Minha singela homenagem para a(s) mãe(s)

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Você só entende a dimensão da palavra mãe em duas situações: quando você se torna uma ou quando perde a sua. Eu passei pelas duas coisas, então hoje posso dizer que conheço o significado dessa palavra e o universo escondido nessas três letras juntas: mãe. Ela passa pela nossa vida, sempre de modo impactante, e pode permanecer nela por anos, décadas, sem a gente nunca chegar a perceber o tanto de vida que ela nos doou todos os dias da existência dela.

Ela está lá quando você mais precisa, e também quando nem quer falar com ela. Atire a primeira pedra quem nunca chamou a mãe de chata, disse que não queria conversa, bateu a porta do quarto. Quando crianças – bem crianças mesmo – mal a gente lembra, mas ela era todo nosso mundo. Não importa se tínhamos pai, irmãos, avós, tias. Ninguém nem de longe se comparava ao que a presença da nossa mãe significava. Continuar lendo

Por que é tão difícil ser mãe solteira?

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Vou falar uma frase no passado: eu nunca me imaginei na situação que estou hoje. Na minha cabeça adolescente (que durou até uns vinte e oito anos..haha), eu teria primeiro uma carreira de sucesso, depois conheceria o amor da minha vida e depois teria filhos, nessa ordem. Não acreditava que uma mudança na posição dos acontecimentos poderia me fazer feliz, porque não era meu ideal de vida.

Acontece que hoje sou uma mãe solo, estou longe de ter uma carreira de sucesso e casamento é algo que nem passa pela minha cabeça mais. Apesar de parecer estranho, olha só, eu sou bem feliz, TODOS OS DIAS. Sinto-me em paz com minha vida e com quem eu sou. Sinto-me amada e amo as pessoas. Valorizo sentimentos, não coisas. Consigo todo dia me sentir como na infância, pois tem uma pequenininha correndo pela casa e me ensinando. Esse é o meu cenário, mas não estou dizendo que as coisas são fáceis. Na verdade, as coisas são bem difíceis e vou explicar por quê.
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A imaginação das crianças (e como isso pode mudar a visão de vida dos adultos)

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Não sei bem em que momento isso acontece, mas há uma fase em que a vida, a minha, a sua, a de todo mundo, vai ficando meio assim, sem imaginação. Parece que tudo é chato, tudo é obrigação, tudo é compromisso. Viramos adultos e toda aquela diversão que imaginamos existir na maturidade vira coisa da nossa cabeça, utopia de uma mente que um dia foi fértil. E a gente só percebe que ficou chato quando observa uma criança: ah, como elas são felizes, criativas, descoladas, espertas, simples.  Continuar lendo

Se eu não fosse mãe…

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Uma confissão. Antes de ser mãe eu não queria ser mãe. Mesmo nos primeiros dias da gravidez, a ideia da maternidade me soou assustadora, e no mau sentido. Imaginava o fim da minha privacidade e independência, o fim dos meus sonhos de viajar o mundo, de conhecer outras culturas. Quando descobri o positivo no teste de gravidez, parece que a minha carreira profissional ruiu junto com o som do meu choro (sim, eu chorei quando soube). Eu dizia aos quatro ventos, antes de me tornar mãe, que não queria esse “cargo” para mim. Imaginava o quanto deveria ser difícil, o quanto soava altruísta em demasia a ideia de cuidar, cuidar e cuidar de outro por décadas, deixando todo o resto em segundo plano.

Existem verdades nossas que o tempo se encarrega de levar embora. A minha convicção de que maternidade não era para mim hoje virou uma frase desbotada no tempo, totalmente desprovida de qualquer sentido. Porém, muitas vezes, na correria do dia a dia, ainda sobra um espaço da Cíntia, um espacinho, um cubículo mesmo, que sussurra, de vez em nunca, sobre como seria minha vida se eu não fosse mãe. Continuar lendo

Para minha filha (por que você anda crescendo rápido demais)

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Outro dia te vendo montar as peças de Lego me dei conta de que você anda crescendo muito rápido. Parece que foi ontem que essas mesmas peças iam parar na sua boca, e você as apreciava com o prazer de quem come um pedaço de chocolate; ou um pouco depois quando ficava brava por não conseguir encaixá-las no lugar certo. Hoje já monta até castelo, coloca a boneca dentro, faz de conta que é a casinha. Brinca de “cadê? achou!” e dá altas gargalhadas quando eu finjo que não estou te encontrando. Continuar lendo

Colecionando pérolas de quem anda aprendendo a falar

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Minha filha começou a falar. Devagarzinho, apenas algumas palavras, o começo de uma, o fim de outra. Mas eu já comecei a colecionar as pérolas dela, uma a uma, para guardar bem guardadas na memória e de lá não deixar mais sair. Vou resgatar todas as gracinhas que ela disser como remédio para curar mau humor. Tenho certeza que farmácia e nem médico nenhum terão medicamento melhor para sarar a tristeza, azedice da vida e tudo mais. Continuar lendo

Aprendam a amar as crianças

Crianças precisam de amor

Eu tinha um post em mente, já há algum tempo, que deveria versar sobre a dificuldade de cortar as unhas de bebês e crianças pequenas. Demorei um pouco para perceber que, às vezes, temos que apelar para uma técnica  chamada “na marra” e fim da história. Mas percebi que isso de cortar unhas não chegava a um post. Toda mãe acaba descobrindo qual a melhor forma de fazer isso. No entanto, essa ideia me levou a outra. Eis o post de hoje.

Como é difícil conviver com uma criança, não é? Continuar lendo

Sobre datas, gratidão e amor materno

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Não sou contra datas comemorativas. Acredito no poder do calendário para fazer a gente lembrar das pessoas importantes que fazem parte da nossa vida. Sim. Segundo domingo do mês de maio tem que ser Dia das Mães mesmo. Apesar do aspecto comercial, ninguém nega que muitos filhos, a maioria eu diria, aproveita o gancho para falar que ama e agradecer: atitudes singelas que a rotina, muitas vezes, engole com a voracidade de quem não tem tempo a perder. No dia a dia, a gente esquece de falar ou fica com vergonha. Em uma data comemorativa, a timidez diminui e a memória ajuda mais. Sim. O Dia das Mães é uma data ótima e tocante. As mães mereciam até dois dias no calendário. Continuar lendo

Amar, mamar, mamãe

Mãe e bebe

Ele olha para você e põe as mãozinhas no seu rosto. Quer pegar no seu nariz, nos olhos, na boca. Quer saber se você é real e do que é feita. Está encantado desde o primeiro dia de vida. Por alguns meses o mundo dele era você, mas agora as coisas estão mudando. Ele está adquirindo habilidades, enxergando que o universo dele vai bem mais longe do que os centímetros que separaram vocês dois por tanto tempo. Ele deixou de ser sua parte e tornou-se pessoa. Na verdade sempre foi, só não tinha consciência disso. No entanto, vez ou outra ele te pede aquela atenção, pede para ficar perto, quer tocar você e sentir seu cheiro de novo por vários motivos: porque tem medo, porque está com tédio, porque está feliz. Continuar lendo

A mãe estava lá

Mãe e filho - Pixabay

Maria pega  o filho na escola. Clara faz as refeições com seu bebê de 3 meses no colo. Joana vai ao médico levar a filha que adoeceu. Em comum, a maternidade e uma dor intrusa, que não deveria estar ali. Elas são mães, amam suas crias, mas sentem falta de algo ou alguém que também deveria estar ali. O pai. Não importa se ele foi embora, mudou ou vem vez em quando, no dia a dia ele nunca está lá e é isso o que dói. A frustração de ter a felicidade nas mãos, vestida de criança e não poder dividir com aquele que deveria ser o maior interessado, mas não é. Continuar lendo