Quer a felicidade do seu filho? Ensine-o a ter empatia

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Empatia. Trocando em miúdos é algo como colocar-se no lugar do outro, sentir em si o que o outro sente. Não é tarefa fácil. Algumas pessoas, talvez a maioria, não têm muito o costume de tirar a si mesmo do foco e enxergar o outro. Ainda mais na Era em que vivemos: na qual o “eu” é o mais importante sentido da existência. Acontece que nenhum homem é uma ilha (estou cheia dos clichês hoje, me perdoe) e nós precisamos uns dos outros muito mais do que imaginamos. Pois é. Pensando em todas essas coisas é que cheguei a conclusão de que ensinar o seu filho a ter empatia talvez seja um dos maiores presentes que você possa dar a ele e a humanidade.

Peraí. Não sou eu que estou falando. Já disse aqui que li recentemente um livro genial chamado “A Ciência dos Bebês – Como educar filhos inteligentes e felizes”, de Jonh Medina, e um dos principais tópicos trata justamente desse tema. Do quanto a empatia pode ser um fator absurdamente relevante para tornar nossos filho felizes. Eu recomendo muito a leitura desse livro, é excelente e todo baseado nas descobertas da Neurociência sobre a primeira infância. E o exercício da empatia é algo a ser treinado desde cedo.

Pais que se colocam no lugar da criança estão ensinando-as que as emoções delas, mesmo as negativas, importam. Que o diálogo é a melhor forma de resolver os conflitos e que há espaço para expressão de sentimentos e respeito às singularidades. Não é pouca coisa.

Gente, precisamos urgentemente de mais empatia! Está muito complicado se relacionar nessa atmosfera egocêntrica, narcisista e auto-centrada que vivemos.

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Quando a gente só se importa com nós mesmos parece que diminuímos a importância de todo o resto do mundo. No entanto, exercitar a humildade, reconhecer que somos apenas mais um grãozinho de areia nessa praiona de meu Deus, pode ser algo libertador. Não temos que ser os mais bonitos, mais inteligentes, mais ricos e mais descolados. Temos que ser nós mesmos e as pessoas vão nos amar (ou não) por isso. Não à toa, pessoas egoístas são bastante infelizes, pelo menos as que eu já conheci.

A empatia é um lindo caminho rumo a essa humildade tão essencial. Evidentemente, não é tarefa fácil, mas sempre que possível nós devemos tentar enxergar as coisas pelo ângulo dos outros, principalmente dos nossos filhos. Quando digo principalmente quero dizer que devemos entender que é na infância e adolescência que essa conexão “empática” acontece. É nessa fase que aprendemos a empatia. Não sou eu que estou falando, são pesquisas (vide o livro citado acima). Por isso devemos fazer o máximo para que nossos filhos tenham esse importante sentimento ali no miolo de conexões cerebrais deles.

Eu acredito muito no poder do exemplo, muito mais do que no da falação (mas a falação é importante também. Deixa eu relativizar).

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Relativize, por favor. Fica muito melhor assim.

Acredito que, na medida em que somos empáticos com nossos filhos, eles aprendem que existe inúmeras formas de enxergar as coisas. Quando eles sentem-se respeitados em seus sentimentos e singularidades, têm segurança para serem eles mesmo sem medo, adquirem aquela auto-estima reforçada, tão essencial na formação de um indivíduo.

Pessoas que se conhecem, se aceitam, se amam não fazem mal ao próximo, ouso dizer. Esse é o caminho que quero fazer a Valentina enxergar lá na frente. Que ela está aqui para ser ela mesma em sua totalidade e que existem pessoas que a amam, mas que ela nunca será unanimidade (ninguém é) e tudo bem. Que o outro é importante na vida dela e deve sempre ser considerado.

Além do exemplo, há alguns exercícios que podem ajudar a fortalecer essa empatia nas crianças. Nesse site aqui tem mais dicas. Fazer a criança colocar-se no lugar do outro nas situações do cotidiano, utilizar a literatura, os filmes e outras formas de arte para mostrar para elas os variados pontos de vista também podem ser bastante interessantes. No mais, cabe a nós, os adultos da história toda, olharmos, de vez em quando, para dentro e verificar se somos empáticos na nossa vida ou não. Apesar de estudos mostrarem que empatia se ensina ainda na infância, nunca é tarde para movimentar um pouco nossa mente e melhorar como humanos, certo?

Bjs. Até o próximo post!

 

 

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