O que é mimar?

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Ser mãe é ter medo. Sim. Como a gente sente medo! E teme, principalmente, não conseguir cumprir bem o papel de educar. Um dos maiores temores de quem é mãe, pelo menos da maioria, é mimar demais a pobre criança e criar um adulto chato, arrogante, que se acha o dono do mundo, e não aprende nunca a lidar com as frustrações da vida. Nenhuma mãe quer ser responsável por lançar ao mundo esses seres exaustivos que são as as pessoas muito mimadas. Pois bem, tudo começa na infância. Só que esse medo exagerado de mimar demais faz a gente confundir tudo, de vez em quando. E é sobre isso que quero falar. Sobre o que é esse troço de mimar, e como isso não tem nada a ver com dar afeto. Mas vamos por parte. Continuar lendo

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Sobre fazer as vontades dos filhos

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De vem em quando, o mundo da maternidade da mídia nos presenteia com alguma notícia curiosa, impactante ou ambas. Recentemente, não foi diferente. Apareceu aí uma news de que uma mãe brigou com uma conhecida, porque a última não deixou o filho da primeira brincar com os itens de uma coleção. Antes que me perguntem o que eu acho (ninguém fez isso, mas vai fazer…haha), afirmo que não dá para avaliar corretamente essa pequena história por que não conheço todos os elementos e nem sei como o troço procedeu de fato. Seria leviano, e nada produtivo. Prefiro sair pela tangente (de vez em quando, é bom) dizendo que não vejo certo nessa história, e que a criança, a meu ver, é uma vítima. Ponto.

No entanto, essa notícia me lembrou de algo que eu queria falar aqui já há algum tempo. Sobre essa coisa de fazer as vontades da criança ou não, até que ponto ceder, como usar corretamente o não milagroso, e o que é “mimar”. São muitos dilemas na minha cabeça reflexiva, pois minha pequena tem dois anos e meio e me testa o tempo todo, como todo baby adolescente costuma fazer (já falei sobre adolescência do bebê aqui). Acontece que geral diz que Valentina é uma criança encantadora e boazinha. Que não faz raiva para ninguém. No entanto, já ouvi de uma pessoa que estou a mimando por dar afeto e atenção demais, ser muito boazinha, essas coisas. E tudo isso me fez refletir sobre esse troço todo de fazer as vontades dos filhos. Continuar lendo

Terceirizar os filhos é sempre uma péssima escolha

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Na época da minha gestação, fazia planos de que, ao voltar da licença maternidade, iria colocar a Valentina em um berçário. Pronto, acabou! Não gostava muito da ideia de babá, e nem pensava jamais em parar de trabalhar. Na minha cabeça era tranquilinho: eu ia ali ter um bebezito, e já voltava ao mercado de trabalho. No entanto, bastou nascer para eu ver que teria bastante dificuldade de seguir meu cronograma perfeito de uma carreira que estava só começando. A dificuldade era que eu tinha me tornado mãe, amava aquela pequenininha mais que tudo nesse mundo, e tinha uma responsa tremenda, que era minha, quase que totalmente.

Por que estou dizendo isso? Há um tempo li um texto da Rita Lisauskas – que eu adoro, considero uma irmã de mentalidade materna, só que com muito mais grana e fama…hahaha – abordando a questão das escolas que fazem TUDO pelos pais, em troca de, evidentemente, uns dinheirinhos de gente bem rica. Enfim, nesse material ela fala a respeito do quanto estamos terceirizando nossos filhos, e isso me acendeu  a luzinha da vontade de falar sobre isso também. Lembrei que simplesmente tive uma tremenda dificuldade de deixar minha pequena aos cuidados dos outros,  quando retornei ao trabalho. Berçário então, nem se fala. Logo desconsiderei pela grande verba que eles exigem e também por que não queria deixar a Valentina com desconhecidos.
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A importância do colo para os bebês

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Sim, vivo falando disso, mas percebi que nunca tinha feito um post somente sobre o assunto. E ele merece. Ô se merece! Ah, como eu ouvia críticas por “dar colo demais para minha filha”. Sim, ela vivia no colo, quando era recém nascida, principalmente. O TEMPO TODO. Eu aprendi a fazer as coisas com uma mão só não somente para desenvolver essa sábia habilidade motora, mas sim por necessidade. A Valentina fazia tudo junto comigo, no meu colo. Dormia muito no meu colo, tanto que o berço quase chorava de tristeza por que o bebê nunca chegava nem perto dele.

Eu, no período de grávida, já lia coisas a respeito, mas como sempre digo aqui, gestantes não são, necessariamente, mães, e elas se preocupam muito mais em preparar o ambiente para o bebê, do que com o bebê, digamos assim. Eu pesquisava mais enxoval, dor do parto, essas coisas. No entanto, intuitivamente, senti, desde o primeiro momento da maternidade, que o colo só podia fazer bem para a Valentina. E um dos posts mais legais que li na época “Lugar de recém nascido é no peito” me fez ter certeza de que eu estava no caminho certo. Continuar lendo

Como ensinar seu filho a lidar com as emoções

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Um dia eu fiz um teste com a Valentina.

Em meio à uma crise de birra, olhei bem para ela, e disse:

— Sabe por que você está assim? Você está frustrada e triste por não ter conseguido fazer o que queria.

Ela então, na mesma hora, parou de chorar e respondeu:

— Triste??

E foi parando de chorar, lentamente, enquanto eu conversava com ela sobre o que é ficar triste/frustrada.

Eu já havia lido a respeito. De como é importante que a gente ajude nossos filhos a identificarem e rotularem o que sentem, principalmente na primeira infância. No entanto, foi no livro que eu já citei aqui de John Medina – A Ciência dos Bebês, que entendi a fundo o que significa essa rotulagem de emoções e como ela pode ser determinante na futura felicidade dos filhos.
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Quer a felicidade do seu filho? Ensine-o a ter empatia

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Empatia. Trocando em miúdos é algo como colocar-se no lugar do outro, sentir em si o que o outro sente. Não é tarefa fácil. Algumas pessoas, talvez a maioria, não têm muito o costume de tirar a si mesmo do foco e enxergar o outro. Ainda mais na Era em que vivemos: na qual o “eu” é o mais importante sentido da existência. Acontece que nenhum homem é uma ilha (estou cheia dos clichês hoje, me perdoe) e nós precisamos uns dos outros muito mais do que imaginamos. Pois é. Pensando em todas essas coisas é que cheguei a conclusão de que ensinar o seu filho a ter empatia talvez seja um dos maiores presentes que você possa dar a ele e a humanidade.
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O medo não educa – Como o autoritarismo pode ser prejudicial para seu filho

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Ultimamente, a minha filha está dando bastante trabalho para dormir à tarde. O sono da noite, na imensa maioria das vezes, é tranquilo. Ela vai dormir às oito, todos os dias. Porém a soneca diurna tem tirado a minha paz,. Ela resiste, chora, chora muito mesmo. Quando a Valentina percebe que eu fechei a porta do quarto para iniciar a rotina do sono da tarde, ela começa a pedir para sair do quarto, quer eu eu abra a porta, não me deixa pegá-la no colo de jeito nenhum. Entra em cena o famoso show das crianças de dois anos: a birra.

Confesso que eu não estava tão preparada assim para essa fase. Já falei sobre essa questão da birra há algum tempo (nesse post aqui), mas eu nem imaginava o que estava por vir. Agora sim posso dizer que ela entrou nos terrible two. Antes, era apenas ensaio. Bom, uma das principais motivações para as birras diárias dela é justamente a soneca da tarde.  Continuar lendo

Criação com apego ou como educar filhos com empatia e afeto

Criação com apego

Daí que você dá colo para o seu bebê sempre que ele quer, amamenta em livre demanda, não gosta de castigar e tenta, ao máximo, dar bastante carinho e aconchego para o pequeno e vem aquela sua parenta e diz:

— Nossa, essa criança está sendo muito mimada! Isso que você está fazendo vai estragá-la, certeza!

Você, que já aprendeu a desenvolver um nível de indiferença enorme a tudo isso, ainda assim tem um pouco de vontade de mandar a dita cuja ir plantar milho para fazer pipoca. No entanto, a diva que mora em você fica de boa, faz de conta que nem ouviu, pois sabe que está fazendo o que é melhor para o filho, o que seu coração diz para fazer. Sem saber, isso o que você está fazendo tem nome: Criação com Apego. É disso que vou falar hoje. Continuar lendo

Post polêmico do dia: não grite com seu filho!

 

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A primeira vez que eu gritei com a Valentina ela devia ter uns oito meses, mais ou menos. Lembro que eu estava extremamente cansada, esgotada mesmo, e que me senti muito mal, segundos depois do grito. Ela me olhou assustada e chorou, claro. Naquele momento, eu era a péssima mãe, sem controle, despreparada. 

Não foi nesse dia que decidi que eu não seria uma mãe autoritária, fria e sobrecarregada. Desde que a Valentina nasceu, descobri que a criação com apego – que nada mais é do que criar um filho com empatia – tinha muito a ver com os meus princípios e com minha forma de maternagem. No entanto, não ceder aos impulsos é um exercício contínuo, e educar uma criança é um trabalho hercúleo. 

Por que estou dizendo tudo isso?  Continuar lendo