Como fazer seu filho comer bem

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Talvez eu fale pouco aqui no blog sobre alimentação. Mas é que a minha filha nunca deu trabalho para comer. Verdade. É uma coisa linda de ver. Nunca sofri com isso, mas sei que muitos pais sentem muita dificuldade para fazer o filho comer bem, nem que seja um pouquinho. Eu, evidentemente, não sou nutricionista. Há blogs bem legais que vão falar bem melhor que eu sobre como fazer a criança comer de maneira saudável e tudo mais. Porém sou mãe, tenho já a experiência, a malícia, de quem já passou pelo negócio. Além disso – deixa eu me gabar um pouco – a Valentina não só come bem, ela come DE TUDO.

Tomate, cenoura, chuchu, beringela, arroz, feijão, macarrão, laranja, abacate, brócolis, couve-flor, quiabo, carne, batata, suco integral, etc, etc, etc. Não tenho dificuldade com quase nenhum alimento. Ela gosta de comer e não tem quase nenhuma restrição.

Pronto. Já me gabei.

Agora, vamos fazer uma ressalva. Você que me lê agora, pode estar pensando:

— Nossaaaaaa! Mas e os doces, salgadinhos e balinhas. Vai dizer que sua filhinha não curte um chocolatinho? Vai me enganar agora que nunca deu um refrigerante para ela? Ah tá. Conta outra!

Bom, evidentemente, hoje com 2 anos e meio, minha filha já provou tudo isso aí que você disse no seu pensamento. No entanto, essas porcariazinhas (com exceção do chocolate, que chocolate não é porcaria. Não fale nunca isso dele…rsrs) só aparecem na vida dela, bem de vez em quando. Eu, de verdade, não costumo comprar isso na hora que faço a listinha do supermercado. No entanto, não sou a chata absoluta e se alguém da família resolve presenteá-la com essas guloseimas, não vejo mal nenhum, tendo em vista que é algo bem pontual.

O que estou falando é que dá para seu filho comer bem, de modo equilibrado e saudável, mas sem radicalismos (a menos que você queira. Cada mãe sabe o que é melhor para seu pequeno, certo?). E tudo isso depende muito de você, querida mãe. Não tem jeito. Se você tiver um pai presente, vai depender também dele, mas sabemos que essa coisa de pai participativo é tipo bicho raro, até tem, mas a gente conta nos dedos.

Enfim, sem mais, deixo abaixo umas dicas espertas que fiz com todo meu coraçãozinho para te ajudar nessa tarefa de fazer seu filho comer bem. Se ele ainda for um bebê fofinho, vai ser mais fácil, porém sempre é tempo da gente mudar de hábitos, e melhorar nossa alimentação. Isso vale, inclusive, para nós, mães. Pois se alimentar bem é essencial para a saúde. Todo mundo sabe disso, mas não custa lembrar.

Vamos agora as dicas:

 

1 – Comece a introdução no momento certo – A introdução de alimentos sólidos não deve ser feita nunca antes dos seis meses, justamente por que antes disso o organismo do bebê ainda não está pronto para receber esse tipo de alimentação. Além disso, tem toda aquela questão do desenvolvimento neuro-motor, de conseguir manter a cabeça erguida, conseguir sentar-se sem apoio e não ficar mais colocando a língua para fora. O ideal até os seis meses é dar apenas o leite materno e mais nada. Não sou eu que estou dizendo, é a Organização Mundial de Saúde, vulgo OMS.

2 – Variedade é essencial – No começo, o bebê vai estranhar tudo. Não tem jeito. É tudo novo para ele. Mas o paladar é algo que também é treinado. A gente aprende a saborear os alimentos, se acostuma com as diferentes texturas e gostos. E tudo isso leva tempo. Porém fazê-lo ter esses primeiros contatos com uma gama variada de alimentos vai tornando o paladar mais aperfeiçoado. Eu tinha muito isso em mente, quando comecei a introdução alimentar da Valentina. E, bom, você já viu que deu super certo (kkk).

Alimentacao-saudavel

Se gabando de novo, querida?

 

3 – Invista primeiro nos saudáveis e deixe as porcarias para BEM depois – Fazendo uma espécie de continuação da dica anterior, lembre-se: se seu bebê ficar comendo guloseima de primeira assim, ele vai preferir isso mesmo. Não vai apreciar o maravilhoso sabor do chuchu e tudo mais. A recomendação é que doces, refrigerantes e etcs sejam dados apenas depois de 1 ano ou até mais. Outra coisa legal é lembrar que criança pequena está conhecendo tudo pela primeira vez, então não precisa carregar no sal, por achar que vai ficar sem tempero, ou deixar tudo muito doce. Elas não têm essa necessidade, justamente por que o paladar delas é novinho em folha.

4 – Insista bastante – Por ser novo, o bebê vai estranhar, e, muito provavelmente, cuspir umas dez vezes o alimento. Não desanime nessa hora. Seu pequeno não é um chato, o que acontece é que ele não está acostumado com o sabor, só isso. Insista que dá certo. Uma hora ele vai começar a gostar da tal da abobrinha.

5 – Faça ele entender a refeição como um momento prazeroso – Você tem vontade de vivenciar uma experiência que foi terrível ou que é sempre um grande estresse? Não, né! Pois crianças também não. Se toda vez que ela comer for um momento muito difícil na vida dela, com gritos, brigas e ameaças, esquece. Ela vai querer correr dessa coisa de se alimentar. Aprenda a criar um momento propício e acolhedor, para que ela se interesse e goste da hora da refeição.

6 – Entenda que a fome é da criança – Deixa eu explicar. Nós, adultos, temos a mania de achar que criança pequena tem que bater um pratão, caso contrário estará com fome. Acontece que isso é piração nossa. Não caia nessa. O estômago das crianças é pequeno, ou seja, cabe pouca coisa por lá. No começo é difícil saber qual a quantidade certa, mas eu mesma aprendi no dia a dia. Não tem muita regra, cada criança é de um jeito, mas elas comem pouco. Ainda mais entre 1 e 3 anos. Essa é a fase que elas comem menos ainda, porque o crescimento já não é tão acelerado, porque é a hora de dizer “não” para os pais o tempo todo e se afirmar. Lembre-se que a fome é dela, ela que sabe a quantidade. Não surte querendo que ela coma como você (não que você coma muito, longe de mim falar uma coisa dessas. Eu é que sou assim).

7 – Seja o exemplo – Isso é eu acho ESSENCIAL apenas. Credito isso como um dos elementos principais da boa alimentação da minha filha. Eu sempre gostei de comer bem, e de modo saudável. Não troco meu almoço e jantar por lanche nenhum. Não curto muito salgadinho, bolacha recheada. Prefiro suco a refrigerante, fast-food na minha vida é tipo cometa Halley. Por isso foi fácil fazer a Valentina se alimentar de modo saudável. Eu já tinha isso comigo. Mas se você não tem, nunca é tarde para começar. Até por que crianças se espelham nos pais para tudo. Se ela presenciar você comendo frutas, verduras, legumes, vai acabar se interessando também.

8 – Saiba fazer mercado – Essa é uma continuação do item anterior. Criança não vai no mercado sozinha, enche o carrinho de porcaria e leva para casa, dizendo: Mãe, fiz a compra! Quem seleciona o que entra em casa são os pais. Por isso, aprenda desde sempre que se você não comprar salgadinho e bolacha recheada, seu filho não vai comer essas coisas. Mas se, ao contrário, a sua dispensa estiver recheada tal qual a Fantástica Fábrica de Chocolate, vai ser difícil explicar e segurar a onda da criança para não querer se acabar nos doces. Pense nisso.

WW

 

9 – Deixe-a participar e seja criativa  – Criança é curiosa e gosta de ajudar. Isso eu percebi desde cedo, até por que já fui criança, e adorava cooperar em casa. Torne a alimentação um momento lúdico também. Tem vários tutoriais na internet mostrando como transformar um sanduíche em uma ovelha, e tudo mais. Não precisa fazer isso todo dia, claro. Ninguém aguenta essa vida. Mas, vez ou outra, faça algo do tipo, ou chame a criança para ajudar a fazer um bolo, leve-a na feira, no supermercado. Isso ajuda a fazer da alimentação uma experiência prazerosa e aumenta os índices de sucesso na tarefa de fazer seu filho comer bem.

10 – Não surte – O meu pediatra preferido, Carlos González, fala uma coisa ótima (fala várias, mas vou citar uma): os pais ficam se estressando com coisinhas que não tem a menor importância, como, por exemplo, achando que o filho que nunca come nada vai acabar morrendo de fome. Isso não vai acontecer. Alimentar-se é um ato instintivo, na hora da fome, a criança vai comer, por uma questão de sobrevivência. Não se deve obrigar os filhos a comer, isso não é efetivo, e só causa um estresse desnecessário na vida da família. Eu nunca obriguei a Valentina a comer. Se depois de duas, três colheradas, ela dizia que não queria mais, eu não surtava. Insistia um pouquinho, claro, porque criança pequena, às vezes, fala “não” e “sim” em 1 segundo; mas logo deixava para lá, justamente por entender que ela não estava mais com fome. Ponto.

Bom, essas foram minhas singelas dicas, feitas com base em minhas experiências e, claro, por uma boa pesquisada no mundo do Google. Olhem os links, tem bastante coisa legal. Bjs.

FONTES PESQUISADAS:

https://brasil.babycenter.com/a3400275/como-incentivar-seu-filho-a-ter-uma-alimenta%C3%A7%C3%A3o-mais-saud%C3%A1vel

https://brasil.babycenter.com/a1500254/quando-introduzir-alimentos-s%C3%B3lidos

http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Alimentacao/noticia/2016/06/10-dicas-para-introducao-alimentar.html

http://www.maternidadecolorida.com.br/introducao-alimentar-dos-bebes-dicas-e-orientacoes/

https://www.paisefilhos.com.br/crianca/meu-filho-nao-come-nada/?offset=2370

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/11/1834257-nao-se-deve-nunca-na-vida-obrigar-os-filhos-a-comer-diz-pediatra-espanhol.shtml

 

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