O que é ano novo de verdade?

Ano novo - Pixabay

O primeiro dia do ano é sempre aquele momento em que nossas esperanças meio desbotadas assumem uma cor vibrante e a impressão que temos é que tudo vai dar certo. É assim com todo mundo. Normal. Humanidade. No entanto, depois do dia 01, vem o dia 02, 03, 04…e nada muda. Não significativamente. Não que não queiramos, temos lá aquela lista de resoluções de ano novo para provar. Mas a rotina – essa danada – é aquela mosca inoportuna (expressão de Machado de Assis. Gênio! Lindo! Sou sua fã!) que insiste em cobrir nossos sonhos com aquele ar de segunda-feira.

No entanto, raciocina comigo, mamãe: todas nós já passamos por um ano novo de fato, que mudou tudo, inclusive nós mesmas. Sabe quando? No nascimento dos nossos bebês! Esse sim é o o nosso novo ano. Lembra como você era antes da maternidade? Pois é! Por isso que digo: em 2015, o ano para mim começou no dia 10 de janeiro. Data em que a Valentina nasceu e eu virei pessoa nova. Não tem jeito. Eles mudam a gente na alma mesmo.

Já que você está raciocinando comigo e eu gosto muito dessa sua companhia, continue seguindo a minha lógica: na época da gravidez era tudo muito legal, o bebê chutava, você comprava roupinhas, as pessoas te mimavam, o assento no ônibus era seu e ninguém pegava, mas tudo era meio abstrato, ideia, sentimento ainda não realizado.

Daí nasceu sua cria.  E o que era abstração pura virou pessoa. Ele estava lá. Dependendo em tudo de você. Esperando por um mundo que o acolhesse com o amor que toda criança merece. E, nesse instante, você sentiu aquele misto de sensações esquisitas, não sabia se estava feliz, triste, com dor ou com fome. E o bebê ali. Sempre ao seu lado.

Bebê e mãe

Minha carinha fofa é para você ter mais vontade ainda de cuidar de mim

O tempo foi passando. A rotina – que tanto pode ser sempre essa segunda-feira mal amada quanto aquele lugar confortável para onde sempre voltamos – foi solidificando em seu coração um sentimento tão forte e tão abundante que deixou sua alma cheia, robusta. Nada mais era como antes, e aquele sentimento nunca antes foi sentido. É claro que estou falando do amor. Esse bem querer que faz você mover mundos por aquele ser minúsculo que dorme quietinho no berço. Que não te deixa cair, mesmo quando tudo parece ir contra: o pai que não entende, a família que dá palpites, o cansaço que surge. Tudo isso chateia, mas a mãe que mora em você, nesse momento, tem um mundo à parte e esse mundo é o bebê.

É claro que essa relação simbiótica vai transformando-se com o tempo. Mas sempre é e será o amor de mãe. Essa coisa poderosa e inexplicável que ajuda a máquina do mundo a girar. Lembra lá em cima que eu disse que o nosso ano novo começou com a maternidade, de fato. Então, lá vai um conselho: aproveita que hoje é dia primeiro, que ninguém faz nada, há aquele misto de melancolia e esperança e pensa um instante na sua sorte. No tanto de coisa boa que a vida te trouxe depois que o bebê nasceu. No início desse seu ano, tudo pareceu uma bagunça, não é?

Olha só como tudo se ajeitou. Seu novo ano trouxe uma nova pessoa e essa novidade rima com felicidade. E a rima não é à toa.

Anúncios

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s