Crianças que vão para a escola ficam mais doentes?

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A entrada da Valentina na escola – como já contei aqui – foi meio no susto (para o horror do meu espírito virginiano). No entanto, a adaptação dela ocorreu, de modo geral, muito tranquilamente. Tudo lindo, tudo favorável, não fosse um detalhe: desde que minha filha entrou na escola, há cerca de 3 meses, ela disparou a ficar doente, sem nunca melhorar totalmente. E isso tem tirado meu sono, pois é claro que entra em cena a culpa materna, e minha vontade de voltar no tempo e mandá-la para a escolinha mesmo só lá para os cinco anos. Andei pesquisando – e eu meio que já sabia – que crianças que vão para a escolinha adoecem mais mesmo, principalmente, no primeiro ano. E você sabe por que isso acontece? Continuar lendo

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Crianças pioram perto das mães e por que isso pode ser uma coisa boa

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Existem pesquisas científicas que vem comprovar um “EU JÁ SABIA” interno que faz parte da mente da maioria das pessoas. Esta que vou citar é uma delas. Quem é mãe sabe o quanto as crianças mudam, a depender de quem está com elas. Explico: em casa, com os pais, é de um jeito, com os avós, de outro, na escolinha, de outro, e por aí vai. Nada demais, adultos também são assim, se adaptam ao ambiente por uma questão de sobrevivência em sociedade mesmo. Mas o que é mais impressionante, quando o assunto são as crianças, é o quanto elas mudam perto das mães. Chega a ser até meio assustador.

Pois bem. Uma pesquisa feita pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Washington com 500 famílias mediu justamente as variações de comportamento quando a mãe estava perto e quando estava longe. O resultado é que elas ficam piores, mais muito piores mesmo quando estão perto da mãe. Se você gosta de porcentagem (tem gente que gosta. Sem julgamento), dá uma olhada nesse número: 800%!!

Essa é a piora de comportamento de uma criança quando a mãe está perto. Se considerar as crianças menores de 10 anos, esse índice chega na robusta marca de 1.600%. Continuar lendo

Como deixar a casa segura para o bebê?

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O post de hoje é um pouco diferente. Inédito, eu diria. Algo que não traz questões polêmicas, longe disso. Hoje quero falar sobre segurança. Ou melhor, sobre como deixar a casa segura para o bebê. Sim, é necessário. Todo mundo sabe que crianças são curiosas, gostam de conhecer os ambientes nos seus mínimos detalhes e não tem a menor noção de perigo. Daí, você pode até dizer:

— Ah, mas é só ensinar a criança a não mexer nas coisas. Falar que “não pode” é suficiente, não precisa reformar todo o lar por causa dela. Ela é quem tem que se adaptar, não o contrário.

E eu respondo.

— Para de graça, tá? Evidente que a criança tem que ser orientada, desde sempre, a não mexer nas coisas, etc, etc. Mas você acha mesmo que bebês e crianças pequenas conseguem segurar a onda da curiosidade enorme que existe nelas, apenas por uma questão de obediência? Você quer pagar para ver? Ou considera que é melhor prevenir do que remediar? Continuar lendo

Como fazer seu filho comer bem

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Talvez eu fale pouco aqui no blog sobre alimentação. Mas é que a minha filha nunca deu trabalho para comer. Verdade. É uma coisa linda de ver. Nunca sofri com isso, mas sei que muitos pais sentem muita dificuldade para fazer o filho comer bem, nem que seja um pouquinho. Eu, evidentemente, não sou nutricionista. Há blogs bem legais que vão falar bem melhor que eu sobre como fazer a criança comer de maneira saudável e tudo mais. Porém sou mãe, tenho já a experiência, a malícia, de quem já passou pelo negócio. Além disso – deixa eu me gabar um pouco – a Valentina não só come bem, ela come DE TUDO.
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Saiba por que é normal bebês pequenos se assustarem tanto

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No primeiro dia da Valentina na maternidade, mais conhecido como primeiro dia da vida dela, eu fiquei muito curiosa e apreensiva com uma cena que se repetiu muito, enquanto ela ficava no bercinho, ao meu lado: a todo momento, ela erguia os braços e as pernas, ficava tensa, como se tivesse levado um susto. Eu, mãe de primeiríssima viagem, achava que tinha alguma coisa errada com a pequena. Minha apreensão só passou quando ela fez a primeira consulta pediátrica (não lembro bem, mas acho que foi logo na primeira semana).

Enfim, esse sustão que ela levava,  às vezes, continuou se repetindo, principalmente, quando ela pegava no sono. Qualquer barulho ou coisa parecida, e lá ia ela se assustando toda. Claro que, naquele momento, eu já entendia o que era aquilo, mas me incomodava que essas coisas só acontecessem no momento de dormir (mãe cansada. Entendam). Dia desses, refletindo sobre o post do dia, lembrei disso e descobri que muitas mães têm dúvida parecida. É normal bebês pequenos se assustarem tanto? Aqui vai a resposta: Sim. É normal, esperado, padrão de recém-nascidos. Agora, me aguarde, que vou explicar por quê. Continuar lendo

Como se dá o desenvolvimento do bebê no útero: a formação dos cinco sentidos

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Lembro de uma coisa quando eu estava grávida: a ideia de ter um bebê na minha barriga era algo muito, mas muito subjetivo. Peraí, não me abandone. Não estou aqui para falar besteira. O que quero dizer é que fisicamente eu me sentia grávida, lógico, principalmente no terceiro trimestre de gestação; mas interiormente, no meu emocional e na minha relação com o bebezinho sem nome e sem rosto, eu tinha dificuldade de entender que tinha um ser humano crescendo dentro de mim.

Quem já foi gestante, talvez me entenda. Quem não foi, pode me chamar de pirada. Acontece que o feto é um ser tão introjetado dentro da mãe, que, muitas vezes, parece que ele é apenas mais uma parte dela, e não outra pessoa. Entendeu onde quero chegar?

Não?

Nem eu. Peraí. Vamos começar de novo. Continuar lendo

Saiba por que o sling é bom para o seu bebê

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Na organização do enxoval do bebê, as gestantes faltam pirar com a quantidade de coisas que PRECISAM ser compradas para que o neném seja recebido com todo conforto e amor que merece. No entanto, tem muita coisa de enxoval que é apenas e simplesmente tralha sem sentido, e vai fazer a grávida gastar um dinheirão e se arrepender depois. Se quiser que eu te dê um exemplo, dou dois: não precisa – repita comigo – não precisa, comprar aquele kit berço de quinhentos milhões de reais. Também não tem necessidade – repita comigo – não tem necessidade, gastar seu rico dinheirinho com saída de maternidade. Para mais informações sobre tralhas de enxoval, leia o post Itens de enxoval que não vale a pena comprar. O negócio hoje, na verdade, é falar do que precisa, mais especificamente, de um item que pode ser seu amigão na maternagem, principalmente no primeiro ano. É o sling. Já ouviu falar dele? Continuar lendo

A importância do colo para os bebês

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Sim, vivo falando disso, mas percebi que nunca tinha feito um post somente sobre o assunto. E ele merece. Ô se merece! Ah, como eu ouvia críticas por “dar colo demais para minha filha”. Sim, ela vivia no colo, quando era recém nascida, principalmente. O TEMPO TODO. Eu aprendi a fazer as coisas com uma mão só não somente para desenvolver essa sábia habilidade motora, mas sim por necessidade. A Valentina fazia tudo junto comigo, no meu colo. Dormia muito no meu colo, tanto que o berço quase chorava de tristeza por que o bebê nunca chegava nem perto dele.

Eu, no período de grávida, já lia coisas a respeito, mas como sempre digo aqui, gestantes não são, necessariamente, mães, e elas se preocupam muito mais em preparar o ambiente para o bebê, do que com o bebê, digamos assim. Eu pesquisava mais enxoval, dor do parto, essas coisas. No entanto, intuitivamente, senti, desde o primeiro momento da maternidade, que o colo só podia fazer bem para a Valentina. E um dos posts mais legais que li na época “Lugar de recém nascido é no peito” me fez ter certeza de que eu estava no caminho certo. Continuar lendo

Síndrome de Burnout – Entenda por que mães são tão afetadas por esse distúrbio

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Quando você pensa em si, no seu estado, que palavra vem à sua mente? Peraí, deixa eu melhorar a pergunta: você sente que sua vida está passando plenamente, de modo a você conseguir usufruir das coisas boas; ou ela mais parece um trem desgovernado, com um passageiro que não entende bem o que está acontecendo? Veja bem, esse post não pretende ser uma espécie de auto-ajuda (talvez só um pouquinho. Por favor, deixa!), mas sim um alerta sobre como o excesso de atividades e funções da rotina podem acabar com sua saúde física e mental. Estou falando de uma situação conhecida na Medicina como “Síndrome de Burnout”, uma doença psíquica causada por um elevado nível de estresse, desgaste e tensão. Continuar lendo

Entenda por que crianças pequenas acordam à noite

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O sono é um tema que sempre aparece quando se trata de maternidade. Todo mundo sabe que mãe não dorme, que a gente faz de conta muito bem, mas não dorme. Enfim, eu como representante da categoria também sei que meu sono não é a sétima maravilha do mundo, e isso por um motivo muito simples: até hoje a minha filha acorda à noite, pelo menos uma vez. São raras (ah, e como são raras) as noites em que ela segue linda e dorminhoca um sono de noite inteira. Conto nos dedos e dá vontade de chorar. Mas não me desespero. Sei que esse dia há de chegar, e por isso andei pesquisando sobre o sono das crianças pequenas, pois sono de bebê já falei um montão aqui, por exemplo nessa série de posts.

Pois bem, existem inúmeros motivos que levam uma criança pequena, como a Valentina, que agora está com dois anos e cinco meses, a ter um sono mais agitado. Vou listar abaixo (já que sou boazinha) os principais. E ainda oferecer de bônus as explicações da querida Laura Gutman, que sabe tudo de maternidade, sobre o sono das crianças após os dois anos. Enfim, fique aqui comigo, que esse tema dá bastante pano para manga. Continuar lendo