Seu bebê sente o que você sente! Saiba por quê

Baby.jpg

Vamos começar esse post com um exemplo: você, mamãe, um belo dia nota que seu bebê está muito agitado, incomodado, irritado. Olha fralda, mede a temperatura, tenta fazê-lo dormir, vê se não é fome, coloca agasalho, tira agasalho e ele continua naquele humor maravilhoso. Agora vem a pergunta capciosa: como você estava nesse dia?

Sim. Tem alguns momentos que temos que olhar para nós mesmas para saber o que o bebê sente!

Cíntia, mas que história é essa? Como assim? Vou lá no Google procurar outro blog.

Eu explico, calma. Tenha paciência!

Desde que a Valentina nasceu, notei que os dias que estou mais agitada, ela fica também. Quando estou super de boa, ela está também. Quando invento de chorar, não é que a guria chora junto? Claro que  se ela estiver com alguma dor ou coisa parecida, vai sair um pouco dessa nossa sintonia. Mas nos dias normais, é assim que funciona.

E sabe por que isso acontece?

Bebês sentem as emoções da mãe.

Lembra que lá atrás eu falei a respeito da Exterogestação (clica aqui para ajudar a memória)? Pois então, o bebê nasce, mas vive aquela simbiose emocional por muito tempo. A mãe é o mundo do neném por algum tempo ainda. Demora para eles verem que existe um universo além. No começo, eles ainda acham, por exemplo, que a mãe e ele são uma pessoa só. Não existe ainda a noção de individualidade. Tanto que, por volta dos oito meses, começa a florescer na criança esse sentimento de que ele e a mãe são separados. E é por isso que, normalmente, nessa fase, eles ficam meio chorões, grudentos. É a angústia da separação (prometo falar disso nos próximos posts).

Bebẽ triste

Mãe, volta aqui. Eu não existo longe de você:(

Eu já havia lido a respeito dessa noção de DOIS EM UM do bebê em vários lugares, mas estou agora lendo um livro que me encantou absolutamente e que trata disso: “A Maternidade e o Encontro com a própria Sombra”, da Laura Gutman (já falei dela no post anterior e vou falar em vários outros. Ela e o Dr. Carlos González são os celebrities do meu blog).

No primeiro capítulo do livro, ela fala exatamente isso: bebês são seres fusionais. Eles precisam do outro para formação de sua personalidade. No começo, por não saberem que são, eles existem a partir da mãe. Ela é a reguladora das emoções do bebê, já que ambos ainda estão naquela simbiose que disse acima. Parece complicado, mas não é. Não sei onde ouvi isso (autor da frase, manifeste-se), mas dizem por aí que para saber como a mãe está se sentido, basta olhar o bebê. Pois então!

Um ser de poucos meses não sabe que existe um “eu”. Ele não tem capacidade ainda de pensar coisas como “eu preciso muito daquele colo. Deixa eu chorar para ele chegar aqui”. Tudo neles é intuitivo. Tanto que não sabem, por exemplo, que foi a mãe DELES que atendeu essa necessidade. Não existe essa noção nele. Só o que ele SENTE é que foi atendido. E isso só começa a mudar quando entra em cena o indivíduo. Quando o bebê olha no espelho e fala “bebê”. Quando ele formula frases do tipo “eu quero suco”. Quem tem filho pequeno sabe, demora para isso acontecer. Laura fala de um período de dois anos. Que é quando entra em cena o bebê terrível, que fala não o tempo todo, faz birra, joga as coisas, faz careta, chora, grita. Enfim, praticamente um adolescente.

Isso acontece por que nesse período entra em cena a autoafirmação. O bebê passa a existir por ele mesmo. E quer afirmar que existe no mundo. E o faz dessas formas deliciosas descritas acima.

Porém enquanto ele não tem essa noção do “eu”, todas as emoções dele estão relacionadas às da mãe. Tanto que a Laura fala do conceito mãe/bebê, pois para ela, nessa fase, são duas pessoas em uma só. O bebê é a mãe e a mãe é o bebê e a mãe também. Sim. Coisa linda demais! E é por isso que o comportamento do bebê precisa ser avaliado em conjunto com as emoções da mãe. Os dois são um só por um longo período. Por isso, digo: quando seu bebê estiver no auge do temperamento difícil, sem dormir direito, chorando demais, olhe um pouco para si e veja como VOCÊ está se sentindo. Talvez esteja aí a chave para um relacionamento mais completo entre os dois.

 

 

 

 

Anúncios

4 comentários sobre “Seu bebê sente o que você sente! Saiba por quê

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s