Sobre fazer as vontades dos filhos

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De vem em quando, o mundo da maternidade da mídia nos presenteia com alguma notícia curiosa, impactante ou ambas. Recentemente, não foi diferente. Apareceu aí uma news de que uma mãe brigou com uma conhecida, porque a última não deixou o filho da primeira brincar com os itens de uma coleção. Antes que me perguntem o que eu acho (ninguém fez isso, mas vai fazer…haha), afirmo que não dá para avaliar corretamente essa pequena história por que não conheço todos os elementos e nem sei como o troço procedeu de fato. Seria leviano, e nada produtivo. Prefiro sair pela tangente (de vez em quando, é bom) dizendo que não vejo certo nessa história, e que a criança, a meu ver, é uma vítima. Ponto.

No entanto, essa notícia me lembrou de algo que eu queria falar aqui já há algum tempo. Sobre essa coisa de fazer as vontades da criança ou não, até que ponto ceder, como usar corretamente o não milagroso, e o que é “mimar”. São muitos dilemas na minha cabeça reflexiva, pois minha pequena tem dois anos e meio e me testa o tempo todo, como todo baby adolescente costuma fazer (já falei sobre adolescência do bebê aqui). Acontece que geral diz que Valentina é uma criança encantadora e boazinha. Que não faz raiva para ninguém. No entanto, já ouvi de uma pessoa que estou a mimando por dar afeto e atenção demais, ser muito boazinha, essas coisas. E tudo isso me fez refletir sobre esse troço todo de fazer as vontades dos filhos. Continuar lendo

Por que criança chora tanto?

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Eu sempre soube que bebês choram muito. Todo mundo fala isso o tempo todo, é senso comum, verdade purinha. Acontece que o que eu não sabia é que a medida que esses bebezinhos crescem, aprendem a falar e tal, eles fazem uma coisa que para mim é surpreendente: CONTINUAM CHORANDO MUITO. Digo isso como a mãe de uma menina de dois anos e quatro meses, que ainda faz a sinfonia do nono choro pelos quatro cantos da casa. Daí dia desses fiquei indagado: Será que a Valentina é chorona ou isso é normal da fase? E lá fui eu pesquisar mundo afora. Continuar lendo

Como fazer seu filho gostar de ler

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Ah…os livros. Como eu amo esse monte de papel reunido em torno de uma história ou de várias. Ler para mim é uma das coisas mais interessantes da vida. Sem exagero. Eu venero, adoro cheiro de livro, vou em uma livraria comprar um e saio com três (e já pensando nos próximos), trato alguns livros especiais como melhores amigos mesmo. Enfim, entendeu, né? Eu gosto de ler. 

Pois bem. Uma das coisas que mais quero é que minha filha divida comigo esse gosto. Daí você pode dizer.

— Lá vem a mãe projetando coisas na criança…

E eu respondo:

— Não seja tão ranzinza. Ler é bom para todo mundo, não é como se eu tivesse querendo que minha filha gostasse, sei lá, de lavar louça (sim, eu gosto. Me julguem).

Todo mundo sabe o quanto a leitura faz a diferença na vida de uma pessoa. Pessoas que leem se comunicam melhor, interpretam melhor, tem mais empatia (tendo em vista que estão o tempo todo vendo as coisas com os olhos de outras pessoas). Além disso, a leitura ajuda no processo de alfabetização (no caso das crianças), e melhora nossa escrita (fato comprovado por minha própria pessoa). Faz a gente conhecer o mundo do ponto de vista de pessoas completamente diferentes, de culturas diferentes, de lugares diferentes, etc. A gente passa a enxergar as coisas com outros olhos, fora que nosso vocabulário fica chuchu beleza. Continuar lendo

Criança precisa brincar! Saiba por quê

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Você já reparou em uma criança brincando? Ou melhor, caso tenha filhos, já reparou no seu filho brincando? O que você viu ali, além da brincadeira pura e simples?

Espero que você me responda que viu um mundo novo a se abrir, uma pureza inexplicável e uma doçura sem fim como se tivesse ouvindo uma canção de anjos a ecoar. Espero que você responda que sempre cai uma lágrima quando olha seu pequeno brincar. Ora, tem que cair, por que uma criança brincando está fazendo uma coisa linda: está dando sentido para a própria vida (essa frase, por favor, não é minha, quem disse, muito sabiamente, foi o professor Tiago Aquino nesse texto aqui).

Pois bem. O post de hoje é apenas uma homenagem ao brincar. Ou melhor, na verdade, o que quero é mostrar por que a brincadeira é tão importante na vida das crianças e devemos colocar como parte da rotina um espacinho para elas terem tempo para brincar. Continuar lendo

Como ensinar seu filho a lidar com as emoções

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Um dia eu fiz um teste com a Valentina.

Em meio à uma crise de birra, olhei bem para ela, e disse:

— Sabe por que você está assim? Você está frustrada e triste por não ter conseguido fazer o que queria.

Ela então, na mesma hora, parou de chorar e respondeu:

— Triste??

E foi parando de chorar, lentamente, enquanto eu conversava com ela sobre o que é ficar triste/frustrada.

Eu já havia lido a respeito. De como é importante que a gente ajude nossos filhos a identificarem e rotularem o que sentem, principalmente na primeira infância. No entanto, foi no livro que eu já citei aqui de John Medina – A Ciência dos Bebês, que entendi a fundo o que significa essa rotulagem de emoções e como ela pode ser determinante na futura felicidade dos filhos.
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Este post é para você que odeia crianças

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Dia desses, navegando pelo universo da internet me deparei com o texto da Rita Lisauskas sobre “A Nova moda é dizer por aí que odeia criança”. Eu adorei o post dela, achei bem pertinente, mas reparei pelos comentários que muita gente não gostou daquele “dedo na ferida”. Depois, em redes sociais, vi discussões e mais discussões sobre o assunto e percebi: esse ódio às crianças é muito maior do que eu imaginava, só que, ao que parece, ninguém gosta muito de reconhecer. Pois bem, não sou nenhuma Rita Lisauskas, mas gostaria de dar minha contribuição ao tema. Continuar lendo

Como nasce a timidez?

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Talvez você que me leia agora não sinta essa vontade enorme de sair correndo toda vez que tem que se socializar, fazer novos amigos, flertar com um crush, falar em público (socorro!). Se você nunca sentiu esse desejo enorme de fugir dessas situações, meus parabéns! A timidez não faz parte da sua vida. Porém, eu, Cíntia Ferreira, sou tímida – e muito. Já fui mais, porém essa ainda é uma característica que me acompanha sempre. Acontece que dia desses deu curiosidade de saber quando nasce essa tal de timidez. De vez em quando (raramente), minha filha Valentina fica com vergonha de algo. Foi aí que nasceu a ideia desse post. Bora falar de timidez em crianças? Continuar lendo

Esse tal de brinquinho

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Minha filha tem dois anos e não usa brinco. Eu, mãe dela, decidi colocar apenas quando ela quiser. No entanto, já ouvi muitas vezes que tinha que colocar o tal do brinquinho na orelha para ela ficar mais bonita.

Ora, minha filha é bonita até com a fralda suja. É bonita de todo jeito. Nunca vi necessidade de submetê-la a algo tão desnecessário só por uma questão estética.

Aliás, já que toquei no assunto… Continuar lendo

O estigma da mãe solteira

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O post de hoje é um desabafo. Se você não aguenta papo sério, esse material de hoje não é para você.  Entra lá no Facebook e vai ver memes, ok?

Esclarecido o público-alvo, bora continuar.

Pois então. Recentemente eu fui vítima de um ato descaradamente preconceituoso, não dirigido exatamente a mim, mas a minha classe.

Que classe? Você deve estar pensando: Continuar lendo

Qual a idade ideal para colocar a criança na escola?

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A vida de quem tem filhos é cheia de dilemas. Daí você deve estar pensando:

— Ah, Cíntia, toda vida é! Conta outra, vai!

Pois bem, deixa eu me explicar. Não pare minha linha de raciocínio, eu me atrapalho toda. Prossigo.

A responsa de educar um ser humano é muito grande. Na fase em que os neurônios estão a todo vapor formando sinapses que vão acompanhar o indivíduo o resto da vida, a tarefa dos pais não é das mais fáceis. Eles estão mostrando, ali na primeira infância, como a criança deve encarar o mundo. Fora que tem que cuidar, dar segurança e condições de vida.

Uma das principais dúvidas das mães é: qual a idade certa para colocar as crianças na escola? Muitas vezes essa decisão nem chega a ser uma decisão, mas uma necessidade. Licença maternidade acabando, a mãe tendo que voltar ao trabalho: muitas optam por deixar com alguém de confiança, mas nem todo mundo consegue isso. Continuar lendo