Crianças pioram perto das mães e por que isso pode ser uma coisa boa

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Existem pesquisas científicas que vem comprovar um “EU JÁ SABIA” interno que faz parte da mente da maioria das pessoas. Esta que vou citar é uma delas. Quem é mãe sabe o quanto as crianças mudam, a depender de quem está com elas. Explico: em casa, com os pais, é de um jeito, com os avós, de outro, na escolinha, de outro, e por aí vai. Nada demais, adultos também são assim, se adaptam ao ambiente por uma questão de sobrevivência em sociedade mesmo. Mas o que é mais impressionante, quando o assunto são as crianças, é o quanto elas mudam perto das mães. Chega a ser até meio assustador.

Pois bem. Uma pesquisa feita pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Washington com 500 famílias mediu justamente as variações de comportamento quando a mãe estava perto e quando estava longe. O resultado é que elas ficam piores, mais muito piores mesmo quando estão perto da mãe. Se você gosta de porcentagem (tem gente que gosta. Sem julgamento), dá uma olhada nesse número: 800%!!

Essa é a piora de comportamento de uma criança quando a mãe está perto. Se considerar as crianças menores de 10 anos, esse índice chega na robusta marca de 1.600%. Continuar lendo

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Precisamos falar sobre gravidez na adolescência

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Já sei. Você pode estar pensando:

— Lá vem ela com esse “precisamos conversar”!

Mas, não é bem assim. Por favor, seja mais tolerante. O chamado para a conversa é algo que pode ser bem interessante, esclarecedor, etc. Além disso, esse título é muito bom, e impacta, na medida certa. Enfim, precisamos conversar.

O post de hoje, como prometido no título ótimo, é sobre gravidez na adolescência. Porque, embora a taxa de gestações nessa fase tenha caído 17%, segundo dados do Ministério de Saúde, referente ao período de 2004 e 2015, ainda são 546,5 mil mães adolescentes, só em 2015, que foi quando a pesquisa foi feita. É um número bastante alto. E o assunto é bastante conflituoso, pois envolve muitos e muitos fatores.
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Desmame natural: a melhor forma de respeitar o tempo da criança

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Quando eu não era mãe, reinava em mim a ignorância a respeito de tudo que envolvia amamentação. Natural, tendo em vista que eu não tinha interesse no assunto, não perguntava sobre isso, não pesquisava. Tinha colhido meia dúzia de lugares comuns e seguia com eles, firme e forte. Depois que virei mãe, evidentemente, tudo isso mudou. Joguei os lugares comuns na lata do lixo e fui me informar de verdade. Em partes, foi assim que descobri a complexidade da amamentação. Certamente o peso maior foi ser a outra ponta do elo que conectava tão profundamente um bebê a sua mãe. Foi só quando a minha filha olhou nos meus olhos e sorriu com a alma, que eu percebi que amamentação era coisa divina mesmo.

Por isso. Olha eu aqui falando dela de novo. Amamentação. Sim. Defendo e vou defender sempre o direito de uma mãe dar de mamar para seu bebê até a hora que ela quiser. E não digo isso só por que a minha Valentina, hoje com 2 anos e 4 meses, ainda mama, digo isso por que vejo o quanto a sociedade culpabiliza a mãe por tudo: por ela não conseguir dar de mamar, por dar de mamar tempo demais, por dar colo, por trabalhar fora, por não trabalhar fora, e por aí vai. No fim da contas, a mãe se estraçalha de tanta demanda que um filho necessita, e ainda se sente a pior das criaturas quando seu pequeno resolve fazer uma birra no supermercado, ou responde alguém mal, etc, etc.

Como sempre, sigo prolixa. Mas já entendeu pelo título que o assunto de hoje é desmame. E mais do que isso, é saber da importância de respeitar o tempo da criança, como eu canso de dizer aqui, por exemplo, nesse post. Continuar lendo

Como se dá o desenvolvimento do bebê no útero: a formação dos cinco sentidos

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Lembro de uma coisa quando eu estava grávida: a ideia de ter um bebê na minha barriga era algo muito, mas muito subjetivo. Peraí, não me abandone. Não estou aqui para falar besteira. O que quero dizer é que fisicamente eu me sentia grávida, lógico, principalmente no terceiro trimestre de gestação; mas interiormente, no meu emocional e na minha relação com o bebezinho sem nome e sem rosto, eu tinha dificuldade de entender que tinha um ser humano crescendo dentro de mim.

Quem já foi gestante, talvez me entenda. Quem não foi, pode me chamar de pirada. Acontece que o feto é um ser tão introjetado dentro da mãe, que, muitas vezes, parece que ele é apenas mais uma parte dela, e não outra pessoa. Entendeu onde quero chegar?

Não?

Nem eu. Peraí. Vamos começar de novo. Continuar lendo

A importância do colo para os bebês

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Sim, vivo falando disso, mas percebi que nunca tinha feito um post somente sobre o assunto. E ele merece. Ô se merece! Ah, como eu ouvia críticas por “dar colo demais para minha filha”. Sim, ela vivia no colo, quando era recém nascida, principalmente. O TEMPO TODO. Eu aprendi a fazer as coisas com uma mão só não somente para desenvolver essa sábia habilidade motora, mas sim por necessidade. A Valentina fazia tudo junto comigo, no meu colo. Dormia muito no meu colo, tanto que o berço quase chorava de tristeza por que o bebê nunca chegava nem perto dele.

Eu, no período de grávida, já lia coisas a respeito, mas como sempre digo aqui, gestantes não são, necessariamente, mães, e elas se preocupam muito mais em preparar o ambiente para o bebê, do que com o bebê, digamos assim. Eu pesquisava mais enxoval, dor do parto, essas coisas. No entanto, intuitivamente, senti, desde o primeiro momento da maternidade, que o colo só podia fazer bem para a Valentina. E um dos posts mais legais que li na época “Lugar de recém nascido é no peito” me fez ter certeza de que eu estava no caminho certo. Continuar lendo

O que é família para você?

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Responda rápido a pergunta que está no título. Talvez olhando para o lado, para a própria família, você responda que são aqueles que moram na mesma casa que a gente e compartilham o mesmo “sangue”. Sua definição – se foi essa – não está de todo errada, mas saiba que ela é não dá conta de responder a pergunta que fiz. Não sei se você percebeu (eu demorei um pouco, devo admitir) que o conceito de família está mudando. Há quem diga que daqui uns anos essa ideia de que família é pai, mãe e filhos vai ser apenas mais uma opção, dentre tantas outras. Não sou eu que estou dizendo, são os estudiosos no assunto. Tem um material bem legal nesse link (mas não me abandone ainda, termina de ler esse post). Continuar lendo

Como ensinar seu filho a lidar com as emoções

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Um dia eu fiz um teste com a Valentina.

Em meio à uma crise de birra, olhei bem para ela, e disse:

— Sabe por que você está assim? Você está frustrada e triste por não ter conseguido fazer o que queria.

Ela então, na mesma hora, parou de chorar e respondeu:

— Triste??

E foi parando de chorar, lentamente, enquanto eu conversava com ela sobre o que é ficar triste/frustrada.

Eu já havia lido a respeito. De como é importante que a gente ajude nossos filhos a identificarem e rotularem o que sentem, principalmente na primeira infância. No entanto, foi no livro que eu já citei aqui de John Medina – A Ciência dos Bebês, que entendi a fundo o que significa essa rotulagem de emoções e como ela pode ser determinante na futura felicidade dos filhos.
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Quer a felicidade do seu filho? Ensine-o a ter empatia

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Empatia. Trocando em miúdos é algo como colocar-se no lugar do outro, sentir em si o que o outro sente. Não é tarefa fácil. Algumas pessoas, talvez a maioria, não têm muito o costume de tirar a si mesmo do foco e enxergar o outro. Ainda mais na Era em que vivemos: na qual o “eu” é o mais importante sentido da existência. Acontece que nenhum homem é uma ilha (estou cheia dos clichês hoje, me perdoe) e nós precisamos uns dos outros muito mais do que imaginamos. Pois é. Pensando em todas essas coisas é que cheguei a conclusão de que ensinar o seu filho a ter empatia talvez seja um dos maiores presentes que você possa dar a ele e a humanidade.
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A herança genética determina a nossa personalidade?

Heranca genetica

O ser humano é um caos. Do momento do nascimento até o dia da morte (meio mórbido, mas necessário), passamos a maior parte do tempo sem entender absolutamente nada sobre nós mesmos e sobre o mundo. Comecei filosófica? Sim, muito. Mas para o post de hoje é necessário. Dia desses, após um comportamento esquisito da Valentina, comecei a questionar em qual medida a herança genética influencia nossa personalidade. Digo isso, pois me deu certo medo. Não por mim, pois sou perfeita (hahaha), mas pela outra parte. Não vou entrar em detalhes para não enfrentar processos jurídicos, mas quem acompanha esse blog sabe que cuido da Valentina sozinha da Silva. É só ligar A + B para saber que quando existe uma mulher cuidando de uma criança totalmente sozinha, tem um “cidadão” do outro lado que não está fazendo a parte dele.

Pois bem, prossigo. Essa minha dúvida deu origem a esse post. Quero falar hoje sobre a influência dos genes na formação da personalidade de uma pessoa. Quero esmiuçar se uma criança que tem um progenitor tão “imaginativo” quanto o Pinóquio vai reproduzir o comportamento questionável durante a vida por causa da herança genética. Continuar lendo

Saiba a diferença entre terror noturno e pesadelo

terror noturno

De repente a criança acorda assustada, chorando sem parar, ou gritando, você tenta acalmar e parece que só piora. O que você pensa? Deve ter tido um pesadelo. É, pode ser, mas dependendo das circunstâncias pode ser um caso de terror noturno. É sobre isso que vou falar hoje. Continuar lendo