Verdade 2 – Bebês precisam de ajuda para dormir

Bebê dormindo

Imaginem a seguinte cena: bebê olha os pais e fala (no terreno da imaginação isso é perfeitamente possível): Vejo que estou cansado, um pouco chato já. São sinais de sono. Vou me recolher aos meus aposentos. Nos vemos mais tarde. Fiquem bem!

Bom, bebês desse mundo não fazem isso, correto? Eles não têm esse nível de autonomia e nem dominam a linguagem. Todo mundo sabe! Vocês podem estar dizendo. E eu respondo: Sim. Todo mundo DEVERIA saber, mas tem uma grande quantidade de gente que acha que bebês podem sim dormir sozinhos quando quiserem. Digo isso pois noto um receio muito grande nas pessoas de deixarem os pequenos “mal acostumados” quando se veem obrigados a dar uma ajudinha na hora do sono.  Nessa segunda parte da série vou falar justamente disso:

Bebês PRECISAM de ajuda para dormir.

Eles não conseguem fazer isso sozinhos. Eles não têm maturidade neurológica para tanto. Não sou eu que estou dizendo, é gente que entende do assunto. Nesse link aqui tem uma explicação bem didática a respeito. Confere depois. A peripécia de dormir sozinho demora a acontecer, lá por por volta dos dois ou três anos é que a criança consegue fazer isso. Antes, muita paciência e compreensão com seu pequeno. Ele nasceu há pouco tempo, o ciclo de sono dele é completamente diferente do dos adultos, ele está em mundo novo, vivendo e experimentando sensações novas. Ele não sabe, no início, que tem dia e noite, que é hora de dormir, agora de comer, e tudo mais. Tudo isso leva tempo.

A ajuda dos pais é como um regulador para o bebê. Sabem por que colo funciona tão bem? A proximidade física acalma o neném. E como disse no post passado, todos nós precisamos relaxar para conseguir dormir. A temperatura, os batimentos cardíacos, a sensação de bem estar. Tudo isso vem junto com o colo. Além disso, se for a mãe a dar o colo, o bebê vai estar diante de um mundo que é conhecido dele (falei melhor disso nesse post). O ato de sugar, por exemplo, deixa os bebês relaxados, por isso amamentar funciona super bem para fazer dormir, principalmente quando eles são recém-nascidos. Já ninar, balançar, andar com ele para lá e para cá também o remete aquele ambiente intrauterino, onde ele vivia em movimento quase o tempo todo. 

Não há mal nenhum nisso. Em proporcionar tais coisas para o bebê. No momento certo, ele vai fazer a dissociação. Quando estiver pronto. Se acolhido com todo amor e compreensão e uma boa dose de rotina (sim, é importante. Vou falar melhor disso nos próximos posts), o bebê aos poucos vai se desapegando dessas “ferramentas”. Mas negar colo, peito, proximidade por medo de nunca mais conseguir tirar isso dele, é pensar de forma bem arcaica e infantiloide, não?

Além desses aspectos, é importante lembrar que o ato de dormir é extremamente solitário. Na alma do bebê, vocês acham que ele não sente medo nessa hora? Sim, pois é um ser humano. E seres humanos têm medo da solidão. Com o tempo, os pequenos vão percebendo que ele dorme e acorda e os pais continuam ali. Que tem dia e noite, que tem coisas que precisamos fazer todo dia, que a mãe não está perto  (fisicamente), mas está (emocionalmente).

Sabe qual foi a palavra que mais falei nesse post? Tempo.

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Tic tac, tic tac, tic tac.

Mentira. Não sei se foi essa. Provavelmente não, mas é só para impactar…rsrsrs. O tempo leva o bebê embora e traz a criança serelepe, que será o adolescente chato e o adulto cheio de afazeres. É o ciclo da vida. A natureza nos fez assim. O que acontece é que vivemos infelizes, pois negamos a nossa natureza e individualidade. 

Nos primeiros dias com a Valentina lembro de me frustar inúmeras vezes tentando fazê-la ficar no berço. Ela acordava assim que colocada lá ou então contava 15 minutos e lá vinha o chorinho dela. Pensei comigo que ela não estava descansando como deveria e segui o que meu coração de mãe mandou fazer: dei MUITO colo para ela. Nos primeiros meses, era assim que ela dormia de dia. À noite, passei a dormir na mesma cama que ela. O tempo foi passando e o bebê foi querendo menos colo e dormindo na dele sossegado. Hoje com 1 ano ela dorme tranquilamente no berço (nem sempre), à noite deixou de acordar de madrugada constantemente e está serelepe prontinha para falar. Eu não me arrependo nenhum segundo de ter dado colo para ela. 

O que acontece é que hoje já sinto saudades daquele bebê rosinha, pequeno, que só queria saber de mim o tempo todo. Que dormia mesmo com Escola de Samba tocando na rua. Acordava, olhava, chorava um pouquinho, mas era só confortar com bastante colo e mamá, que lá ia ela voltar a dormir. Lembro de assistir séries com ela dormindo no meu colo. Lembro de dormir junto à tarde, tão bom! Tempo passa, minha gente. Curtam o pequeno, galera. Cresce rápido demais. 

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