5 dicas para ser uma mãe organizada (mas sem pirar com isso)

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Existe uma coisa que vai embora quando a mulher se torna mãe. Não. Não é a paz. Também não é o tempo. Muito menos a privacidade. Embora todas essas coisas escorram das mãos maternas logo que o bebê dá o primeiro “ué” de sua vida, o que vai embora com a maternidade é a “organização”. Sabe aquela casa linda, limpa, com tudo no lugar – uma cena que mais parece uma obras de arte e me dá vontade de chorar de emoção quando vejo – essa residência idílica deixa de existir para todo sempre amém. E por que estou falando isso? Para acalentar o coração das minhas companheiras de jornada, e também para dar umas dicas bem espertas para  pelo menos ter o que sobra da organização, ou algo assim. Continuar lendo

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Vale a pena ir ao Parque da Mônica? – Minha experiência

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Vamos lá. Falar de Parque da Turma da Mõnica. Eu prometi e estou cumprindo, como sempre. E olha que minha filha, coitada, aguentou meses minha promessa de levá-la nesse passeio. Eu já estava ficando sem jeito. Mas você deve me entender, principalmente se mora em São Paulo. Parque da Mônica custa o preço de uma pequena viagem para o litoral..rs. Caro. Sim. Bem caro. No entanto, antecipo e já dou spoiler de que gostei demais da experiência e você vai entender o por quê agora comigo, nesse lindo post, feito com amor, carinho e alguns mil reais a menos na conta.

Como disse, há muito tempo eu planejava levar a Valentina no Parque da Mônica, porém por ser caro, tive que me organizar bastante para conseguir cumprir o que tinha dito. Além desse fato, ocorreu que na primeira data que eu tinha marcado para levar minha pequena nesse maravilhoso mundo dos gibis, ela adoeceu e depois eu. Então, já viu. Passeio adiado. No entanto, depois tudo deu certo e ela simplesmente amou o dia. Continuar lendo

Sobre dar autonomia para as crianças

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Todo mundo que é mãe sabe o quanto criar filhos é uma tarefa injusta: não temos um treininho que seja, antes de entrar no grande jogo. Tudo o que fazemos é ficar sempre na marca do pênalti, sendo obrigados a chutar para o gol e acertar sempre. De vez em quando, erramos, e a consequência disso não é uma eliminação de campeonato, mas os ruídos que vão fazendo parte do ser humano que estamos construindo. Quis usar a analogia do futebol, pois é como me sinto, às vezes, sendo mãe: como se houvesse uma plateia inteira esperando para ver se meu chute vai na trave, vira gol ou vai para fora. Tenho certeza de que meu sentimento é compartilhado por muitas mães por aí.

Mas por que estou falando isso? Ora, dia desses, caí em um dilema daqueles, depois de um acontecimento trivial. O resultado é que saí com a certeza de que tinha chutado bem longe do gol, e errar na marca do pênalti nunca é uma coisa fácil de digerir. Peraí, não estou divagando, você vai entender o que quero dizer. Minha bola fora da vez foi ter dado autonomia para a minha filha em algo que ela, absolutamente, não estava pronta. Continuar lendo

Parte 3 – Como lidar com o uso de tecnologia na infância

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Agora, vem a parte 3 da trilogia, a mais esperada, a que vai explicar tudo e resolver todos os conflitos. Brincadeira. É só o último post da série sobre tecnologia, que eu comecei há alguns dias (não fale semanas, que não faz tanto tempo assim). O fato é que já provei (acho) por A + B na parte 1 e 2 dessa série que lidar com a tecnologia na infância carece de boas doses de sabedoria e jogo de cintura. Se não leu, não perca tempo, volta duas casas e lê os dois anteriores. Mas se não quiser, tudo bem, que você é livre para fazer o que quiser.

Abaixo, sem mais delongas, trago hoje algumas dicas tiradas de minha própria experiência, já que sou mãe, e também de tudo que li e vi por aí. São ideias de como lidar com a tecnologia na infância, de modo a usá-la a favor e não contra o bom desenvolvimento dos pequenos. Confere tudo que está coisa boa demais esse post.

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O desmame da Valentina

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Sabe aquelas situações que chegam na sua vida, assim como quem não quer nada, sem crise, sem estresse, sem questionamentos? Sabe aqueles fins não dolorosos (sim, eles existem) que chegam mostrando que a vida é mesmo cíclica e a gente tem que aprender a mudar de fase, quando assim for necessário? Pois bem, assim foi o desmame da minha filha, aos 2 anos, 11 meses e alguns dias (sem datas precisas, pois o fato chegou de mansinho). Se eu fosse escrever sobre o desmame ideal certamente não teria sido tão perfeito como a realidade se configurou. E tudo isso aconteceu por que acho que nesse quesito eu acertei muito quando optei pelo desmame natural (já defendi essa bandeira antes, volta lá e vê depois).

Não foi uma parada brusca. Foi fluida, se assim posso dizer. Valentina passou a mamar há alguns meses apenas na hora de dormir, e nem sempre. De vez em quando, ela até pedia em outras ocasiões, mas essas foram ficando cada vez mais raras. Até que um dia percebi que ela estava se desinteressando mesmo. Ela tem, desde os 4 meses de idade, a mania de colocar a mão embaixo do meu braço e continuou fazendo isso, quando ia mamar. Só que passou o tempo, chegou os 2 anos, 2 anos e meio, e ela manteve a mania, mas nem sempre pedia para eu amamentá-la. Acho que ali já começava os primeiros rabiscos do nosso futuro desmame (sim, pois é um fim para as duas).

Nesse segundo semestre de 2017 fui percebendo que ela estava mesmo se desinteressando. Até que um dia, em dezembro do ano passado, percebi que ela não mamava há muitos dias. Foi quando fui bater um papo para entender se aquele era o fim.

Perguntei:

— Filha, você não quer mais mamar?

E ela:

— Eu não, mamãe. Já sou grande!

E eu:

— Entendi. Você sabe o que isso significa? Que a partir de agora você não vai poder pedir mais, pois não quer. O leitinho vai desaparecer, pois você não estará mais mamando. Tudo bem para você?

E ela:

— Sim. Tudo bem.

E desde então, como eu já previa, ela parou de fato. Nunca mais pediu.

E eu, depois dessa conversa com a Valentina não fiquei triste, nem nada, pois entendi que era o fim. Não teve crise, apenas um certo alívio (rs), pois amamentar cansa. Ela, na época da amamentação intensa, acordava de madrugada para mamar. Esgarçava todas as minhas blusas e sutiãs. Não podia encostar produtos químicos no cabelo, pois tinha medo de passar para o leite. Enfim, foi esse lado de mim que sentiu alívio. No mais, meu coração soube que a hora era aquela mesmo, e que nós tínhamos criado já um vínculo tão poderoso, que desmame nenhum poderia abalar.

E foi assim que tudo aconteceu. Sem dor. Sem tristeza. Sem apelações.

E eu credito isso ao meu preceito básico de respeitar a criança em suas necessidades. Eu sabia, desde que comecei esse negócio todo de ser mãe, que naquele pequeno ser que eu tinha nos braços residia um ser humano novinho em folha, e que eu queria ser respeitosa e compreensiva com tudo que fosse importante para ela. Não estou dizendo que nunca piro na batatinha, não estou afirmando que nunca gritei com a Valentina, deixei de castigo, etc. Estou dizendo apenas que algumas necessidades são vitais, e o afeto que a amamentação proporciona para o bebê desde sempre – além da vitamina de nutrientes e imunizações que contém – deveriam ser preservadas até que isso não fosse mais necessário.

Conto aqui minha história como uma mãe que passou por uma experiência muito bem sucedida de amamentação. O início difícil – como sempre é -, o processo de entendimento do ato de mamar, da construção do vínculo, até chegar ao que temos agora: o desmame natural. Foram quase 3 anos de muita troca verdadeira nesse ato de dar de mamar e eu consegui fixar na memória esse recente passado que vou querer resgatar, quando sentir saudades, lá na frente.

Por ora, estou bem feliz, e confortável por ter deixado fluir, como acredito que deve ser.

Valentina está crescendo e a interrupção na amamentação é só mais um recado que ela está passando de fase, que está deixando a bebezinha para trás. O que tenho que fazer é me acostumar com isso e curtir a menina linda que ela vai se tornando.

Por hoje, é isso. Aguardem a nova fase do desfralde, que comecei a fazer agora. Voltarei para contar tudo, dos vazamentos de xixi, até as conversas sobre xixi e as idas ao banheiro, a cada 5 minutos.

Todo mundo sabe que vida de mãe é sofrida (não tô reclamando…rs).

Bjs,

Ah, essa foto que ilustra o post sou euzinha da Silva com Valentina, nos primeiros dias juntas. Ela mamando, e eu parecendo um dos zumbis do Walking Dead.

Um conto materno de Natal

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Natal. Sim, preciso falar dele, pois já passei por algumas fases na minha vida, e tive que ressignificar essa data algumas vezes. Já gostei apaixonadamente, e já desgostei também, mas, nesse ano, ele me lembrou um preceito que eu inventei agora (haha) “vida não combina nada com perfeição” e vou explicar por quê. Continuar lendo

7 maneiras de melhorar a imunidade das crianças

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Desde que Valentina nasceu, uma das minhas maiores preocupações – além de dar muito amor, carinho, claro – era fazer tudo D-I-R-E-I-T-I-N-H-O, seguir todas as recomendações médicas, as cartilhas da vida e o que meu coração mandar. Minha prioridade sempre foi formar uma pessoa bem amada e também saudável. Pois tinha a impressão que bebê e criança pequena só viviam doente, e eu queria fazer o que fosse necessário para evitar que minha filha passasse por isso (santa ingenuidade). Acontece que alguma coisa eu fiz certo, pois Valentina foi um bebê muito saudável. Fora a dermatite, que desde que eu descobri, aprendi a controlar, o máximo que ela pegava era um resfriado bem discreto.

Acontece que quando ela entrou na escolinha – e eu já contei isso aqui em detalhes – tudo isso mudou. Era um tal de tosse para cá, faz febre para lá, vai no PS, toma antibiótico. Enfim, aquela coisa cansativa e dilacerante que toda mãe que já teve filho doente sabe. Então, é claro que andei pesquisando bastante, principalmente para aumentar a imunidade da minha pequena. Descobri algumas coisas legais que queria dividir. Continuar lendo

Não perca o vínculo com quem você ama

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Um dos meus maiores medos quando comecei a trabalhar regularmente fora foi perder o vínculo com a minha filha. Você, que me lê, pode estar achando que eu comecei esse post já pirando na maionese, afinal de contas, como vou perder um vínculo já construídão em quase três anos de muito amor, carinho, dedicação e pauleira?

Eu respondo, muito tranquilamente, que SIM, a gente perde o vínculo, se descuidar. Não importa que eu seja a mamãe dela, e que ela seja a minha filhinha. Se eu deixar de regar nossa plantinha do amor, ela morre. Essa era meu medo quando eu comecei a ver minha filha, basicamente, aos fins de semana. Que o tempão que eu passava no trabalho, no trânsito, correndo, correndo, correndo, me fizessem esquecer a verdade essencial da minha vida: CUIDAR BEM DO MEU AMOR, SEJA QUEM FOR (parafraseando Paralamas do Sucesso). Continuar lendo

Mães não são feitas de ferro

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Sim. Eu sei. Ando sumida. Mas não se desespere, não abandonei esse querido blog. Acontece que muita coisa tumultou minhas últimas semanas, uma delas é o motivo desse novo post. Vou explicar. Você vai entender. E vamos fazer as pazes. 

Todo mundo que acompanha esse blog sabe que minha filha começou na escolinha há poucos meses, e desde então – fora todas as coisas boas que esse novo momento está nos trazendo – tenho vivido dias intensos, graças as constantes gripes, resfriados, otites e estomatites que ela anda pegando. Todo mundo fala. Eu já tinha lido sobre. Mas só mesmo na vivência é que a gente percebe o osso duro de roer que é cuidar de uma criança doente. E eu, para completar a toada, sou uma mãe hipocondríaca. Qualquer febrinha DELA, já levo no hospital. Enfim, nesse meio tempo eu passei por mais uma coisa: adoeci. Sim, adoeci, como há muito não adoecia. E essa minha “queda” motivou esse post. Agora você entende por que dei uma sumida?  Continuar lendo

Criança precisa de rotina – Saiba por quê

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Desde que me tornei mãe, não demorei a perceber o quanto a rotina faz diferença na vidas das crianças. E o quanto a falta dela prejudica – e muito – toda dinâmica familiar. Mas, na realidade, acho que todo ser humano, precisa de alguma espécie de rotina. Sei que soa muito empolgante aquela visão de vida nômade, na qual não se sabe onde estará amanhã, e tudo mais. Mas na vida real, isso é bem pouco prático. Imagine para as crianças! Se existe um conselho que eu posso dar, com segurança, é esse: estabeleça desde cedo uma rotina para seu filho. Você não vai se arrepender. Continuar lendo