Sobre perder a paciência com os filhos

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Existe uma situação que ninguém gosta de passar, mas que, cedo ou tarde, acaba acontecendo com todos nós: perder o controle. Sentir raiva, explodir, descontrolar-se. Seja no trabalho ou em casa, ou até mesmo na solidão da nossa mente, em algum momento todo mundo sente essa irracionalidade absurda, que nos leva para máres nunca dantes navegados, e que, geralmente, é um oceano que não queremos voltar jamais. A raiva é um sentimento autodestrutivo e machuca, não somente nós mesmos, mas quem está a nossa volta. Ora, por que estou falando disso? Porque ser mãe é estar sempre a um passo de perder a paciência para ela nunca mais voltar. Continuar lendo

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A mãe está só

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Na gestação é que tudo começa. Embora rodeada de confetes e palpites, o que mora na mente da grávida é um medo enorme da responsabilidade que vai nascer junto com a criança. Ainda que as pessoas falem que vão ajudar, que ela tem sorte, que filho é uma benção, que tudo vai dar certo; existe sempre um sussurro de que ela vai penar um bocado também. O bebê já demanda e ainda nem nasceu. No fim da gestação já não a deixa dormir, dá altas dores de coluna, incha o corpo todo e chuta, chuta, chuta. Em meio a tudo isso, existe a grávida que não aguenta mais. Que quer o bebê nasça logo, pois não aguenta mais se arrastar com aquele barrigão, que guarda um novo mundo, e por isso parece pesar toneladas.  Continuar lendo

Sobre a mãe que acha que não vai dar conta

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Quando minha filha nasceu, trouxe uma série de sensações novas à minha vida, mas uma das mais imediatas e angustiantes foi o medo. Ah, como eu sentia medo! De tudo. Mas, principalmente, de não dar conta de ser mãe. Um erro naquela tarefa poderia ser fatal, como deixar o neném dormir de bruços e ele sufocar, escorregar no banho com o bebê no colo e ele bater a cabeça, e tantas outras hipóteses que só tinham um desfecho. Eu temia porque não conhecia aquele sentimento de ser responsável por uma outra pessoa, inteiramente, integralmente.

Em meio a lágrimas de cansaço, de emoção e de medo, eu chorava também de desespero. E, depois de algum tempo, descobri que esse sentimento não era incomum, muitas mães passavam por isso. E é para elas que quero falar hoje. Apenas para dar um recado um pouco longo. Ei, você que me lê e acabou de ter um bebê: você vai dar conta desse negócio!

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Sobre quando odeio ser mãe

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Ninguém é feliz o tempo todo. E as escolhas que a gente faz – ou que chegam até a gente – sempre surgem envoltas em material bom e ruim. Ninguém é feliz o tempo todo, embora seja essa nossa utopia. Muitas vezes desejamos um passado que não volta ou um futuro que não chega, e deixamos o presente no único lugar onde ele não deveria ficar – no esquecimento. Quem passou pela experiência da gestação e do parto – serão para essas que vou falar agora – carrega em si, para sempre, a marca indelével da maternidade. Não existe ex-mãe, esse é um nome que já nasce para ser eterno. Continuar lendo

Não superproteja seus filhos

Superproteger os filhos

O equilíbrio é uma ferramenta excepcional, pena que quase ninguém saiba usar. No ímpeto de acertar, erramos, querendo ajudar, atrapalhamos. Não aprendemos, na história da nossa evolução, a identificar os pequenos sinais, que nos levariam ao caminho do bom-senso. Geralmente atropelamos tudo como um boi dentro de uma loja de louças ou coisa assim. Por que estou falando isso? Ora, pois há muito tempo queria escrever sobre superproteção e não sabia bem como dissertar esse troço. Mas hoje estou inspirada e acho que vai rolar. Quer conferir? Continuar lendo

5 dicas para ser uma mãe organizada (mas sem pirar com isso)

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Existe uma coisa que vai embora quando a mulher se torna mãe. Não. Não é a paz. Também não é o tempo. Muito menos a privacidade. Embora todas essas coisas escorram das mãos maternas logo que o bebê dá o primeiro “ué” de sua vida, o que vai embora com a maternidade é a “organização”. Sabe aquela casa linda, limpa, com tudo no lugar – uma cena que mais parece uma obras de arte e me dá vontade de chorar de emoção quando vejo – essa residência idílica deixa de existir para todo sempre amém. E por que estou falando isso? Para acalentar o coração das minhas companheiras de jornada, e também para dar umas dicas bem espertas para  pelo menos ter o que sobra da organização, ou algo assim. Continuar lendo

Um conto materno de Natal

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Natal. Sim, preciso falar dele, pois já passei por algumas fases na minha vida, e tive que ressignificar essa data algumas vezes. Já gostei apaixonadamente, e já desgostei também, mas, nesse ano, ele me lembrou um preceito que eu inventei agora (haha) “vida não combina nada com perfeição” e vou explicar por quê. Continuar lendo

Não perca o vínculo com quem você ama

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Um dos meus maiores medos quando comecei a trabalhar regularmente fora foi perder o vínculo com a minha filha. Você, que me lê, pode estar achando que eu comecei esse post já pirando na maionese, afinal de contas, como vou perder um vínculo já construídão em quase três anos de muito amor, carinho, dedicação e pauleira?

Eu respondo, muito tranquilamente, que SIM, a gente perde o vínculo, se descuidar. Não importa que eu seja a mamãe dela, e que ela seja a minha filhinha. Se eu deixar de regar nossa plantinha do amor, ela morre. Essa era meu medo quando eu comecei a ver minha filha, basicamente, aos fins de semana. Que o tempão que eu passava no trabalho, no trânsito, correndo, correndo, correndo, me fizessem esquecer a verdade essencial da minha vida: CUIDAR BEM DO MEU AMOR, SEJA QUEM FOR (parafraseando Paralamas do Sucesso). Continuar lendo

Mães não são feitas de ferro

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Sim. Eu sei. Ando sumida. Mas não se desespere, não abandonei esse querido blog. Acontece que muita coisa tumultou minhas últimas semanas, uma delas é o motivo desse novo post. Vou explicar. Você vai entender. E vamos fazer as pazes. 

Todo mundo que acompanha esse blog sabe que minha filha começou na escolinha há poucos meses, e desde então – fora todas as coisas boas que esse novo momento está nos trazendo – tenho vivido dias intensos, graças as constantes gripes, resfriados, otites e estomatites que ela anda pegando. Todo mundo fala. Eu já tinha lido sobre. Mas só mesmo na vivência é que a gente percebe o osso duro de roer que é cuidar de uma criança doente. E eu, para completar a toada, sou uma mãe hipocondríaca. Qualquer febrinha DELA, já levo no hospital. Enfim, nesse meio tempo eu passei por mais uma coisa: adoeci. Sim, adoeci, como há muito não adoecia. E essa minha “queda” motivou esse post. Agora você entende por que dei uma sumida?  Continuar lendo

Criança precisa de rotina – Saiba por quê

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Desde que me tornei mãe, não demorei a perceber o quanto a rotina faz diferença na vidas das crianças. E o quanto a falta dela prejudica – e muito – toda dinâmica familiar. Mas, na realidade, acho que todo ser humano, precisa de alguma espécie de rotina. Sei que soa muito empolgante aquela visão de vida nômade, na qual não se sabe onde estará amanhã, e tudo mais. Mas na vida real, isso é bem pouco prático. Imagine para as crianças! Se existe um conselho que eu posso dar, com segurança, é esse: estabeleça desde cedo uma rotina para seu filho. Você não vai se arrepender. Continuar lendo