10 coisas que nunca mais consegui fazer depois que virei mãe

Vida-de-mae

A vida da gente muda depois da maternidade. Sim, eu sei. Todo mundo sabe disso, mas as pessoas não tem noção da dimensão dessa mudança. E não estou falando aqui daquelas coisas sérias e definitivas, mas sim do trivial, de rotina, do dia a dia. Eu lembro bem como minha vida era antes da Valentina e como eu fazia determinadas coisas, que hoje simplesmente não consigo fazer mais ou faço daquele jeito mais ou menos, corrido, sem parar muito para pensar. 

Por isso, resolvi fazer uma listinha com dez coisas que nunca mais consegui fazer depois que virei mãe. Claro que tem muito mais, porém essas listadas abaixo são as que lembrei, assim de cara. 

Olha só:

1 – Acordar tarde – Nem mesmo no domingo, dia que eu costumava reservar (antes da Valentina) para dormir até umas dez, onze horas. Desde que virei adulta sempre trabalhei muito, inclusive ao finais de semana também. Quando podia, o domingo era o dia da preguiça (acho que isso é universal, né?). Acontece que criança é tipo um reloginho. Acorda sempre na mesma faixa de horário. A minha filha acorda entre 7h e 8h, todos os dias. Isso quer dizer que, não raro, domingão às 7h eu já estou de pé, com um olho aberto e o outro fechado, batendo nas paredes por estar morrendo de sono e com aquela cara de poucos amigos. 

2 – Sair com as amigas, sem hora para voltar – Veja bem, nunca fui de sair muito. Mas, muitas vezes, depois do trabalho, eu e as minhas amigas combinávamos um Happy Hour, sem fazer distinção de sexta-feira (pra quê isso?). Não íamos beber, nem nada (eu não bebo. Só vinho, mas vinho não conta), só conversar e comer, claro. Era bem legal e sinto muita falta disso. E essa é uma coisa que eu não consigo mais fazer. Claro que já saí com elas depois do expediente, mas sempre com aquele horário marcado para voltar para casa. Essa coisa de ter hora para voltar muda toda graça do negócio, na minha sempre humilde opinião. 

3 – Tomar um banho demorado – Sabe aquele banho gostoso, regado a muito desperdício de água e músicas fora do tom, pois é…isso eu nunca mais consegui fazer. Já é meio lugar comum no meio materno. Todo mundo sabe que mãe não toma banho tranquilamente, como todos os outros seres humanos. A criança está sempre perto e quer interagir, quer participar, quer jogar todos os brinquedos na água, etc, etc. Acho que dá para contar nos dedos as privilegiadas que tem alguém para “olhar a criança”, enquanto elas fazem esse ato tão importante de higienização. A maioria tem que tomar banho com a criança mesmo, aproveitar uma soneca que sempre acaba quando a mãe liga o chuveiro ou esperar a ocasião que o pequeno está em outro lugar, sei lá. Mas é difícil. Banho demorado, saudades de você! 

4 – Dormir uma noite inteira – Não se assuste. Nesses dois anos e 1 mês da Valentina eu tive sim noites de dormir uma noite inteira. Acho que umas duas ou três. Sei que dá para contar nos dedos de uma mão só. Foram pouquíssimas. E mesmo essas foram mais ou menos assim: Valentina dormindo quase meia noite e acordando às 7h (of course!). Nem chegou a ser oito horas, gente? Dá muita pena de mim quando penso nisso, mas vida de mãe é assim mesmo. Sei que vai chegar o dia que eu vou voltar a ter esse hábito tão saudável de vida, mas, por ora, minha noite é fragmentada. Fazer o quê?

5 – Comer com calma – Esse também é um hábito que só existe no período A.M (Antes da Maternidade). Depois que o filho nasce, a mãe passa a comer sempre correndo, fazendo outras coisas ao mesmo tempo e experienciando as delícias de uma comida gelada. Até hoje não consigo parar, sentar à mesa e comer, mastigando as cinquenta vezes necessárias, pensando em todas as variações de sabores que tenho no prato, enquanto medito em silêncio fazendo preces à comida. Hoje até tento, às vezes, sentar à mesa. Mas é só fazer isso para a bonitinha chegar junto, pedindo colo ou mamá. Isso quando não quer beliscar a comida da pobre mãe. 

6 – Não me preocupar – Vida de mãe é só preocupação mesmo. Na idade da Valentina, a maior delas é mantê-la em segurança, tendo em vista que crianças de dois anos adoram fazer experiências como pular da cadeira com um pé só, cair no sofá de costas, virar a motoca ao contrário e andar, e por aí vai. Antes disso, a mãe está preocupada se o bebê não está engolindo todas as coisas pequenas que existem na casa, ou se está dormindo bem (deixa eu ver se está respirando…), se está se alimentando bem, etc, etc. Conforme eles vão crescendo, as preocupações mudam, mas NUNCA DEIXAM DE EXISTIR. Você tem noção do quanto é tenso viver sempre com a testa franzida pensando nessas coisas? Difícil, mas faz parte. A gente acaba acostumando. 

7 – Escrever meu diário como antes – Sempre tive diário e sempre escrevi MUITO. Acontece que D.M (Depois da Maternidade) esse hábito tão essencial na minha existência passou a ser feito com bastante parcimônia. No começo por falta de tempo e energia mesmo. Agora por que a Valentina pega a caneta e rabisca todo o maravilhoso texto que escrevi. Costumo atualizar os acontecimentos quando ela dorme, mas é tanta coisa para fazer quando ela dorme, que vou deixando a parte de escrever para depois. Daí, já viu. Mas essa é uma das minhas metas desse ano. E vou modificar esse índice baixíssimo de caligrafar no papel. Pode apostar. 

8 – Ler como antes – Esse hábito que eu amo também foi ficando para trás por que é muito difícil ler pilhas e pilhas de livro com uma criança pequena em casa. Eu ainda leio, mas muito menos do que deveria e gosto. Pretendo melhorar esse índice também, priorizando. Mas, por enquanto, tem uns três meses que meu livro de cabeceira não muda de capa…rsrsrs.

9 – Fazer o “Dia da Faxina” – Eu gostava A.M de separar um dia para dar aquele trato na casa. Como boa virginiana que sou, adoro limpar as coisas. É terapêutico, meu espírito parece que flutua quando vejo meu lar cheirando, brilhando, organizado. Porém com um filho pequeno, não tem jeito de fazer isso. Onde você vai colocar a criança para fazer essas coisas? Joga ela no balde e bora trabalhar também? Não dá.

O que consigo fazer hoje em dia é uma faxina parcelada e, mesmo assim, ainda é bem difícil. A criança não entende que você precisa parar de dar atenção para ela para limpar a casa. A Valentina adquiriu ódio mortal da frase “Agora mamãe vai limpar a casa”. Não à toa ela sempre fala não. O que tento é incluí-la, dentro do possível, nessa rotina. Por exemplo, ela me ajuda a guardar algumas coisas leves, às vezes eu deixo ela brincando com a vassoura também (com minha supervisão). Isso é bom por que já noto nela um espírito organizado (e mamãe falta morrer de orgulho). 

10 – Ficar de boa curtindo o ócio – Sabe aqueles momentos em que a gente deita largadona no sofá para não fazer nada ou só assistir algo, sem prestar muita atenção? Ou então quando você fica olhando para o nada, pensando em coisa alguma e isso é tão legal, que parece até meditação? Pois isso eu não consegui mais fazer D.M. Todo mundo sabe que o ócio é uma coisa que pode ser muito boa e o ser humano parece que precisa “desligar” de vez em quando. Pois mães só andam por aí ligadonas, sempre no modo ON, mesmo quando dormem (verdade).

Bom, essa foi minha listinha. E você? Tem mais algum item a acrescentar? Compartilha comigo dessas pequenas saudades? 

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