Os primeiros dias na escolinha

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Tem aquela frase que diz que criamos nossos filhos para o mundo. Que temos que prepara-los para a “cruel” vida em sociedade. Que eles precisam sair da bolha, que é a família, o quanto antes para não sofrerem tanto depois. O fato é que eu somente agora fui obrigada a estourar a “bolha”, isso porque minha filha começou a fazer escolinha, e eu estou até hoje na pura sofrência com essa adaptação. Continuar lendo

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A mãe que trabalha fora

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Eu sempre disse aqui: sou uma privilegiada. Desde que virei mãe, tenho conseguido, com sucesso, passar bastante tempo com minha filha, primeiro por conta do home-office que fiz por mais de 1 ano, e depois por causa do desemprego. Nesse período, conheci cada fio de cabelo da Valentina, cada mudança de humor. Antevia as reações, sabia como ela se comportaria, na maioria dos casos. Nesse tempo, pude acompanhar bem de perto cada fase, curtindo cada uma delas. Hoje com 2 anos e 8 meses, ela vê agora as coisas começarem a mudar. Continuar lendo

Precisamos falar sobre gravidez na adolescência

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Já sei. Você pode estar pensando:

— Lá vem ela com esse “precisamos conversar”!

Mas, não é bem assim. Por favor, seja mais tolerante. O chamado para a conversa é algo que pode ser bem interessante, esclarecedor, etc. Além disso, esse título é muito bom, e impacta, na medida certa. Enfim, precisamos conversar.

O post de hoje, como prometido no título ótimo, é sobre gravidez na adolescência. Porque, embora a taxa de gestações nessa fase tenha caído 17%, segundo dados do Ministério de Saúde, referente ao período de 2004 e 2015, ainda são 546,5 mil mães adolescentes, só em 2015, que foi quando a pesquisa foi feita. É um número bastante alto. E o assunto é bastante conflituoso, pois envolve muitos e muitos fatores.
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Da cobrança para sermos mães perfeitas

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Embora todo mundo tenha aquele discurso pronto de que não existe ser humano perfeito, de que erros são desvios normais na vida, de que o perdão e o pedido de desculpas estão aí para isso mesmo; a maioria das pessoas – talvez todas eu diria – não aceita em absoluto as imperfeições alheias. No entanto, até tolera um ou outro defeito, em nome da boa convivência, do sentimento que tem pela pessoa, ou por empatia. Porém, se esse ser humano errante aí for mãe, esquece. MÃE NÃO PODE ERRAR!

E é daí que nasce aquela cobrança gigante que existe no mundo da maternidade sobre ser uma mãe perfeita, e o quanto isso é utópico, inalcançável e uma viagem total. Pois bem, o post de hoje é sobre duas coisas: sobre essa questão da cobrança às mães para serem perfeitas e também sobre como a maternidade pode ser uma forma de nos tornarmos pessoas melhores. Vem comigo, que não é nenhum bicho de sete cabeças. Continuar lendo

Sobre fazer as vontades dos filhos

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De vem em quando, o mundo da maternidade da mídia nos presenteia com alguma notícia curiosa, impactante ou ambas. Recentemente, não foi diferente. Apareceu aí uma news de que uma mãe brigou com uma conhecida, porque a última não deixou o filho da primeira brincar com os itens de uma coleção. Antes que me perguntem o que eu acho (ninguém fez isso, mas vai fazer…haha), afirmo que não dá para avaliar corretamente essa pequena história por que não conheço todos os elementos e nem sei como o troço procedeu de fato. Seria leviano, e nada produtivo. Prefiro sair pela tangente (de vez em quando, é bom) dizendo que não vejo certo nessa história, e que a criança, a meu ver, é uma vítima. Ponto.

No entanto, essa notícia me lembrou de algo que eu queria falar aqui já há algum tempo. Sobre essa coisa de fazer as vontades da criança ou não, até que ponto ceder, como usar corretamente o não milagroso, e o que é “mimar”. São muitos dilemas na minha cabeça reflexiva, pois minha pequena tem dois anos e meio e me testa o tempo todo, como todo baby adolescente costuma fazer (já falei sobre adolescência do bebê aqui). Acontece que geral diz que Valentina é uma criança encantadora e boazinha. Que não faz raiva para ninguém. No entanto, já ouvi de uma pessoa que estou a mimando por dar afeto e atenção demais, ser muito boazinha, essas coisas. E tudo isso me fez refletir sobre esse troço todo de fazer as vontades dos filhos. Continuar lendo

Mãe também é mulher

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Ah, como mulher sofre! Sim. Sofre. O tempo todo. E por todos os motivos. Não estou falando metaforicamente, estou sendo prática. Desde o momento em que o médico diz, lá no começo, ainda no ultrassom: “É uma menina”, uma vida de desigualdades, dificuldades e TPM se abre em flor para aquele pequeno ser. Você pode estar dizendo:

— Ah, mas homem também sofre! Para com essa história!

E eu respondo:

— Primeiramente, este blog é sobre mães e você, que disse isso, provavelmente é homem, então nem vem, você nem deveria estar aqui, lindo (kkk).

Brincadeira. Homens são bem-vindos.

Nem tanto.

Não tem como negar que mulheres são tratadas de modo diferente e têm uma série de percalços que os homens nem de longe enfrentam. Menstruação? Parto? Salto alto? Cobranças? Julgamentos pelo comprimento da roupa? Salários menores só por causa do gênero? Sim. A lista é longa. E nem é disso que quero falar. Só comecei dizendo isso para contextualizar o post. Que é sobre mulheres. Ou melhor, mulheres que se tornam mães. Ou melhor, mulheres que se tornam mães e parecem que perdem a condição de mulheres.

Enfim, deu para entender. Agora sim, chego ao começo (rs).
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Terceirizar os filhos é sempre uma péssima escolha

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Na época da minha gestação, fazia planos de que, ao voltar da licença maternidade, iria colocar a Valentina em um berçário. Pronto, acabou! Não gostava muito da ideia de babá, e nem pensava jamais em parar de trabalhar. Na minha cabeça era tranquilinho: eu ia ali ter um bebezito, e já voltava ao mercado de trabalho. No entanto, bastou nascer para eu ver que teria bastante dificuldade de seguir meu cronograma perfeito de uma carreira que estava só começando. A dificuldade era que eu tinha me tornado mãe, amava aquela pequenininha mais que tudo nesse mundo, e tinha uma responsa tremenda, que era minha, quase que totalmente.

Por que estou dizendo isso? Há um tempo li um texto da Rita Lisauskas – que eu adoro, considero uma irmã de mentalidade materna, só que com muito mais grana e fama…hahaha – abordando a questão das escolas que fazem TUDO pelos pais, em troca de, evidentemente, uns dinheirinhos de gente bem rica. Enfim, nesse material ela fala a respeito do quanto estamos terceirizando nossos filhos, e isso me acendeu  a luzinha da vontade de falar sobre isso também. Lembrei que simplesmente tive uma tremenda dificuldade de deixar minha pequena aos cuidados dos outros,  quando retornei ao trabalho. Berçário então, nem se fala. Logo desconsiderei pela grande verba que eles exigem e também por que não queria deixar a Valentina com desconhecidos.
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Cinco coisas não tão legais de ser mãe

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Quem acompanha esse blog sabe que eu AMO ser mãe, do fundo do meu coração. Nem pestanejo para responder que a minha filha só me trouxe mais felicidade, autoconhecimento e leveza. No entanto, toda mãe sabe que nossa função não é lá tão calma e fácil de executar. Passamos diariamente por uma gama de sentimentos, sensações e desafios. Nunca ninguém reconhece nada do que a gente faz, e tudo bem. Seguimos juntas, todas invisíveis. Por isso, esse post é apenas para pontuar algumas coisinhas que são um pouco “desvantajosas” na nossa vida materna. Nem sempre são negativas, às vezes são apenas difíceis de aguentar mesmo. Tudo bem. Leia essas minhas ponderações e ouse dizer se estou errada (kkk. Tô desafiadora hoje). Continuar lendo

Mães solteiras não merecem ser amadas?

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Eu juro que ia escrever de outra coisa, mas vi umas notícias aí no maravilhoso mundo da internet, e meus dedinhos coçaram de vontade de falar disso. É um assunto bem delicado, que eu sempre preferi evitar (você vai entender por quê). Mas é uma das missões desse blog e lá vamos nós falar (again) de nós, mães “solteiras”. Ou melhor, de como é difícil se relacionar amorosamente, depois que se tem um filho. Continuar lendo

O que é família para você?

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Responda rápido a pergunta que está no título. Talvez olhando para o lado, para a própria família, você responda que são aqueles que moram na mesma casa que a gente e compartilham o mesmo “sangue”. Sua definição – se foi essa – não está de todo errada, mas saiba que ela é não dá conta de responder a pergunta que fiz. Não sei se você percebeu (eu demorei um pouco, devo admitir) que o conceito de família está mudando. Há quem diga que daqui uns anos essa ideia de que família é pai, mãe e filhos vai ser apenas mais uma opção, dentre tantas outras. Não sou eu que estou dizendo, são os estudiosos no assunto. Tem um material bem legal nesse link (mas não me abandone ainda, termina de ler esse post). Continuar lendo