Terceirizar os filhos é sempre uma péssima escolha

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Na época da minha gestação, fazia planos de que, ao voltar da licença maternidade, iria colocar a Valentina em um berçário. Pronto, acabou! Não gostava muito da ideia de babá, e nem pensava jamais em parar de trabalhar. Na minha cabeça era tranquilinho: eu ia ali ter um bebezito, e já voltava ao mercado de trabalho. No entanto, bastou nascer para eu ver que teria bastante dificuldade de seguir meu cronograma perfeito de uma carreira que estava só começando. A dificuldade era que eu tinha me tornado mãe, amava aquela pequenininha mais que tudo nesse mundo, e tinha uma responsa tremenda, que era minha, quase que totalmente.

Por que estou dizendo isso? Há um tempo li um texto da Rita Lisauskas – que eu adoro, considero uma irmã de mentalidade materna, só que com muito mais grana e fama…hahaha – abordando a questão das escolas que fazem TUDO pelos pais, em troca de, evidentemente, uns dinheirinhos de gente bem rica. Enfim, nesse material ela fala a respeito do quanto estamos terceirizando nossos filhos, e isso me acendeu  a luzinha da vontade de falar sobre isso também. Lembrei que simplesmente tive uma tremenda dificuldade de deixar minha pequena aos cuidados dos outros,  quando retornei ao trabalho. Berçário então, nem se fala. Logo desconsiderei pela grande verba que eles exigem e também por que não queria deixar a Valentina com desconhecidos.
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Entenda por que crianças pequenas acordam à noite

Sono crianca

O sono é um tema que sempre aparece quando se trata de maternidade. Todo mundo sabe que mãe não dorme, que a gente faz de conta muito bem, mas não dorme. Enfim, eu como representante da categoria também sei que meu sono não é a sétima maravilha do mundo, e isso por um motivo muito simples: até hoje a minha filha acorda à noite, pelo menos uma vez. São raras (ah, e como são raras) as noites em que ela segue linda e dorminhoca um sono de noite inteira. Conto nos dedos e dá vontade de chorar. Mas não me desespero. Sei que esse dia há de chegar, e por isso andei pesquisando sobre o sono das crianças pequenas, pois sono de bebê já falei um montão aqui, por exemplo nessa série de posts.

Pois bem, existem inúmeros motivos que levam uma criança pequena, como a Valentina, que agora está com dois anos e cinco meses, a ter um sono mais agitado. Vou listar abaixo (já que sou boazinha) os principais. E ainda oferecer de bônus as explicações da querida Laura Gutman, que sabe tudo de maternidade, sobre o sono das crianças após os dois anos. Enfim, fique aqui comigo, que esse tema dá bastante pano para manga. Continuar lendo

Cinco coisas legais de ser mãe

Coisas boas de ser mae

Como prometido, venho por meio desta (lembra disso?) mostrar que como tudo na vida, a maternidade também tem dois lados. Anteriormente, disse das coisas não tão legais, das dificuldades de todo dia na vida de uma mãe. Agora vou falar de alegria. De coisa feliz. De arco-íris, unicórnio e chocolate. Do que me faz essencialmente feliz por ser mãe, e tenho quase certeza que se aplica a grande parte das outras companheiras de maternagem. Pois bem, bora lá.

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10 brincadeiras que SEMPRE fazem sucesso entre as crianças

Brincadeira de crianca

O post de hoje é levinho, levinho. Também prometo ser breve, pois tenho muita série atrasada para assistir (brinks….quer dizer, tenho mesmo). Ando bem interessada em descobrir brincadeiras diferentes para fazer com a minha filha, tendo em vista que passo 24 horas por dia com ela, e haja imaginação para entreter a pequena. Pois bem, nessa minha andança por esse universo, percebi que existem algumas brincadeiras que as crianças adoram sempre, não importa. Sei isso pela Valentina, por todas as crianças que já convivi e por mim mesma, já que eu também já fui uma criancinha e adorava todas essas coisas que vou citar. Continuar lendo

Como fazer seu filho gostar de ler

Leitura crianca

Ah…os livros. Como eu amo esse monte de papel reunido em torno de uma história ou de várias. Ler para mim é uma das coisas mais interessantes da vida. Sem exagero. Eu venero, adoro cheiro de livro, vou em uma livraria comprar um e saio com três (e já pensando nos próximos), trato alguns livros especiais como melhores amigos mesmo. Enfim, entendeu, né? Eu gosto de ler. 

Pois bem. Uma das coisas que mais quero é que minha filha divida comigo esse gosto. Daí você pode dizer.

— Lá vem a mãe projetando coisas na criança…

E eu respondo:

— Não seja tão ranzinza. Ler é bom para todo mundo, não é como se eu tivesse querendo que minha filha gostasse, sei lá, de lavar louça (sim, eu gosto. Me julguem).

Todo mundo sabe o quanto a leitura faz a diferença na vida de uma pessoa. Pessoas que leem se comunicam melhor, interpretam melhor, tem mais empatia (tendo em vista que estão o tempo todo vendo as coisas com os olhos de outras pessoas). Além disso, a leitura ajuda no processo de alfabetização (no caso das crianças), e melhora nossa escrita (fato comprovado por minha própria pessoa). Faz a gente conhecer o mundo do ponto de vista de pessoas completamente diferentes, de culturas diferentes, de lugares diferentes, etc. A gente passa a enxergar as coisas com outros olhos, fora que nosso vocabulário fica chuchu beleza. Continuar lendo

Como ensinar seu filho a lidar com as emoções

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Um dia eu fiz um teste com a Valentina.

Em meio à uma crise de birra, olhei bem para ela, e disse:

— Sabe por que você está assim? Você está frustrada e triste por não ter conseguido fazer o que queria.

Ela então, na mesma hora, parou de chorar e respondeu:

— Triste??

E foi parando de chorar, lentamente, enquanto eu conversava com ela sobre o que é ficar triste/frustrada.

Eu já havia lido a respeito. De como é importante que a gente ajude nossos filhos a identificarem e rotularem o que sentem, principalmente na primeira infância. No entanto, foi no livro que eu já citei aqui de John Medina – A Ciência dos Bebês, que entendi a fundo o que significa essa rotulagem de emoções e como ela pode ser determinante na futura felicidade dos filhos.
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Quer a felicidade do seu filho? Ensine-o a ter empatia

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Empatia. Trocando em miúdos é algo como colocar-se no lugar do outro, sentir em si o que o outro sente. Não é tarefa fácil. Algumas pessoas, talvez a maioria, não têm muito o costume de tirar a si mesmo do foco e enxergar o outro. Ainda mais na Era em que vivemos: na qual o “eu” é o mais importante sentido da existência. Acontece que nenhum homem é uma ilha (estou cheia dos clichês hoje, me perdoe) e nós precisamos uns dos outros muito mais do que imaginamos. Pois é. Pensando em todas essas coisas é que cheguei a conclusão de que ensinar o seu filho a ter empatia talvez seja um dos maiores presentes que você possa dar a ele e a humanidade.
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A herança genética determina a nossa personalidade?

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O ser humano é um caos. Do momento do nascimento até o dia da morte (meio mórbido, mas necessário), passamos a maior parte do tempo sem entender absolutamente nada sobre nós mesmos e sobre o mundo. Comecei filosófica? Sim, muito. Mas para o post de hoje é necessário. Dia desses, após um comportamento esquisito da Valentina, comecei a questionar em qual medida a herança genética influencia nossa personalidade. Digo isso, pois me deu certo medo. Não por mim, pois sou perfeita (hahaha), mas pela outra parte. Não vou entrar em detalhes para não enfrentar processos jurídicos, mas quem acompanha esse blog sabe que cuido da Valentina sozinha da Silva. É só ligar A + B para saber que quando existe uma mulher cuidando de uma criança totalmente sozinha, tem um “cidadão” do outro lado que não está fazendo a parte dele.

Pois bem, prossigo. Essa minha dúvida deu origem a esse post. Quero falar hoje sobre a influência dos genes na formação da personalidade de uma pessoa. Quero esmiuçar se uma criança que tem um progenitor tão “imaginativo” quanto o Pinóquio vai reproduzir o comportamento questionável durante a vida por causa da herança genética. Continuar lendo

A imaginação das crianças (e como isso pode mudar a visão de vida dos adultos)

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Não sei bem em que momento isso acontece, mas há uma fase em que a vida, a minha, a sua, a de todo mundo, vai ficando meio assim, sem imaginação. Parece que tudo é chato, tudo é obrigação, tudo é compromisso. Viramos adultos e toda aquela diversão que imaginamos existir na maturidade vira coisa da nossa cabeça, utopia de uma mente que um dia foi fértil. E a gente só percebe que ficou chato quando observa uma criança: ah, como elas são felizes, criativas, descoladas, espertas, simples.  Continuar lendo

Como nasce a timidez?

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Talvez você que me leia agora não sinta essa vontade enorme de sair correndo toda vez que tem que se socializar, fazer novos amigos, flertar com um crush, falar em público (socorro!). Se você nunca sentiu esse desejo enorme de fugir dessas situações, meus parabéns! A timidez não faz parte da sua vida. Porém, eu, Cíntia Ferreira, sou tímida – e muito. Já fui mais, porém essa ainda é uma característica que me acompanha sempre. Acontece que dia desses deu curiosidade de saber quando nasce essa tal de timidez. De vez em quando (raramente), minha filha Valentina fica com vergonha de algo. Foi aí que nasceu a ideia desse post. Bora falar de timidez em crianças? Continuar lendo