Cinco coisas que aprendi depois que me tornei mãe

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Sim. Lá vem eu com mais uma lista sobre maternidade. Mas essa é bem legal (todas as outras também são), são tópicos bem profundos sobre o universo materno. Todo mundo que é mãe sabe que o troço é BEEEEM difícil, na maior parte do tempo, mas a gente aprende muito, ô se aprende.

Por isso, sem mais delongas, vamos lá saber o que eu aprendi com tudo isso (até agora):

1 – Mães não são egoístas – Eu confesso que, na minha vida anterior à maternidade (A.M) tudo o que eu precisava fazer era pensar, quase o tempo todo, em mim mesma. E olha que eu nunca fui egoísta, nem nada. Mas era natural pensar sempre nas MINHAS metas, nos MEUS sonhos, nas MINHAS dores, nas MINHAS alegrias, e por aí vai. Eu tinha condição emocional de pensar dessa forma, por que não tinha nenhum ser dependendo de mim para nada. Era eu e eu mesma, as minhas prioridades. Acontece que, depois que a gente vira mãe, essa coisa de pensar na gente em primeiro lugar para de fazer sentido.

É uma coisa natural. Ninguém se obriga a isso. É instintivo, simplesmente. Pois não é que esse exercício de pensar no outro em primeiro lugar é uma coisa boa? A generosidade faz milagres no coração da gente, por que nós nos sentimos parte, não protagonistas. A felicidade de quem amamos passa a ser tão importante quanto a nossa, e, no caso dos filhos, passa a ser até mais importante. Todo mundo conhece esse clichezão, da mãe que quer o filho feliz, em primeiro lugar. Pois bem, é isso aí mesmo.

2 – A felicidade está nas pequenas coisas – Poxa, Cíntia! – Você pode estar pensando – esse é o post dos clichês, é isso mesmo?  E eu respondo: Sim. Será. Deixa eu desenvolver meu post, tá?

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Uma foto clichê para deixar o post ainda mais coerente…

Pois bem, a gente tem a mania de achar que a felicidade robusta, essa que faz a gente brilhante e serelepe 24h por dia é algo grande, que só acontece quando, sei lá, aparece o amor das nossas vidas, ou a gente ganha na Loteria, ou ganha algum “status” profissional, etc, etc, etc. Mas, na real, a felicidade é bem simplinha.

Pergunte se sou feliz hoje e eu responderei que sou mais feliz do que nunca. Antes da Valentina eu perdia tempo reclamando que as coisas não davam certo, ou preocupada com o que os outros pensavam de mim, ou ansiosa para chegar minha vez de ter a “grande felicidade”. Não que eu não fosse feliz, eu era. Mas não sabia. E isso faz toda diferença.

Hoje já me sinto feliz e sei disso. Apesar dos momentos frustrantes/irritantes que uma mãe passa, principalmente com um adolescente de 2 anos de idade em casa (já falei da adolescência do bebê aqui), eu me sinto bem, na maior parte do tempo. Por que sei que estou dando todo meu amor, por que sinto na Valentina o semblante e alegria que só quem é muito amada consegue transparecer, por que curto de montão cada nova conquista dela. Cada fofurice, cada palavra erradinha que ela aprende a falar (esses dias chamou tapioca de “papaioca”. Não é lindo?). Isso é felicidade. Essa paz interna de saber que está fazendo certo, esse amor te preenchendo cada célula do corpo, essa olhar atento para tudo que há de bom na vida (tá merecendo uma canção isso tudo, não?).

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Um arco-íris também tem tudo a ver com esse post cheio de amor e felicidade

3 – Ser mãe torna a gente invisível – Pois você vai estar lá estampando seu melhor sorriso de felicidade, e as pessoas vão desviar de você para fazer alguma gracinha com seu filho ou filha. Não é de você que eles vão perguntar mais, é da sua criança, sempre. Nada de errado nisso. Essa parte é natural mesmo.

Acontece que mesmo os mais próximos, o pessoal de casa, aprende a não dar bola para o que você sente/pensa/quer. Ninguém para para pensar mais se você está cansada, com sono, com fome. Parece que você vira uma super humana, sei lá. Ninguém liga mais.

Sim. Estou exagerando. Mas quem é mãe vai identificar o que estou tentando dizer. Mães vivem à beira da exaustão (ou dentro dela) o tempo todo, e raramente têm algum grau de empatia dos outros. Esse fato é um pouco angustiante, mas fazer o quê.

To ignore

Aprendendo a sorrir nas adversidades

4 – Ser mãe é mais exaustivo do que parece – Conversando com o tópico anterior (já que sou bem boa nessa coisa de coesão, desculpa), vem outro clichezão: ser mãe dá MUITO trabalho.

Eu sabia disso antes de ser uma delas, mas não sabia que era nesse nível Very Hard que é. Sério! É muito mais cansativo do que parece. Mães realmente tem que fazer muita coisa, e várias tarefas ao mesmo tempo, enquanto a criança se esgoela pedindo atenção o tempo todo. É casa, é trabalho, é higiene, é saúde. Tudo duplicado/triplicado/quadruplicado, a depender da quantidade de pessoas que a mãe em questão cuida.

Fora o cansaço mental de ter que ficar o tempo todo em estado de alerta por que crianças tendem a querer viver perigosamente, não tem jeito. Além disso, tem toda a preocupação com a rotina, com as vacinas, e um monte de outras coisas mais. Só de falar já dá para imaginar o trabalhão que é (não, não dá. Só vivendo mesmo).

5 – Você não sabe nada sobre amor até tornar-se mãe – Pode soar meio polêmico o que vou falar, mas vai assim mesmo. Eu considero o amor de mãe um supra-sumo do amor. É um amor que é maior do que todos os outros, sabe? Só que viveu na pele esse sentimento pode atestar que tem sentido o que estou falando. Respeito muito as mulheres que não querem ser mães (já disse isso aqui, anteriormente eu não queria ter filhos também), mas a maternidade para mim foi reveladora, transformadora e me fez muito melhor.

Sempre fui uma pessoa boa para amar (peraí vou explicar). Sempre AMEI muito minha família, minhas amigas, os poucos namorados que tive (esses não sei se amei não….kkkk), mas nada disso é comparável ao sentimento que tenho pela Valentina. Em nenhuma outra situação, a não ser com ela, me pegava emocionada por nada, só de olhar para ela brincando. Em nenhuma outra situação colocava os outros antes de todas as minhas prioridades. Ela eu coloco. Sempre. Eu deixei esse tópico por último, mas ele é, sem dúvida, o mais importante e faz jus a esse post cheio de clichês. Sim, vou falar: amor de mãe não tem igual!

Bjs. Até o próximo post!

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