Criação com apego ou como educar filhos com empatia e afeto

Criação com apego

Daí que você dá colo para o seu bebê sempre que ele quer, amamenta em livre demanda, não gosta de castigar e tenta, ao máximo, dar bastante carinho e aconchego para o pequeno e vem aquela sua parenta e diz:

— Nossa, essa criança está sendo muito mimada! Isso que você está fazendo vai estragá-la, certeza!

Você, que já aprendeu a desenvolver um nível de indiferença enorme a tudo isso, ainda assim tem um pouco de vontade de mandar a dita cuja ir plantar milho para fazer pipoca. No entanto, a diva que mora em você fica de boa, faz de conta que nem ouviu, pois sabe que está fazendo o que é melhor para o filho, o que seu coração diz para fazer. Sem saber, isso o que você está fazendo tem nome: Criação com Apego. É disso que vou falar hoje.

Pois é. Criação com apego é uma corrente que defende a importância do fortalecimento do vínculo afetivo entre os pais e a criança, tendo em vista que bebês nascem com necessidades básicas, que vão além do “Mãe, troca minha fralda” e “Mãe, me dá de mamar”. Elas precisam de contato intenso com os cuidadores, precisam se sentir seguros, amados. Na verdade, a Criação com Apego nasceu de uma série de estudos, realizados durante mais de 60 anos, sobre o desenvolvimento cerebral das crianças. Essas pesquisas mostraram que o afeto dos pais e a empatia são essenciais para o amadurecimento emocional dos pequenos.

A Criação com Apego possui oito princípios fundamentais que versam sobre  a importância da preparação ainda na gestação para receber esse bebê com mais tranquilidade; a amamentação e alimentação como ferramentas importantes de fortalecimento de vínculo; a sensibilidade no trato com o bebê, inclusive na hora do sono. Além disso, a Criação com Apego defende a aplicação de uma disciplina positiva, de se colocar no lugar da criança para entender o que ela está sentindo ao invés de recorrer à punições, como castigo e agressões físicas e verbais e também de manutenção de um equilíbrio familiar, item essencial para o crescimento saudável na primeira infância.

Claro que estou resumindo MUITO o assunto.

Criação com apego 2

Mas a ideia desse post é mais de chamar a atenção para essa corrente e mostrar que, na verdade, não existe imposição do que você deve ou não fazer com seu filho. Como os estudiosos nessa corrente defendem, esses princípios são apenas ferramentas, sugestões de como lidar com as crianças, algo complicado e que deixa muita gente perdida, inclusive e, principalmente, os pais. Conhecer o que há por trás da Criação com Apego pode servir como um “norte”, mas quem vai saber o que é melhor para o seu filho  é você sempre.

Eu não conhecia a Criação com Apego até perceber que a praticava intuitivamente, sem saber que tinha nome para isso. Para mim a ideia da empatia e da importância do afeto para os filhos sempre foi algo muito óbvio. Daí que quando comecei a embarcar nesse mundo de blogs e sites sobre maternidade me deparei com essa corrente e me identifiquei.

Acredito muito (e digo isso em todo post, praticamente) que o amor, o cuidado, o estar junto são fundamentais para que a criança passe pela infância de modo mais tranquilo, guardando no subconsciente dela que existe um lugar seguro chamado amor (nossa, que bonito isso que falei!), que família é aquela que vai sempre estar do lado, não importa quais serão as circunstâncias, que ela pode seguir a vida dela com força e coragem, pois já tem em si as ferramentas para ser uma pessoa feliz.

Para quem gostou da ideia da Criação com Apego e quer saber mais sugiro a leitura do blog Paizinho, Vírgula! Ele é ótimo, escreve e fala super bem e discute muito o assunto no espaço dele. Vou colocar o link do resumão que ele fez sobre o tema. Está bem mais detalhado que esse post, mas é claro.

Finalizo com uma declaração do meu pediatra preferido, Dr. Carlos González, para você calar a boca de vez desse povo chato e intrometido que acha que amor demais mima criança:

“Não existe nenhuma doença mental causada por um excesso de colo, de carinho, de afagos… Não há ninguém na prisão, ou no hospício, porque recebeu colo demais, ou porque cantaram canções de ninar demais para ele, ou porque os pais deixaram que dormisse com eles. Por outro lado, há, sim, pessoas na prisão ou no hospício porque não tiveram pais, ou porque foram maltratados, abandonados ou desprezados pelos pais. E, contudo, a prevenção dessa doença mental imaginária, o estrago infantil crônico, parece ser a maior preocupação de nossa sociedade”. 

AS REFERÊNCIAS DESSE POST:

http://www.attachmentparenting.org/portuguese

http://www.slingando.com/index.php/a-colica-por-dr-carlos-gonzalez.html

http://paizinhovirgula.com/criacao-com-apego-aquele-resumo-que-voce-sempre-quis/

http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Saude/noticia/2015/10/criacao-com-apego.html

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