Como brincar com o bebê

Criança brincar

Sim. Eu sei que o título está dizendo bebê e que a Valentina não é mais tão bebê assim, mas a ideia aqui é mostrar que há MILHARES de formas de brincar com seu pequeno e que a brincadeira para a criança é essencial para experimentar o mundo, desenvolver a autonomia, estimular a criatividade, ensinar regras sociais. Além disso, com a brincadeira a criança está em movimento, desenvolvendo um autoconhecimento corporal e ensaiando uma autonomia. Brincar é uma excelente forma de expressar emoções e, mais importante de tudo, faz a criança feliz. 

Pois então, dito isso, tenho comigo que é parte da responsa de ser pai e mãe, sentar para brincar com o filho também, interagir com ele por meio desse mundo de criança e aprender a se livrar do peso de ser adulto nessas horas. Via de regra, para conviver com uma criança tem que voltar a ser um pouco uma também. 

No entanto, eu sei, como mãe, que é difícil botar a cuca para funcionar e inventar brincadeiras para entreter os pequenos. Parece que a gente sempre acaba recorrendo as mesmas coisas, quando não aos aparelhos eletrônicos, que nos salvam muitas horas, é verdade, mas devem ser usados com parcimônia. 

Eu sempre fiz brincadeiras mais intuitivas com a Valentina: era a careta na hora da troca de fralda, as cócegas, o “achou”. Conforme ela foi ficando maiorzinha, senti necessidade de procurar ideias para brincar com elas, levando em conta, claro, que eu tenho no meu arsenal meia dúzia de brincadeiras minhas que funcionam muito. 

A Valentina, por exemplo, gosta muito de música. Por isso tenho o costume de colocar musiquinhas infantis para ela dançar e cantar. O Netflix é meu parceirão nessas horas e o que me deixa mais confortável é por que a minha filha, raramente, fica quietinha assistindo TV. Normalmente, ela interage ou vai brincar de outra coisa e o desenho fica ao fundo. 

O que tenho feito para aprimorar minha listinha de brincadeiras é pesquisar, na sexta-feira ou no sábado, as brincadeiras que vou fazer com ela na semana. Escolho uma ou duas para testar e vou em frente. Assim, acredito que a gente fica menos perdida, pois as opções são muitas. É bom também para conhecer bem o que a criança gosta, o que a deixa mais concentrada, o que a estimula mais. Nesse post, vou mencionar algumas que faço (minhas e de pesquisa) e outras que tentei fazer, mas deu ruim. Acredito muito na importância de experimentar bastante nesses momentos. É bom para a gente também botar a cachola para funcionar, vez em quando.

Pois bem, segue abaixo ideias de brincadeiras que faço com a Valentina.  

Esconde-esconde e Pega-Pega – Essa brincadeira é sempre motivo de festa aqui em casa. A Valentina adora! Acho que vale aproveitar os momentos normais de rotina mesmo para, de vez em quando, parar um pouco para brincar de esconde-esconde. É assim que tenho feito. Nós misturamos as modalidades e vira uma brincadeira super legal. 

Escurinho – Essa é patenteada (rsrsrs). Ideia de minha filhota, que começou a andar e fazer coisas com os olhos bem fechados, achando graça que dava para executar as duas tarefas ao mesmo tempo. Quando falo para ela “escurinho” (o nome quem inventou foi a madrinha dela), ela já sabe. Eu  patentei, mas estou permitindo uso dessa brincadeira por terceiros.

Andar na motoca – Por volta de 1 ano quando a criança começa a andar, de fato, ela passa a curtir mais essa coisa de andar sobre rodas. Antes disso, acho que não. Pelo menos não com a Valentina, que tinha pavor da motoca até essa idade (ela ganhou com sete, oito meses). 

Brincar de casinha – Cuidar da boneca, do ursinho, colocar para dormir, dar comidinha. Tudo isso é sucesso garantido. Crianças adoram brincar de faz de conta. Eu também tento inserir a brincadeira nos momentos triviais, por exemplo, quando estou fazendo ela dormir, aviso que o boneco já está dormindo e cubro ele com coberta (mas isso não convence ela nunca). 

Rabiscar – Aprendeu a ter alguma destreza, dê giz de cera, canetinha e similares. Eles adoram rabiscar. Na idade da Valentina ainda precisa ter supervisão, pois, caso contrário, a canetinha pode ir parar no nariz, no ouvido. Sabe como é criança, né? Adora uma experimentação. 

Brincadeiras corporais – Talvez essa seja aquelas que mais faço. Quando digo brincadeiras corporais, quero dizer brincar de escorregador, fazendo a Valentina deslizar entre minhas pernas (essa aprendi da madrinha também), brincar de girar, rodar o corpo, cavalinho, fazer cócegas (cantando “Dona Aranha, subiu pela parede”), deixar a criança subir nas costas (essa também a Valentina adora e sempre pede), etc, etc, etc.

Ler – Eu sou leitora voraz. Amo tudo que diz respeito a livros e quero muito que a Valentina goste também. Por isso, desde cedo compro livrinhos para ela. É claro que as histórias têm quer ser bem curtinhas, pois o nível de concentração das crianças é bem pequeno nos primeiros anos, mas vale começar cedo. Já vi na internet livros interativos maravilhosos, chamados Quiet Books e eles viraram meu sonho de consumo desde então. Não preciso falar dos benefícios dessa brincadeira, né? 

Criar histórias – A tampa de um cosmético vira um nariz de palhaço, um potinho vira um telefone, um pedaço de pano ajuda no esconde-esconde, enfim, são inúmeras as opções para fazer das situações banais de todo dia brincadeiras para as crianças. 

Ajudar a mamãe – Essa é boa demais, não só para as crianças…rs. Acredito ser super válido ensinar cooperação e deixar os pequenos ajudarem no que conseguirem fazer. Eu ajudava minha mãe com as tarefas desde muito nova, lembro até de uma cena minha subindo na cadeira de casa para lavar louça (até hoje AMO lavar louça. Juro!). As crianças adoram ajudar e isso estimula uma postura mais proativa nelas, de colaboração. Acho essencial. 

Crianças em festa

Quem gostou das ideias da Cíntia, levanta a mão!!

Bom, essas são algumas ideias. Agora, vale lembrar que, muitas vezes, pode acontecer de uma brincadeira decepcionar, da criança não gostar e até chorar (sim. Aconteceu com a Valentina). Isso é bom, sabia? Mais uma vez comprova aquela ideia que sempre digo que cada criança é única (mas isso é tão óbvio, Cíntia!). Tem umas que são mais agitadas e vão gostar mais de algumas atividades, outras são mais calminhas, se concentram melhor, outras querem desconstruir as coisas (quebrar!), já alguns pequenos gostam da ideia de montar e por aí vai. Pois bem, com a Valentina, até agora, soltar bolinhas de sabão, por exemplo, foi tipo: “Mãe, até que é legal, sabe? Mas não é tudo isso”. Ela não se animou muito.

Criança bolinha de sabão

Espero que um dia a Valentina veja a magia das bolinhas de sabão…

Já a massinha, que ela ganhou da madrinha, ela ainda não entendeu que o conceito é fazer coisas. Tudo o que ela quer é despedaçar a massinha como se fosse migalhas de pão (rsrsrs). Outra coisa que não rolou foi fazer areia comestível. Ela até gostou, mas queria virar o pote que continha a “praia de mentirinha” de uma vez só, desfazendo a ideia de mexer na areia. Além disso, fez TANTA sujeira que eu meio que desanimei um pouco. Por último, vi na internet, no melhor site sobre brincadeiras para crianças, chamado Tempo Junto, uma dica para embrulhar os brinquedos em papel alumínio e brincar de “descubra que brinquedo está aí”.

Bom, a Valentina ficou frustradíssima, pois não sabia o que tinha que fazer com o papel, depois não conseguia desembrulhar o alumínio e depois não conseguia embrulhar novamente. Essa foi a brincadeira que ela chorou….rs

Mas, como disse, esse site é muito completo. Tem de tudo, gente! Muito melhor que esse meu post (sim!!), mas não deixem de curtir esse textinho modesto também. Bjs. 

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