Cinco coisas legais de ser mãe

Coisas boas de ser mae

Como prometido, venho por meio desta (lembra disso?) mostrar que como tudo na vida, a maternidade também tem dois lados. Anteriormente, disse das coisas não tão legais, das dificuldades de todo dia na vida de uma mãe. Agora vou falar de alegria. De coisa feliz. De arco-íris, unicórnio e chocolate. Do que me faz essencialmente feliz por ser mãe, e tenho quase certeza que se aplica a grande parte das outras companheiras de maternagem. Pois bem, bora lá.

1 – O amor

Ora, pois. Mas é claro que eu vou falar dele aqui. Amor é uma palavra que não rima com mãe não sei nem por quê. Devia. Ia facilitar a vida dos compositores, etc, etc. Eu tenho muita sorte, pois o amor é uma constante da minha vida. Sempre me senti amada, principalmente pela minha família. Cresci conhecendo esse sentimento, então quando a Valentina nasceu, não houve estranheza de minha parte, pois já conhecia o amor. Porém, esse amor de mãe não é igual aos outros, é muito MAIOR, porque você ama, sem concessões. Você ama seu filho do jeito que ele é, e o coloca sempre em primeiro lugar em tudo. Você se importa, se preocupa, quer colocar à força a felicidade nos caminhos dele, enfim. É um amor ultra, mega, hiper turbinado de tão, tão que é.

E isso completa a gente de uma forma sem igual. Eu acredito que as pessoas deveriam se dispor a amar mais, no geral. Isso faz um bem danado para todo mundo. No entanto, sei que o amor dá um trabalho danado, demanda tempo, dedicação, paciência, vontade. Nem todo mundo quer passar as fases para chegar no amorzão, com A maiúsculo, isso em todos os aspectos da vida. Acontece que mães enfrentam a dureza da rotina, cheias desse amor, e tudo fica mais fácil. O amor é demais. Eu adoro o amor.

2 – A leveza

Principalmente na primeira infância do filho, a mãe reaprende a ser criança. E isso é muito bom. Ela volta a cantar aquelas músicas infantis que conhecia, e outras que nunca tinha ouvido falar, inventa também as próprias composições (qualquer dia eu lanço uma coletânea com as minhas…kkk); brinca de faz-de conta, de ciranda, de bola, de desenhar. Dá vida a objetos inanimados para tornar a rotina menos pedante para a criança, corre com ele, faz vozes estranhas, pula, ri, ri, ri e ri.

Como é bom conviver com uma criança! Salvo os períodos que os pequenos quase enlouquecem a gente, nos fazendo sentir vontade de bater o dedinho do pé na cama só para justificar nossa vontade de chorar, é muito rica essa redescoberta de nossa criança interior (sim, ela mora em você, junto com a adolescente e a adulta que você é hoje). A vida fica mais leve, dessa forma. Tudo deixa de ter o peso das responsabilidades da maturidade, pelo menos naquelas horinhas que a gente passa brincando com nossos filhos.

maternidade lado bom

Algumas vezes a maternidade se parece com essa imagem

3 – A companhia

Essa era uma das coisas que mais me falavam quando eu descobri que estava grávida. “Será sua companhia sempre, Cíntia. Olha que coisa boa!”. Realmente, embora mães também sintam solidão (falarei em outro post), na maioria das vezes, a verdade é que a gente não tem muito tempo para pensar nela, porque nós acordamos, tomamos banho, almoçamos, etc, etc, dormimos e o filho está lá, sempre por perto (bem perto mesmo, colado, eu diria). Isso é bom, por que nos dá uma companhia ótima, leve, cheia de humor e doçura para viver bem acompanhado.

E não ache você que criança deve servir de impeditivo para os planos que você tem ou teve antes de ser mãe. Não! Muitos deles terão que ser adaptados, mas seus maiores sonhos não podem morrer por causa da maternidade. Eu, por exemplo, tenho muita vontade de um dia dar a volta ao mundo conhecer outros países, e se tiver, futuramente, grana para isso, é claro que vou, com minha Valentina do lado, para a gente rabiscar aquela muralha da China todinha (brinks). Criança pode – e deve – conhecer as coisas, outros ambientes, outras pessoas, etc. Ter o filho como companhia é algo ótimo. Aproveite isso.

4 – O amadurecimento

Eu acredito que é meio difícil passar pela experiência da maternidade sem amadurecer uns trinta anos logo no primeiro aniversário da criança. Sim, a gente amadurece, porque a criança precisa disso. A leveza – um elemento essencial da rotina – faz parte do dia a dia, mas as coisas difíceis que a gente passa sem pirar só são possíveis, porque a gente aprende muito a ver tudo com mais sabedoria.

Hoje em dia não tem a menor condição de eu, por exemplo, bancar a criança mimada, porque algo não saiu como eu queria. Atualmente, eu logo entendo a negativa como um obstáculo e parto para a próxima, sem ficar martelando os “e ses” da vida. Depois de virar mãe, aprendi a administrar melhor meu tempo, corrigi meu problema com horário (sim, eu era uma pessoa sempre atrasada na minha vida antes de ser mãe), enxergo melhor minhas prioridades, e tento não dar bola para gente pequena que só quer me diminuir.

Não faço mais drama, acredito que não me vitimizo perante as dificuldades, e aprendi a ser mais otimista, mais sensata. Desenvolvi também uma ferramenta ótima chamada paciência e descobri que ela é elemento de sobrevivência da maternidade. Estou muito melhor como pessoa. Não tenho dúvida nenhuma disso.

5 – A criatividade

Crianças são criativas. Isso é natural. Elas são intuitivas, estão mais próximas do próprio coração, dos próprios sentimentos e conseguem enxergar coisas que nós, adultos, aprendemos a ignorar com sucesso. Pois a partir do momento que a gente tem filho, essa maneira criativa de ver a vida passa a fazer parte da nossa rotina também. Aprendemos a improvisar, a criar, a fazer diferente, tendo em vista as exigências que o dia a dia nos impõe. Eu sempre me considerei uma pessoa criativa, mas melhorei muito depois que virei mãe.

Você não tem noção da quantidade de coisas que sei fazer com um Lego (rsrsrsrs).

Bom, por hoje, é só. Espero que tenha gostado dessa metade doce da laranja, para contrapor o azedinho do post anterior. Até a próxima. Bjs.

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