As coisas mais estranhas que enfrentei na gestação

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Estar gestante é como viver em um mundo paralelo. De repente, tudo muda. Seu corpo, seus pensamentos, seus objetivos, sua fome. As pessoas passam a te tratar de modo diferente, você é mimada o tempo todo, começa a pensar na ideia de que dali um pouco terá um bebê nos braços e tem desafios diários de sobrevivência. Eu vivi isso há pouco mais de 1 ano e meio. Hoje lembro com saudade, mas passei por alguns perrengues na gestação, coisas estranhas que não tinha noção que aconteciam no mundo das grávidas. Hoje estou aqui para compartilhar algumas delas.

Grávidas do mundo, uni-vos. Essa é uma fase difícil, estranha e totalmente diferente do que é a maternidade depois. Olhem só algumas das coisas que enfrentei:

FOME FORA DO NORMAL

Bem no início da gestação, antes mesmo de eu descobrir que carregava um bebezinho, senti uma fome nada comum. Eu ficava o tempo todo com vontade de comer, mesmo que eu tivesse acabado de devorar um prato que tivesse três vezes o meu tamanho. Era uma fome que doía. Sério. Nunca antes na história da minha vida tinha sentido uma fome tão voraz. Acredito que essa tenha sido a época que eu mais comi em toda minha existência. Eu acordava e comia, depois fazia o lanche da manhã, antes do almoço, almoçava, fazia um lanche logo de depois, no meio da tarde, no fim da tarde, no começo da noite, antes de dormir e comia até em sonho (hahaha). Todo mundo, nessa fase, só me via mastigar. Eu só parava mesmo para conversar, de vez em quando, mas nem tanto.O que sei é que os enjoos contados que tive foram bem recompensados por essa vontade louca de comer sempre e que só diminuiu lá para o terceiro mês de gestação.

GOSTO RUIM NA GARGANTA E UMA AZIA QUE NÃO PASSAVA

A fome mencionada acima veio acompanhada de uma azia que não me deixava em paz. Eu confundia, de fato, o que era azia e o que era fome. Na dúvida, eu comia, pois era isso que me ajudava a aliviar a sensação ruim no estômago. Essas duas coisas me levaram ao médico. Pensei que sairia dali com uma receita de Omeprazol e saí com um Beta positivo. Acontece nas melhores famílias. Essa sensação de queimação durou uns três meses também. Depois passou. Ainda bem.

O QUE EU TINHA PARA FAZER MESMO?

Isso sei que é comum no mundo das gestantes, mas não deixa de ser curioso. Durante a gravidez eu tinha lapsos de memória incríveis. Sempre tive o hábito de marcar as coisas que tinha para fazer em um papel ou no celular, foi o que me salvou. Os especialistas não têm um consenso sobre os motivos desse esquecimento na gestação, alguns dizem que os hormônios estão a todo vapor e o organismo trabalhando sem parar, o que pode atrapalhar o cérebro. Outros dizem que pode ser consequência de todo desconforto que as gestantes passam, que causam um estresse grande na cabeça das grávidas.

COÇA, COÇA, COÇA

Esse talvez tenha sido o pior sintoma de todos. No fim da gestação, por volta do oitavo mês, tive uma coceira incontrolável no CORPO TODO. Eu não dormia, tinha dificuldade de me concentrar em qualquer coisa que fosse, arranhei toda minha perna. Usava bolsas de gelo na pele, enquanto tentava me concentrar em assistir alguma série de TV; passei pasta da água (o que me rendeu o apelido carinhoso de Pé de Cal), fui parar até no hospital porque estava sofrendo muito com a coceira. As pessoas à minha volta diziam “Ah, é só não coçar!”. Eu tinha vontade de jogar pó de mico em cada uma delas para elas verem o que é uma coceira incontrolável. Depois descobri que tive Colestase Obstétrica, uma doença de fígado que pode aparecer em qualquer fase da gravidez. Funciona assim: o fígado produz bile, que ajuda na digestão, porém na Colestase, essa bile vai parar no sangue também, o que causa essa coceira. Infelizmente, em alguns casos, a doença pode atingir o bebê, e até provocar a morte dele. Por isso é um troço sério, que tem ser bem diagnosticado. No meu caso, foi só a coceira e os bullyings que sofri na época.

Nos próximos posts, falo melhor sobre essas peculiaridades da gestação. Por ora, é isso.

Grávidas, estou do lado de vocês e não abro. Sei o quanto é difícil essa fase! Mas deixa saudade. Ah, como deixa…

 

 

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3 comentários sobre “As coisas mais estranhas que enfrentei na gestação

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