Verdade 5 – O padrão de sono do bebê muda o tempo todo

Bebê dormindo

Então. Seu bebê é daquele tipo que dorme super mal, um pouquinho por vez, acorda com o barulho do oxigênio circulando e demora séculos para pegar no sono? Ou, o contrário, é aquele tipo dorminhoco: Toma banho, dorme. Come, dorme. Está brincando, de repente, dorme. Você não entende essas mães que reclamam do sono dos filhos, já que com você é tudo muito simples, seu neném é super de boa, aceita tudo, dorme horas e ainda por cima não acorda facilmente? Tenho um recado para você que é do primeiro tipo. E para você que é do segundo também. Isso tudo vai mudar. Desculpa. Essa é mais uma verdade sobre o sono dos bebês. O padrão de dormidas deles muda o tempo todo.

Nesse post vou listar cinco dos principais motivos que alteram o padrão de sono dos pequenos, por que e o que você pode fazer (às vezes, nada. Mas, segure firme, que tudo vai dar certo). Digo isso por experiência própria. A Valentina já foi o supra-sumo da dificuldade de dormir e também o neném só alegria na hora do sono. Agora, ela é um bom meio termo. E para mim está ótimo. Aprendi – com a dor – que tudo passa nessa vida. Esse mantra das mães, vale para tudo e para todas as situações da nossa humilde existência. Nada é igual, a mesma água não passa duas vezes no mesmo rio (é isso???). Enfim, filosofia à parte, essa verdade absoluta vale para o sono dos bebês. Ainda mais por que eles são jovens demais neste mundo, estão passando sempre por situações novas, crescendo, aprendendo e dando um maravilhoso trabalho para nós, mamães.

Essa compreensão é amiga. Ajuda a mãe a não enlouquecer quando o bebê entra na fase do sono ruim. Ajuda a mãe a não contar muita vitória quando o bebê entra na fase do sono bom. Agora, lembra que lá em cima disse que vou listar as principais causas das alterações no padrão do soninho deles? Eu disse porque é verdade. Farei isso agora.

Cíntia, meu filho está dormindo mal, no entanto, ele sempre foi um bebê bom de sono. O que aconteceu com ele? Tenho cinco hipóteses. Acompanhe.

Saltos de desenvolvimento e picos de crescimento

Menina saltando

O crescimento e o desenvolvimento do bebê não é uma coisa muito linear. Na verdade, é meio que uma montanha-russa muito louca, daquelas grandonas e cheias de “emoções”. O neném – nos primeiros dois anos – aprende muitas coisas novas, como andar, falar, comer, interagir, e por aí vai. Tudo isso gera nessa pequena pessoa uma ansiedade muito grande, pois o mundo que ele conhece vai mudando o tempo todo.

É como se você morasse um dia no Japão, daí muda para os Estados Unidos no mês seguinte, e no outro, pausa no Tibet. Sim, a analogia cabe e é importante para fazer você entender como é difícil para seu bebê passar por tudo isso. Essas conquistas, os saltos de desenvolvimento, afetam muito a rotina deles, principalmente o sono. Eles ficam com medo do novo, daí quando já conseguem dominar a habilidade querem praticar o tempo todo aquilo que aprenderam. Eu já vivi isso com a Valentina acordando as três da manhã para bater papo comigo.

Outra coisa que influencia muito no sono e na alimentação deles é o pico de crescimento. Esse é físico mesmo. Significa isso mesmo. O bebê está sofrendo um estirão, que vai demandar mais mamadas, para que ele tenha energia para tanto. E vai afetar o sono também. Já que toda mãe que amamenta sabe bem o que é quando o bebê começa a mamar demais. Quer virar a noite grudado no peito da coitada. Tanto o salto de desenvolvimento como o pico de crescimento têm períodos mais ou menos estabelecidos: Por exemplo, aos três meses, aos seis, etc. Têm mais informações – e bem detalhadas – no Guia do Bebê. Nesse caso, não há muito o que fazer, a não ser aguardar esse período passar, além de atender o bebê com muito amor e conversar com ele. Acalmar, deixar que ele pratique a habilidade dele bastante durante o dia para ele não solicitar tanto à noite. Não resolve, mas ajuda.

Transição de sonecas

Bebê e carrinho

No começo, o bebê não tem horário para dormir. Ele dorme o tempo todo. Acorda o tempo todo. Aquela maravilha que a gente bem conhece. Com o tempo, o pequeno vai estabelecendo – apoiado na rotina – um número X de sonecas. Até uns seis meses, o bebê ainda precisa de umas três sonecas durante o dia para ficar disposto e não virar aquele neném chorão, cansado, chatinho. Depois, isso muda. Por volta de 1 ano, o bebê ainda dorme umas duas vezes. Depois, por volta de 1 ano e meio, o neném só vai precisar de uma soneca e tudo bem para ele.

O período que modifica a quantidade de sonecas do bebê é a fase da transição de sonecas. E já sabe como é transição? Caos absoluto. Eu sofri horrores a transição de soneca da Valentina de duas para uma soneca. Isso por que ela não queria mais dormir de manhã, mas ficava cansada. Daí à tarde, exausta, não queria dormir. Tudo isso influenciava no humor e no sono noturno. E eu estava morrendo aos poucos, de tanta exaustão. Mas essa fase passou e ela já fez a transição. Hoje tira uma soneca apenas, depois do almoço. Dorme lindinha à noite, super cedo (por volta das 20h) e quase não acorda mais de madrugada.

Viu o que eu disse? Mudou! Esse período de transição dela afetou o sono dela profundamente, mas passou. Observe se seu bebê está passando por essa transição e tenha bastante paciência com ele. Se possível, peça ajuda, alguns dias para alguém ajudar o bebê a dormir, que não você. A sua exaustão passa para o bebê e ele fica tenso. Muitas vezes é melhor pedir socorro mesmo, na humildade.

Caso não seja possível, tente ir regulando o sono dele assim: nos dias que ele dormiu o padrão dele de sonecas, mantenha o sono noturno no mesmo horário.Mas nos dias que ele dormiu menos do que o normal durante o dia, coloque ele para dormir mais cedo. Nas sonecas diurnas, vá ajustando os horários. Se você sempre colocou às 10h, tente um pouco mais tarde, caso ele esteja resistindo. Funciona, mas é preciso paciência. No meu caso, essa transição demorou umas duas semanas, acho.

Angústia da Separação

Desenho de bebê chorando

Já falei disso aqui, muito nos mínimos detalhes. Volta lá e vê. Mas, em resumo, é o seguinte: por volta dos oito meses o bebê começa  a perceber que ele e a mãe são seres separados. E essa constatação dá uma boa baqueada no pequeno. Ele vai ficar mais choroso, vai ficar com medo, vai querer a mãe perto a todo momento, pois a ideia de que ela possa o abandonar o assusta mais que Bicho Papão. Essa fase vai fazer ele acordar mais durante a noite. Daí, já viu? Sono alterado e mãe zumbi. Aguente firme, que vai passando aos pouquinhos. Passe segurança para seu bebê. Diga que estará com ele sempre, mesmo quando longe. O que ele precisa nessa fase é de você perto. Simples, mas nem tanto.

Nascimento dos dentes ou alterações de saúde

Bebê mostrando os dentes

Esse é um pouco óbvio, vai? Precisa explicar? Precisa? O post vai ficar grandão. Ninguém vai ler e eu vou me sentir só.

Tá. Vou explicar.

No caso do nascimento dos dentes, esse imenso incômodo na vida das mães e bebês, influencia TUDO no dia a dia. É falta de apetite, é choro, é fralda sujando o tempo todo, e sono ruim. Também pudera! Quando o dente está nascendo, o bebê sente muitas coisas ruins: muita dor (o dente é um osso gente! Está rasgando a gengivinha dele. Imagine!), coceira na gengiva, salivação excessiva, fora a febre que dá na maioria dos casos, diarreia, assaduras. Não fosse tão lindo ter todos os dentes da boca, a gente dispensava, certo? Essa gama de sensações negativas não escolhe horário. Na verdade, a tendência é que tudo que é dor e incômodo piore à noite. Resultado? Sono ruim.

No caso das doenças que vez ou outra aparecem, como gripe, dor de ouvido e tudo mais, o bebê não consegue dormir, pois é difícil para QUALQUER UM dormir sentindo dor. Não dá. No caso dos dentes, não há muito o que fazer. Tem que esperar e ajudar o bebê a passar por essa fase sem sofrer tanto, dando mordedores (nunca funcionou com a Valentina), amamentação em livre demanda e muito carinho. Já no caso das doenças chatas, é médico. Fazer o quê? Nada de medicar seu pequeno por conta própria, a menos que você tenha feito faculdade de Pediatria e exerça a função.

Aspectos emocionais

Sapo Love

Deixei por último, mas acho esse mais importante (vai entender essa lógica). O bebê é um ser intuitivo, sensorial, emoção pura. Nos primeiros anos, está conectado, principalmente, às emoções da mãe. Já disse isso, e vou dizer mais. Aguardem. Tudo o que ela passa, o bebê sente. Mas não estou falando de emoções rasas, do tipo: fiquei alegre com esse filme. Estou falando das profundezas do nosso ser. Das dores mais enraizadas, problemas de longa data. Coisas que não admitimos para nós mesmas, muitas vezes. Isso tudo passa para o bebê. Além das mudanças na rotina, como separação dos pais, morte de um ente querido, troca de residência, entrada na escolinha, etc. O bebê reage à essas coisas chorando, se alimentando mal e dormindo pouco. É assim que ele demonstra que algo o está entristecendo ou assustando. Nesse caso, vale sempre que possível conversar honestamente com o bebê. Como se você estivesse conversando consigo mesma. Explique o que está sentindo, o que está acontecendo. O bebê não entende racionalmente, mas entende tudo com o coração. Tente. Laura Gutman é a dona desse conselho e é um dos mais ricos que já recebi.

Bom, essas são as principais causas, mas é claro que têm mais. Eu vou encerrar por aqui, mas lembre-se sempre do nosso mantra: é fase, passa. Beijinhos!

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