O desmame da Valentina

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Sabe aquelas situações que chegam na sua vida, assim como quem não quer nada, sem crise, sem estresse, sem questionamentos? Sabe aqueles fins não dolorosos (sim, eles existem) que chegam mostrando que a vida é mesmo cíclica e a gente tem que aprender a mudar de fase, quando assim for necessário? Pois bem, assim foi o desmame da minha filha, aos 2 anos, 11 meses e alguns dias (sem datas precisas, pois o fato chegou de mansinho). Se eu fosse escrever sobre o desmame ideal certamente não teria sido tão perfeito como a realidade se configurou. E tudo isso aconteceu por que acho que nesse quesito eu acertei muito quando optei pelo desmame natural (já defendi essa bandeira antes, volta lá e vê depois).

Não foi uma parada brusca. Foi fluida, se assim posso dizer. Valentina passou a mamar há alguns meses apenas na hora de dormir, e nem sempre. De vez em quando, ela até pedia em outras ocasiões, mas essas foram ficando cada vez mais raras. Até que um dia percebi que ela estava se desinteressando mesmo. Ela tem, desde os 4 meses de idade, a mania de colocar a mão embaixo do meu braço e continuou fazendo isso, quando ia mamar. Só que passou o tempo, chegou os 2 anos, 2 anos e meio, e ela manteve a mania, mas nem sempre pedia para eu amamentá-la. Acho que ali já começava os primeiros rabiscos do nosso futuro desmame (sim, pois é um fim para as duas).

Nesse segundo semestre de 2017 fui percebendo que ela estava mesmo se desinteressando. Até que um dia, em dezembro do ano passado, percebi que ela não mamava há muitos dias. Foi quando fui bater um papo para entender se aquele era o fim.

Perguntei:

— Filha, você não quer mais mamar?

E ela:

— Eu não, mamãe. Já sou grande!

E eu:

— Entendi. Você sabe o que isso significa? Que a partir de agora você não vai poder pedir mais, pois não quer. O leitinho vai desaparecer, pois você não estará mais mamando. Tudo bem para você?

E ela:

— Sim. Tudo bem.

E desde então, como eu já previa, ela parou de fato. Nunca mais pediu.

E eu, depois dessa conversa com a Valentina não fiquei triste, nem nada, pois entendi que era o fim. Não teve crise, apenas um certo alívio (rs), pois amamentar cansa. Ela, na época da amamentação intensa, acordava de madrugada para mamar. Esgarçava todas as minhas blusas e sutiãs. Não podia encostar produtos químicos no cabelo, pois tinha medo de passar para o leite. Enfim, foi esse lado de mim que sentiu alívio. No mais, meu coração soube que a hora era aquela mesmo, e que nós tínhamos criado já um vínculo tão poderoso, que desmame nenhum poderia abalar.

E foi assim que tudo aconteceu. Sem dor. Sem tristeza. Sem apelações.

E eu credito isso ao meu preceito básico de respeitar a criança em suas necessidades. Eu sabia, desde que comecei esse negócio todo de ser mãe, que naquele pequeno ser que eu tinha nos braços residia um ser humano novinho em folha, e que eu queria ser respeitosa e compreensiva com tudo que fosse importante para ela. Não estou dizendo que nunca piro na batatinha, não estou afirmando que nunca gritei com a Valentina, deixei de castigo, etc. Estou dizendo apenas que algumas necessidades são vitais, e o afeto que a amamentação proporciona para o bebê desde sempre – além da vitamina de nutrientes e imunizações que contém – deveriam ser preservadas até que isso não fosse mais necessário.

Conto aqui minha história como uma mãe que passou por uma experiência muito bem sucedida de amamentação. O início difícil – como sempre é -, o processo de entendimento do ato de mamar, da construção do vínculo, até chegar ao que temos agora: o desmame natural. Foram quase 3 anos de muita troca verdadeira nesse ato de dar de mamar e eu consegui fixar na memória esse recente passado que vou querer resgatar, quando sentir saudades, lá na frente.

Por ora, estou bem feliz, e confortável por ter deixado fluir, como acredito que deve ser.

Valentina está crescendo e a interrupção na amamentação é só mais um recado que ela está passando de fase, que está deixando a bebezinha para trás. O que tenho que fazer é me acostumar com isso e curtir a menina linda que ela vai se tornando.

Por hoje, é isso. Aguardem a nova fase do desfralde, que comecei a fazer agora. Voltarei para contar tudo, dos vazamentos de xixi, até as conversas sobre xixi e as idas ao banheiro, a cada 5 minutos.

Todo mundo sabe que vida de mãe é sofrida (não tô reclamando…rs).

Bjs,

Ah, essa foto que ilustra o post sou euzinha da Silva com Valentina, nos primeiros dias juntas. Ela mamando, e eu parecendo um dos zumbis do Walking Dead.

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7 maneiras de melhorar a imunidade das crianças

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Desde que Valentina nasceu, uma das minhas maiores preocupações – além de dar muito amor, carinho, claro – era fazer tudo D-I-R-E-I-T-I-N-H-O, seguir todas as recomendações médicas, as cartilhas da vida e o que meu coração mandar. Minha prioridade sempre foi formar uma pessoa bem amada e também saudável. Pois tinha a impressão que bebê e criança pequena só viviam doente, e eu queria fazer o que fosse necessário para evitar que minha filha passasse por isso (santa ingenuidade). Acontece que alguma coisa eu fiz certo, pois Valentina foi um bebê muito saudável. Fora a dermatite, que desde que eu descobri, aprendi a controlar, o máximo que ela pegava era um resfriado bem discreto.

Acontece que quando ela entrou na escolinha – e eu já contei isso aqui em detalhes – tudo isso mudou. Era um tal de tosse para cá, faz febre para lá, vai no PS, toma antibiótico. Enfim, aquela coisa cansativa e dilacerante que toda mãe que já teve filho doente sabe. Então, é claro que andei pesquisando bastante, principalmente para aumentar a imunidade da minha pequena. Descobri algumas coisas legais que queria dividir. Continuar lendo

5 coisas que ninguém te contou sobre amamentação

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Eu sei. O título está meio pretensioso, obviamente que eu não tenho comigo cinco segredos sobre amamentação, nem nada. O que acontece é que há uma desinformação muito grande sobre o tema e eu estou aqui para dar minha singela contribuição, como mãe que amamentou (e amamenta ainda). Na época que eu comecei a amamentar e também um pouco depois li muito material sobre o assunto, que me ajudou, claro, mas o mais útil para mim foi mentalizar uma simples frase “Eu sou capaz de fazer isso funcionar”. E funcionou, e muito bem, obrigada! Por isso compilei cinco coisas das mais importantes que pouca gente fala sobre amamentação. Esse post é dedicado, principalmente, para as gestantes e gente que não sabe nada do tema, mas gosta de dar palpite. Vamos lá! Continuar lendo

Desmame natural: a melhor forma de respeitar o tempo da criança

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Quando eu não era mãe, reinava em mim a ignorância a respeito de tudo que envolvia amamentação. Natural, tendo em vista que eu não tinha interesse no assunto, não perguntava sobre isso, não pesquisava. Tinha colhido meia dúzia de lugares comuns e seguia com eles, firme e forte. Depois que virei mãe, evidentemente, tudo isso mudou. Joguei os lugares comuns na lata do lixo e fui me informar de verdade. Em partes, foi assim que descobri a complexidade da amamentação. Certamente o peso maior foi ser a outra ponta do elo que conectava tão profundamente um bebê a sua mãe. Foi só quando a minha filha olhou nos meus olhos e sorriu com a alma, que eu percebi que amamentação era coisa divina mesmo.

Por isso. Olha eu aqui falando dela de novo. Amamentação. Sim. Defendo e vou defender sempre o direito de uma mãe dar de mamar para seu bebê até a hora que ela quiser. E não digo isso só por que a minha Valentina, hoje com 2 anos e 4 meses, ainda mama, digo isso por que vejo o quanto a sociedade culpabiliza a mãe por tudo: por ela não conseguir dar de mamar, por dar de mamar tempo demais, por dar colo, por trabalhar fora, por não trabalhar fora, e por aí vai. No fim da contas, a mãe se estraçalha de tanta demanda que um filho necessita, e ainda se sente a pior das criaturas quando seu pequeno resolve fazer uma birra no supermercado, ou responde alguém mal, etc, etc.

Como sempre, sigo prolixa. Mas já entendeu pelo título que o assunto de hoje é desmame. E mais do que isso, é saber da importância de respeitar o tempo da criança, como eu canso de dizer aqui, por exemplo, nesse post. Continuar lendo

Seu filho não merece apanhar

nao bata no seu filho

Imagine que você chegou em um universo paralelo totalmente diferente do que você conhecia: não conhece os costumes, não sabe o que é certo e errado e nem mesmo o que sente em relação a esse lugar. Agora visualize que conhece algumas pessoas, que serão as responsáveis por te apresentar esse mundo novo, e que elas estipulam que se você fizer algo contrário ao que elas esperam, elas vão fazer uma coisa um pouco esquisita: te bater.

Agora, troque a palavra “você” do texto por “criança” e “pessoas” por “pais”, o universo paralelo em questão, nada mais é do que este mundo que residimos. Esse é o cenário da vida de uma criança que apanha em casa.  Continuar lendo

10 dicas para seu bebê dormir melhor

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Eu sei, você deve estar pensando: Lá vem a encantadora de bebês. Não, não sou encantadora de bebês, sou só encantadora mesmo…rs. Acontece que esse assunto é um dos que mais tiram a paz das mamães, não tem jeito. Eu já sofri como uma Maria do Bairro para fazer minha filha dormir melhor. Hoje, que ela tem quase dois anos, aprendi algumas coisas com a experiência e lendo a respeito. Por isso, estou aqui, para dividir o que aprendi, na esperança de que você, mãe que me lê, tenha um pouco de tranquilidade e consiga fechar os olhos e dormir também, de vez em quando.Vale ressaltar: as dicas abaixo estão mais apropriadas para bebês de 1 ano ou 2, mas a maioria vale para os bebezitos também. Vamos lá:

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Dez mitos sobre cuidados com o recém-nascido

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Chegou o dia do post em formato de listinha. Como venho dizendo sempre adoro tudo que vem em formato lista. Leio todas que encontro e faço lista para tudo. Por isso pensei em um tema que tem bastante adequação para esse tipo de post: mitos!

Ah, como eu gosto dessas crendices! Fico encantada quando alguém vem dizer que recém-nascido tem que dormir virado para a posição sudoeste, caso contrário vai ficar com uma verruga no nariz. É tanta coisa que a gente ouve quando está naquela fase complicada do pós-parto, morrendo de medo de não dar conta desse negócio de maternidade, que eu resolvi listar aqui dez mitos sobre cuidados com recém-nascidos. Vale lembrar, o bebê é considerado recém-nascido até os 28 dias. A fase em que o bebê vai dormir, mamar, olhar com aquela carinha de ursinho carinhoso e só. E você vai se desesperar a cada espirro dele. É normal! Acontece nas melhores famílias.

Quer ver o que tem na minha lista? Chega mais! Continuar lendo

Dez dicas para uma introdução alimentar de sucesso

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Seu bebê não é tão bebê assim mais, vai começar a comer alimentos sólidos e você está cheia de dúvidas? O post de hoje é todinho para você! Minha filha já caminha para os dois anos e posso dizer que é uma criança que COME DE TUDO. Sério! Até beringela a garota manda ver. Gosta de verduras, legumes, arroz, feijão, frutas, bolacha água e sal, adora tomar água, suco de laranja in natura, já chupou até cana e gostou. Eu credito isso a uma bem-sucedida introdução alimentar e posterior incentivo à alimentação saudável sempre. Tem também o componente sorte, mas acho que isso não é nem 1%. Enfim, tenho orgulho do bom apetite da minha pequena e quero muito que o bebê de vocês coma bem também. Por isso, reuni algumas dicas tiradas da minha experiência e de recomendações de especialistas da área (tem um material legal nesse site aqui). Eu segui TODAS. E estou aqui para dizer que deu muito certo na minha casa.

Quer que seu filho seja assim, bom de garfo? Olha só o que você pode fazer para ajudar.

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Sobre amamentar em público

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Minha filha tem 1 ano e 7 meses e mama no peito. O que você acha disso? Do fundo do meu coração, espero que ache ótimo, mas aqui vai uma verdade dolorida: quase ninguém acha isso. Sabe como sei? É o olhar que desvia quando conto, é a frase mal construída quando falo a respeito, é a ironia ou brincadeirinha para encobrir a opinião. Pode ser cisma minha? Sim, pode. Mas você acha mesmo que é isso? Continuar lendo

O tempo das crianças

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A nossa infância é uma fase que passa tão rápido e logo torna-se “outra vida” que poucas vezes paramos para pensar na criança que nós fomos, em como nos sentíamos, em como as experiências juvenis nos tornaram esse ou aquele tipo de adulto. Desde que me tornei mãe, consegui fazer um pouco desse resgate e, mais importante do que isso, consegui olhar para a Valentina como o ser humano que ela é, antes de pensar que ela é MINHA filha, como se isso me desse a primazia de ignorar o que ela sente ou de achar que meus preconceitos são mais importantes do que a felicidade dela. Continuar lendo