10 coisas que provam que ser mãe pode te transformar em uma pessoa melhor

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Sim. Eu prometi. E cá estou cumprindo. Desde que me tornei mãe, descobri uma oportunidade muito rica e intensa de me tornar uma pessoa melhor. Ninguém, evidentemente, me disse “Seja melhor, Cíntia!”, até porque ninguém tem absolutamente nenhuma reclamação a meu respeito, a não ser, talvez, as pessoas que me conheçam (rsrs). O que aconteceu foi que passei por aquela erupção vulcânica que a Laura Gutman tão bem explicou no livro que ainda vou resenhar (prometo) “A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra”. E essa abertura de alma me fez enxergar muita coisa nova. Hoje me sinto muito melhor como pessoa, de verdade. E olha que só comecei nesse troço de maternidade. Tem muito chão pela frente!

No entanto, acredito que já posso falar sobre o quanto acredito que a maternidade pode transformar alguém para melhor. Olha lá no título, coloquei “pode”, porque nada acontece, se a gente não quiser. Se não houver essa abertura interna, tudo continuará igualzinho sempre. E isso não é bom. Precisamos saber mudar. A mudança faz parte da vida. Nossa essência nunca vai se perder, mas podemos ir aparando as arestas, refletindo sobre nossa atitude com as outras pessoas, etc, etc e tal. Por isso, sem mais delongas, fiz essa singela listinha com as 10 coisas que provam que ser mãe pode te tornar uma pessoa melhor. Confere só. Continuar lendo

Mãe também é mulher

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Ah, como mulher sofre! Sim. Sofre. O tempo todo. E por todos os motivos. Não estou falando metaforicamente, estou sendo prática. Desde o momento em que o médico diz, lá no começo, ainda no ultrassom: “É uma menina”, uma vida de desigualdades, dificuldades e TPM se abre em flor para aquele pequeno ser. Você pode estar dizendo:

— Ah, mas homem também sofre! Para com essa história!

E eu respondo:

— Primeiramente, este blog é sobre mães e você, que disse isso, provavelmente é homem, então nem vem, você nem deveria estar aqui, lindo (kkk).

Brincadeira. Homens são bem-vindos.

Nem tanto.

Não tem como negar que mulheres são tratadas de modo diferente e têm uma série de percalços que os homens nem de longe enfrentam. Menstruação? Parto? Salto alto? Cobranças? Julgamentos pelo comprimento da roupa? Salários menores só por causa do gênero? Sim. A lista é longa. E nem é disso que quero falar. Só comecei dizendo isso para contextualizar o post. Que é sobre mulheres. Ou melhor, mulheres que se tornam mães. Ou melhor, mulheres que se tornam mães e parecem que perdem a condição de mulheres.

Enfim, deu para entender. Agora sim, chego ao começo (rs).
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Terceirizar os filhos é sempre uma péssima escolha

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Na época da minha gestação, fazia planos de que, ao voltar da licença maternidade, iria colocar a Valentina em um berçário. Pronto, acabou! Não gostava muito da ideia de babá, e nem pensava jamais em parar de trabalhar. Na minha cabeça era tranquilinho: eu ia ali ter um bebezito, e já voltava ao mercado de trabalho. No entanto, bastou nascer para eu ver que teria bastante dificuldade de seguir meu cronograma perfeito de uma carreira que estava só começando. A dificuldade era que eu tinha me tornado mãe, amava aquela pequenininha mais que tudo nesse mundo, e tinha uma responsa tremenda, que era minha, quase que totalmente.

Por que estou dizendo isso? Há um tempo li um texto da Rita Lisauskas – que eu adoro, considero uma irmã de mentalidade materna, só que com muito mais grana e fama…hahaha – abordando a questão das escolas que fazem TUDO pelos pais, em troca de, evidentemente, uns dinheirinhos de gente bem rica. Enfim, nesse material ela fala a respeito do quanto estamos terceirizando nossos filhos, e isso me acendeu  a luzinha da vontade de falar sobre isso também. Lembrei que simplesmente tive uma tremenda dificuldade de deixar minha pequena aos cuidados dos outros,  quando retornei ao trabalho. Berçário então, nem se fala. Logo desconsiderei pela grande verba que eles exigem e também por que não queria deixar a Valentina com desconhecidos.
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A importância do colo para os bebês

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Sim, vivo falando disso, mas percebi que nunca tinha feito um post somente sobre o assunto. E ele merece. Ô se merece! Ah, como eu ouvia críticas por “dar colo demais para minha filha”. Sim, ela vivia no colo, quando era recém nascida, principalmente. O TEMPO TODO. Eu aprendi a fazer as coisas com uma mão só não somente para desenvolver essa sábia habilidade motora, mas sim por necessidade. A Valentina fazia tudo junto comigo, no meu colo. Dormia muito no meu colo, tanto que o berço quase chorava de tristeza por que o bebê nunca chegava nem perto dele.

Eu, no período de grávida, já lia coisas a respeito, mas como sempre digo aqui, gestantes não são, necessariamente, mães, e elas se preocupam muito mais em preparar o ambiente para o bebê, do que com o bebê, digamos assim. Eu pesquisava mais enxoval, dor do parto, essas coisas. No entanto, intuitivamente, senti, desde o primeiro momento da maternidade, que o colo só podia fazer bem para a Valentina. E um dos posts mais legais que li na época “Lugar de recém nascido é no peito” me fez ter certeza de que eu estava no caminho certo. Continuar lendo

Síndrome de Burnout – Entenda por que mães são tão afetadas por esse distúrbio

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Quando você pensa em si, no seu estado, que palavra vem à sua mente? Peraí, deixa eu melhorar a pergunta: você sente que sua vida está passando plenamente, de modo a você conseguir usufruir das coisas boas; ou ela mais parece um trem desgovernado, com um passageiro que não entende bem o que está acontecendo? Veja bem, esse post não pretende ser uma espécie de auto-ajuda (talvez só um pouquinho. Por favor, deixa!), mas sim um alerta sobre como o excesso de atividades e funções da rotina podem acabar com sua saúde física e mental. Estou falando de uma situação conhecida na Medicina como “Síndrome de Burnout”, uma doença psíquica causada por um elevado nível de estresse, desgaste e tensão. Continuar lendo

Entenda por que crianças pequenas acordam à noite

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O sono é um tema que sempre aparece quando se trata de maternidade. Todo mundo sabe que mãe não dorme, que a gente faz de conta muito bem, mas não dorme. Enfim, eu como representante da categoria também sei que meu sono não é a sétima maravilha do mundo, e isso por um motivo muito simples: até hoje a minha filha acorda à noite, pelo menos uma vez. São raras (ah, e como são raras) as noites em que ela segue linda e dorminhoca um sono de noite inteira. Conto nos dedos e dá vontade de chorar. Mas não me desespero. Sei que esse dia há de chegar, e por isso andei pesquisando sobre o sono das crianças pequenas, pois sono de bebê já falei um montão aqui, por exemplo nessa série de posts.

Pois bem, existem inúmeros motivos que levam uma criança pequena, como a Valentina, que agora está com dois anos e cinco meses, a ter um sono mais agitado. Vou listar abaixo (já que sou boazinha) os principais. E ainda oferecer de bônus as explicações da querida Laura Gutman, que sabe tudo de maternidade, sobre o sono das crianças após os dois anos. Enfim, fique aqui comigo, que esse tema dá bastante pano para manga. Continuar lendo

10 coisas que nunca mais consegui fazer depois que virei mãe

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A vida da gente muda depois da maternidade. Sim, eu sei. Todo mundo sabe disso, mas as pessoas não tem noção da dimensão dessa mudança. E não estou falando aqui daquelas coisas sérias e definitivas, mas sim do trivial, de rotina, do dia a dia. Eu lembro bem como minha vida era antes da Valentina e como eu fazia determinadas coisas, que hoje simplesmente não consigo fazer mais ou faço daquele jeito mais ou menos, corrido, sem parar muito para pensar. 

Por isso, resolvi fazer uma listinha com dez coisas que nunca mais consegui fazer depois que virei mãe. Claro que tem muito mais, porém essas listadas abaixo são as que lembrei, assim de cara. 

Olha só: Continuar lendo

5 Conselhos para as grávidas

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Já sei! Você que acompanha esse blog pode dizer:

— Ah, mas você já disse dez coisas que toda grávida precisa saber. Está redundante agora, é?

Eu respondo:

— Essa lista aqui é de conselhos, coisas do fundo da minha alma diretamente para você gravidinha. Além disso, a lista está menor…rsrs

Minha gestação foi tranquila, depois de passado o baque da descoberta da gravidez. No entanto, depois que o bebê nasceu, em uma avaliação interna muito rigorosa, notei que tinha passado esse período meio alienada do que era de fato esse negócio de ser mãe. Tanto que o puerpério (quem não sabe do que estou falando, acessa esse post, tá) foi muito complicado. Eu chorava muito. Verdade!

Eis minha lista. Vou pontuar a seguir coisas que são relevantes, importantes, essenciais para toda futura mãe, tendo em vista que gravidez nenhuma dura para sempre e depois de nove meses você vê o resultado (desculpa a referência, foi mais forte que eu).

Vamos lá:

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Ser mãe em tempo integral é…

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Eu precisava de um post que começasse com reticências, é lindo, é digno, é misterioso. Há muito vinha pensando nessa ideia de falar sobre mães que cuidam dos filhos 24h por dia, sete dias por semana, sem folga, sem férias, sem pausa para almoço.

Venho pensando muito nelas, pois sua uma delas atualmente. Desde setembro sem trabalhar, só ficando em casa com minha pequena, sei bem a sensação de ser mãe full time. E vou dizer uma coisa: mais um pouco e enlouqueço…rsrs Continuar lendo

Você sabia que dá para aprender com os brinquedos do seu filho?

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Tem uma coisa que muda muito na vida de uma mulher depois que ela tem filhos. A casa! Peraí, na verdade muitas coisas mudam, mas estou só querendo ser enfática, ok? Pois então, dito isso, entre os apetrechos que mais passam a existir no lar de uma mãe estão os tais dos brinquedos. Não tem muito jeito. Você acorda e pisa no pato de borracha da sua filha; depois, no banho, lá vem um bonequinho perdido perto do chuveiro. Na sala, então, nem se fala! Galinhas pintadinhas, bolinhas e peças de lego se escondem nos compartimentos mais secretos do sofá. Na cozinha, vez ou outra, a Dona Girafa vai parar em cima do micro-ondas. Enfim, entenderam, casa de mãe tem brinquedo demais.
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