Criança precisa de rotina – Saiba por quê

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Desde que me tornei mãe, não demorei a perceber o quanto a rotina faz diferença na vidas das crianças. E o quanto a falta dela prejudica – e muito – toda dinâmica familiar. Mas, na realidade, acho que todo ser humano, precisa de alguma espécie de rotina. Sei que soa muito empolgante aquela visão de vida nômade, na qual não se sabe onde estará amanhã, e tudo mais. Mas na vida real, isso é bem pouco prático. Imagine para as crianças! Se existe um conselho que eu posso dar, com segurança, é esse: estabeleça desde cedo uma rotina para seu filho. Você não vai se arrepender. Continuar lendo

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Ela vai crescer e eu quero estar presente

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Ninguém pensa muito no tempo, até que ele passe. Na correria do relógio, a nossa mente, estômago, pés e braços, seguem sempre na direção de alguém que nunca pode parar. Quem para fica para trás. Quem quer seguir outro caminho, ou é inovador ou só louco mesmo. Por que estou dizendo tudo isso hoje? Por que do alto da minha maternagem percebi que não quero ser arrastada pelo tempo dessa forma. Sei que vou piscar o olho, e a Valentina vai precisar baixar a cabeça para falar comigo. Por que meus 1.58 de altura certamente serão superados pela certeza orgânica de que ela vai crescer, e ficar bem maior do que eu.

Não estou preparada para isso. Continuar lendo

Crianças pioram perto das mães e por que isso pode ser uma coisa boa

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Existem pesquisas científicas que vem comprovar um “EU JÁ SABIA” interno que faz parte da mente da maioria das pessoas. Esta que vou citar é uma delas. Quem é mãe sabe o quanto as crianças mudam, a depender de quem está com elas. Explico: em casa, com os pais, é de um jeito, com os avós, de outro, na escolinha, de outro, e por aí vai. Nada demais, adultos também são assim, se adaptam ao ambiente por uma questão de sobrevivência em sociedade mesmo. Mas o que é mais impressionante, quando o assunto são as crianças, é o quanto elas mudam perto das mães. Chega a ser até meio assustador.

Pois bem. Uma pesquisa feita pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Washington com 500 famílias mediu justamente as variações de comportamento quando a mãe estava perto e quando estava longe. O resultado é que elas ficam piores, mais muito piores mesmo quando estão perto da mãe. Se você gosta de porcentagem (tem gente que gosta. Sem julgamento), dá uma olhada nesse número: 800%!!

Essa é a piora de comportamento de uma criança quando a mãe está perto. Se considerar as crianças menores de 10 anos, esse índice chega na robusta marca de 1.600%. Continuar lendo

5 coisas que ninguém te contou sobre amamentação

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Eu sei. O título está meio pretensioso, obviamente que eu não tenho comigo cinco segredos sobre amamentação, nem nada. O que acontece é que há uma desinformação muito grande sobre o tema e eu estou aqui para dar minha singela contribuição, como mãe que amamentou (e amamenta ainda). Na época que eu comecei a amamentar e também um pouco depois li muito material sobre o assunto, que me ajudou, claro, mas o mais útil para mim foi mentalizar uma simples frase “Eu sou capaz de fazer isso funcionar”. E funcionou, e muito bem, obrigada! Por isso compilei cinco coisas das mais importantes que pouca gente fala sobre amamentação. Esse post é dedicado, principalmente, para as gestantes e gente que não sabe nada do tema, mas gosta de dar palpite. Vamos lá! Continuar lendo

Seja presente na vida

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Crianças não entendem a noção de tempo. Eu sei, já disse isso aqui. Mas não é bem isso o que quero falar hoje. Venho pensando e tenho cada vez mais claro que nós, adultos, entendemos menos ainda o tempo, porque o relógio nos atropela, e o calendário anda tão rápido, que a gente mal pisca, e nossa vida já passou. Creio que entender o tempo – um conceito tão abstrato – é compreender que existe algo mais importante do que mensurar os itens “feitos” da nossa lista interminável de afazeres.

Esse algo essencial chama-se presença. Lugar onde a gente quase nunca visita. Estamos sempre no passado, remoendo nossas dores, repisando nossos erros, revivendo as angústias. Quando não estamos “no que já foi”, vamos parar “no que ainda não chegou”, e aí o sofrimento é o medo do futuro, de não nos prepararmos o suficiente para esse lugar tão legal, que nunca vai chegar. Sim, você já parou para pensar que o futuro nunca chega? Que quando ele chega, e vira presente, a gente descarta, e vai viver, novamente, das nossas abstrações? Ora, por que raios eu resolvi falar disso hoje? Para enfatizar a importância da nossa PRESENÇA na vida dos nossos filhos. Continuar lendo

Os primeiros dias na escolinha

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Tem aquela frase que diz que criamos nossos filhos para o mundo. Que temos que prepara-los para a “cruel” vida em sociedade. Que eles precisam sair da bolha, que é a família, o quanto antes para não sofrerem tanto depois. O fato é que eu somente agora fui obrigada a estourar a “bolha”, isso porque minha filha começou a fazer escolinha, e eu estou até hoje na pura sofrência com essa adaptação. Continuar lendo

O que é mimar?

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Ser mãe é ter medo. Sim. Como a gente sente medo! E teme, principalmente, não conseguir cumprir bem o papel de educar. Um dos maiores temores de quem é mãe, pelo menos da maioria, é mimar demais a pobre criança e criar um adulto chato, arrogante, que se acha o dono do mundo, e não aprende nunca a lidar com as frustrações da vida. Nenhuma mãe quer ser responsável por lançar ao mundo esses seres exaustivos que são as as pessoas muito mimadas. Pois bem, tudo começa na infância. Só que esse medo exagerado de mimar demais faz a gente confundir tudo, de vez em quando. E é sobre isso que quero falar. Sobre o que é esse troço de mimar, e como isso não tem nada a ver com dar afeto. Mas vamos por parte. Continuar lendo

A mãe que trabalha fora

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Eu sempre disse aqui: sou uma privilegiada. Desde que virei mãe, tenho conseguido, com sucesso, passar bastante tempo com minha filha, primeiro por conta do home-office que fiz por mais de 1 ano, e depois por causa do desemprego. Nesse período, conheci cada fio de cabelo da Valentina, cada mudança de humor. Antevia as reações, sabia como ela se comportaria, na maioria dos casos. Nesse tempo, pude acompanhar bem de perto cada fase, curtindo cada uma delas. Hoje com 2 anos e 8 meses, ela vê agora as coisas começarem a mudar. Continuar lendo

10 coisas que provam que ser mãe pode te transformar em uma pessoa melhor

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Sim. Eu prometi. E cá estou cumprindo. Desde que me tornei mãe, descobri uma oportunidade muito rica e intensa de me tornar uma pessoa melhor. Ninguém, evidentemente, me disse “Seja melhor, Cíntia!”, até porque ninguém tem absolutamente nenhuma reclamação a meu respeito, a não ser, talvez, as pessoas que me conheçam (rsrs). O que aconteceu foi que passei por aquela erupção vulcânica que a Laura Gutman tão bem explicou no livro que ainda vou resenhar (prometo) “A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra”. E essa abertura de alma me fez enxergar muita coisa nova. Hoje me sinto muito melhor como pessoa, de verdade. E olha que só comecei nesse troço de maternidade. Tem muito chão pela frente!

No entanto, acredito que já posso falar sobre o quanto acredito que a maternidade pode transformar alguém para melhor. Olha lá no título, coloquei “pode”, porque nada acontece, se a gente não quiser. Se não houver essa abertura interna, tudo continuará igualzinho sempre. E isso não é bom. Precisamos saber mudar. A mudança faz parte da vida. Nossa essência nunca vai se perder, mas podemos ir aparando as arestas, refletindo sobre nossa atitude com as outras pessoas, etc, etc e tal. Por isso, sem mais delongas, fiz essa singela listinha com as 10 coisas que provam que ser mãe pode te tornar uma pessoa melhor. Confere só. Continuar lendo

Precisamos falar sobre gravidez na adolescência

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Já sei. Você pode estar pensando:

— Lá vem ela com esse “precisamos conversar”!

Mas, não é bem assim. Por favor, seja mais tolerante. O chamado para a conversa é algo que pode ser bem interessante, esclarecedor, etc. Além disso, esse título é muito bom, e impacta, na medida certa. Enfim, precisamos conversar.

O post de hoje, como prometido no título ótimo, é sobre gravidez na adolescência. Porque, embora a taxa de gestações nessa fase tenha caído 17%, segundo dados do Ministério de Saúde, referente ao período de 2004 e 2015, ainda são 546,5 mil mães adolescentes, só em 2015, que foi quando a pesquisa foi feita. É um número bastante alto. E o assunto é bastante conflituoso, pois envolve muitos e muitos fatores.
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