5 Conselhos para as grávidas

Gravida-Conselho

Já sei! Você que acompanha esse blog pode dizer:

— Ah, mas você já disse dez coisas que toda grávida precisa saber. Está redundante agora, é?

Eu respondo:

— Essa lista aqui é de conselhos, coisas do fundo da minha alma diretamente para você gravidinha. Além disso, a lista está menor…rsrs

Minha gestação foi tranquila, depois de passado o baque da descoberta da gravidez. No entanto, depois que o bebê nasceu, em uma avaliação interna muito rigorosa, notei que tinha passado esse período meio alienada do que era de fato esse negócio de ser mãe. Tanto que o puerpério (quem não sabe do que estou falando, acessa esse post, tá) foi muito complicado. Eu chorava muito. Verdade!

Eis minha lista. Vou pontuar a seguir coisas que são relevantes, importantes, essenciais para toda futura mãe, tendo em vista que gravidez nenhuma dura para sempre e depois de nove meses você vê o resultado (desculpa a referência, foi mais forte que eu).

Vamos lá:

1 – Prepare-se para os palpites (são piores do que os da gravidez)

Bastou a grávida apontar no horizonte que geral começa a palpitar. Sim, eu sei. Passei por isso. Mas posso dizer uma coisa: você não viu nada ainda. Espera só esse bebê sair dessa casinha e vir morar aqui nesse mundo. As pessoas vão dizer o tempo todo que mãe você deve ser. Eu, particularmente, acho que esses palpites sobre nossa maternagem são piores do que os da gestação. Incomoda-me profundamente que os outros tenham a arrogância de achar que sabem o que é melhor para minha filha. Por isso, grávida que me lê, vai treinando a indiferença. Pratique bastante a paciência e faça uma listinha de respostas prontas para sacá-las, quando for necessário. Ninguém nunca te oferece ajuda, mas todo mundo aponta o dedo o tempo todo para dizer que você está fazendo tudo errado.

2 – Converse com outras mães

Sim. Aproveita o estágio da gravidez para trocar experiências. Pergunte TUDO. Aproveite o período que você tem para saber como é que funciona na prática esse negócio de maternidade. Na teoria, é tudo mamão com açúcar. Bebê rosa e fofinho dormindo o dia todo, a mãe dormindo ao lado, só acordando para dar de mamar bem de vez em quando. A mãe com tempo suficiente para tomar seu banho de banheira e ler a lista de livros que selecionou para a licença-maternidade. De vez em quando, o neném sorri e a mãe retribui, tal qual em um comercial de fraldas. Essa é a teoria. Esse é o sonho inalcançável. A realidade, pode deixar, que essas mães vão te contar: é bebê pendurado no peito 24h por dia, é mãe acordando de meia em meia hora para acudir o pequeno, é mãe sem tempo nem de ir ao banheiro fazer xixi, é hardcore. Mas eu nem vou te contar nada. Só te digo para pensar menos no enxoval e mais na maternagem.

Seguindo nessa linha, pesquise menos sobre o que levar na mala da maternidade, e mais sobre amamentação, cuidados com o recém-nascido, puerpério, vida de mãe. Se puder, faça um curso de gestantes (normalmente, as maternidades têm esse serviço). Foi super útil para mim e pode ser para você também, mesmo que você tenha mãe-tia-madrinha para te ajudar. No fim das contas, saber mais sobre esses assuntos vai te ajudar a se encontrar em sua maternagem. Você vai descobrir por si mesma que mãe prefere ser.

3 – Organize-se para os primeiros meses (ou anos, se você for sortuda)

Depois que o bebê nascer, você será DELE. Ponto. Não vai ter tempo, nos primeiros meses, de varrer casa, tirar pó, cozinhar, fazer a unha, tirar cravo do rosto. O bebê demanda demais da mãe, por que é assim que tem que ser. Ele está lutando todos os dias para sobreviver em um mundo que ele não conhece, experimentando sensações e sentimentos sem entender nada. Se for deixado sozinho, ele morre. É integralmente dependente. Por isso precisa de cuidados o tempo todo. Não tem jeito. Por mais que a mãe tenha ajuda (o que é raro, vamos combinar?), ainda assim sobra para ela o volume maior de trabalhos com o pequeno. Por isso, organize sua vida para receber seu filho. Tenha consciência de que é ele que importa nesse início. Você será o mundo dele por muito tempo. Aproveite isso com sabedoria e amor, sem pirar de querer ser a mulher-maravilha, ok?

Super-mae

Eu tenho a força!! Ops! Heroi errado!

4 – Tenha uma rede de apoio

Esse conselho tem muito a ver com o anterior, eu sei. Mas coloquei separado para dizer uma coisa em caixa alta: VOCÊ VAI TER QUE DELEGAR! Por favor, converse com sua família, seu marido, suas amigas, sei lá. PEÇA AJUDA. Não tem problema nenhum. Ninguém deve esperar que você siga sendo a super mulher com um bebê tão pequeno, e se alguém esperar isso, mande-o pastar. Tenha alguém para te ajudar com as tarefas domésticas, tenha alguém para te acompanhar no médico, etc. Se conseguir que uma alma caridosa olhe seu pequeno por uma meia hora para você fazer suas coisas, melhor ainda. Dê um presentão para essa pessoa, por que ela é um anjo caído do céu. Já diz um provérbio africano: É preciso uma comunidade para criar uma criança…

5 – O relacionamento com seu filho começa na barriga

Salvo o início do início do início, seu bebê vai interagir com você o tempo todo. Ele vai sentir as coisas que você sentir, ele vai ouvir sua voz, reconhecer seu cheiro. Vai ser capaz de escutar músicas ainda no útero e um monte de outras coisas mais. Os cientistas já comprovaram que o feto tem a capacidade de interação muito grande. Aproveite isso para estreitar o relacionamento com ele, fazendo-o se sentir amado. Converse com ele, troque ideia mesmo. Coloque canções para ele ouvir. Divida sua vida. Tenha a tranquilidade necessária para ele sentir esse amor tão grande que você sente por ele. Esse foi meu último conselho, mas certamente é o mais importante. A troca que existe entre uma mãe e um filho é algo único. Aprenda a agradecer por a vida ter te proporcionado sentir algo dessa categoria. Sua vida nunca mais será a mesma e seu coração vai adquirir uma capacidade de amar que você nem imaginava capaz.

Bom, é isso. Espero que tenha gostado. Até a próxima!

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