Como viajar com um bebê – Meu relato de viagem

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Curtiu ou não a praia??

Os mais chegados notaram um sorrisão diferente em mim e na filhota esses dias. O motivo: um passeio na praia revigorante! Eu, pela primeira vez, viajei sozinha com minha pequena para o litoral de São Paulo e estou aqui para contar para vocês um negócio: vale muito a pena e não é nenhum bicho de sete cabeças (talvez tenha umas seis, mas elas são de boa…hahaha). 

Falando sério: foi MUITO melhor e  mais tranquilo do que eu imaginava. Claro que pesquisei bastante antes, mas os dias na praia também contaram com boas doses de imprevisto e improviso, tendo em vista que meu planejamento contava com um sol maravilhoso a brilhar no horizonte e não com o friozinho, garoa e vento que peguei na praia (sim, eu olhei a previsão do tempo, mas elas nem sempre acertam. Desculpa, Maju!). 

O saldo foi excepcional. Minha princesa se divertiu demais e eu também. Fora que fazia muito tempo que eu não via o mar, tanto que quando o revi, me emocionei discretamente, devo admitir. 

O que quero com esse post é justamente isso: incentivar as mamães a passearem mais vezes com seus pequenos alone, sem depender de terceiros para isso (nem sempre conseguimos conciliar férias ou temos companhia, não é mesmo?). Claro, prepare-se para os perrengues, mas se você é mãe já está acostumada com isso faz tempo (rsrsrs).

Para incentivar ainda mais, fora as palavras bonitas, quero dar dicas úteis para quem vai embarcar nessa de viajar com bebê ou criança pequena. São minhas modestas contribuições, baseadas na minha experiência. Claro que têm mais um montão de “conselhos” que vão ficar de fora, reuni aqui apenas os mais importantes, os essenciais mesmo. 

Vamos lá:

PLANEJAMENTO É ESSENCIAL – Antes da viagem, pesquise absolutamente TUDO e leve em conta sempre que vai ter bebê a bordo. Assim, por exemplo, eu escolhi um destino próximo à minha cidade, pois pensei que a Valentina ia ficar muito cansada de viagens longas (e por que a grana está curta. Deixa eu falar mais a verdade ainda :D). Preferi ficar em uma pousada, pois raciocinei que não ia querer ficar cozinhando e limpando a casa no meu passeio à praia. Ficou mais caro, mas foi bem melhor.

Procurei me informar sobre a cidade, o que tinha para fazer lá que fosse legal para mim e para a Valentina (principalmente para ela. #mãe) , onde poderia comer e se havia hospitalidade do lugar às crianças, onde comprar, qual seria o itinerário de cada dia de viagem, contando com o Google Maps para saber chegar nos lugares, mesmo que eu fosse de táxi ou ônibus (preferi na minha passagem à praia não andar de ônibus lá no litoral. Nada contra o busão de lá, deve ser melhor que o daqui, mas por que estava com um bebê e ônibus são menos confortáveis para eles). Além disso, pesquisei o que deveria levar e fui organizando o que tinha que comprar, com antecedência para não esquecer nada.

Acredito que o mais importante é se programar para criar essa atmosfera de “eu sei o que estou fazendo”. Isso evita que os imprevistos atrapalhem a viagem e a torna muito mais tranquila.

MALA, MALINHA, MALÃO – Sim, você vai levar uma bagagem gigantesca com você, mesmo que não queira. De novo, entra em cena o bebê e suas fraldas super power, roupas para frio, calor, mormaço, neve, etc, manta, toalha, guarda-chuva, água, lanche e todas as outras coisas dele e as suas também. Eu ainda tive que lidar com a incerteza do tempo. Embora a previsão mostrasse que ia fazer sol e chover espaçadamente (errou feio!), pensei que deveria me organizar para outros cenários também (não que eu não confie na previsão do tempo, longe de mim!). Pensei que uma mochila resolveria meu problema. Que nada! Foi mochila, bolsa de mão e na volta uma sacola para abrigar o polvo de pelúcia que comprei para a Valentina.

Nesse caso, recomendo uma mochila daquelas grandonas mesmo e uma bagagem de mão que caiba na mochila (para ter perto dentro do coletivo). Acho  que têm que ser aquelas de acampamento mesmo. Sem exageros. 

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Da próxima vez vou levar uma dessas!!

E claro, nada de mala. Tem que ser prático. Mochila fica nas costas e facilita, pois permite que a mãe carregue o bebê no colo de boa. Não fui com sling, mas recomendo para quem tem a prática levar um. Facilita muito, principalmente durante a viagem. Outra dica importante é optar por peças de roupas mais funcionais, tanto para você, quanto para o bebê. Importante também é levar um kit de remédios (receitados pelo pediatra, claro), como soro fisiológico, termômetro, antitérmico e outros que o bebê costuma tomar. Por último, é interessante também deixar na bagagem de mão uma troca de roupa para o bebê, fraldas e lenços umedecidos, os documentos essenciais, um brinquedinho para distrair, a mantinha (tendo em vista que os transportes costumam carregar à mão no ar-condicionado), lanchinhos e água. 

ROTINA É SUA MELHOR AMIGA, MESMO EM OUTROS ARES – Sim. Você vai pirar um pouco com o cenário paradisíaco e achar que por ser férias não precisa fazer as coisas no mesmo horário. Mas, lembre-se, há um bebê a bordo e eles precisam de rotina para se sentirem seguros. A viagem em si já é uma quebra de rotina importante, por isso tente, sempre que possível, manter os horários de banho, alimentação e sono. Isso vai facilitar a sua vida, tendo em vista que o pequeno não vai ficar chatinho, bocejando ou chorando nas horas mais impróprias. No entanto, vale ressaltar: não pire sendo a chata do relógio. Passar um pouquinho da hora de comer ou dormir não faz mal nenhum e, de vez em quando, vai ser inevitável mesmo. 

O DESTINO VAI DEPENDER DA FAIXA ETÁRIA, MAS TÊM LUGARES QUE SÃO HITS ENTRE A CRIANÇADA – Os pediatras, normalmente, recomendam que bebês muito pequenos (menores que 6 meses) não encarem a praia, pois a pele deles ainda é muito frágil. Além disso, a vida deles é comer, dormir e fazer cocô. Aquele marzão e areia não vão fazer o coração deles acelerar ainda. Deixe a praia para quando o bebê for maiorzinho, lá por volta de 1 ano ou 2. Nesse caso, aquela areia toda vai ser a alegria never ends deles. Digo por experiência própria, minha filha só saía da areia com muito custo e sempre chorosa, com vontade de acampar ali para sempre. 

Existem para as crianças locais feitos especialmente para elas. É o caso das fazendinhas, parques temáticos, tipo Disney, e etc, mas acho importante que o bebê se acostume a acompanhar os pais para onde for. Sério! Eles curtem tudo o que envolver os pais. Mas  é claro que com uma criança pequena destinos tipo “a ilha deserta que só eu conheço” não são indicados, já que elas são imprevisíveis e podem ficar doentes, por exemplo, em plena viagem de férias, precisar de mais fraldas, ou sei lá mais o quê. 

Em todas as situações e independentemente do lugar, é preciso tornar o passeio divertido para a criança. Mostre a natureza para ela, as coisas diferentes, leve-as nos parquinhos, brinquem junto, enfim. O que toda criança gosta é de espaço (por isso praia e campo são bons para elas), bichos, natureza, brinquedos e as pessoas que ama perto. 

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Pezinhos fofinhos em uma rede preguiçosa! Não é um amor?

SEGURANÇA É ESSENCIAL – Infelizmente, os transportes coletivos não são muito receptivos às crianças. Os pais, normalmente fazem de duas formas: ou levam a cadeirinha (que é sempre um trambolhão) ou acoplam o cinto deles nas crianças. No entanto, alguns especialistas não recomendam essa técnica do cinto conjunto, pois, no caso dos ônibus e carros, há risco de esmagar a criança com o peso, em caso de colisão. Eu pensei que entre deixar minha filha totalmente desprotegida e colocar o cinto, eu preferia colocar o cinto e foi o que fiz. 

Além do transporte, caso a criança já seja maiorzinha, recomendo comprar pulseirinhas de identificação (tem lugares especializados, tipo esse aqui). Claro que ninguém pensa na possibilidade de a criança sumir da vista, mas é sempre bom se precaver, tendo em vista que os pequenos são espertos e rápidos e os pais podem se distrair, já que são humanos. 

Falei de transporte e de pulseira de identificação e quero concluir essa dica falando também da importância de verificar se os locais visitados são seguros para as crianças. Assim, cheque se o lugar que você vai se instalar tem zonas de risco, como tomadas desprotegidas, escadas, sacadas. Claro que você não vai pedir para reformar o estabelecimento durante sua estadia, mas assim você fica mais alerta e evita que a criança fique em determinados lugares. Isso vale também para os lugares que você for comer: verifique se o restaurante tem aquela cadeirinha infantil, se a praia que você vai visitar tem zonas de risco, etc, etc, etc. 

Como disse, tem muita coisa a respeito de viagens com bebês/crianças pequenas, mas acho que o que coloquei está digno. Lembre-se: o pequeno que vai viajar com você é o mesmo de casa, por isso todo o comportamento dele com você continuará igual, independentemente do lugar. Crianças choram, não querem comida, se lambuzam, estranham, gritam, se recusam a cumprimentar estranhos…Deixar de viajar por medo de que sua cria vá aprontar por aí e se privar de um  monte de coisas boas, pelo motivo bobo de ter medo do que as pessoas vão pensar. Não deixe de viajar quando puder (e a grana permitir). As crianças vão adorar tudo o que envolva pessoas que ela ama dando atenção e entretenimento para elas. Além disso, você merece, não?

Beijos e até o próximo post!

 

 

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