Dez dicas para uma introdução alimentar de sucesso

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Seu bebê não é tão bebê assim mais, vai começar a comer alimentos sólidos e você está cheia de dúvidas? O post de hoje é todinho para você! Minha filha já caminha para os dois anos e posso dizer que é uma criança que COME DE TUDO. Sério! Até beringela a garota manda ver. Gosta de verduras, legumes, arroz, feijão, frutas, bolacha água e sal, adora tomar água, suco de laranja in natura, já chupou até cana e gostou. Eu credito isso a uma bem-sucedida introdução alimentar e posterior incentivo à alimentação saudável sempre. Tem também o componente sorte, mas acho que isso não é nem 1%. Enfim, tenho orgulho do bom apetite da minha pequena e quero muito que o bebê de vocês coma bem também. Por isso, reuni algumas dicas tiradas da minha experiência e de recomendações de especialistas da área (tem um material legal nesse site aqui). Eu segui TODAS. E estou aqui para dizer que deu muito certo na minha casa.

Quer que seu filho seja assim, bom de garfo? Olha só o que você pode fazer para ajudar.

Tudo tem seu tempo – Sim. Muitas mães iniciam a alimentação sólida, muito antes do recomendado, muitas vezes por uma ansiedade e outras por necessidade. No entanto, é essencial respeitar a maturidade biológica do bebê. Antes dos seis meses, só leite materno. Recomendação da OMS. Antes desse período a criança não tem ainda capacidade de deglutição e digestão de algo que não seja o leite. Lembre-se que até essa fase nem sentado o bebê consegue ficar, que dirá comer. O leite materno dá conta de alimentar o pequeno, sem necessidade de complementação. Por isso, evite dar suquinhos, papinhas, e etc antes do tempo. Segura a ansiedade, seu filho vai comer comida normal brevemente, mas só quando estiver preparado.

Tudo deve ser feito aos poucos – Deu seis meses, entrou em cena a papinha de frutas e o famoso suco de laranja-lima? Segura a ansiedade novamente. O bebê deve conhecer e experimentar os alimentos aos poucos para se acostumar com aquele sabor. Quando você der algo pela primeira vez para ele, por exemplo, provavelmente ele vai jogar tudo para fora, não vai curtir, vai até fazer careta. Isso não significa que seu pequeno é um fresco, mas sim que aquilo é novo e ele necessitará de mais tempo para digerir aquilo, literalmente. Por isso é importante ir mostrando um dia uma batatinha, outro dia um repolho, semana seguinte purê de maça, tudo em slow motion mesmo. Além de ajudar o bebê nessa transição, que não é fácil (lembre-se que até então ele só mandava para dentro líquido, líquido e líquido), essa atitude pode evitar possíveis alergias alimentares, já que, caso o bebê tenha alguma reação, você vai conseguir perceber o que causou tudo isso mais facilmente.

Quantidade – Vou repetir: segura a ansiedade na hora de colocar a comida no pratinho do seu filho. Lembre-se que o estômago dele é pequenininho, por isso ele precisa de pouca comida. A demanda vai aumentando, de acordo com o crescimento, até atingir o ápice na adolescência, época em que o prato do seu filho vai ser maior que o seu três vezes. Bebês comem pouco e sabem desde cedo a medida da própria fome. Se você amamenta em livre demanda, consegue perceber isso claramente: o bebê mama pouco e várias vezes ao dia. Isso é ele seguindo a saciedade dele, e não a sua percepção da saciedade dele (por isso odeio amamentação com reloginho). Depois da introdução de sólidos, respeite seu filho, caso ele não queira terminar o prato. Isso significa que aquele tanto já está bom. Com o tempo você vai perceber o quanto ele come e essa parte vai ficar mais fácil.

Exemplo – Você também tem que comer direito – Não adianta nada você querer que seu filho coma de modo saudável, se você manda ver no fast-food e acha que refrigerante é tipo água. Ele vai olhar você e se espelhar. Se você costuma comer um monte de guloseimas no supermercado e só come a alface que mora dentro do seu sanduíche, não adianta querer  que seu pequeno seja Geração Saúde.

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Gordura pura mandou lembrança!

Aprendi desde cedo que filhos aprendem muito mais com nosso exemplo do que com o que a gente fala. Por isso, ao invés de falação, passe a se alimentar melhor, evite comprar guloseimas para deixar em casa (Aqui não entra refrigerante, bolacha recheada e salgadinho na lista do mercado). Você vai ver como a criança educada desde cedo no quesito alimentação dá muito menos trabalho depois para comer. Fora que corre menos riscos de desenvolver obesidade, diabetes,  hipertensão e por aí vai.

Variedade – Começou a introdução alimentar do bebê, tente, sempre que possível, oferecer uma alimentação variada e rica para que o paladar da criança se acostume aos diferentes sabores, texturas, cheiros, etc. Aproveite para conhecer novas formas de alimentação também. Por exemplo, antes da Valentina eu nunca tinha experimentado maçã assada com canela. No entanto, como ela não gostava muito de maça in natura, fiz dessa forma e ela adorou (e eu também).

Sem temperos – Essa dica vai ao encontro do item anterior. Para que a criança tenha um paladar flexível e diversificado, evite carregar no tempero na hora de fazer a comidinha dela, principalmente no quesito sal. É importante para ela sentir o sabor real dos alimentos. Tempero demais vai fazer o bebê gostar do tempero, mas do que do alimento. Lembre-se de que educação alimentar é questão de acostumar o paladar aos sabores.

Evite alguns alimentos no começo – Embora saudáveis, alguns alimentos devem ser evitados no início da alimentação sólida da criança. O leite integral, ovos, nozes e frutos do mar são alimentos com potencial alergênico: podem provocar alergias alimentares de leves a graves e devem ser evitados, pelo menos até  1 ano de idade.

Guloseimas – Precisava dar essa dica? Meio óbvio, né? Alimentos gordurosos, açucarados e industrializados demais devem ser evitados nos primeiros anos de vida da criança. Daí vocês me perguntam: mas a sua filha nunca tomou refrigerante? Comeu um chocolate? Beliscou uma batata frita?

Menino triste

Eu respondo: Sim. Já comeu, mas com parcimônia e alguns itens só depois que fez 1 ano mesmo. Como disse, no dia a dia não tem guloseima para ela, a não ser as que eu consumo de vez em quando, como brigadeiro de panela (que eu ainda acho super saudável…rs). Pirulito, balas e afins eu não compro nunca. Até pelo potencial de engasgar a criança. Evito, evito, evito, mas não sou neurótica. Agora que ela já está maiorzinha de vez em quando libero um refrigerante, tipo uma vez por ano (hahaha).

Nada de drama – Ter que lidar com uma criança que não come deve ser desesperador, mas, de novo, entra aquela frase que disse lá atrás: os pequenos sabem quando estão saciados e só vão recusar comida se não estiverem com fome mesmo. Sei que deve dar uma preocupação muito grande, medo e tudo mais, mas não pire e nem obrigue a criança a raspar o prato. O momento de comer deve ser prazeroso, não deixe seu filho associar comida com drama, que aí o negócio vai ficar difícil para o seu lado. Se toda refeição é uma briga para ele comer, você acha mesmo que ele vai gostar de vivenciar esse momento? De novo a dica é essa: respeite o organismo do seu filho, que sabe mais do que você sobre a fome dele (hihi).

Com o tempo, a criança engorda mais devagar – No início, o ganho de peso do bebê é muito grande. Basta lembrar que ele vai triplicar de peso no primeiro ano, mas no segundo vai ganhar apenas um terço disso e depois a engorda vai ficando mais lenta, até chegar a adolescência. Isso quer dizer que se seu bebê já virou uma criancinha saltitante, você não pode mais comparar o ritmo de engorda dele com o que era antes. Mesmo entre bebês o crescimento e ganho de peso variam muito. Não dá para ficar comparando por que o vizinho tem um filho cheio de dobrinhas e você não. Falei disso aqui. Confere lá.

Por hoje é só. Espero ter ajudado. Até a próxima!

 

 

 

 

 

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