Do que um bebê precisa?

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Dia desses, em um fórum de mães (sim, eu participo!), vi uma dúvida lá e quis ajudar.  A moça disse que estava aflita, porque não sabia bem o que precisava comprar para o bebê quando ele nascesse. Ela queria uma lista de itens, acredito. Eu, evidentemente, quis ajudar a gestante, pois me identifiquei. Também senti esse tormento, na época da gravidez. Indiquei meus posts sobre o que vale a pena comprar para o enxoval e o que não vale a pena. Além de recomendar que ela desse um Google básico para conferir as listas mais “famosas” e fazer uma para ela individualizada. Finalizei, de modo delicado, dizendo que esperava ter ajudado um pouco.

Sabe o que ela respondeu?

— Não ajudou muito não!

Dá para acreditar nisso! Fiquei em choque com a sinceridade (kkk). Mas essa breve história me fez pensar a respeito de uma pergunta: do que um bebê precisa mesmo? Continuar lendo

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A importância do colo para os bebês

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Sim, vivo falando disso, mas percebi que nunca tinha feito um post somente sobre o assunto. E ele merece. Ô se merece! Ah, como eu ouvia críticas por “dar colo demais para minha filha”. Sim, ela vivia no colo, quando era recém nascida, principalmente. O TEMPO TODO. Eu aprendi a fazer as coisas com uma mão só não somente para desenvolver essa sábia habilidade motora, mas sim por necessidade. A Valentina fazia tudo junto comigo, no meu colo. Dormia muito no meu colo, tanto que o berço quase chorava de tristeza por que o bebê nunca chegava nem perto dele.

Eu, no período de grávida, já lia coisas a respeito, mas como sempre digo aqui, gestantes não são, necessariamente, mães, e elas se preocupam muito mais em preparar o ambiente para o bebê, do que com o bebê, digamos assim. Eu pesquisava mais enxoval, dor do parto, essas coisas. No entanto, intuitivamente, senti, desde o primeiro momento da maternidade, que o colo só podia fazer bem para a Valentina. E um dos posts mais legais que li na época “Lugar de recém nascido é no peito” me fez ter certeza de que eu estava no caminho certo. Continuar lendo

5 Conselhos para as grávidas

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Já sei! Você que acompanha esse blog pode dizer:

— Ah, mas você já disse dez coisas que toda grávida precisa saber. Está redundante agora, é?

Eu respondo:

— Essa lista aqui é de conselhos, coisas do fundo da minha alma diretamente para você gravidinha. Além disso, a lista está menor…rsrs

Minha gestação foi tranquila, depois de passado o baque da descoberta da gravidez. No entanto, depois que o bebê nasceu, em uma avaliação interna muito rigorosa, notei que tinha passado esse período meio alienada do que era de fato esse negócio de ser mãe. Tanto que o puerpério (quem não sabe do que estou falando, acessa esse post, tá) foi muito complicado. Eu chorava muito. Verdade!

Eis minha lista. Vou pontuar a seguir coisas que são relevantes, importantes, essenciais para toda futura mãe, tendo em vista que gravidez nenhuma dura para sempre e depois de nove meses você vê o resultado (desculpa a referência, foi mais forte que eu).

Vamos lá:

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Dez mitos sobre cuidados com o recém-nascido

recem-nascido

Chegou o dia do post em formato de listinha. Como venho dizendo sempre adoro tudo que vem em formato lista. Leio todas que encontro e faço lista para tudo. Por isso pensei em um tema que tem bastante adequação para esse tipo de post: mitos!

Ah, como eu gosto dessas crendices! Fico encantada quando alguém vem dizer que recém-nascido tem que dormir virado para a posição sudoeste, caso contrário vai ficar com uma verruga no nariz. É tanta coisa que a gente ouve quando está naquela fase complicada do pós-parto, morrendo de medo de não dar conta desse negócio de maternidade, que eu resolvi listar aqui dez mitos sobre cuidados com recém-nascidos. Vale lembrar, o bebê é considerado recém-nascido até os 28 dias. A fase em que o bebê vai dormir, mamar, olhar com aquela carinha de ursinho carinhoso e só. E você vai se desesperar a cada espirro dele. É normal! Acontece nas melhores famílias.

Quer ver o que tem na minha lista? Chega mais! Continuar lendo

Bebês sentem falta do útero – entenda por quê

Recém nascido

Hoje vou falar sobre o quarto trimestre de gestação.

Mas, Cíntia, como assim? Até onde sei são três trimestres, sendo nove meses ou, no máximo, quarenta e duas semanas. Estou errada? Meu bebê nasceu antes do tempo?

Não. E sim. Peraí, vou explicar.

É claro que não existe, em humanos, uma gestação de 54 semanas. Coitada da grávida se isso acontecesse. Chegaria no final da gravidez sem um pingo de ar. Continuar lendo

Seu bebê sente o que você sente! Saiba por quê

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Vamos começar esse post com um exemplo: você, mamãe, um belo dia nota que seu bebê está muito agitado, incomodado, irritado. Olha fralda, mede a temperatura, tenta fazê-lo dormir, vê se não é fome, coloca agasalho, tira agasalho e ele continua naquele humor maravilhoso. Agora vem a pergunta capciosa: como você estava nesse dia?

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Mito 4 – Seu bebê deve mamar a cada três horas, viu?

Ursinho relógio PIxabay

Como prometido, esse post será dedicado ao quarto mito envolvendo bebês: amamentação! Ou melhor, a ideia de que dar de mamar é algo que DEVE incluir um relógio: o bebê deve receber leitinho de três em três horas, por cerca de 10 minutos em cada peito. Se ele chorar antes disso ou logo depois não é fome. Deve ser outra coisa: fralda suja, coceira, frio, calor, dor, etc, etc, etc.

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Mito 3 – O bebê chora sem parar? É cólica, certeza!

 

BB Japa - Pixabay

Minha filha nunca teve cólica. Não sei se por sorte ou por que fiz alguma coisa certa nesse tempo de maternidade, mas o fato é que aquela cena do bebê se esgoelando noite inteira não passou na novela da minha vida. Sim, claro, ela já me acordou umas três vezes chorando sem motivo aparente, mas era sempre por cansaço (quando ela não dormia quase nada de dia). Mas, lembro que, imediatamente, após o nascimento dela fiquei com MUITO medo de que ela tivesse a tal da cólica. Por isso, não queria saber: cortei chocolate, café (que eu AMO, bebo uma garrafa por dia), feijão, industrializados, leite (mas não de todo) e fui ser feliz selecionando tudo o que eu comia.

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Mito 2 – Deixa o bebê chorar, é bom para ele aprender

 Bebê chorando - Pixabay

“Quando um recém nascido aprende em um berçario que é inútil gritar, está sofrendo sua primeira experiência de submissão e abandono.” (Michel Odent)

Hoje resolvi começar o post de  modo diferente. A frase acima ilustra bem essa segunda parte da série que estou fazendo sobre os mitos que cercam o mundo dos bebês. Como havia prometido, vou falar um pouquinho a respeito daquela teoria das nossas tias-avós (me perdoem, parentes, é só modo de falar) de que tem que deixar o bebê chorar um pouquinho, caso contrário ele vai achar que é o imperador do mundo, que pode tudo, que é o cara. Além disso, diziam elas, é bom chorar para encher os pulmões do bebê (porque eles nascem vazios, todo mundo sabe e só enchem quando a mãe o abandona no berço gritando aos quatro ventos por ela). Continuar lendo

Amar, mamar, mamãe

Mãe e bebe

Ele olha para você e põe as mãozinhas no seu rosto. Quer pegar no seu nariz, nos olhos, na boca. Quer saber se você é real e do que é feita. Está encantado desde o primeiro dia de vida. Por alguns meses o mundo dele era você, mas agora as coisas estão mudando. Ele está adquirindo habilidades, enxergando que o universo dele vai bem mais longe do que os centímetros que separaram vocês dois por tanto tempo. Ele deixou de ser sua parte e tornou-se pessoa. Na verdade sempre foi, só não tinha consciência disso. No entanto, vez ou outra ele te pede aquela atenção, pede para ficar perto, quer tocar você e sentir seu cheiro de novo por vários motivos: porque tem medo, porque está com tédio, porque está feliz. Continuar lendo