As incoerências de ser mãe

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Educação é um troço difícil a beça, certo? Quando o bebê deixa de ser aquela coisinha fofa e passa a ser uma criança testando limites, de vez em quando, dá vontade de pedir demissão desse cargo..rs. No entanto, não tem como, claro. Daí, no dia a dia, você vai aprendendo com seu filho, aprendendo com a experiência, aprendendo na tentativa e erro. Isso é educar, em suma. Apesar da vontade de todos os pais de que o filho seja uma pessoa decente, honesta e feliz, tem momentos em que nos perguntamos como fazer para chegar nesse patamar. Ora, meus pais conseguiram, aposto que os seus também. Nós vamos conseguir também, tenham fé. Por isso, para ajudar nesse trabalho hercúleo de educar os pequenos, o post de hoje vai ser sobre coerência (ou como a falta dela pode ser prejudicial). Let’s go.

Um dia, há muito tempo, antes de ser mãe da Valentina, percebi que eu não gostava de gritos. Nem que gritassem comigo, nem perto de mim e também me sentia horrível quando gritava com alguém. No entanto, de vez em nunca, aparecia uma gritaria na minha vida. Ponto.

Daí veio a Valentina e percebi que ia educá-la de modo a evitar gritos em casa (falei sobre isso nesse post). Tenho conseguido, mas em alguns momentos, quando chego no limite, lá vem um grito inoportuno. É raro, mas acontece. Já notei que acontece, principalmente, quando eu estou MUITO cansada, sem dormir direito, teimando para fazer a Valentina dormir, etc. Raciocinei comigo que se eu queria uma educação sem gritos ia ter que evitar perder o controle dessa forma. Isso se chama coerência. Fazer do discurso, prática.

Como quero criar uma menina que não grita se grito com ela? Não dá. Como, lá na frente, vou dizer: Valentina, não grita! Se eu mesma estiver gritando quando disser isso? Ela não vai entender por que ela não pode, se eu faço isso. Crianças aprendem, em suma, pelo exemplo. Adianta nada sermão da montanha para elas, se você não tiver um pingo de coerência nas suas atitudes.

E não estou falando apenas de dilemas grandões, mas de coisas simples, pequenininhas. Quer ver só? Como boa virginiana que sou, tenho meus métodos e manias. Uma delas é roer as unhas (já parei várias vezes, mas sempre tenho recaídas). Não quero a Valentina roendo unhas como eu, mas ela me vê fazendo isso o tempo todo. Nessa fase, eu sei, eles querem ser como as mães e os pais. Por isso, dia desses, não é que vi a minha filha colocando a mãozinha na boca igualzinho eu faço? Já a vi também limpando as coisas com um paninho igual eu faço (kkk. Esse eu vou deixar), querendo beber café na caneca, entre outras coisas.

Se queremos uma educação bem solidificada para nossos filhos, precisamos ser coerentes o máximo que pudermos. Sei que é impossível um ser humano 100% coerente, mas dá para chegar nos 95%…

Além da importância do exemplo, temos que perceber também que crianças precisam de regras bem delimitadas. Se não pode fazer determinada coisa, não pode nunca. Quando você começa a deixar certas regras serem quebradas ou as torna muito total flex (hahaha), a criança fica perdida, pois não entende se pode ou não pode. Sei disso, pois já aprendi isso na prática. Na minha casa tem uns brinquedinhos em cima do micro-ondas. Às vezes, deixava a minha filha brincar com eles, levando-a até os bonequinhos. Mas ela aprendeu agora, claro, a subir sozinha. Só que é meio perigoso. Daí eu falo que não pode e ela deve pensar: Ué, mas ontem podia! Eles não entendem essas nuances do mundo dos adultos. Para eles a regra tem que ser clara sempre. 

Só assim essa tarefa de educar torna-se mais eficiente. Não sou nenhuma Supernanny, mas sou mãe e tenho aprendido muito com a maternidade. Ainda bem.

Por hoje é isso. Espero que tenham gostado!

 

 

 

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