Mãe também é mulher

Mae-mulher

Ah, como mulher sofre! Sim. Sofre. O tempo todo. E por todos os motivos. Não estou falando metaforicamente, estou sendo prática. Desde o momento em que o médico diz, lá no começo, ainda no ultrassom: “É uma menina”, uma vida de desigualdades, dificuldades e TPM se abre em flor para aquele pequeno ser. Você pode estar dizendo:

— Ah, mas homem também sofre! Para com essa história!

E eu respondo:

— Primeiramente, este blog é sobre mães e você, que disse isso, provavelmente é homem, então nem vem, você nem deveria estar aqui, lindo (kkk).

Brincadeira. Homens são bem-vindos.

Nem tanto.

Não tem como negar que mulheres são tratadas de modo diferente e têm uma série de percalços que os homens nem de longe enfrentam. Menstruação? Parto? Salto alto? Cobranças? Julgamentos pelo comprimento da roupa? Salários menores só por causa do gênero? Sim. A lista é longa. E nem é disso que quero falar. Só comecei dizendo isso para contextualizar o post. Que é sobre mulheres. Ou melhor, mulheres que se tornam mães. Ou melhor, mulheres que se tornam mães e parecem que perdem a condição de mulheres.

Enfim, deu para entender. Agora sim, chego ao começo (rs).
Continuar lendo

Terceirizar os filhos é sempre uma péssima escolha

filhos-terceirizados

Na época da minha gestação, fazia planos de que, ao voltar da licença maternidade, iria colocar a Valentina em um berçário. Pronto, acabou! Não gostava muito da ideia de babá, e nem pensava jamais em parar de trabalhar. Na minha cabeça era tranquilinho: eu ia ali ter um bebezito, e já voltava ao mercado de trabalho. No entanto, bastou nascer para eu ver que teria bastante dificuldade de seguir meu cronograma perfeito de uma carreira que estava só começando. A dificuldade era que eu tinha me tornado mãe, amava aquela pequenininha mais que tudo nesse mundo, e tinha uma responsa tremenda, que era minha, quase que totalmente.

Por que estou dizendo isso? Há um tempo li um texto da Rita Lisauskas – que eu adoro, considero uma irmã de mentalidade materna, só que com muito mais grana e fama…hahaha – abordando a questão das escolas que fazem TUDO pelos pais, em troca de, evidentemente, uns dinheirinhos de gente bem rica. Enfim, nesse material ela fala a respeito do quanto estamos terceirizando nossos filhos, e isso me acendeu  a luzinha da vontade de falar sobre isso também. Lembrei que simplesmente tive uma tremenda dificuldade de deixar minha pequena aos cuidados dos outros,  quando retornei ao trabalho. Berçário então, nem se fala. Logo desconsiderei pela grande verba que eles exigem e também por que não queria deixar a Valentina com desconhecidos.
Continuar lendo

A importância do colo para os bebês

Colo-bebe

Sim, vivo falando disso, mas percebi que nunca tinha feito um post somente sobre o assunto. E ele merece. Ô se merece! Ah, como eu ouvia críticas por “dar colo demais para minha filha”. Sim, ela vivia no colo, quando era recém nascida, principalmente. O TEMPO TODO. Eu aprendi a fazer as coisas com uma mão só não somente para desenvolver essa sábia habilidade motora, mas sim por necessidade. A Valentina fazia tudo junto comigo, no meu colo. Dormia muito no meu colo, tanto que o berço quase chorava de tristeza por que o bebê nunca chegava nem perto dele.

Eu, no período de grávida, já lia coisas a respeito, mas como sempre digo aqui, gestantes não são, necessariamente, mães, e elas se preocupam muito mais em preparar o ambiente para o bebê, do que com o bebê, digamos assim. Eu pesquisava mais enxoval, dor do parto, essas coisas. No entanto, intuitivamente, senti, desde o primeiro momento da maternidade, que o colo só podia fazer bem para a Valentina. E um dos posts mais legais que li na época “Lugar de recém nascido é no peito” me fez ter certeza de que eu estava no caminho certo. Continuar lendo

Entenda por que crianças pequenas acordam à noite

Sono crianca

O sono é um tema que sempre aparece quando se trata de maternidade. Todo mundo sabe que mãe não dorme, que a gente faz de conta muito bem, mas não dorme. Enfim, eu como representante da categoria também sei que meu sono não é a sétima maravilha do mundo, e isso por um motivo muito simples: até hoje a minha filha acorda à noite, pelo menos uma vez. São raras (ah, e como são raras) as noites em que ela segue linda e dorminhoca um sono de noite inteira. Conto nos dedos e dá vontade de chorar. Mas não me desespero. Sei que esse dia há de chegar, e por isso andei pesquisando sobre o sono das crianças pequenas, pois sono de bebê já falei um montão aqui, por exemplo nessa série de posts.

Pois bem, existem inúmeros motivos que levam uma criança pequena, como a Valentina, que agora está com dois anos e cinco meses, a ter um sono mais agitado. Vou listar abaixo (já que sou boazinha) os principais. E ainda oferecer de bônus as explicações da querida Laura Gutman, que sabe tudo de maternidade, sobre o sono das crianças após os dois anos. Enfim, fique aqui comigo, que esse tema dá bastante pano para manga. Continuar lendo

Cinco coisas legais de ser mãe

Coisas boas de ser mae

Como prometido, venho por meio desta (lembra disso?) mostrar que como tudo na vida, a maternidade também tem dois lados. Anteriormente, disse das coisas não tão legais, das dificuldades de todo dia na vida de uma mãe. Agora vou falar de alegria. De coisa feliz. De arco-íris, unicórnio e chocolate. Do que me faz essencialmente feliz por ser mãe, e tenho quase certeza que se aplica a grande parte das outras companheiras de maternagem. Pois bem, bora lá.

Continuar lendo

Cinco coisas não tão legais de ser mãe

Maternidade desvantagens

Quem acompanha esse blog sabe que eu AMO ser mãe, do fundo do meu coração. Nem pestanejo para responder que a minha filha só me trouxe mais felicidade, autoconhecimento e leveza. No entanto, toda mãe sabe que nossa função não é lá tão calma e fácil de executar. Passamos diariamente por uma gama de sentimentos, sensações e desafios. Nunca ninguém reconhece nada do que a gente faz, e tudo bem. Seguimos juntas, todas invisíveis. Por isso, esse post é apenas para pontuar algumas coisinhas que são um pouco “desvantajosas” na nossa vida materna. Nem sempre são negativas, às vezes são apenas difíceis de aguentar mesmo. Tudo bem. Leia essas minhas ponderações e ouse dizer se estou errada (kkk. Tô desafiadora hoje). Continuar lendo

10 brincadeiras que SEMPRE fazem sucesso entre as crianças

Brincadeira de crianca

O post de hoje é levinho, levinho. Também prometo ser breve, pois tenho muita série atrasada para assistir (brinks….quer dizer, tenho mesmo). Ando bem interessada em descobrir brincadeiras diferentes para fazer com a minha filha, tendo em vista que passo 24 horas por dia com ela, e haja imaginação para entreter a pequena. Pois bem, nessa minha andança por esse universo, percebi que existem algumas brincadeiras que as crianças adoram sempre, não importa. Sei isso pela Valentina, por todas as crianças que já convivi e por mim mesma, já que eu também já fui uma criancinha e adorava todas essas coisas que vou citar. Continuar lendo

Mães solteiras não merecem ser amadas?

sad-2182545_1920

Eu juro que ia escrever de outra coisa, mas vi umas notícias aí no maravilhoso mundo da internet, e meus dedinhos coçaram de vontade de falar disso. É um assunto bem delicado, que eu sempre preferi evitar (você vai entender por quê). Mas é uma das missões desse blog e lá vamos nós falar (again) de nós, mães “solteiras”. Ou melhor, de como é difícil se relacionar amorosamente, depois que se tem um filho. Continuar lendo

Minha singela homenagem para a(s) mãe(s)

baby-864137_1920

Você só entende a dimensão da palavra mãe em duas situações: quando você se torna uma ou quando perde a sua. Eu passei pelas duas coisas, então hoje posso dizer que conheço o significado dessa palavra e o universo escondido nessas três letras juntas: mãe. Ela passa pela nossa vida, sempre de modo impactante, e pode permanecer nela por anos, décadas, sem a gente nunca chegar a perceber o tanto de vida que ela nos doou todos os dias da existência dela.

Ela está lá quando você mais precisa, e também quando nem quer falar com ela. Atire a primeira pedra quem nunca chamou a mãe de chata, disse que não queria conversa, bateu a porta do quarto. Quando crianças – bem crianças mesmo – mal a gente lembra, mas ela era todo nosso mundo. Não importa se tínhamos pai, irmãos, avós, tias. Ninguém nem de longe se comparava ao que a presença da nossa mãe significava. Continuar lendo

Como fazer seu filho gostar de ler

Leitura crianca

Ah…os livros. Como eu amo esse monte de papel reunido em torno de uma história ou de várias. Ler para mim é uma das coisas mais interessantes da vida. Sem exagero. Eu venero, adoro cheiro de livro, vou em uma livraria comprar um e saio com três (e já pensando nos próximos), trato alguns livros especiais como melhores amigos mesmo. Enfim, entendeu, né? Eu gosto de ler. 

Pois bem. Uma das coisas que mais quero é que minha filha divida comigo esse gosto. Daí você pode dizer.

— Lá vem a mãe projetando coisas na criança…

E eu respondo:

— Não seja tão ranzinza. Ler é bom para todo mundo, não é como se eu tivesse querendo que minha filha gostasse, sei lá, de lavar louça (sim, eu gosto. Me julguem).

Todo mundo sabe o quanto a leitura faz a diferença na vida de uma pessoa. Pessoas que leem se comunicam melhor, interpretam melhor, tem mais empatia (tendo em vista que estão o tempo todo vendo as coisas com os olhos de outras pessoas). Além disso, a leitura ajuda no processo de alfabetização (no caso das crianças), e melhora nossa escrita (fato comprovado por minha própria pessoa). Faz a gente conhecer o mundo do ponto de vista de pessoas completamente diferentes, de culturas diferentes, de lugares diferentes, etc. A gente passa a enxergar as coisas com outros olhos, fora que nosso vocabulário fica chuchu beleza. Continuar lendo