As primeiras experiências de um bebê (e o que a gente têm a aprender com elas)

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Ver a vida pelos olhos de uma criança! Quem dera as pessoas seguissem, de vez em quando, essa máxima, e parassem de reclamar que estão gordas, que estão magras, que o ônibus não passa, que a gasolina está cara, que o aplicativo não funciona, que a pizza está fria, que o dia está muito quente, ou muito frio, que a internet está lenta, que o pombo-correio nunca chega.

Crianças são encantadas com o mundo. Tudo para elas é motivo de admiração, interesse, descoberta. É muita rica a experiência de conviver com elas, ainda mais quando ainda são bebês e estão vendo e sentindo tudo pela primeira vez.

Digo isso pois dia desses peguei o “Álbum do Bebê” que ganhei de uma amiga na época em que eu era uma gestante serelepe, ainda sem a carga de ser uma mãe full-time. Acontece que olhei aquele lindo book e pensei:

— Nossa. Ainda não preenchi esse livro. Daqui a pouco a Valentina mesmo vai conseguir preencher.

Menina sorrindo

Achei digna essa piada!

Sim. Tenho que me organizar para colocar lá o primeiro sorriso, a primeira papinha, os primeiros dentinhos, os primeiros passinhos. Acho super importante registrar tudo isso, mas como vida de mãe é um pouco caótica (às vezes), a gente acaba deixando para depois, até que o bebê mesmo começa a pedir para escrever no livro (hahaha. Já fiz essa piada antes, né?).

Mas o que eu quero dizer com tudo isso é que essas primeiras experiências do bebê são das coisas mais lindas e há algum tempo eu queria escrever sobre isso. Não só para contar que falo com todo orgulho que os primeiros passinhos da minha pequena foram em direção ao meu abraço (sim, às vezes minha vida também tem momentos típicos de comercial de Margarina), mas também para agradecer por acompanhar tudo isso de tão perto e para dizer para vocês que esses momentos únicos na vida dos pequenos são marcos importantes para a construção da estrutura emocional do bebê.

Funciona assim: o cérebro  nos primeiros anos está em desenvolvimento. Isso significa que ele vai absorvendo coisas e mais coisas e se moldando, de acordo com as experiências que vive e a percepção que tem delas. O emocional do bebê, no início, é meio que uma massinha de modelar (me perdoem, cientistas, sou leiga e só me ocorreu esse exemplo). Se as primeiras vezes dele forem emocionalmente saudáveis, o cérebro da criança vai entender que aquilo é legal.

Volto a dizer o que sempre falo aqui: os primeiros anos são ESSENCIAIS na boa formação emocional, cognitiva, física, etc, etc, etc. Tudo que o que acontece nesse período forma sinapses poderosíssimas, conexões cerebrais enraizadas mesmo. Por isso essa é uma fase vulnerável, mas também cheia de oportunidades. Se você quer saber mais sobre isso, clica nesse link. Tem um artigo bem legal a respeito.

 Continuando, bebês estão sempre passando por primeiras experiências. A internet está rica de vídeos engraçadinhos de crianças experimentando limão pela primeira vez, vendo fogos de artifício, tomando banho de chuva. Se você nunca viu, clica aqui (depois que terminar de ler meu blog TODINHO …rsrsrs).

Eu, como mãe coruja, faço questão de acompanhar de perto tudo de novo que minha filha vive. Tiro foto, escrevo no meu diário, quero compartilhar com os mais próximos. Posso não ter as datas exatas, mas guardei cada carinha dela quando comeu algo diferente do habitual (e ela adora tudo. Ô criança abençoada!), lembro bem quando ela começou a rir, de verdade, para mim, quando eu fazia alguma gracinha, cantava alguma música. Recordo o quanto ela ficou temerosa de engatinhar, detestava mesmo, preferia sempre segurar nos móveis e andar. Lembro das primeiras travessuras (como quando ela abriu o armário da cozinha e virou a lata de achocolatado, espalhando chocolate nela, na nossa cachorra, no chão, em tudo). Nunca vou esquecer que ela dormiu o DIA INTEIRO na primeira vez que ficou longe de mim, aos quatro meses. São muitos acontecimentos. Prometo depois fazer um post só com as primeiras vezes dela. Tem cada fofurice maior que a outra!

Por isso, eu recomendo: curtam as primeiras experiências dos seus pequenos, mas não só: aprendam a ver a vida com os olhos deles. Com admiração, como novidade. A chuva que cai, a lua que brilha, o passarinho na árvore. Sei lá, parece meio piegas, mas a vida tem um lado muito lindo, que a gente esquece de ver. Bora fazer um esforço para reclamar menos e viver mais?

 

 

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