Saiba por que é normal bebês pequenos se assustarem tanto

Reflexo-de-Moro

No primeiro dia da Valentina na maternidade, mais conhecido como primeiro dia da vida dela, eu fiquei muito curiosa e apreensiva com uma cena que se repetiu muito, enquanto ela ficava no bercinho, ao meu lado: a todo momento, ela erguia os braços e as pernas, ficava tensa, como se tivesse levado um susto. Eu, mãe de primeiríssima viagem, achava que tinha alguma coisa errada com a pequena. Minha apreensão só passou quando ela fez a primeira consulta pediátrica (não lembro bem, mas acho que foi logo na primeira semana).

Enfim, esse sustão que ela levava,  às vezes, continuou se repetindo, principalmente, quando ela pegava no sono. Qualquer barulho ou coisa parecida, e lá ia ela se assustando toda. Claro que, naquele momento, eu já entendia o que era aquilo, mas me incomodava que essas coisas só acontecessem no momento de dormir (mãe cansada. Entendam). Dia desses, refletindo sobre o post do dia, lembrei disso e descobri que muitas mães têm dúvida parecida. É normal bebês pequenos se assustarem tanto? Aqui vai a resposta: Sim. É normal, esperado, padrão de recém-nascidos. Agora, me aguarde, que vou explicar por quê. Continuar lendo

Desmame natural: a melhor forma de respeitar o tempo da criança

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Quando eu não era mãe, reinava em mim a ignorância a respeito de tudo que envolvia amamentação. Natural, tendo em vista que eu não tinha interesse no assunto, não perguntava sobre isso, não pesquisava. Tinha colhido meia dúzia de lugares comuns e seguia com eles, firme e forte. Depois que virei mãe, evidentemente, tudo isso mudou. Joguei os lugares comuns na lata do lixo e fui me informar de verdade. Em partes, foi assim que descobri a complexidade da amamentação. Certamente o peso maior foi ser a outra ponta do elo que conectava tão profundamente um bebê a sua mãe. Foi só quando a minha filha olhou nos meus olhos e sorriu com a alma, que eu percebi que amamentação era coisa divina mesmo.

Por isso. Olha eu aqui falando dela de novo. Amamentação. Sim. Defendo e vou defender sempre o direito de uma mãe dar de mamar para seu bebê até a hora que ela quiser. E não digo isso só por que a minha Valentina, hoje com 2 anos e 4 meses, ainda mama, digo isso por que vejo o quanto a sociedade culpabiliza a mãe por tudo: por ela não conseguir dar de mamar, por dar de mamar tempo demais, por dar colo, por trabalhar fora, por não trabalhar fora, e por aí vai. No fim da contas, a mãe se estraçalha de tanta demanda que um filho necessita, e ainda se sente a pior das criaturas quando seu pequeno resolve fazer uma birra no supermercado, ou responde alguém mal, etc, etc.

Como sempre, sigo prolixa. Mas já entendeu pelo título que o assunto de hoje é desmame. E mais do que isso, é saber da importância de respeitar o tempo da criança, como eu canso de dizer aqui, por exemplo, nesse post. Continuar lendo

Como se dá o desenvolvimento do bebê no útero: a formação dos cinco sentidos

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Lembro de uma coisa quando eu estava grávida: a ideia de ter um bebê na minha barriga era algo muito, mas muito subjetivo. Peraí, não me abandone. Não estou aqui para falar besteira. O que quero dizer é que fisicamente eu me sentia grávida, lógico, principalmente no terceiro trimestre de gestação; mas interiormente, no meu emocional e na minha relação com o bebezinho sem nome e sem rosto, eu tinha dificuldade de entender que tinha um ser humano crescendo dentro de mim.

Quem já foi gestante, talvez me entenda. Quem não foi, pode me chamar de pirada. Acontece que o feto é um ser tão introjetado dentro da mãe, que, muitas vezes, parece que ele é apenas mais uma parte dela, e não outra pessoa. Entendeu onde quero chegar?

Não?

Nem eu. Peraí. Vamos começar de novo. Continuar lendo

Saiba por que o sling é bom para o seu bebê

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Na organização do enxoval do bebê, as gestantes faltam pirar com a quantidade de coisas que PRECISAM ser compradas para que o neném seja recebido com todo conforto e amor que merece. No entanto, tem muita coisa de enxoval que é apenas e simplesmente tralha sem sentido, e vai fazer a grávida gastar um dinheirão e se arrepender depois. Se quiser que eu te dê um exemplo, dou dois: não precisa – repita comigo – não precisa, comprar aquele kit berço de quinhentos milhões de reais. Também não tem necessidade – repita comigo – não tem necessidade, gastar seu rico dinheirinho com saída de maternidade. Para mais informações sobre tralhas de enxoval, leia o post Itens de enxoval que não vale a pena comprar. O negócio hoje, na verdade, é falar do que precisa, mais especificamente, de um item que pode ser seu amigão na maternagem, principalmente no primeiro ano. É o sling. Já ouviu falar dele? Continuar lendo

A importância do colo para os bebês

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Sim, vivo falando disso, mas percebi que nunca tinha feito um post somente sobre o assunto. E ele merece. Ô se merece! Ah, como eu ouvia críticas por “dar colo demais para minha filha”. Sim, ela vivia no colo, quando era recém nascida, principalmente. O TEMPO TODO. Eu aprendi a fazer as coisas com uma mão só não somente para desenvolver essa sábia habilidade motora, mas sim por necessidade. A Valentina fazia tudo junto comigo, no meu colo. Dormia muito no meu colo, tanto que o berço quase chorava de tristeza por que o bebê nunca chegava nem perto dele.

Eu, no período de grávida, já lia coisas a respeito, mas como sempre digo aqui, gestantes não são, necessariamente, mães, e elas se preocupam muito mais em preparar o ambiente para o bebê, do que com o bebê, digamos assim. Eu pesquisava mais enxoval, dor do parto, essas coisas. No entanto, intuitivamente, senti, desde o primeiro momento da maternidade, que o colo só podia fazer bem para a Valentina. E um dos posts mais legais que li na época “Lugar de recém nascido é no peito” me fez ter certeza de que eu estava no caminho certo. Continuar lendo

Síndrome de Burnout – Entenda por que mães são tão afetadas por esse distúrbio

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Quando você pensa em si, no seu estado, que palavra vem à sua mente? Peraí, deixa eu melhorar a pergunta: você sente que sua vida está passando plenamente, de modo a você conseguir usufruir das coisas boas; ou ela mais parece um trem desgovernado, com um passageiro que não entende bem o que está acontecendo? Veja bem, esse post não pretende ser uma espécie de auto-ajuda (talvez só um pouquinho. Por favor, deixa!), mas sim um alerta sobre como o excesso de atividades e funções da rotina podem acabar com sua saúde física e mental. Estou falando de uma situação conhecida na Medicina como “Síndrome de Burnout”, uma doença psíquica causada por um elevado nível de estresse, desgaste e tensão. Continuar lendo

Entenda por que crianças pequenas acordam à noite

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O sono é um tema que sempre aparece quando se trata de maternidade. Todo mundo sabe que mãe não dorme, que a gente faz de conta muito bem, mas não dorme. Enfim, eu como representante da categoria também sei que meu sono não é a sétima maravilha do mundo, e isso por um motivo muito simples: até hoje a minha filha acorda à noite, pelo menos uma vez. São raras (ah, e como são raras) as noites em que ela segue linda e dorminhoca um sono de noite inteira. Conto nos dedos e dá vontade de chorar. Mas não me desespero. Sei que esse dia há de chegar, e por isso andei pesquisando sobre o sono das crianças pequenas, pois sono de bebê já falei um montão aqui, por exemplo nessa série de posts.

Pois bem, existem inúmeros motivos que levam uma criança pequena, como a Valentina, que agora está com dois anos e cinco meses, a ter um sono mais agitado. Vou listar abaixo (já que sou boazinha) os principais. E ainda oferecer de bônus as explicações da querida Laura Gutman, que sabe tudo de maternidade, sobre o sono das crianças após os dois anos. Enfim, fique aqui comigo, que esse tema dá bastante pano para manga. Continuar lendo

Por que criança chora tanto?

Crianca choro

Eu sempre soube que bebês choram muito. Todo mundo fala isso o tempo todo, é senso comum, verdade purinha. Acontece que o que eu não sabia é que a medida que esses bebezinhos crescem, aprendem a falar e tal, eles fazem uma coisa que para mim é surpreendente: CONTINUAM CHORANDO MUITO. Digo isso como a mãe de uma menina de dois anos e quatro meses, que ainda faz a sinfonia do nono choro pelos quatro cantos da casa. Daí dia desses fiquei indagado: Será que a Valentina é chorona ou isso é normal da fase? E lá fui eu pesquisar mundo afora. Continuar lendo

Criança precisa brincar! Saiba por quê

Crianca brincando

Você já reparou em uma criança brincando? Ou melhor, caso tenha filhos, já reparou no seu filho brincando? O que você viu ali, além da brincadeira pura e simples?

Espero que você me responda que viu um mundo novo a se abrir, uma pureza inexplicável e uma doçura sem fim como se tivesse ouvindo uma canção de anjos a ecoar. Espero que você responda que sempre cai uma lágrima quando olha seu pequeno brincar. Ora, tem que cair, por que uma criança brincando está fazendo uma coisa linda: está dando sentido para a própria vida (essa frase, por favor, não é minha, quem disse, muito sabiamente, foi o professor Tiago Aquino nesse texto aqui).

Pois bem. O post de hoje é apenas uma homenagem ao brincar. Ou melhor, na verdade, o que quero é mostrar por que a brincadeira é tão importante na vida das crianças e devemos colocar como parte da rotina um espacinho para elas terem tempo para brincar. Continuar lendo

A herança genética determina a nossa personalidade?

Heranca genetica

O ser humano é um caos. Do momento do nascimento até o dia da morte (meio mórbido, mas necessário), passamos a maior parte do tempo sem entender absolutamente nada sobre nós mesmos e sobre o mundo. Comecei filosófica? Sim, muito. Mas para o post de hoje é necessário. Dia desses, após um comportamento esquisito da Valentina, comecei a questionar em qual medida a herança genética influencia nossa personalidade. Digo isso, pois me deu certo medo. Não por mim, pois sou perfeita (hahaha), mas pela outra parte. Não vou entrar em detalhes para não enfrentar processos jurídicos, mas quem acompanha esse blog sabe que cuido da Valentina sozinha da Silva. É só ligar A + B para saber que quando existe uma mulher cuidando de uma criança totalmente sozinha, tem um “cidadão” do outro lado que não está fazendo a parte dele.

Pois bem, prossigo. Essa minha dúvida deu origem a esse post. Quero falar hoje sobre a influência dos genes na formação da personalidade de uma pessoa. Quero esmiuçar se uma criança que tem um progenitor tão “imaginativo” quanto o Pinóquio vai reproduzir o comportamento questionável durante a vida por causa da herança genética. Continuar lendo