Angústia de separação – entenda por que seu bebê não quer ficar longe de você

Bebê pensativo

Angústia. Aquele sentimento estranho de que falta algo, de que alguma coisa está errada, de sufocamento, de ansiedade. Todo mundo já experimentou isso algum dia. Sentimos essa sensação esquisita em várias fases da vida. Adultos, crianças, bebês. Sim, bebês! Eles também sentem isso e de uma forma totalmente singular. Pois é. Hoje vou falar um pouco sobre uma fase em que o bebê fica tristonho, choroso, que não consegue ficar longe da mãe por 5 segundos, que recebe comentários em peso de que está manhoso, grudento, apegado. Vou falar nesse post da Angústia de Separação.

Quem acompanha esse blog sabe que cito duas pessoas o tempo todo: Dr. Carlos González, meu pediatra espanhol preferido, e Laura Gutman, psicoterapeuta argentina, autora do meu livro de cabeceira “A Maternidade e o Encontro com a própria Sombra”. Pois é. Laurinha fala da relação fusional entre mãe e bebê nos dois primeiros anos. Quando ambos são como uma pessoa só, digamos assim. Pois então, vou usar esse gancho para falar que o bebê quando nasce  não sabe que existe, individualmente falando. Ele não sabe que é UMA PESSOA. Singular, única, especial. Ele pensa que ele e a mãe são uma pessoa só. 

Isso começa a mudar lá pelos oito meses. Coincidência ou não, é a fase em que o bebê começa a dar os primeiros sinais de independência, engatinhando e tudo mais. Nesse período, ele começa a perceber: “Peraí, tem alguma coisa errada. Esses braços, essas pernas, essa cara gorducha, de quem é?”. Começa então a florescer no bebê a ideia de que ele e a mãe na verdade são DUAS PESSOAS. Ele, aqui. Mãe, acolá. Ele no berço. Mãe saindo de fininho do quarto. Ele entretido com o brinquedo. Mãe aproveitando para lavar a louça da janta. Essa consciência de si mesmo é extremamente importante e necessária, evidentemente. Mas gera uma ansiedade no bebê sem tamanho. Ele sofre. Ele sente solidão. Ele tem medo que o abandonem. Ele sonha com isso.

Por isso nessa fase o bebê vai chorar sim cada vez que a mãe o deixar sozinho. Vai acordar centenas de vezes à noite com medo, vai querer grudar na mãe igual Super Bonder. Esse período pode se estender, em maior ou menos grau, por anos, mas um grande marco é o segundo aniversário mesmo. É a partir dos dois aninhos que ocorre a separação da mãe. Laura Gutman explica que antes disso, bebê e mãe são bebe/mãe. Fusionados. Simbióticos. Não tem jeito. Vai ter que levar o bebê para o banheiro também (brincadeira. Ou não). 

Mãe e Bebê Grude

Vou com você, mãe!

A grande sacada desse período de angústia do bebê é estar presente mesmo, dar carinho, pegar no colo, brincar com ele. O neném precisa sentir segurança de que a mãe vai e volta. De que não vai abandoná-lo. De que mesmo longe, os dois continuam conectados pelo fio invisível do amor (muito bonito isso, né?). E isso só é possível com um troço chamado convivência. Somente na rotina, no banho diário, na troca de fralda, no carinho antes de dormir, na papinha do almoço é que o bebê vai sentir que sim, a mamãe está ali, cheia de amor e boa vontade. E é assim com a gente também. Quando sentimos que somos amados, nos sentimos mais livres. 

Para ajudar o bebê a passar por essa fase o mais importante é que a mãe seja, sempre que possível, a pessoa a atender o bebê. Caso ele acorde de noite, dê colo para ele. Converse, explique que você sempre estará presente. Vale também utilizar brincadeiras para simbolizar esse momento, como aquela do “Achou”, que mundo inteiro conhece. Eu, particularmente, não consegui introduzir essa última ideia, pois a Valentina demorou para entender o conceito do “Achou” na vida dela…haha. 

Falo por experiência própria, com o tempo fica mais fácil. Muito embora dona Valentina até hoje chore quando eu a deixo com alguém, por exemplo. Continua não gostando de ficar sozinha e me requisita o tempo todo. Mas ela está na dela. Um ano de idade ainda é período simbiótico, Laurinha me disse. Esse ‘apego” da minha filha só mostra que o vínculo está forte, formado. Não ligo para quem diz que ela é grudada em mim, que está com manha ou coisa parecida. Eu sei que é parte do processo dela de crescimento. Como diz o povo por aí, crescer dói. Ô, se dói!

Ah! Quer mais dicas de como lidar com esse momento. Clica aqui. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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2 comentários sobre “Angústia de separação – entenda por que seu bebê não quer ficar longe de você

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