativas, descoladas, espertas, simples.  Continuar lendo

Ser mãe é pensar no outro

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Vou dizer uma coisa para vocês: depois que a mulher vira mãe ela passa a desconhecer um pouco a palavra “eu”. Aquele pensamento de “o meu vem primeiro” vira um ser estranho no cérebro maternal. Por que estou dizendo isso? Minha experiência como mãe me tornou mais generosa. Sei que generalizações são burras, como bem diz Nelson Rodrigues, mas acredito que a esmagadora maioria das mães sinta a mesma coisa. Continuar lendo