Sobre perder a paciência com os filhos

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Existe uma situação que ninguém gosta de passar, mas que, cedo ou tarde, acaba acontecendo com todos nós: perder o controle. Sentir raiva, explodir, descontrolar-se. Seja no trabalho ou em casa, ou até mesmo na solidão da nossa mente, em algum momento todo mundo sente essa irracionalidade absurda, que nos leva para máres nunca dantes navegados, e que, geralmente, é um oceano que não queremos voltar jamais. A raiva é um sentimento autodestrutivo e machuca, não somente nós mesmos, mas quem está a nossa volta. Ora, por que estou falando disso? Porque ser mãe é estar sempre a um passo de perder a paciência para ela nunca mais voltar. Continuar lendo

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A mãe está só

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Na gestação é que tudo começa. Embora rodeada de confetes e palpites, o que mora na mente da grávida é um medo enorme da responsabilidade que vai nascer junto com a criança. Ainda que as pessoas falem que vão ajudar, que ela tem sorte, que filho é uma benção, que tudo vai dar certo; existe sempre um sussurro de que ela vai penar um bocado também. O bebê já demanda e ainda nem nasceu. No fim da gestação já não a deixa dormir, dá altas dores de coluna, incha o corpo todo e chuta, chuta, chuta. Em meio a tudo isso, existe a grávida que não aguenta mais. Que quer o bebê nasça logo, pois não aguenta mais se arrastar com aquele barrigão, que guarda um novo mundo, e por isso parece pesar toneladas.  Continuar lendo

Sobre quando odeio ser mãe

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Ninguém é feliz o tempo todo. E as escolhas que a gente faz – ou que chegam até a gente – sempre surgem envoltas em material bom e ruim. Ninguém é feliz o tempo todo, embora seja essa nossa utopia. Muitas vezes desejamos um passado que não volta ou um futuro que não chega, e deixamos o presente no único lugar onde ele não deveria ficar – no esquecimento. Quem passou pela experiência da gestação e do parto – serão para essas que vou falar agora – carrega em si, para sempre, a marca indelével da maternidade. Não existe ex-mãe, esse é um nome que já nasce para ser eterno. Continuar lendo

O desfralde da Valentina

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Faz quase 3 meses que a minha filha desfraldou, e foi tão tranquilo que quase deixei passar batido aqui no blog. Ainda bem que tenho minhas salvadoras listas, que me lembram de tudo. E estava lá “desfralde da Valentina”. Eis o objetivo desse post. Quero contar um pouco da minha experiência e dar algumas dicas para as mães que ainda não passaram por isso – ou estão passando.

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Posts em série sobre tecnologia : O conto da criança e do celular

Crianca e tecnologia

Uma querida amiga de longa data me fez uma sugestão de pauta para o blog: por que não falar de tecnologia na infância, ou melhor como ensinar as crianças a lidarem com a avalanche de aparelhos eletrônicos, cada vez mais e mais potentes e perfeitos? Eis que amei a ideia e cá estou aceitando a sugestão. Mas, nesse post introdutório, quero só contar um caso (prometo que tem tudo a ver, você vai rir e se emocionar).

Eu sempre fui resistente e rígida a respeito do uso de aparelhos eletrônicos por crianças pequenas. Por causa disso nunca deixei a Valentina brincar em celular, tablet, etc. No entanto, um belo dia, não faz muito tempo, eu fiz um teste: baixei um joguinho para a faixa etária dela para ela “experimentar”. Porém, avisei: filha, só um pouquinho! Daqui a pouco a mamãe vai pegar o celular de volta. E ela: tá bom!

Só que você, que me lê, acha mesmo que foi “tá bom” a história toda?

É claro que não!!!!

Quando deu o tempo que eu estipulei na minha mente para tirar o celular da pequena, eis que ela me abriu um berreiro e não entendeu por que eu estava fazendo aquela maldade com ela. Um joguinho tão inocente, joguinho legal, como ela resumiu depois.

Achei esquisita a experiência, mas como curto uma teimosia, insisti mais algumas vezes: sempre por um tempo limitado, explicando para ela e tudo mais.

Acredito que não deu uma semana, e o berreiro quando terminava o “joguinho” continuava. E mais, Valentina foi sendo abduzida (sim, é essa a palavra), não queria brincar de outra coisa, quando eu chamava. Daí eu decidi: eliminei o joguinho do celular, sem dó, nem piedade. E expliquei para a minha pequena criança que ela não estava pronta para jogar, que precisava crescer mais, que essas brincadeiras de celular fazem mal quando são feitas sempre, etc, etc.

Ela ainda pediu alguns dias, mas eu sempre dizia “joguinho, não” como quem expulsa um demônio (kkkk). Depois ela esqueceu. Hoje ela entende que celular da mamãe é para fazer as coisas da mamãe, que o PC e o Notebook que temos em casa é para mamãe fazer texto. Somente TV é liberado, no entanto, é claro, que eu sei tudo que ela assiste, pois o controle remoto é todo meu. TV aberta não faz parte da nossa vida e sempre que posso conversamos sobre os desenhos, brincando, dialogando, imitando os personagens.

Essa historinha é só para iniciar uma série de posts que vou fazer sobre o assunto, pois o tema rende à beça, minha amiga vai se sentir super prestigiada e eu vou ficar feliz por mais essa lista na minha vida.

E esse pequeno conto sobre a iniciação da Valentina no mundo dos celulares me trouxe a importante lição de que ela tem que ficar longe desses aparelhos por muito tempo. A memória do meu celular agradece.

Por hoje, é isso. Mas volto, no próximo post, para falar sobre os impactos da tecnologia na saúde das crianças e depois dando dicas de como lidar com o troço todo.

Bjs!

Crianças que vão para a escola ficam mais doentes?

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A entrada da Valentina na escola – como já contei aqui – foi meio no susto (para o horror do meu espírito virginiano). No entanto, a adaptação dela ocorreu, de modo geral, muito tranquilamente. Tudo lindo, tudo favorável, não fosse um detalhe: desde que minha filha entrou na escola, há cerca de 3 meses, ela disparou a ficar doente, sem nunca melhorar totalmente. E isso tem tirado meu sono, pois é claro que entra em cena a culpa materna, e minha vontade de voltar no tempo e mandá-la para a escolinha mesmo só lá para os cinco anos. Andei pesquisando – e eu meio que já sabia – que crianças que vão para a escolinha adoecem mais mesmo, principalmente, no primeiro ano. E você sabe por que isso acontece? Continuar lendo

Ela vai crescer e eu quero estar presente

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Ninguém pensa muito no tempo, até que ele passe. Na correria do relógio, a nossa mente, estômago, pés e braços, seguem sempre na direção de alguém que nunca pode parar. Quem para fica para trás. Quem quer seguir outro caminho, ou é inovador ou só louco mesmo. Por que estou dizendo tudo isso hoje? Por que do alto da minha maternagem percebi que não quero ser arrastada pelo tempo dessa forma. Sei que vou piscar o olho, e a Valentina vai precisar baixar a cabeça para falar comigo. Por que meus 1.58 de altura certamente serão superados pela certeza orgânica de que ela vai crescer, e ficar bem maior do que eu.

Não estou preparada para isso. Continuar lendo

Crianças pioram perto das mães e por que isso pode ser uma coisa boa

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Existem pesquisas científicas que vem comprovar um “EU JÁ SABIA” interno que faz parte da mente da maioria das pessoas. Esta que vou citar é uma delas. Quem é mãe sabe o quanto as crianças mudam, a depender de quem está com elas. Explico: em casa, com os pais, é de um jeito, com os avós, de outro, na escolinha, de outro, e por aí vai. Nada demais, adultos também são assim, se adaptam ao ambiente por uma questão de sobrevivência em sociedade mesmo. Mas o que é mais impressionante, quando o assunto são as crianças, é o quanto elas mudam perto das mães. Chega a ser até meio assustador.

Pois bem. Uma pesquisa feita pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Washington com 500 famílias mediu justamente as variações de comportamento quando a mãe estava perto e quando estava longe. O resultado é que elas ficam piores, mais muito piores mesmo quando estão perto da mãe. Se você gosta de porcentagem (tem gente que gosta. Sem julgamento), dá uma olhada nesse número: 800%!!

Essa é a piora de comportamento de uma criança quando a mãe está perto. Se considerar as crianças menores de 10 anos, esse índice chega na robusta marca de 1.600%. Continuar lendo

Do que um bebê precisa?

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Dia desses, em um fórum de mães (sim, eu participo!), vi uma dúvida lá e quis ajudar.  A moça disse que estava aflita, porque não sabia bem o que precisava comprar para o bebê quando ele nascesse. Ela queria uma lista de itens, acredito. Eu, evidentemente, quis ajudar a gestante, pois me identifiquei. Também senti esse tormento, na época da gravidez. Indiquei meus posts sobre o que vale a pena comprar para o enxoval e o que não vale a pena. Além de recomendar que ela desse um Google básico para conferir as listas mais “famosas” e fazer uma para ela individualizada. Finalizei, de modo delicado, dizendo que esperava ter ajudado um pouco.

Sabe o que ela respondeu?

— Não ajudou muito não!

Dá para acreditar nisso! Fiquei em choque com a sinceridade (kkk). Mas essa breve história me fez pensar a respeito de uma pergunta: do que um bebê precisa mesmo? Continuar lendo

10 coisas que provam que ser mãe pode te transformar em uma pessoa melhor

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Sim. Eu prometi. E cá estou cumprindo. Desde que me tornei mãe, descobri uma oportunidade muito rica e intensa de me tornar uma pessoa melhor. Ninguém, evidentemente, me disse “Seja melhor, Cíntia!”, até porque ninguém tem absolutamente nenhuma reclamação a meu respeito, a não ser, talvez, as pessoas que me conheçam (rsrs). O que aconteceu foi que passei por aquela erupção vulcânica que a Laura Gutman tão bem explicou no livro que ainda vou resenhar (prometo) “A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra”. E essa abertura de alma me fez enxergar muita coisa nova. Hoje me sinto muito melhor como pessoa, de verdade. E olha que só comecei nesse troço de maternidade. Tem muito chão pela frente!

No entanto, acredito que já posso falar sobre o quanto acredito que a maternidade pode transformar alguém para melhor. Olha lá no título, coloquei “pode”, porque nada acontece, se a gente não quiser. Se não houver essa abertura interna, tudo continuará igualzinho sempre. E isso não é bom. Precisamos saber mudar. A mudança faz parte da vida. Nossa essência nunca vai se perder, mas podemos ir aparando as arestas, refletindo sobre nossa atitude com as outras pessoas, etc, etc e tal. Por isso, sem mais delongas, fiz essa singela listinha com as 10 coisas que provam que ser mãe pode te tornar uma pessoa melhor. Confere só. Continuar lendo