Minha singela homenagem para a(s) mãe(s)

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Você só entende a dimensão da palavra mãe em duas situações: quando você se torna uma ou quando perde a sua. Eu passei pelas duas coisas, então hoje posso dizer que conheço o significado dessa palavra e o universo escondido nessas três letras juntas: mãe. Ela passa pela nossa vida, sempre de modo impactante, e pode permanecer nela por anos, décadas, sem a gente nunca chegar a perceber o tanto de vida que ela nos doou todos os dias da existência dela.

Ela está lá quando você mais precisa, e também quando nem quer falar com ela. Atire a primeira pedra quem nunca chamou a mãe de chata, disse que não queria conversa, bateu a porta do quarto. Quando crianças – bem crianças mesmo – mal a gente lembra, mas ela era todo nosso mundo. Não importa se tínhamos pai, irmãos, avós, tias. Ninguém nem de longe se comparava ao que a presença da nossa mãe significava.

Ter a mãe por perto – vai por mim – e como ter a segurança de que, por mais difícil que a vida seja, lá estará ela, porto seguro, para nos acolher. Com mãe perto não tem como as coisas darem errado. Quem nunca sentiu aquela dose de otimismo a percorrer cada célula do nosso corpo, ao ouvir aquela frase de que tudo ia ficar bem? Por que era assim mesmo. Era só confiar.

Sim. Confiar. Nela. Na vida. Em nós. Você deve contar nos dedos – talvez só seja necessário um mindinho mesmo –  as pessoas com as quais você pode ser assim, simplesmente você mesmo. E pode chorar altos pulmões ou sorrir das coisas mais idiotas, por que ela não vai te julgar, não da forma como o mundo julga. Conte quantas são as pessoas que fazem você se sentir em casa, mesmo sem você estar?

Mãe e lar deveriam ser sinônimos, mas talvez sejam, e só falta formalizar. Mãe tem cheiro de bolo com café, colônia de bebê, comida fresquinha, remedinho que passa no machucado para “sarar mais rapído”. Mãe tem cheiro de cuidado, de amor, de compreensão. E, sabe o que é pior? A gente só se dá conta do quanto faz falta esse cheirinho quando ela vai embora.

Ah! Quando nossa mãe vai embora, daquele jeito triste mesmo, para nunca mais voltar, o nosso chão escapa, nosso céu deixa de ser azul, o sol para de brilhar nas nossas manhãs. Parece que perdemos aquela âncora que nos segurava o tempo todo, e que a gente nunca chegou a perceber que estava lá.. Quando a mãe da gente vai embora, parece que o mundo torna-se, no mesmo instante, um lugar duro, inóspito, frio e sem amor. Dentro de nós, o coração fica sem um pedaço, que a gente com o tempo aprende a conviver. O sentimento de perder uma mãe nunca deixa de doer, juntamente com  a memória do sorriso dela, que tem o poder de fazer tudo melhor.

Ter mãe perto é ter a certeza de que a vida pode ser bem boa, e que as pessoas foram todas feitas para amar. Acontece que, embora a mãe esteja lá ensinando isso todos os dias para a gente, nunca paramos de verdade para perceber que, obviamente, elas sempre tiveram razão. Atire a primeira pedra quem nunca olhou para trás e pensou na quantidade de vezes que a mãe disse uma coisa, você fez outra e se arrependeu?

Tem algo de muito estranho nas mães. Elas parecem que dividem a alma com a gente. E talvez não seja isso mesmo? Conhecem tudo de nós, até mais do que nós mesmos, e ainda por cima tem a capacidade de fazer ponderações certeiras, como se elas, além de tudo, adivinhassem o futuro.

Hoje não tenho mais minha mãe aqui comigo para dividir tudo o que aprendi sobre ela – e sobre todas as outras mães – mas tenho minha filha que olha para mim e me ama, como sou. E dividir um sentimento assim é algo bem maior do que a felicidade. Comemoro o Dia das Mães por outro ângulo agora – sendo uma das mães felicitadas por essa data querida e etc – mas nunca vou esquecer de que um dia fui filha e de que a minha mãe era simplesmente a mulher mais encantadora que eu já conheci. Em toda sua força, com todo o seu amor.

Ser mãe não é só exercer o cargo mais difícil do mundo. É também ser casa de um amor que não conhece o condicional: a gente não ama “apesar de”. A gente ama, simplesmente. E isso muda tudo, acredite. Sou grata todos os dias da minha vida por ser mãe dessa menininha linda, que corre pelos quatros cantos da casa me ensinando a sorrir e a aproveitar mais o tempo que tenho aqui. Sou grata todos os dias por que tive uma mãe perfeita, em todas as suas imperfeições.

Ela me ensinou uma grande lição. De que não há bem mais importante na vida do que ter a única ferramenta necessária para ser feliz: o amor. Feliz Dia das Mães!

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2 comentários sobre “Minha singela homenagem para a(s) mãe(s)

  1. Isabela disse:

    Oi Cíntia! Me perdoe a demora de parabenizar o dia das mães e agradecer pela dedicação de além de ser mãe compartilhar seus posts sobre essa vida de maternidade… Dia das mães a gente sempre lembra q tem mãe e da vontade de esquecer todos os problemas e pedir colo pra mãe… Pedir mimos e carinho… Mas quando se não tem a gente lembra de sempre agradecer o quanto ela deu de exemplo como mãe…

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    • Cíntia Ferreira disse:

      Feliz Dia das Mães, Isabela!!!! Realmente quando a gente perde, esse colinho de mãe faz uma falta danada. Mas ela segue em nossas lembranças mais doces. Agora é nossa vez de dar colo para nossos filhos. Coisa boa demais! Bjs

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