As singularidades dela

IMG_1331

Dia desses, enquanto a Valentina fazia uma das suas brincadeiras “inventadas”, eu fiquei pensando em como nossos filhos são seres humanos únicos, cheios de singularidades independentes das nossas e como não nos damos conta disso e, muitas vezes, até lutamos contra. A brincadeira “inventada” (para quem ficou curioso) consiste em fechar os olhos e perambular assim, no “escurinho”. Quando falamos “escurinho” ela já sabe. É muito legal!

Nunca antes na vida eu tinha visto uma criança brincar disso, gente? Não estou querendo dizer que a minha filha é demais, especial, magnânima (sim. Ela é tudo isso..rs), mas o que quero ressaltar aqui é como nossas crianças vêm com uma personalidade totalmente delas, e isso é muito rico.

Antes de ter um bebê, na época em que eu era uma gestante, imaginava, às vezes, como a Valentina seria, mas minha imaginação não deu conta de ser melhor que a realidade. A Valentina “real” é muito mais interessante do que minha filha imaginária.

Não. Esse post não é um enaltecimento da minha filha (é também, mas prossiga). O que quero com esse breve relato é falar com as mamães que suas crianças são todas únicas e incompáráveis. Nós, mães, temos, muitas vezes, uma mania de olhar a grama do vizinho com bastante atenção:

Olha, o filho dela com dez meses já anda!

Com 2 anos e já desfraldou? Por que meu filho não é assim?

Nossa! Que criança comportada, nem parece aquele bagunceiro do meu filho!

E por aí vai.

Comparamos as etapas, o comportamento, o biotipo, as conquistas. E, não raramente, acreditamos que tem alguma coisa errada com nossos filhotes, já que eles estão “atrasados” ou não correspondem ao “padrão”.

Agora vou dizer uma coisa sobre a padrão.

Por favor, esqueçam que essa palavra existe. Padrões só existem para nos deixar para baixo, achando que somos menos bonitos, talentosos, inteligentes. Padrões nos colocam em caixas, nos tornam rotuláveis, nos reduzem ao que os outros querem que a gente seja. Quando nos tornamos pais, estendemos nossos preconceitos para nossos filhos e isso é muito negativo. Seu bebê é exatamente como tinha que ser e, o mais importante, é ÚNICO.

Como disse antes, eu não imaginava uma Valentina que A-M-A bolacha de água e sal (???), gosta de tudo que é coisa de comer, adora água, folheia livros desde que aprendeu a usar as mãozinhas, adora tudo que é música, inclusive aquela de abertura de House of Cards e tem no currículo como primeira palavra o singelo termo “desce”, esse mesmo do verbo “descer”, que surgiu depois de uma peraltice dela subindo na estante da sala.

Comparações não funcionam, pois não levam em conta exatamente essas singularidades. Quem disse que é melhor ou pior falar com XX meses, desmamar com XX anos, ter esse ou aquele peso?

Não caiam nessa. Cada uma das nossas crias é um grãozinho de areia totalmente diferente dos outros.

E vocês? Que coisas diferentes os filhos de vocês fazem? Comenta aí. Vou adorar saber!

 

 

 

 

Anúncios

Um comentário sobre “As singularidades dela

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s