Do que um bebê precisa?

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Dia desses, em um fórum de mães (sim, eu participo!), vi uma dúvida lá e quis ajudar.  A moça disse que estava aflita, porque não sabia bem o que precisava comprar para o bebê quando ele nascesse. Ela queria uma lista de itens, acredito. Eu, evidentemente, quis ajudar a gestante, pois me identifiquei. Também senti esse tormento, na época da gravidez. Indiquei meus posts sobre o que vale a pena comprar para o enxoval e o que não vale a pena. Além de recomendar que ela desse um Google básico para conferir as listas mais “famosas” e fazer uma para ela individualizada. Finalizei, de modo delicado, dizendo que esperava ter ajudado um pouco.

Sabe o que ela respondeu?

— Não ajudou muito não!

Dá para acreditar nisso! Fiquei em choque com a sinceridade (kkk). Mas essa breve história me fez pensar a respeito de uma pergunta: do que um bebê precisa mesmo?

Ai, gente. Não cheguem aqui com o óbvio.

Ah, precisa, de fralda. Ah, precisa de roupa.

Todas nós sabemos dessas coisas.

O que estou tentando falar é que na gestação a gente tende a se preocupar tanto com as “coisas” do bebê, que esquece que ele é um ser humano que tem necessidades que vão muito além do que um enxoval pode comprar.

Se você está grávida e lendo esse post, querendo muito parar de lê-lo agora mesmo, pois eu não estou te ajudando muito, peço, encarecidamente, para me dar mais uma chance. Reflita comigo: se a gente for pensar bem, os momentos mais felizes das nossas vidas, pelo menos da maioria, acredito, não envolvem  “coisas”, mas sim “sentimentos”, “sensações”.

É claro que você, gestante, vai precisar ir lá no atacadão ou na loja de grife de sua preferência, escolher as coisas do seu filho. Isso vai ter que ser feito, e, geralmente, é um momento bem legal mesmo. Mas, dinheiro à parte, essa questão, na real, é muito simples de resolver. Vai lá e compra. A tal da lista garimpa da internet, pede ajuda das amigas, e faz a síntese disso criando uma lista própria, toda sua, ou melhor, do seu bebê. Para essa parte operacional, sugiro ir lá no site da revista Crescer., adaptar aquela lista lá, que é muito boa. Eu pelo menos a segui para fazer a minha. Tente fazer isso no segundo semestre da gestação, não no primeiro, nem no terceiro. É o melhor momento, acredite.

Feito isso. Respira fundo. Vai fazer um lanchinho que já passou da hora, e volta para a segunda parte da tarefa: Pensar no seu bebê, enquanto individuo. No que ele vai exigir de você quando chegar nesse mundo. Sim. Ele vai exigir, mas não que você “TENHA”, mas sim que você “SEJA”.

É disso que um bebê precisa, de alguém que esteja ali em toda essência, pronto para atender todas as necessidades de contato, proteção, cuidado, e, principalmente, amor. Sim, bebês precisam de Amor com A maiúsculo. Eles sentem pelos sentidos, e vão perceber muito rápido se podem ou não confiar em você. Prepare-se para estar pronta para se doar por completo ao seu filho. Prepare-se para estar lá por ele 24h por dia.

Bebês e crianças precisam de conforto? Sim, precisam.

Bebês e crianças precisam de “coisas”? É evidente que sim.

No entanto, nada disso é muito relevante para o desenvolvimento saudável de todo aparato emocional e de quem ele será dali para frente.

Não sou neurologista, neurocientista, nem genial. Mas concordo muito com toda aquela corrente que prega uma coisa muito simples que se chama amor. A gente precisa saber dar amor também, não é só sentir, sabia? Salvo exceções, toda mãe é capacitada e vai amar o seu filho. No entanto, a correria, a confusão de prioridades, o medo de que aquela pequena criança fique para trás no mercado de trabalho da vida, podem fazer esse amor ser uma luzinha brilhante lá no fundo da alma, que seu filho nunca consegue enxergar muito bem. E amor, minha cara e meu caro, é presença, é convivência, é aceitação. É um “EU TE AMO”, de vez em quando, também. Bebês precisam que você esteja lá, que você se importe, que você crie as condições necessárias para que ele se desenvolva de modo saudável.

Pense no enxoval sim, mas depois lembre-se de pensar que um bebê não precisa de tantas coisas como o mercado apregoa. Você vai sobreviver muito bem sem uma cadeira de amamentação, um esterilizador de mamadeiras, uma saída de maternidade. Mas seu bebê não vai crescer emocionalmente saudável se encontrar frieza e distração no caminho. Deixar de pegar no colo por medo de mimar, não entender o real significado da amamentação ou não interagir com o bebê são mais nocivos, acredite, do que não poder dar o brinquedo mais caro para ele. 

Acho que você sabe disso. Na verdade, quando falo essas coisas, me sinto a rainha do óbvio, mas eu acho que precisamos lembrar essas obviedades, vez ou outra.

Pois bem, então, lembre-se do óbvio de que bebês precisam de você, não do que seu dinheiro pode comprar.

Achou polêmico?

Comenta aí, que adoro um debate.

Bjs,

 

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