Síndrome de Burnout – Entenda por que mães são tão afetadas por esse distúrbio

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Quando você pensa em si, no seu estado, que palavra vem à sua mente? Peraí, deixa eu melhorar a pergunta: você sente que sua vida está passando plenamente, de modo a você conseguir usufruir das coisas boas; ou ela mais parece um trem desgovernado, com um passageiro que não entende bem o que está acontecendo? Veja bem, esse post não pretende ser uma espécie de auto-ajuda (talvez só um pouquinho. Por favor, deixa!), mas sim um alerta sobre como o excesso de atividades e funções da rotina podem acabar com sua saúde física e mental. Estou falando de uma situação conhecida na Medicina como “Síndrome de Burnout”, uma doença psíquica causada por um elevado nível de estresse, desgaste e tensão.

Apesar de se referir especificamente ao ambiente profissional, esse desgaste em excesso por causa da sobrecarga de tarefas tem bastante aplicabilidade em um outro universo: a maternidade. Tanto que existe termo específico para as mães: chama-se Mommy Burnout (querendo dizer a mesma coisa, só que com uma palavra a mais em inglês para dificultar nossa boa pronúncia do idioma). 

Não precisa viajar muito na maionese para entender por que as mães também são tão propensas a desenvolver esse distúrbio. A resposta é muito simples. Pensa em um trabalho DIFÍCIL, em tempo integral meeeeessmo, 24h por dia, sem direito à férias, remuneração, e nem mesmo aquele horário esperto de almoço. Pensa em um chefinho difícil, que exige o tempo todo de você, querendo sua atenção, sua disponibilidade, demandando tarefas a cada 5 minutos, sempre te perseguindo, até mesmo na sua ida ao banheiro: pois bem, esse chefinho é o filho.

 

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Desculpa, mas temos que cumprir a meta de me fazer um ser humano decente

 

Pode somar nessa historinha o fato de que ninguém nunca reconhece o quanto ser mãe demanda, é mesmo um trabalho invisível, e nunca vem só: além de exercer a maternidade, tem que faxinar a casa, trabalhar fora (na maioria das vezes) e, quem sabe, cuidar de si, de vez em nunca.

A Síndrome de Burnout vem aos poucos, não é nada que te deixe em estado de pane, em um determinado dia. É como uma doença crônica, vai te dilacerando por dentro, aos pouquinhos. No início, ela mais parece um presente: você se sente motivada, estimulada, quer fazer o seu melhor (muito prazer, esse é o quadro da mãe dedicada entusiasmada com a maternidade), no entanto, o excesso de tarefas vai te fazendo negligenciar as próprias necessidades. Entra em cena o cabelo desgrenhado, a unha mal feita, as roupas velhas. Você esquece de todas as outras coisas, e passa a viver em função deles, dos filhos. Essa priorização funciona até certo ponto, depois começa a te sufocar e aí começa o esgotamento, propriamente dito.

Alguns sinais, como a apatia diante das coisas, até mesmo das boas, as dificuldades de memória e concentração, a irritação, a agressividade, as oscilações de humor, o pessimismo, a baixa autoestima, e por fim, a depressão e o isolamento são sintomas dessa síndrome.

Acredito, do fundo do meu coração, que muitas mães sofram algum grau de esgotamento. De verdade. Seja ela quem for, em algum momento sente-se exausta e desanimada, ainda mais por que quase nunca sobra tempo para ter um lazer, um afago a si própria. As pessoas passam a te tratar como um ser alado chamado “mãe”, te descaracterizando como mulher, ser humano, e aí é dada a largada para que essa síndrome de Burnout se instale e faça estragos.

 

 

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  Desde que me tornei mãe, adquiri super poderes! Consigo fazer mil coisas de modo perfeito, não preciso de ajuda para nada e não perco tempo pensando em mim mesma!

 

Eu já tinha lido a respeito, e antes que me indaguem se estou sofrendo disso, digo que não, ainda bem que não. Sinto-me extremamente cansada, muitas vezes, mas não me sinto apática, infeliz, desmerecedora de todas as coisas boas. Consigo, dentro de minhas limitações, me organizar e fazer também atividades para meu bem estar, brinco muito com minha filha, tento não pirar com os compromissos domésticos e me sinto privilegiada por conseguir, até o momento, acompanhar tão de perto, e curtindo cada momento, o crescimento da minha filha.

No entanto, sei que muitas mães podem estar em um quadro de risco para o desenvolvimento dessa síndrome, e, até mesmo, já vivenciando esse distúrbio. Por isso, tenho aqui as recomendações de uma mãe que trabalha para os outros, faz as atividades domésticas, cuida da filha, e de si mesma, atualiza esse blog, faz cursos extra-curriculares e ainda consegue assistir Netflix, vez ou outra: muito prazer, euzinha da Silva. Não sou nenhum case de sucesso, mas mereço ser ouvida (kkk).

 

Me

 

Sabe como acho que não pirei nesse excesso de tarefas? Porque aprendi a priorizar, organizar melhor, e não me deixar de lado jamais. Também credito isso ao fato de que vejo sentido e me sinto feliz como mãe, e isso faz uma diferença enorme. Por isso meus conselhos vão nesse sentido, são singelos, mas são de coração.

 

 

 

— Aprenda a priorizar as coisas. Não tem jeito, não vai dar para fazer tudo, e muito menos, tudo com perfeição. Verifique na sua rotina o que dá para deixar de lado, o que é essencial, o que pode ser feito depois, e, a partir disso, priorize. Lembrando sempre que ter tempo real com seu filho é prioridade. Não esqueça disso;

— Organize seu dia, sua semana, seu mês. Isso ajuda muito, pois você vira dona do seu tempo e ele passa a te servir, e não o contrário. Coloque suas tarefas, metas, compromissos em algum lugar, que pode ser um caderninho de anotação, o bloco de notas do celular, ou um aplicativo específico (uso e recomendo o Todoist). Assim, você consegue enxergar com clareza como é o seu dia, facilitando a execução e priorização das coisas;

— Delegue. Isso, vou confessar, é algo que não consigo muito, mas eu tento, principalmente, com as pessoas de confiança da minha vida. Delegar é essencial. Se você tem um companheiro, por exemplo, aprenda a pedir a colaboração dele também no cuidado com a casa e com os filhos (o que é, afinal, obrigação dele. Mas não fala isso para ele, pois homem é muito sensível);

— O seu bem estar é essencial para que você seja uma mãe melhor. Por isso, nunca deixe de pensar em si, nas suas necessidades, nos seus projetos. Não descuide de si mesma, não deixe seu entretenimento de lado. Organize-se também para ter tempo para fazer o que gosta, para se cuidar. Seu filho precisa de uma mãe com uma boa autoestima e feliz. Pense nisso.

— Faça um exercício de reflexão sobre sua vida, sem vitimizações ou ressentimentos. Sua vida te fez quem você é hoje, e ela é seu bem mais precioso e passa muito rápido. Por isso, veja em si mesma o que é importante para você, tenha autoconhecimento, aprenda a ver sentido nas coisas. Aprenda a amar sua maternagem, em todas as imperfeições e lembre-se de que seu esforço para ser uma boa mãe já é suficiente para seu filho. Ele só precisa mesmo disso: de pais que se importem com ele. Reaprenda a ver a vida de modo mais leve. Não dá para fazer isso sempre, mas, de vez em quando, dá. É possível parar por uma meia horinha só para admirar o crescimento do seu pequeno ou pequena, brincar, sorrir com ele ou ela. São horas da sua vida que vão fazer diferença na sua paz interior.

Bom, é isso. Ninguém disse que seria fácil ser mãe, não é mesmo? Agora o que importa é saber administrar o negócio todo. Dá sim. É só fazer com bastante amor. Bjs.

Ah, ia me esquecendo. Tem uma matéria MUITO legal e detalhada sobre a Síndrome de Burnout aqui nesse link. Foi a melhor que li sobre o assunto. Dá uma lida. Bjs (de novo)!

FONTES PESQUISADAS

http://www.portalraizes.com/maes-esgotadas-com-sindrome-de-burnout/

https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-de-burnout/

http://www.mundoovo.com.br/2015/mommy-burnout-maes-com-esgotamento-cronico/

http://www.psicologiasdobrasil.com.br/burnout-sindrome-de-esgotamento/

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