Não deixe a rotina atropelar sua vida

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O post de hoje não era sobre isso. Mas quando algo emana tão profundamente do meu coração, que não consigo pensar em escrever sobre outra coisa, parece que o texto já está pronto na minha mente só esperando uma digitação básica. Eis que o post de hoje nasceu justamente disso: de um conflito interno como mãe (ô, como são muitos!) justamente por que eu não estava prestando a atenção que deveria ao que estava fazendo. E essa falta de atenção me causou um baita susto. Peraí, vou explicar. Continuar lendo

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A mãe está só

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Na gestação é que tudo começa. Embora rodeada de confetes e palpites, o que mora na mente da grávida é um medo enorme da responsabilidade que vai nascer junto com a criança. Ainda que as pessoas falem que vão ajudar, que ela tem sorte, que filho é uma benção, que tudo vai dar certo; existe sempre um sussurro de que ela vai penar um bocado também. O bebê já demanda e ainda nem nasceu. No fim da gestação já não a deixa dormir, dá altas dores de coluna, incha o corpo todo e chuta, chuta, chuta. Em meio a tudo isso, existe a grávida que não aguenta mais. Que quer o bebê nasça logo, pois não aguenta mais se arrastar com aquele barrigão, que guarda um novo mundo, e por isso parece pesar toneladas.  Continuar lendo

Sobre a mãe que acha que não vai dar conta

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Quando minha filha nasceu, trouxe uma série de sensações novas à minha vida, mas uma das mais imediatas e angustiantes foi o medo. Ah, como eu sentia medo! De tudo. Mas, principalmente, de não dar conta de ser mãe. Um erro naquela tarefa poderia ser fatal, como deixar o neném dormir de bruços e ele sufocar, escorregar no banho com o bebê no colo e ele bater a cabeça, e tantas outras hipóteses que só tinham um desfecho. Eu temia porque não conhecia aquele sentimento de ser responsável por uma outra pessoa, inteiramente, integralmente.

Em meio a lágrimas de cansaço, de emoção e de medo, eu chorava também de desespero. E, depois de algum tempo, descobri que esse sentimento não era incomum, muitas mães passavam por isso. E é para elas que quero falar hoje. Apenas para dar um recado um pouco longo. Ei, você que me lê e acabou de ter um bebê: você vai dar conta desse negócio!

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Sobre quando odeio ser mãe

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Ninguém é feliz o tempo todo. E as escolhas que a gente faz – ou que chegam até a gente – sempre surgem envoltas em material bom e ruim. Ninguém é feliz o tempo todo, embora seja essa nossa utopia. Muitas vezes desejamos um passado que não volta ou um futuro que não chega, e deixamos o presente no único lugar onde ele não deveria ficar – no esquecimento. Quem passou pela experiência da gestação e do parto – serão para essas que vou falar agora – carrega em si, para sempre, a marca indelével da maternidade. Não existe ex-mãe, esse é um nome que já nasce para ser eterno. Continuar lendo

Posts em série sobre tecnologia : O conto da criança e do celular

Crianca e tecnologia

Uma querida amiga de longa data me fez uma sugestão de pauta para o blog: por que não falar de tecnologia na infância, ou melhor como ensinar as crianças a lidarem com a avalanche de aparelhos eletrônicos, cada vez mais e mais potentes e perfeitos? Eis que amei a ideia e cá estou aceitando a sugestão. Mas, nesse post introdutório, quero só contar um caso (prometo que tem tudo a ver, você vai rir e se emocionar).

Eu sempre fui resistente e rígida a respeito do uso de aparelhos eletrônicos por crianças pequenas. Por causa disso nunca deixei a Valentina brincar em celular, tablet, etc. No entanto, um belo dia, não faz muito tempo, eu fiz um teste: baixei um joguinho para a faixa etária dela para ela “experimentar”. Porém, avisei: filha, só um pouquinho! Daqui a pouco a mamãe vai pegar o celular de volta. E ela: tá bom!

Só que você, que me lê, acha mesmo que foi “tá bom” a história toda?

É claro que não!!!!

Quando deu o tempo que eu estipulei na minha mente para tirar o celular da pequena, eis que ela me abriu um berreiro e não entendeu por que eu estava fazendo aquela maldade com ela. Um joguinho tão inocente, joguinho legal, como ela resumiu depois.

Achei esquisita a experiência, mas como curto uma teimosia, insisti mais algumas vezes: sempre por um tempo limitado, explicando para ela e tudo mais.

Acredito que não deu uma semana, e o berreiro quando terminava o “joguinho” continuava. E mais, Valentina foi sendo abduzida (sim, é essa a palavra), não queria brincar de outra coisa, quando eu chamava. Daí eu decidi: eliminei o joguinho do celular, sem dó, nem piedade. E expliquei para a minha pequena criança que ela não estava pronta para jogar, que precisava crescer mais, que essas brincadeiras de celular fazem mal quando são feitas sempre, etc, etc.

Ela ainda pediu alguns dias, mas eu sempre dizia “joguinho, não” como quem expulsa um demônio (kkkk). Depois ela esqueceu. Hoje ela entende que celular da mamãe é para fazer as coisas da mamãe, que o PC e o Notebook que temos em casa é para mamãe fazer texto. Somente TV é liberado, no entanto, é claro, que eu sei tudo que ela assiste, pois o controle remoto é todo meu. TV aberta não faz parte da nossa vida e sempre que posso conversamos sobre os desenhos, brincando, dialogando, imitando os personagens.

Essa historinha é só para iniciar uma série de posts que vou fazer sobre o assunto, pois o tema rende à beça, minha amiga vai se sentir super prestigiada e eu vou ficar feliz por mais essa lista na minha vida.

E esse pequeno conto sobre a iniciação da Valentina no mundo dos celulares me trouxe a importante lição de que ela tem que ficar longe desses aparelhos por muito tempo. A memória do meu celular agradece.

Por hoje, é isso. Mas volto, no próximo post, para falar sobre os impactos da tecnologia na saúde das crianças e depois dando dicas de como lidar com o troço todo.

Bjs!

Um conto materno de Natal

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Natal. Sim, preciso falar dele, pois já passei por algumas fases na minha vida, e tive que ressignificar essa data algumas vezes. Já gostei apaixonadamente, e já desgostei também, mas, nesse ano, ele me lembrou um preceito que eu inventei agora (haha) “vida não combina nada com perfeição” e vou explicar por quê. Continuar lendo

Não perca o vínculo com quem você ama

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Um dos meus maiores medos quando comecei a trabalhar regularmente fora foi perder o vínculo com a minha filha. Você, que me lê, pode estar achando que eu comecei esse post já pirando na maionese, afinal de contas, como vou perder um vínculo já construídão em quase três anos de muito amor, carinho, dedicação e pauleira?

Eu respondo, muito tranquilamente, que SIM, a gente perde o vínculo, se descuidar. Não importa que eu seja a mamãe dela, e que ela seja a minha filhinha. Se eu deixar de regar nossa plantinha do amor, ela morre. Essa era meu medo quando eu comecei a ver minha filha, basicamente, aos fins de semana. Que o tempão que eu passava no trabalho, no trânsito, correndo, correndo, correndo, me fizessem esquecer a verdade essencial da minha vida: CUIDAR BEM DO MEU AMOR, SEJA QUEM FOR (parafraseando Paralamas do Sucesso). Continuar lendo

Mães não são feitas de ferro

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Sim. Eu sei. Ando sumida. Mas não se desespere, não abandonei esse querido blog. Acontece que muita coisa tumultou minhas últimas semanas, uma delas é o motivo desse novo post. Vou explicar. Você vai entender. E vamos fazer as pazes. 

Todo mundo que acompanha esse blog sabe que minha filha começou na escolinha há poucos meses, e desde então – fora todas as coisas boas que esse novo momento está nos trazendo – tenho vivido dias intensos, graças as constantes gripes, resfriados, otites e estomatites que ela anda pegando. Todo mundo fala. Eu já tinha lido sobre. Mas só mesmo na vivência é que a gente percebe o osso duro de roer que é cuidar de uma criança doente. E eu, para completar a toada, sou uma mãe hipocondríaca. Qualquer febrinha DELA, já levo no hospital. Enfim, nesse meio tempo eu passei por mais uma coisa: adoeci. Sim, adoeci, como há muito não adoecia. E essa minha “queda” motivou esse post. Agora você entende por que dei uma sumida?  Continuar lendo

Seja presente na vida

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Crianças não entendem a noção de tempo. Eu sei, já disse isso aqui. Mas não é bem isso o que quero falar hoje. Venho pensando e tenho cada vez mais claro que nós, adultos, entendemos menos ainda o tempo, porque o relógio nos atropela, e o calendário anda tão rápido, que a gente mal pisca, e nossa vida já passou. Creio que entender o tempo – um conceito tão abstrato – é compreender que existe algo mais importante do que mensurar os itens “feitos” da nossa lista interminável de afazeres.

Esse algo essencial chama-se presença. Lugar onde a gente quase nunca visita. Estamos sempre no passado, remoendo nossas dores, repisando nossos erros, revivendo as angústias. Quando não estamos “no que já foi”, vamos parar “no que ainda não chegou”, e aí o sofrimento é o medo do futuro, de não nos prepararmos o suficiente para esse lugar tão legal, que nunca vai chegar. Sim, você já parou para pensar que o futuro nunca chega? Que quando ele chega, e vira presente, a gente descarta, e vai viver, novamente, das nossas abstrações? Ora, por que raios eu resolvi falar disso hoje? Para enfatizar a importância da nossa PRESENÇA na vida dos nossos filhos. Continuar lendo

Da cobrança para sermos mães perfeitas

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Embora todo mundo tenha aquele discurso pronto de que não existe ser humano perfeito, de que erros são desvios normais na vida, de que o perdão e o pedido de desculpas estão aí para isso mesmo; a maioria das pessoas – talvez todas eu diria – não aceita em absoluto as imperfeições alheias. No entanto, até tolera um ou outro defeito, em nome da boa convivência, do sentimento que tem pela pessoa, ou por empatia. Porém, se esse ser humano errante aí for mãe, esquece. MÃE NÃO PODE ERRAR!

E é daí que nasce aquela cobrança gigante que existe no mundo da maternidade sobre ser uma mãe perfeita, e o quanto isso é utópico, inalcançável e uma viagem total. Pois bem, o post de hoje é sobre duas coisas: sobre essa questão da cobrança às mães para serem perfeitas e também sobre como a maternidade pode ser uma forma de nos tornarmos pessoas melhores. Vem comigo, que não é nenhum bicho de sete cabeças. Continuar lendo